sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


RELIGIÃO, MORAL E NIILISMO


O título deste artigo é para despertar aos menos atentos à leitura constante dos grandes problemas da humanidade. Dirijo-me às pessoas em geral e, principalmente, as que frequentam os Centros Espíritas em todo o Brasil, em busca de alívio para seus males e conhecimento da Doutrina Espírita. Não raro deparamo-nos com pessoas mal preparadas discorrendo sobre determinados assuntos sem ter conhecimento para tal. Não que não haja boas intenções desses nossos irmãos, mas, devido a interpretações errôneas e um conhecimento limitado o “recado” é mal dado, ocasionando alguns danos nefastos de colheita dolorosa para quem os pratique. Seguindo esta linha, perguntamos: É o Espiritismo Religião ou Moral?

Antes de respondermos essa questão, vamos deixar que o Dicionário Aurélio responda por nós a definição de Religião: Substantivo feminino - 1. Crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do Universo, e como tal deve(m) ser adorada(s) e obedecida(s). 2. A manifestação de tal crença por meio de doutrina e ritual próprios, que envolvem, em geral, preceitos éticos. 3. Restr. Virtude do homem que presta a Deus o culto que lhe é devido.

Deste ponto em diante pulamos para o item número 8: Qualquer filiação a um sistema específico ou crença que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica, etc.

Quem pesquisar a história verificará que a Religião é quase tão antiga quanto o homem. É evidente que há todo um estudo sobre o assunto. E não é difícil pesquisá-lo, basta ir a uma biblioteca ou a um computador e conectar a Internet que ali encontrará respostas a todas as indagações sobre o tema. Na sua infância, a humanidade elegia fatos que julgava sobrenaturais, ou seja, o raio, a chuva, o fogo, a água, animais, etc. e fazia deles suas divindades. Mais tarde, começou construir totens representativos desses componentes da natureza e os adoravam fazendo, inclusive, sacrifícios para conseguirem graças. A História prossegue seu rumo. A civilização adianta-se e grandes religiões surgem na antiguidade. Os Hindus, os Egípcios, os Hebreus com sua religião monoteísta, ou seja, crença que só admite um deus.

Antes de Cristo, cerca de 560 anos, nasceu Buda, que deixou uma filosofia que perdura até os dias de hoje (e para quem não sabe, o budismo é reencarnacionista) e é praticado como Religião em todo o mundo, principalmente no Oriente. As religiões hinduístas também acreditam na vida após a morte. É evidente que estas religiões têm uma visão filosófica diferente umas das outras, mas contam-se às centenas as seitas na Índia, muitas delas com versões diversas do que seria a vida além-túmulo.

Os Gregos, os Romanos, com seus deuses em que se mistura toda uma mitologia, mas que levavam a sério suas crenças como Religião.

Entre o povo Hebreu, havia aqueles que acreditavam na reencarnação, mas de uma forma ou de outra todas as religiões mencionadas eram ou são espiritualistas, ou seja, acreditavam ou acreditam que, de certa forma, há a sobrevivência do espírito.

Com o nascimento de Jesus, e tudo o que se passou até sua morte, principalmente nos seus últimos três anos de vida (pregação, prisão e morte) vamos verificar que os conceitos de Moral começariam a mudar na humanidade. O Mestre pregava amor, tolerância, caridade, esperança, perdão, etc. Naquela época quando a guerras de conquista, a escravidão, o ódio, a intolerância, o olho por olho, a miséria, o preconceito era a constante dos povos e não se poderia tolerar que alguém falasse alguma coisa que quebrasse o “status quo” então existente no dia-a-dia.

