quinta-feira, 11 de novembro de 2010

QUARTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2010



Início de 1988: o então deputado federal Adhemar de Barros Filho em conversa com amigos, assessores e antigos funcionários do seu pai, Adhemar Pereira de Barros, manifesta a intenção de celebrar os 50 anos de vida pública do Velho Adhemar, como o pai era chamado. Foi em 1938 que Getúlio Vargas, depois de mandar prender o ex-Interventor Armando de Salles Oliveira, casado com uma das filhas de Julio de Mesquita, patriarca da família e fundador do jornal O Estado de S. Paulo, designou o Velho Adhemar Interventor do estado e essa nomeação gerou fatos incríveis, sentimentos de ódio e vingança e, claro, fontes de histórias e lendas, que ainda hoje despertam a curiosidade dos paulistas.
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A reunião de Adhemarzinho, como o ex-deputado federal ainda hoje é chamado, ocorreu no “Casarão de Adhemar”, onde se realizavam nos anos 40, 50 e 60 os encontros do antigo PSP, o Partido Social Progressista, que o Velho Adhemar fundou de comum acordo com o deputado federal pelo Rio Grande do Norte, João Café Filho, fundador do minúsculo Partido Social Nacionalista. O Casarão situava-se na Alameda Barão de Limeira, bairro dos Campos Elísios, a poucos metros da Rua Aurora, que atravessa a Avenida São João. E, nele, ainda funcionava “a gráfica do Adhemar”, para defender-se de ataques dos adversários.

Nessa reunião, Adhemarzinho indagou-me se eu podia escrever o livro com histórias pitorescas do seu pai. Aceitei o convite, pois, dois anos antes, ele havia autorizado “a gráfica do Adhemar” a imprimir Tancredo, Máximas e Citações, livro de minha autoria com o pensamento de Tancredo Neves em forma dicionarizada. À época eu trabalhava no jornal NOTÍCIAS POPULARES, no prédio da Folha de S. Paulo e, alternadamente, passava na casa grande, de dois andares, do início do Século XX para cheirar a conversa ao cair da tarde dos velhos adhemaristas, um dos quais Rogê Ferreira, político progressista e expoente do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

O filho de Adhemar Pereira de Barros preparou uma lista com endereços e telefone de adhemaristas para eu entrevistar. Tomei então o cuidado de comprar um gravador para as entrevistas, inclusive a primeira com Erlindo Salzano, filho ilustre da cidade de Porto Ferreira, que o Velho Adhemar indicou em 1951 para vice-governador de Lucas Nogueira Garcez, sobre quem Salzano havia escrito o livro: O crime perfeito de Lucas Nogueira Garcez. Fui à sua casa, e a mulher que me atendeu à porta disse que Erlindo encontrava-se bastante doente e não podia atender-me. Eu insisti:
“Foi o deputado federal Adhemar de Barros Filho que me pediu para falar com ele.
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- Deixa o moço entrar – ouvi uma voz trêmula proveniente do quarto e logo percebi tratar-se do meu entrevistado. Fui conduzido até à sala, depois ao quarto de pouca luz onde ele encontrava-se deitado, e ao aproximar a vista pude observar ser o vice de Lucas Nogueira Garcez um homem de pele morena, magro e alto. Apresentamo-nos e nos abraçamos, ele pediu para esperá-lo na sala. Então começamos uma conversa com a qual iria familiarizar-me ainda mais na política, com a qual eu tive contato aos 15 anos ao passar a ler diariamente o jornal A Tarde, de Salvador, para o meu pai, um antigo dirigente da UDN (União Democrática Nacional) e lacerdista (simpatizante de Carlos Lacerda) roxo. Durante três anos ou mais eu lia as notícias, os comentários e discursos de Carlos Lacerda na Câmara Federal contra o governo de Juscelino Kubitschek e voz alta para ele, abatido por um derrame cerebral, poder ouvir com absoluta clareza. E deste modo tomei gosto pelo jornalismo político.

