
segunda-feira, 23 de agosto de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010
.
iluminando, paramos no que deduzi ser o fim do caminho, já que seria impossível prosseguir. Antes, o cara que parecia ser o chefe havia me prometido: "tio vamos fazer um trato, a gente deixa o senhor ir embora com o carro, o tio não chama os "home" (polícia), assim tudo acaba bem pra todos". Já fora do carro, um dos moleques sentenciou: ”que nada mano a gente já apagou uns caras metidos a besta e não vamos deixar esse ‘véio” nos caguetar aos tiras”. Gelei, nem poderia ser diferente, mas o chefinho" ordenou: "senhor, pode entrar no carro e cair fora".
Depressinha pulei para o banco do motorista, mas na hora de dar a partida, cadê as chaves? O pilantra que vinha dirigindo sumiu na escuridão carregando o chaveiro. "ei, como vou embora, se o rapaz levou a chave", arrisquei. O líderzinho então berrou: "mano" (em nenhum instante se trataram pelo nome), volta aqui com as chaves senão vai sobrar pra você, fiz um acordo com o tiozinho e vamos cumprir, não é tio?O "mano" me entregou as chaves e o chefinho ainda me desejou boa sorte (ironia). Não podendo manobrar (o espaço não permitia) fui saindo de ré, sem enxergar nada (uns 300 metros), e encontrei a rodovia. Entrei para o lado que me deu na cabeça e depois de rodar cerca de 200 metros percebi que estava no rumo de Ribeirão Pires. Era o que eu queria.
___________________________________________
Oswaldo Lavrado é jornalista/radialista radicado no ABC.
___________________________________________
sábado, 21 de agosto de 2010

As estradas com destino à Baixada Santista sempre tiveram um trânsito intenso algumas horas antes do término de cada ano. Milhares de veículos com seus ocupantes sofrendo um calor de mais de 37 graus. Na verdade, juntam-se aos numerosos turistas que, aproveitando a temporada de férias e os feriados consecutivos, já ali se encontram.
As ruas de acesso às praias ficam tomadas por veículos procedentes de várias partes do país.
Alguns milhares de pessoas passam a noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro, dormindo nos carros sem nenhum conforto, suportando calor de mais de 30 graus. Sem sanitários, pouca comida, etc. aguentam com estoicismo a passagem do ano. E, logo em seguida, começam o retorno aos seus locais de origem.
Não vai aqui nenhuma crítica ou censura a quem quer que seja mesmo porque, este é um costume, com algumas variações, dependendo das tradições de cada povo, em qualquer parte do planeta.
A terapeuta holística Rúbia Galante (veja na Internet) diz que a lista de simpatias que se aplica nessa época do ano é muito grande e remonta a centenas e até milhares de anos.
Nós, espíritas, devemos estar convictos de que não existem milagres e QUE DEUS NÃO REVOGA SUAS PRÓPRIAS LEIS, muito menos que somos regidos pela sorte. Se tal acontecesse, seríamos como marionetes nas mãos de um “destino brincalhão” que nos manusearia ao seu bel-prazer, divertindo os milhares de deuses criados pela imaginação de sabichões (sacerdotes ou sacerdotisas) para dominar pelo medo os povos de que faziam parte. Com isso, adquiriam poder e riquezas, governando, como iminências pardas, países inteiros. Como exemplo, basta nos reportarmos ao Velho Testamento, na passagem do afastamento de Moises para receber os Dez Mandamentos. O povo, liderado por um indivíduo astuto, resolveu criar o bezerro de ouro e adorá-lo como um deus. Isso faria com que eles se liberassem para a luxúria e outros prazeres que a Porta Larga oferece.
No Capítulo XXI, item 10, do Evangelho Segundo o Espiritismo, há um trecho que diz “Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a divisão e o isolamento. Eles são quase sempre, Espíritos vaidosos e medíocres que tendem a se imporem aos homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de fascinar e tê-los sob a sua dominação. São geralmente Espíritos ávidos de poder que, déspotas públicos ou privados durante a sua vida, querem ainda vítimas para tiranizar após a sua morte. Em geral, desconfiai de comunicações que trazem um caráter de misticismo e de estranheza, ou que prescrevem cerimônias e atos bizarros; então há sempre um motivo legítimo de suspeição” (a mensagem é assinada por Erasto, discípulo de São Paulo, 1862) - Edição IDE- outubro/1984.Nota-se, então, que o homem sempre foi influenciado por espíritos inferiores para criar as crendices, mitos e ritos a fim de satisfazerem desejos impuros, indo de encontro ao estado evolutivo em que se encontravam. Na sua ignorância ingênua, o ser humano não consegue perceber que é manuseado constantemente para praticar atos bizarros, inconsequentes, criminosos, etc...
“Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade” (Allan Kardec).
Naturalmente, as superstições só terminarão quando o último sugestionado atirar no lixo o seu pé-de-coelho.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ESCRITOR HILDEBRANDO PAFUNDI FAZ LANÇAMENTO NA BIENAL DO LIVRO
HILDEBRANDO PAFUNDI...