Perguntamos então: teria Jesus uma Religião? Porque Jesus nasceu entre o povo judaico? As respostas são simples. José e Maria eram Judeus e como tal eram religiosos e obedeciam as leis judaicas ou mosaicas. Era o único povo que se conhecia monoteísta, que realmente acreditavam e acreditam em um só Deus. Jesus passou pelo ritual da circuncisão e frequentava o templo judaico religiosamente. Há até uma passagem (verdadeira ou não) que Jesus aos 12 anos discutiu longo tempo com os tais doutores da lei mosaica e se saiu muito bem, vindo desse episódio provavelmente os primeiros resquícios de ódio contra o homem que trazia um novo código de moral (A Lei do Amor). Não que os Judeus não tivessem um Código de Moral (O Torah) cujo um dos itens trata exatamente das “regras determinadas por Deus para um Santo viver”. Mas Jesus trazia em sua “bagagem” as leis divinas imutáveis que sempre existiram para a evolução da humanidade onde quer que ela esteja. E isso quer dizer para as pessoas não terem dúvidas se devem fazer dessa Moral uma Religião. As pessoas normalmente costumam falar que Jesus não deixou nenhuma Religião. A Religião já existia, ou seja, o culto a Divindade DEUS.

Voltamos a consultar o Aurélio: Moral - Substantivo feminino - 1. Filosofia; Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. 2. Conclusão moral que se tira de uma obra, de um fato, etc.
3. O conjunto das nossas faculdades morais; brio, vergonha.
4. O que há de moralidade em qualquer coisa.
5. Relativo à moral
6. Que tem bons costumes
7. Relativo ao domínio espiritual (em oposição a físico ou material).

Pois bem, verificamos então que, Jesus ao divulgar as Leis de Deus para a evolução do homem-espírito o fez sabendo que a semente levaria algum tempo para germinar. Disse algum tempo, pois sabemos que 2000 anos para a eternidade não é nada. O Cristianismo nascente sofreu horrores durante quase quatro séculos. A Religião Cristã evoluiu, foi deturpada, vilipendiada, mas sua moral foi espalhada para todos os cantos da Terra. Os valores foram mudados e até hoje há os que lutam contra a máxima “Amar o próximo como a ti mesmo” e ainda “Amar os próprios inimigos”.

Para dominar populações, mentes doentias criaram doutrinas e fizeram intensa propaganda. Para fazerem lavagens cerebrais criaram até slogans como “Religião é o ópio do povo”.

Em contrapartida, cumpriu-se o que Jesus prometera; a vinda do Espírito de Verdade e, em consequência, a Codificação do Espiritismo com o lançamento do Livro dos Espíritos, em 1857. Divulgam-se então, em toda a sua pujança e clareza, as Leis Divinas para a evolução do homem. Doutrina que se contrapõe ao materialismo e ganância do homem. Essas Leis, que poucos entenderam quando Jesus as divulgou devido ao estágio evolutivo da humanidade de então, estavam agora claras e objetivas.

NIILISMO

Desta vez vamos consultar a Wikipédia, a enciclopédia mais completa do mundo e que só pode ser acessada pela Internet: O niilismo (ou nihilismo), do latim “o nada”, é uma corrente filosófica que, a princípio, concebe a existência humana como desprovida de qualquer sentido, tendo sido popularizada primeiramente na Rússia do século XIX, como reação de alguns intelectuais russos, mormente socialistas e anarquistas à lentidão dos czares em promover as desejadas reformas democráticas.

A origem do niilismo vem de longe, mas vamos nos ater a Friedrich Nietzsche que se opunha frontalmente às religiões e principalmente ao cristianismo entre outras, como o budismo e autores Socráticos. Nietzsche nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta para si próprio, se falsifique, enquanto vive a vida fixada numa mentira. Assim no niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valores, já que ela é considerada uma atitude negativa.

O assunto é extenso e quem se interessar por ele, é só buscar as fontes abundantes nas enciclopédias, internet e os livros do filósofo mencionado.

Para terminar, vamos transcrever aqui, o último parágrafo do Prefácio assinado por Emmanuel no livro Religião dos Espíritos, psicografado por Francisco Cândido Xavier. A Edição é de 1960 – FEB.