- Você é jovem e forte, creio que essa tenha sido uma das razões para Adhemarzinho tê-lo escolhido para narrar a vida do pai, numa época cheia de hipocrisias, traições, vinganças. Esse trabalho, meu filho, se assim posso chamá-lo, é muito árduo, pois a história de Adhemar (foto a esquerda) se confunde com a história contemporânea do estado de São Paulo. Será que você vai suportar? Indagou-me o filho de Porto Ferreira.
- Eu acredito que sim, dr. Erlindo.
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Na próxima quarta-feira, o segundo capítulo desta série exclusiva, escrita pelo jornalista Carlos Laranjeira, não percam! Abaixo, neste primeiro capítulo, uma pequena biografia deste amigo de longos anos, jornalista e escritor, Carlos Laranjeira, para que todos (as) passem a conhecê-lo melhor. (Edward de Souza).
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QUEM É CARLOS LARANJEIRA...
Começou no Jornal da Bahia, Salvador, no ano de 1968, época em que Glauber Rocha era o editor do Suplemento Cultural no qual escreviam João Ubaldo Ribeiro, Caetano Veloso, Tom Zé, Tuzé de Abreu, Capinam e outros menos conhecidos no Sudeste a exemplo de Florisvaldo Matos, um dos poetas mais consagrados do estado, hoje editor-chefe do jornal A Tarde. Na Bahia, trabalhou também na Rádio Cruzeiro e na Semana Católica, criada por Dom Eugênio Salles, Arcebispo de Salvador e Cardeal Primaz do Brasil.
Em São Paulo, trabalhou quatro vezes no Diário do Grande ABC - uma a pedido de José Louzeiro, que escreveria Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, Araceli, Pixote e outros livros adaptados para o cinema. Trabalhou no Correio Metropolitano, jornal que o empresário, deputado e prefeito de Guarulhos, Paschoal Thomeu, já falecido, criou no ABC para concorrer nos anos 70 com o Diário; ainda passou pela Tribuna de Santos, Popular da Tarde e Notícias Populares - neste, por oito anos. E durante 26 anos trabalhou no setor de imprensa da Prefeitura de São Bernardo, onde chegou ao cargo de chefe de Divisão de Imprensa e Relações Públicas e deu nova estrutura ao jornal oficial Notícias do Município, mantida até hoje. Foi também assessor de imprensa do então deputado federal Adhemar de Barros Filho.
Na reestruturação do NM, criou a chamada em primeira página em linguagem jornalística de leis municipais e portarias do prefeito, para torná-las ao alcance do entendimento do homem comum, mas a Câmara Municipal proibiu. Laranjeira então realizou com seus próprios recursos, em 1993, uma campanha nacional por meio de cartas às imprensas oficiais (de municípios, estados e da União), autoridades estaduais e federais, aos sindicatos de jornalistas, associações de imprensa e escolas de comunicação, sobre a necessidade dos Diários Oficiais criarem chamadas em primeira página das leis mais importantes como forma de facilitar o seu entendimento ao público e abrir mais um mercado de trabalho para jornalistas. Os Diários Oficiais dos Estados logo aderiram à novidade e foram úteis a Laranjeira para livrar-se de um processo movido pelo PT.
Ao aposentar-se, dedicou-se ao trabalho de recuperação da história política do ABC, que lhe permitiu escrever vários livros inclusive biografias de políticos regionais como a do deputado e prefeito de São Bernardo e Santo André, Lauro Gomes e dos ex-prefeitos Celso Daniel e Geraldo Faria Rodrigues. Criou os jornais POLÍTIKA DO ABC, que completa 15 anos em 2011 e o JORNAL DO LIVRO. Em 2006, durante o I Encontro Internacional de Direitos Humanos, realizado em Curitiba, pronunciou a palestra A Violência do Poder, a Imprensa e os Direitos Humanos, durante a qual defendeu a redução dos deputados federais, sugestão aproveitada pelo deputado Clodovil Hernandez e pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Laranjeira também criou o primeiro sebo de São Bernardo, em 1985, o qual funcionou na Fundação Santo André e na Faculdade de Direito de São Bernardo logo após escrever Tancredo, Máximas e Citações – o pensamento de Tancredo Neves em forma dicionarizada, que mereceu elogios do então deputado federal Aécio Neves e da sua avó, dona Risoleta Neves. O sebo funciona hoje na parte lateral da casa em que mora. Fundou a Chamas Editora e Distribuidora de Livros, já extinta; atualmente é proprietário da Imagem e Letra – Serviços Editoriais Ltda, que edita o POLÍTIKA e o JORNAL DO LIVRO e mantém dois blogues na internet com os quais desenvolve campanhas.