DEPOIMENTO
"A ficção de Hildebrando Pafundi é constituída de pequenas histórias, quase todas elas ambientadas na Região do ABC Paulista e São Paulo, de forte cunho social e uma ironia sutil, a Machado de Assis. Muitos desses contos têm as pistas de dança como cenário, Contos como a Greve dos Coveiros e Barzinho Sórdido, que fazem parte desta segunda edição de Tramas & dramas da vida urbana, bem como o Sumiço de Trindade e Vinho Tinto e Mulher, incluídos no livro No ritmo sensual da dança, são obras que dignificam qualquer antologia do gênero. Sinto-me privilegiado por ter sido durante mais de quarenta anos, admirador e vamos dizer, irmão mabaça desse Hildebrando Pafundi, orgulho das letras da nossa região".
Aristides Theodoro, jornalista, escritor, contista e poeta.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Dom Jorge morreu antes de terminar a gravação de suas memórias. O livro eu consegui terminar com base nas pesquisas de seus arquivos pessoais, que incluíam uma série de poemas, muitos de alta qualidade. O coração o matou e o seu corpo encontra-se sepultado no mausoléu da Catedral do Carmo. O livro, denominado Dom Jorge, o Bispo dos Operários, continua inédito. Para mim, ficou a lembrança de um homem delicado, atencioso e magoado com a situação de miséria em que vivia a maioria do povo brasileiro. 1989 se desenrolou com muita dificuldade e um excesso de bebida alcoólica, a ponto de nem eu mesmo me suportar. Olhava-me no espelho e via a imagem da decadência, da degradação. O rosto acinzentado, como se não tivesse vida, as bochechas inchadas, evidenciando a característica dos alcoólatras. Minha mulher nada dizia, mas eu percebia a sua tristeza, a sua frustração.
Ainda na esperança de me reabilitar, Nelson me procurou em casa e me ofereceu um emprego em sua empresa, com registro na carteira profissional. Era mais uma tentativa. Aceitei e, no escritório em que me instalei, revi o contador Elpídio Dalla, proprietário de um escritório de contabilidade, onde tive o meu segundo emprego. Ao ver Dalla, lembrei um pouco, mas com nitidez, dos tempos em que cheguei a Santo André, com doze anos, vindo de Bálsamo.___________________________________________
Na próxima quarta-feira, o décimo nono capítulo de "Memória Terminal", do jornalista José Marqueiz, Prêmio Esso Nacional de Jornalismo, falecido em 29/11/2008. O Prêmio Esso de Jornalismo é o mais tradicional, mais conceituado e o pioneiro dos prêmios destinados a estimular e difundir a prática da boa reportagem, instituído em meados da década de 50. (Edward de Souza/ Nivia Andres).
___________________________________________
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
JOVEM HERÓI RESGATA UM CÃO DAS ÁGUAS
Se usarmos nosso tempo, dedicação, atenção para proclamar sorrisos, felicidade e amor, tudo fica melhor, tudo se transforma e assim cumprimos o que Deus nos confiou...
A forma de algumas pessoas levarem a vida, com mais leveza, com um sorriso no rosto e felicidade estampada em atitudes, não quer dizer que ela seja irresponsável com aquilo que lhe foi confiado... Dedicação, atenção, responsabilidade, não tem nada a ver com mau humor ou o fato de não prestarmos atenção nas simples formas de amar.
As pessoas precisam AMAR mais e julgar menos... Todo mundo é igual, e estamos todos destinados a um mesmo futuro, a morte. Mas apesar desse destino certo, cabe a cada um a liberdade de escolha, enquanto respira... Como você decide viver a vida é o que faz diferença nos momentos em que passar por provações. Vamos AMAR mais e julgar menos!
Um cãozinho passeia com sua dona, quando
A proprietária do cãozinho entra em pânico ao vê-lo se afogar, e se esforça para alcançá-lo.
Em vão.
O cãozinho está ferido, sangra e debate-secontra a correnteza que o arrasta.
Num esforço para não se afogar, luta contra as águas e esboça um mudo pedido de
socorrro.
Entre os curiosos que chegam, está um jovem de 17 anos. O rapaz não pensa duas vezes.
Tira os sapatos e sua calça...
Desce corajosamente e tenta resgataro pobre cãozinho, já no limite de suas forças.
Segura-se nas pilastras da ponte, tenta se aproximar do cão, mas não o alcança.
Assim que o cãozinho se aproxima, carregado pelas águas, o rapaz atira-se e o abraça.
Com muito esforço consegue escalar a ponte, com o assustado cãozinho nos braços...
E o entrega são e salvo para a sua dona.
Esgotado, o jovem recebe um abraço agradecido da dona do cãozinho...
Que chora de alegria ao abraçar seu amigo querido.
Com uma toalha o sapeca se enxuga...E dias depois sorri feliz ao lado da amiga.