“... E aguardando por essas contribuições, na sementeira da fé viva, cremos poder afirmar, com o título deste volume, que o primeiro livro da Codificação Kardequiana é manancial tão rico de valores morais para o caminho humano que bem pode ser considerado não apenas como revelação da Esfera Superior, mas igualmente como primeiro marco da RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS, em bases de sabedoria e amor, a refletir o Evangelho, sob a inspiração de Nosso Senhor Jesus-Cristo.”
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*J. Morgado é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, escrevendo crônicas, contos, artigos e matérias especiais. Contato com o jornalista pelo e-mail: jgarcelan@uol.com.br
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39 comentários:

  1. Bom dia J. Morgado!

    Leio todos os seus artigos, embora não siga a doutrina espírita, mas eu a admiro, pela filosofia profunda e interessante que ensina.

    Bjos,

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  2. Bom dia,amigos e amigas!

    Hoje é o dia do aguardado artigo quinzenal de J. Morgado, sempre uma excelente ocasião para a visita ao Blog do Edward de Souza, por vários motivos.

    O primeiro, é que Juliano Morgado escreve muito bem - é claro, objetivo, didático e expõe seus argumentos com rara sabedoria e conhecimento - a forma;

    O segundo e mais importante, é que seus artigos são preciosidades, lenitivos, servem como apoio, estímulo, orientação, às vezes, admoestação (carinhosa, mas determinada!) - o conteúdo.

    Assim, reunindo forma e conteúdo da melhor qualidade, Juliano Morgado tem leitores fiéis e atentos, mesmo os que não professam a doutrina Espírita, mas que comungam a sua crença no amor, na verdade, no respeito e na cordialidade que deve existir entre os homens de boa vontade.

    São sementes de paz, são sementes de luz as palavras de J. Morgado!

    Tenham um bom dia!

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  3. Olá Professor
    Seria eu suspeito se definisse o que é niilismo. Portanto, deixo o encargo para a Enciclopédia Wikipédia, abaixo transcrita.
    Um abraço
    Paz. Muita Paz.
    J. Morgado
    “Niilismo é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral). É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “por que”. Os valores tradicionais se depreciam e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". "Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro".
    O niilismo pode ser considerado como "um movimento positivo” – quando pela crítica e pelo desmascaramento nos revela a abissal ausência de cada fundamento, verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade, agora não mais garantidas, nem sufocadas ou controladas por nada". Mas também pode ser considerado como "um movimento negativo” – quando nesta dinâmica prevalecem os traços destruidores e iconoclastas, como os do declínio, do ressentimento, da incapacidade de avançar, da paralisia, do “tudo-vale” e do perigoso silogismo ilustrado pela frase do personagem de Dostoiévski: "Se Deus está morto, então tudo é permitido". Entende-se por Deus neste ponto como a verdade e o princípio”.

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  4. Bom dia meu amigo-irmão J. Morgado!
    Tenho em casa um livro intitulado "Nilismo" e foi escrito por Franco Volpi, filósofo italiano falecido em abril do ano passado, vitima de um acidente quando fazia seu passeio de bicicleta. É um livro interessante uma das poucas obras literárias que trata diretamente do niilismo como fenômeno. Recomendo sua leitura. Volpi era um dos mais renomados estudiosos da filosofia alemã, especificamente Heidegger. Me permita citar aqui um pequeno trecho, do seu livro:

    "cabe, porém, perguntar: Se é verdade que o nilismo começa quando cessa a vontade de nos auto-enganar, será possível, então, transformar a experiência dele em lição para nós, num poderoso convite à lucidez de pensamento e ao questionamento radical, num tempo em que os altares abandonados passam a se povoar de demônios?"

    Meu amigo-irmão J. Morgado, parabéns por mais essa crônica. Cumprimento ainda nossa querida Nivia Andres pelo belíssimo trabalho de postagem e ilustrações, sempre acompanhada de perto pela nossa eficiente Cris Fonseca.

    Um forte abraço a todos...

    Edward de Souza

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  5. Bom dia Juliano!!!