Livros Publicados:
Tancredo, Máximas e Citações
Histórias de Adhemar – duas edições
Lauro Gomes, Poder e Riqueza – duas edições
O Vocabulário da Política
A Vida de Lauro Gomes – quatro edições
Eleições no ABC I
Eleições no ABC II
Celso Daniel, Muito mais que um Rebelde
Geraldo Faria, Tempos Difíceis
Frases de Lula e Cia.
Vontade de Vencer
Autores e Livros
Política para Principiante

Laranjeira escreveu ainda um caderno sobre a vida da ex-vereadora, ex-prefeita e ex-deputada estadual Tereza Delta, figura de proa da política de São Bernardo nos anos 40 e 50. Também escreveu o programa de governo do prefeito Walter Demarchi (1993-1996) e a síntese de uma biografia do ex-prefeito Tito Costa (1976-1982), vice-prefeito da gestão de Walter Demarchi (1993-1996) e Deputado Federal-Constituinte de 1988. Editou dezenas de livros para professores, advogados e médicos e jornais para sindicatos, associações, partidos políticos e candidatos a cargos públicos.
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34 comentários:

  1. Bom dia amigos (as)...
    Este é o começo de mais um trabalho de fôlego deste blog. Histórias de Adhemar, do jornalista e escritor Carlos Laranjeira, é uma série que resgata a imagem de um homem controvertido. A vida de Adhemar de Barros deixou rastros que muitos tentam seguir, mas quase ninguém consegue imitá-lo. Sensível e dotado de perspicácia incomum, Carlos Laranjeira levantou um grande acervo de informações sobre o político paulista. Colheu depoimentos, entrevistou e realizou um trabalho que enriquece não só a crônica política brasileira, como também o espírito de uma época. Adhemar Pereira de Barros influiu de maneira forte na vida política, administrativa e social de São Paulo durante quatro décadas

    Eis um trecho de um artigo de autoria de Adhemar de Barros, publicado no jornal O Dia, de São Paulo, em 27 de abril de 1962 e que consta da primeira edição de Histórias de Adhemar, de Carlos Laranjeira, lançada no ano de 1988: “ficam, portanto, estas notas para a publicação futura de minhas memórias: retrato de uma época, ensinamento para idealistas e sonhadores que anseiam sinceramente pugnar pela felicidade de um povo; experiência de um homem, o mais combatido, o mais insultado, o mais caluniado, o mais traído desta terra de Santa Cruz. Tudo por ser um homem de fé, por acreditar nos outros”.

    Esta série está sendo reeditada e antes do livro ser lançado, está sendo publicada neste blog, exclusividade que não podemos deixar de agradecer ao amigo de longos anos, jornalista Carlos Laranjeira, com quem trabalhamos em vários jornais na Região do ABC Paulista. Orgulha-me o fato de ter sido eu um dos primeiros amigos de Laranjeira, quando o brilhante jornalista e escritor desembarcou em São Paulo, vindo de Salvador, Bahia, terra em que nasceu e iniciou na profissão. Este primeiro capítulo que leram, inédito, é o começo de novas emoções neste blog, a exemplo do ocorrido quando da publicação inédita e exclusiva de Memória Terminal, de José Marqueiz. Acompanhem os capítulos de “Histórias de Adhemar”, uma série rica de conteúdo.

    Um forte abraço a todos...

    Edward de Souza

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  2. Olá Carlos Laranjeira

    Bom dia

    Te conheci no início da década de 70 na redação do Diário do Grande ABC. Primeiro lá na chamada “casinha” e depois nas idas e vindas no prédio arrojado, novinho em folha.
    Não fomos íntimos, mas trocávamos algumas palavras sempre que nos encontrávamos.
    Você parecia ser tímido, mas se demonstrava um grande cara.
    Os nomes de políticos mencionados no primeiro capítulo da série sobre Adhemar de Barros me despertaram nostalgia de um tempo que não volta, isto é, está voltando graças a sua verve espetacular.
    O bairro dos Campos Elíseos que conheci tão bem na década de 40, 50 e seguintes. O Palácio do Governo... Os políticos de então...
    Não perderei um capítulo sequer.

    Um abraço

    Paz. Muita Paz,

    J. Morgado

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  3. Bom dia, Jornalista Carlos Laranjeira, meus parabéns pela série que você começa a escrever hoje neste blog, que promete ser empolgante, sobre as Histórias de Adhemar de Barros. Meus cumprimentos também ao Edward pela iniciativa, sempre valorizando este espaço, cada vez mais concorrido, com excelentes publicações. Gostei do primeiro capítulo e fico no aguardo do segundo com expectativa.