    Paulatinamente as revelações vem nos demonstrando que a cada passo que damos em relação a maturidade consciencial, nos vem também descobertas do genero, possibilitandi a reavaliação dos valores e do moral.
    Verdade absoluta? não, ainda não estamos longe disto, os sentimentos que nos movem como combustivel, ainda são a nossa ancora a este lodaçal...
    Cada um tem a sua verdade, porque ainda cada um tem seus interesses individuais a proteger, e a criatura que diz já estar longe disto é o maior de todos os suspeitos...poucos pensam na coletividade, sem sentimentos individualistas.
    A humanidade se debate como peixes em rios estanques, onde só restam a lama, a o dono disto tudo está atento, certamento algo muito bem nos aguarda, mas o maior problema é pequenice dos nossos conceitos diante de tamanha imensidão. Queremos concorrer com a inteligencia infinita, com o nosso raciocinio tremendamente limitado.

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  6. Professor João Paulo de Oliveira, para suas dúvidas, sugiro que leia O Livro dos Espíritas. É o que farei, assim que adquirir esse livro. Até porque, mesmo tendo lido duas vezes a crônica do J. Morgado, nada entendi e também fiquei com uma estranha sensação de quatro patas. De qualquer forma, artigo complicado como esse nos leva a pesquisar e ganhar novos conhecimentos!

    Abraços,

    Juninho - São Paulo - SP.

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  7. Boa tarde Juliano!!!

    Complementando...

    nota zero para minha gramática, rsrsrsrsrsrrsrsrsrsrs....
    Vou ficar de recuperação, de DP, não vou ganhar bicicleta do papai noel, rsrsrsrrsrs

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  8. Olá Professor

    "Ser ou não ser, eis a questão" ("to be or not be, that’s the question"), Shakespeare.

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  9. Ôi J. Morgado, acabei de ler sua crônica e ainda procurando entender... Achei um pouco confusa a mistura entre religião, moral e niilismo com dicionários, fenômenos, enfim... Mas sou jovem, ainda chego lá!

    Bjusss

    Martinha - Metodista - SBC

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  10. Senhor J. Morgado


    A humanidade despertará no momento oportuno.


    Maria Monge – Mairinque -SP

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  11. E aí será tarde demais, Senhora Maria Monge!

    Alzirinha - São Paulo - SP.

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  12. Caro João Paulo de Oliveira: curiosamente, tivemos trajetórias parecidas e chegamos ao mesmo lugar. Fui um pouco católico e um pouco espírita, por influência do ensino religioso no primeiro caso e da família no segundo. Com o passar dos anos, sem jamais ter deixado de buscar respostas, e sem encontrá-las, tornei-me ateu. Não conseguiria crer em nada simplesmente pela fé. Se não acho respostas, sólidas, convincentes, não posso acreditar. Foi esse o processo da minha mudança. Para quem tem certeza que encontrou as respostas que não achei, parabéns! Sou contra o combate à fé, é um direito de todas as pessoas e para algumas um grande conforto. Como do mesmo modo acho um atraso mental absurdo, além de uma violência, condenar alguém por sua descrença. Em tudo crer, ou em nada crer, é um direito de cada individuo. Cabe a cada um decidir, sem aceitar pressões, patrulhamento, perseguição e até violência moral e física. É um ato de coragem declarar-se ateu, tal a pressão em contrário que isso acarreta. Como se o livre pensar, afinal, não fosse nosso direito mais inviolável.
    Beijos a todos!
    Milton Saldanha

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  13. Olá Milton Saldanha, concordo com você, embora creia na existência de Deus. Cada qual tem o seu direito de acreditar ou não, principalmente no seu caso, que recebeu o ensinamento de duas crenças e não encontrou nelas seu alicerce para edificar sua Fé. Digo crenças, mesmo sabendo que o espiritismo não aceita ser chamado de religião e sim de filosofia. E crê em sua doutrina, claro está.

    O que me intriga, isso quando se fala em religiões, é que todas elas estão certas e tem o ensinamento correto. Converse com um Testemunha de Jeová, Protestante, Adventista do Sétimo Dia, Assémbleia de Deus, Universal do Reino de Deus e outras dezenas que estão espalhadas pelo Mundo. Cada um dos crentes de uma dessas religiões só falta lhe bater, pregando que eles estão certos e conhecem o caminho correto da Salvação (sic).

    No espiritismo, o que eu não concordo é a adoração e a crença que eles depositam no Livro dos Espíritos, como se ele só fosse o caminho que vai nos levar a Deus. Ou, entendendo melhor, como se ele só carregasse a verdade em seus ensinamentos. Muita pretensão... Dificilmente tocam no nome da Bíblia, embora professem que a aceitam. Diante desse quadro, quem busca um caminho para seguir fica numa verdadeira encruzilhada. Muitos desistem dessa busca!

    Beijos a todos e bom fim de semana!

    Gabriela - Cásper Líbero - SP.

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  14. Caríssimo J. Morgado!
    Como sempre faço, acompanho quinzenalmente suas crônicas no blog do prezado amigo Edward de Souza, com muito interesse e admiração. Embora não me sinta preparado para assumir um comentário a respeito do assunto tratado hoje, creia, sempre acabo aprendendo um pouco com seus ensinamentos. Gosto muito do que escreve, meus cumprimentos!

    Um bom fim de semana!

    Eurípedes Sampaio - Jundiaí - SP.

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  15. Olá Amigos

    Milton Saldanha tem razão. Liberdade de pensamento é uma prerrogativa do ser. Idéias ou modo de pensar é um direito.
    O que interessa para o bem humanidade é o comportamento de cada indivíduo perante seu próximo.
    Para ilustrar o que escrevi vou narrar uma pequena história.
    Três indivíduos morreram (desencarnaram) e, segundo as muitas religiões, foram parar no céu. Ali Pedro, o porteiro interrogou cada um deles. Diante de si, um enorme livro.
    Perguntou para o primeiro: --qual seu nome? O recém morto respondeu -- José de tal. Pedro procurou no livro e disse; -- aqui está! Você é católico, entretanto quando na terra não procedeu como deveria, segundo a boa moral. Deixou de fazer caridade e respeitar o próximo. O egoísmo falou mais alto! Não poderá entrar.
    Dirigiu-se ao segundo fazendo a mesma pergunta. – João de tal. Pedro procurou no livro e disse: -- Você se diz espírita, entretanto, procedeu da mesma maneira que José. Também não poderá entrar.
    Chegou à vez do terceiro que por sinal estava tremendo de medo. Afinal ele não professava nenhuma religião e era declaradamente ateu!
    Lendo o “prontuário” de Joaquim (ateu), disse: -- Estão aqui registradas grandes benfeitorias. Deu de beber a quem tinha sede; aplacou a fome de muita gente; abrigou quem não tinha teto; instruiu aqueles que tinham sede de saber... – Entre Joaquim!

    Um abraço a todos

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  16. Olá amigos

    Abaixo, um pequeno lembrete extraído da matéria hoje postada.

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado


    “Não raro deparamo-nos com pessoas mal preparadas discorrendo sobre determinados assuntos sem ter conhecimento para tal”.

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  17. ANA CÉLIA DE FREITAS.sexta-feira, 05 fevereiro, 2010

    Olá J.Morgado...
    Como sempre o nobre Jornalista nos traz assuntos palpitantes.
    A primeira vez que li este artigo,fiquei um tanto confusa,reli e clarou um pouco mais.
    Acho que o niilismo é o retrato de Brasília:uma bagunça.Brincadeirinha.
    Tenha certeza que aprendemos cada vez mais com seus relatos.
    Parabénsssssssssss.
    ANA CÉLIA DE FREITAS.

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  18. Chefe Edward de Souza e demais queridos amigos e amigas do blog: a partir deste domingo estarei a bordo do Costa Concordia, navio que tem esse nome em homenagem à concórdia que deve existir entre os homens. É uma idéia pacifista. Bonito, né. Durante uma semana ficarei desconectado da realidade, incluindo celulares e computadores. Como sempre faço isso, recomendo a todos, nossas cabeças merecem e precisam de repouso. A gente volta realmente restaurado. É o cruzeiro Dançando a Bordo, o oitavo, promovido pelo meu jornal, o Dance. Depois voltarei para este espaço maravilhoso, onde sempre aprendo muito com todos vocês.
    Beijos!
    Milton Saldanha