    Bjos a todos!

    Tatiana - Metodista - SBC

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  4. Caro amigo, escritor e jornalista Edward de Souza, também conheço o jornalista Carlos Laranjeira desde o inicio da década de 1970. Chegamos a trabalhar juntos em alguns jornais do Grande ABC e somos amigos desde essa época. Mesmo quando estávamos trabalhando em diferentes locais, ele como assessor de imprensa da Prefeitura de São Bernardo do Campo, e eu no Estadão, sempre mantínhamos contatos. O inverso também ocorreu, eu trabalhando como assessor de imprensa no Consórcio Intermunicipal Grande ABC e ele com o seu Politika do ABC, um ótimo jornal, me procurando para dar informações sobre os prefeitos que se reuniam na entidade e o assunto que seria tratado

    Aliás, quando o Laranjeira criou os jornais Politika do ABC e Jornal do Livro, me entrevistou em diversas oportunidades, quando comecei a publicar meus primeiros livros. E recentemente cheguei a trabalhar novamente com ele, algumas vezes como revisor de suas publicações. Tenho em minha biblioteca diversos livros autografados de sua autoria. Gostei muito deste primeiro capitulo de "Histórias de Adhemar", do Carlos Laranjeira, que na realidade foi uma espécie de introdução ao que de emocionante vamos ler ao longo dos próximos capítulos.

    Acredito que será uma serie tão emocionante como foi Memorial Terminal, do José Marqueiz. Como conheci o velho Adhemar de Barros e também seu filho, o deputado federal Adhemarzinho, e demais políticos da época, vou acompanhar com grande interesse essa nova série, que acredito fará muito sucesso.

    Saudações,

    Hildebrando Pafundi, escritor e jornalista.

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  5. Oiê, amigos (as)...
    Que beleza, mais um reecontro com os "velhos" e sempre companheiros amigos jornalistas.
    Pelo curriculo, Carlos Laranjeira dispensa outros adjetivos. È um dos mais ilústres seguidores da história política do Brasil e, sem dúvida, expert dos meandros políticos do Grande ABC em todos os tempos. Acompanhando este blog, os amigos irão tomar conhecimento, via Larajeira, de histórias envolvendo as principais figuras da história política nacional.
    Encontro, exporadicamente, com o Laranjeira pelo Centro de São Bernardo; cabelos brancos, emoldurando a face morena e amiga, segue com os profundos conhecimentos que o transformaram no brilhante memoralista. Sem contestação.
    Pena que nos escritos do glorioso "Laranja", não estará inserida uma pândega e inequecível viagem à Bahia, terra dele, com os impágaveis jornalistas Edward de Souza e Luiz Romão Zanella (já falecido). Qualquer dia a gente conta neste blog. Certo Edward ? Certo Laranjeira ?
    Não deixe de seguir acompanhando as histórias do considerado Carlos Laranjeira; uma chance de desvendar capítulos da política e dos políticos tupiniquins.

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  6. Bom dia, jornalista Carlos Laranjeira, que currículo o seu, menino! Só de livros editados contei 13. Com todas estas responsabilidades que tem, ainda proprietário de jornais, de acordo com o jornalista Hildebrando, você tem dois, como é que encontra tempo para dormir? (rsrsrsrsrsrsrs). Olha, estou muito contente em poder ler esta série que começou hoje. Certamente não só eu, mas muitas de minhas amigas, vamos acompanhar com atenção seu texto. Temos muito o que aprender com este relato, conhecer um pouco mais sobre os velhos políticos e suas histórias. Cumprimento você e ao Edward por nos brindar com este trabalho que tenho certeza, será maravilhoso.

    Bjos!

    Gabriela - Cásper Líbero - SP.

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  7. Parabenizo Edward pela nova série de textos que, surpresa pela tenacidade, vejo agora começar. Adhemar fez parte dos políticos da minha infância e deixou marcas profundas na minha memória. As campanhas no rádio eram acompanhadas de músicas e nas ruas distribuíam-se botoms. Por muito tempo, as crianças do meu bairro e da minha escola os guardavam, para coleções e trocas. Vai ser muito bom rever aquele tempo! Não vejo a hora de ler o próximo, certamente cheio de detalhes políticos, que a mim não eram contados, tão bem descritos pelo Carlos Laranjeira, dono de curriculum invejável.