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  19. Boa tarde meu caro J. Morgado.
    Eu tenho declarado que meu funeral, antes da cremação, deverá ser curto para que ninguem se obrigue a passar a noite sem dormir.Que não se promova encontro onde um falatório danado misturado a toque de celulares incomode a massa inerte que serei.
    Quero um Concerto para violinos: de Mendelssonh.
    Não sou muito definido em religião, no entanto, quero uma encomendação da alma, -não do corpo, que irá ao forno - ecumênica, ofiada por um pároco católico, um pastor metodista e um médium com uma prece do Xico.
    J. Morgado. Seu texto não deixa dúvida, carrega uma estrutura de conhecimento extraordinaria.Parabéns.
    Hoje andei lendo para fundamentar um artigo a ser publicado na terça, a mensagem de Paulo aos Corintios que andavam em baderna crescente. O problemas das linguas, tudo que não adianta, se não houver amor. Acabei concoirdando que nada vale sem fé, esperança e caridade.
    O importante é que apreciei muito as letras de sua lavra que são bem indicadas para reflexão, perfeito para eliminar dubiedades.
    Um abraço amigo
    Garcia Netto

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  20. Amigos do blog de ouro bôa noite.

    Mais um artigo postado hoje pelo mestre Juliano Morgado,que causa muita polemica, e é assim o nosso blog.Polemico e democrático, cada um com seus conceitos sôbre religião e defendendo seu ponto de vista,também arguindo o Mestre Morgado sôbre as suas idéias e sua certeza,nas respóstas explicadas com base em estudos,livros e enciclopédias sôbre o assunto "Doutrina espirita"

    Parabéns amigo J.Morgado pelo artigo quinzenal

    Abraços a todos e tenham um ótimo final de semana.

    Admir Morgado
    Praia Grande SP

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  21. Sinceramente, não posso acreditar que eu li isso numa postagem do Sr. J. Morgado, uma das pessoas mais calmas e educadas deste blog. Vou repetir a frase que li, em comentário dele, postado logo acima, leiam: “Não raro deparamo-nos com pessoas mal preparadas discorrendo sobre determinados assuntos sem ter conhecimento para tal”. Ficou claro, alguém fez um comentário que não o agradou. E ele, para tirar a culpa do ataque que fez contra um de nós, citou que extraiu do texto, onde realmente consta isso. Feio demais, Sr. Morgado. E quem é obrigado a entender essa parafuseta que o Sr. escreveu? Os grandes jornalistas deste blog, como a Nivia, leia o comentário dela, saiu fora do assunto. Enrolou e deixou um recado que nada tem a ver com seu niilismo. Eu havia entrado antes no blog (leia meu comentário acima), despistei porque também nada entendi desse assunto. Mas, não é assim que se trata os frequentadores de um blog, caro senhor, com patadas. O sucesso que o blog tem hoje não é graças ao senhor, mas ao trabalho de muitos jornalistas. Não estrague tudo com patadas, por favor!!!

    Um abraço ao senhor, caso queira aceitar!!!

    Juninho - São Paulo - SP.

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  22. Mais ainda Sr. J. Morgado, vou lhe prometer que jamais lerei qualquer crônica sua, tenha a certeza disso. Fiquei profundamente ofendido, mesmo que a patada desferida não tenha sido contra minha pessoa.

    Juninho - São Paulo - SP.

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  23. oiê, amigos (as)...
    caro mestre Morgado, faço minhas um pouco das palavras da Andressa, lá em cima, e do competente Saldanha: "Não sigo a doutrina espírita e, criado católico, apostólico romano tenho como limite essa fascinante praia", com o devido respeito a todas as outras.
    Seu artigo, como sempre, avança entre o polêmico e o intrincado mundo da teologia, porém didático e reverenciado.