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  8. Amigas e amigos, caríssimos Edward de Souza e Carlos Laranjeira: guardo do Carlos Laranjeira, dos meus tempos de imprensa abceana, a mesma imagem descrita pelo amigo J.Morgado, uma pessoa tímida, simples, de ar sereno. E ao mesmo tempo dotado de grande capacidade de trabalho, dedicado ao seu país, com notável acervo de memória e boa informação, como bem mostra seu perfil. Dele, li há muitos anos, com curiosa voracidade, um dos livros sobre o Lauro Gomes, outra figura humana impressionante, independente de erros e acertos. Carlos Laranjeira nos brinda com uma bibliografia das mais importantes em termos de memória nacional e regional. Sua contribuição é inestimável. E contar sobre o Adhemar vai ser uma leitura imperdível, sem dúvida. Nunca tive admiração pela figura, mas curiosidade sim. Goste-se ou não, Adhemar é parte indispensável da história paulista. O homem do "rouba mas faz", herdado pela malufismo, roubou mais do que fez. E sua vida íntima nada teve de edificante como exemplo de imagem do "pai de familia" que a propaganda tentou passar. Adhemar tentou várias vezes a presidência da República, mas só ganhava em SP, perdia no resto do país, onde seus votos eram mínimos. Com o golpe de 64, que ajudou a fazer, sendo depois cassado por ele, viu ruir de vez seu grande sonho. Será uma leitura imperdível, e certamente com lances polêmicos. Desde já, parabéns Carlos Laranjeira!
    Abraços!
    Milton Saldanha

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  9. Olá Carlos Laranjeira, que bom que você passa a escrever esta série falando sobre Adhemar de Barros, ainda hoje tão comentado, mas cuja biografia ou mesmo histórias, não encontramos com facilidade, mesmo com a internet à nossa disposição. Sinceramente, nunca soube de um só livro sobre Adhemar, tomei conhecimento que vc escreveu um, hoje, lendo seu currículo. Sobre a Tereza Delta, que foi até prefeita de nossa São Bernardo do Campo, já ouvi meus avós comentarem e li alguma coisa a respeito, se não me engano na coluna do Ademir Medici, no Diário do Grande ABC. Acho que a coluna do Ademir chama-se "Memórias", não? Papai assina faz tempo o Diário, mas agora estou muito curiosa e queria ler também o seu jornal, seria difícil encontrá-lo em bancas? Já anotei o nome e vou tentar ver se encontro.

    Estou orgulhosa em saber que temos em nossa cidade um escritor como você, com tantos livros editados. E vou seguir, como fiz com Memória Terminal, do José Marqueiz, toda esta série, cujo primeiro capítulo acabo de ler. Parabéns a você e ao Edward.

    Beijinhos a todos,

    Carol - Metodista - São Bernardo do Campo

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  10. Com licencia!!! Posso entrar??? Obrigada.
    Não sei o que mais me impressionou, se foi a matéria exposta aqui hoje, ou se foi o currículo do Laranjeira.
    Mas de qualquer forma, o assunto aborda a política e momentaneamente esconde as falcatruas que o seguimento facilita para os que aspiram o poder.
    Eu não provo nada, mas as más línguas do passado tanto as más línguas do presente, atestam que a maioria dos nomes citado ai nessa matéria, não era flor que se cheira.
    Político é político sempre, independente da época que se candidatam.
    Parece-me que a corrupção desenfreada é o carro chefe dos engravatados calhordas que sempre assolaram os pobres coitados que não tem nem o que sonegar.
    Sim, a sonegação é a maior arma que temos em mãos, eu diria que é maior do que o próprio voto.
    Eu sinto um prazer quase que sexual quando eu consigo alguma vantagem com a sonegação.
    Muito obrigado pelo espaço.
    Até mais.
    Crotilde Afanasio – Belô. M.G.

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  11. Aproveitando alguns comentários feitos sobre este primeiro capítulo escrito pelo amigo jornalista Carlos Laranjeira, principalmente este último, da Carol, bom esclarecer que esta série não é uma edição na íntegra do livro que foi escrito e editado em 1988, que tenho comigo autografado pelo autor. Tanto que este capítulo, o primeiro, foi escrito neste fim de semana e entregue ontem para publicação. Explico. Carlos Laranjeira queria editar um novo livro sobre Histórias de Adhemar, não só abordando fatos pitorescos e folcóricos,como também o lado humano do político, com novas entrevistas e revelações.