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  24. Gênnnnnte !!!, Quem é Juninho de São Paulo para vir aqui desancar um dos nóssos mais respeitado Jornalista. ???
    Apesar de termos o mesmo sobrenome NÃO somos parentes e agóra quem sentiu-se ofendido pelas palavras de "juninho" fui eu.
    Retrate-se perante este grupo unido do blog de ouro rapaz, ou seja lá o que fõr.
    por acaso conhéce J.Morgado ?
    Por acaso vc está comentando neste blog desde o primeiro dia ? por acaso é vc o dono da verdade ??
    Coisa feia, entrar sem ser convidado e já querer dar lição de moral em quem quér que seja.
    Para seu conhecimento, garanto quer tanto Edward, Nivia Andres,J.morgado e TODOS os amigos do blog de ouro,POUCO estão se lixando se vc comparecer ou não ao NÓSSO blog.
    Ponha-se em seu lugar de simples leitor, e não venha humilhar pessôas as quais vc deveria respeitar.

    Amigos,não poderia deixar de defender o nósso bom e sincéro amigo J Morgado,das "patadas" desferidas por tão ignobil pessôa.

    Abraços aos demais colégas do blog

    Admir Morgado
    Praia Grande SP

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  25. Olá Amigos

    Quero agradecer a todos que aqui postaram suas opiniões.
    A Nivia, que com sabedoria e muita competência está administrando este blog.
    A Cristina que com sensibilidade artística contribui para a diagramação de todas as matérias, tornando-as mais atrativas.
    Palavras carinhosas e outras não tanto. Mas, não importa. O que importa é o direito das pessoas exporem seus pensamentos.
    Quero esclarecer ainda, que a doutrina espírita, baseada na ciência, filosofia e religião não é dona da verdade. Como ciência, é dinâmica e conseqüentemente, procura estar sempre na vanguarda de novas descobertas.

    A todos um forte abraço fraterno

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  26. Luiz Antônio de Queirozsábado, 06 fevereiro, 2010

    Caro J.Morgado,

    Parabéns pelo texto e as pesquisas para nos trazer mais conhecimentos sobre religião, moral e niilismo.
    Permita dar um posicionamento pessoal sobre ser ou não o Espiritismo uma religião.
    Para tanto temos que nos reportar a Allan Kardec, e como complemento ao final de seu texto quando transcreve um trecho do livro Religião DOS Espíritos. O destaque da preposição DOS tem uma intencionalidade que será esclarecida à frente.

    Inicialmente trago minha opinião pessoal e afirmo que Espiritismo não é Religião.
    Por quê afirmo? Porque para mim é mais prejudicial para a doutrina Espírita ser considerada Religião do que não ser.
    As diversas religiões existentes são anatematizadas entre si. É questão de preferência, partido. Como no futebol. Tanto nos textos bíblicos, como nos noticiários hodiernos encontramos exemplos marcantes dessas separações.
    A maioria das religiões, senão todas possuem seus dogmas, rituais próprios, ornamentos e obedecem a uma estrutura hierárquica.
    O Espiritismo é livre de dogmas, rituais, ornamentos, não obedece a uma hierarquia e está alicerçada na caridade para com todos.
    Pode assim ter entre seus adeptos homens de todas as religiões. Aceitar todos como irmãos; através da ciência espírita, continuar pesquisando a fim de descobrir muito mais desse mundo que nos rodeia e que não é perceptível, ainda, pelos nossos instrumentos e pelos nossos sentidos materiais.
    Não é pela religião que nos tornaremos melhores, mas pelos nossos pensamentos e ações. Não há dúvida que uma religião sentida e bem praticada pode ajudar, mas não define. O que define é a caridade, como nos ensinou Jesus e a própria doutrina Espírita na sua máxima: Fora da Caridade não há salvação.
    Além da opinião pessoal, precisamos consultar Allan Kardec.
    Na Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos, Maio de 1859, Allan Kardec refuta um artigo de um abade que fala sobre o nascimento de uma nova religião em Paris, a qual trago alguns trechos e sugiro exame. Diz Kardec:
    Obs: segue no próximo comentário.
    Luiz Antônio de Queiroz
    Franca-SP

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  27. LUIZ ANTÔNIO DE QUEIROZsábado, 06 fevereiro, 2010

    Segue comentário de Luiz Antônio de Queiroz

    Em segundo lugar, é ele (Espiritismo) uma religião?
    Fácil é demonstrar o contrário.
    O Espiritismo está baseado na existência de um mundo invisível, formado de seres incorpóreos que povoam o espaço...
    Melhor observado desde que se vulgarizou, o Espiritismo vem lançar luz sobre uma porção de problemas até aqui insolúveis ou mal resolvidos. Seu verdadeiro caráter é, pois, o de uma ciência e não o de uma religião. E a prova é que conta como aderentes homens de todas as crenças, os quais, nem por isso, renunciaram às suas convicções...
    Assim, pois, o Espiritismo se fundamenta em princípios gerais independentes de toda questão dogmática. É verdade que ele tem conseqüências morais, como todas as ciências filosóficas. Suas conseqüências são no sentido do cristianismo, porque é este, de todas as doutrinas, a mais esclarecida, a mais pura, razão por que, de todas as seitas religiosas do mundo, são as cristãs as mais aptas a compreendê-lo em sua verdadeira essência. (aqui faço mais um parêntese e sugiro leitura do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, para entendermos por que o Espiritismo teve tanta aceitação no Brasil).
    O Espiritismo não é, pois, uma religião. Do contrário teria seu culto, seus templos, seus ministros. Sem dúvida cada um pode transformar suas opiniões numa religião, interpretar à vontade as religiões conhecidas: mas daí à constituição de uma nova Igreja há uma grande distância e penso que seria imprudência seguir tal idéia. Em resumo, o Espiritismo ocupa-se da observação dos fatos e não das particularidades desta ou daquela crença...
    Reporto-me também à Revista Espírita de Dezembro 1868, Jornal de Estudos Psicológicos, que publica discurso de abertura da Sessão Comemorativa dos Mortos, de 1 de Novembro de 1868, sob título “O Espiritismo é uma Religião?” onde vem inicialmente falando sobre a comunhão de pensamentos e após seus apontamentos, em determinado ponto diz que no sentido da fraternidade e da comunhão de pensamentos o Espiritismo pode ser considerado uma religião. Para não ficar dúvida com a ambiquidade, diz no parágrafo seguinte que transcrevo textualmente:
    Por que, então declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque não uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem.
    Estes textos são tão esclarecedores e dotados de lógica e bom senso, que não restam dúvidas. Sugiro leitura e exame. Esses livros podem ser acessados, de graça, pela internet.

    O comentário continuará.]

    Luiz Antônio de Queiroz
    Franca-SP

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  28. LUIZ ANTÔNIO DE QUEIROZsábado, 06 fevereiro, 2010

    Continuão de comentário de Luiz Antônio de Queiroz

    Para finalizar vamos esclarecer a preposição DOS.
    Emmanuel não saiu uma vírgula da doutrina DOS Espíritos. É dos Espíritos, e não dos homens, pois foi trazida à humanidade por uma plêiade de Espíritos com a finalidade de nos ajudar a avançar na nossa evolução. No texto que cito acima, de Allan Kardec, também é abordado o assunto, que em determinado parágrafo que inicia na crença dum Deus todo-poderoso, na alma e na sua imortalidade, na pré-existência da alma, na pluralidade das existências, na perfectibilidade dos seres, a cada um segundo as suas obras e vai citando outros pontos de crenças do espiritismo diz: eis o Credo, a religião DO Espiritismo, religião que se pode conciliar com todos os cultos, isto é, com todas as maneiras de adorar Deus. É o laço que deve unir todos os Espíritas numa santa comunhão de pensamentos, esperando que ligue todos os homens sob a bandeira da fraternidade universal. Novamente a preposição DO. Preposição é a palavra invariável que relaciona dois termos. Nessa relação, um termo completa ou explica o sentido do outro. Nas relações citadas, tanto de Emmanuel quanto de Kardec, é de posse. Portanto a Religião é Dos Espíritos, e a eles compete. Não a nós. A nós compete o melhoramento moral através da prática da caridade. Isso é para esclarecer que a superioridade de Emmanuel e Kardec, não deixou dúvidas quanto ao conceito.
    Essa é a minha opinião.

    Abraço Fraterno

    Luiz Antônio de Queiroz
    Franca-SP

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  29. Alguém disse um dia: "O ateu, é o crente mais sincero".
    Um beijo para todos.
    Graça (Portugal)

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