    Quando o convidei para publicar a série neste blog, Laranjeira gostou da ideia, porque assim, já entraria com o novo texto sobre Adhemar, por esta razão chamo a série de exclusiva e, porque não, inédita. Uma ou outra história do Adhemar, já publicada por ele em seu livro, certamente será reprisada nesta série. Todos os capítulos, escritos pelo Laranjeira, serão entregues um ou dois dias antes da quarta-feira, dia de sua publicação neste blog. Como aconteceu com a série Memória Terminal, de José Marqueiz, nem mesmo uma vírgula do que foi escrito pelo autor será trocada, cabendo a ele a responsabilidade pelo texto final, que será respeitado por nós.

    Um forte abraço a todos...

    Edward de Souza

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  12. Olá amigos queridos Edward e Laranjeira, ótima e imperdível série do blog nota 10! Parabéns, uma vez mais, sucesso sempre, que é merecido!

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  13. Com certeza muitas revelações irão nos surpreender ao logo desta série, deu para perceber neste primeiro capítulo, quando Laranjeira relata seu encontro com esse importante político nascido em Porto Ferreira. Já li alguma coisa sobre Erlindo Salzano, se não estiver enganada, faleceu em 1989, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos. De acordo com a publicação que li, Salzano era Coronel Médico PM. Citei a data porque é bem possível que Salzano tenha morrido logo após a entrevista concedida ao jornalista Carlos Laranjeira, não sei se ele poderá confirmar isso. De qualquer forma, vamos aguardar as próximas publicações.

    Parabéns, Edward e Laranjeira, pela série que começou hoje, mais um sucesso garantido.

    Michelle - Florianópolis - SC

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  14. Boa tarde, jornalistas Carlos Laranjeira e Edward de Souza, meus cumprimentos por esta série que começa hoje. Semana passada, quando li o anuncio sobre esta série, comentei com meu pai e ele mostrou-se interessado em ler. E deve fazer isso, vou lembrá-lo, assim que chegar em casa, no começo da noite. Papai, que conheceu Mariazinha, uma das filhas de Adhemar, ele acha que ainda está viva, contou-me muitas histórias sobre o político. Algumas bem engraçadas, pode até ser que Laranjeira as conte, vamos esperar. Promete ser muito legal a série, Carlos Laranjeira escreve muito bem.

    Abraços,

    Juninho - SAMPA

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  15. Boa tarde a todos!
    Acabo de ler o primeiro capítulo e já postei minha cadeira na primeira fila para ler toda esta série escrita pelo jornalista Carlos Laranjeira. A classe política, nos dias de hoje, está desmoralizada, por esta razão tenho saudade dos tempos de Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Ulisses Guimarães. JK, João Goulart, Brizola e tantos outros. Estes faziam política com maestria. Estamos tão em baixa que elegemos uma desconhecida para Presidente do Brasil. Faltam nomes de peso, Adhemar, que nunca chegou à presidência, era um deles, sem dúvida.

    Abraços, parabéns Edward e Carlos Laranjeira"

    Miguel Falamansa - Botucatu - SP.

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  16. Ôi Carlos Laranjeira, legal o presente que nos deu escrevendo esta série. E a exemplo do que fiz com Memória Terminal, acabei de imprimir o primeiro capítulo. Todas as quartas venho ler e imprimir os capítulos. A série que José Marqueiz escreveu já estão encadernados os 28 capítulos. Espero fazer o mesmo com esta que vc começou a escrever hoje e que já me agradou muito, pelo texto e pela forma como está sendo relatada a história.

    Bjos,

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  17. Olá pessoal, que bom, todos alegres com esta nova série. Já li o primeiro capítulo e vou seguir, claro, adoro histórias sobre nossa política, principalmente em se tratando de nomes carismáticos que ficaram na história.
    Bjos a todos,

    Talita - Santos - SP

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  18. É increvlemente inteligente e informativo seu blog..meu Pai gostará de vir aqui sabia?rs vou dá essa ideia a ele rs

    Sempre por aqui..
    Forte abraço!!!
    Informativo... isso é muito bom!

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  19. Oiê, amigos (as)... eu de volta...
    Relendo os comentários acima e vendo as opiniões fico lisongeado em particpiar deste espaço. Tantos velhos companheiros e sempre amigos jornalistas do naipe de Milton Saldanha, Ademir Medici, Hildebrando Pafundi, Edson Motta, Garcia Netto,Juliano Morgado, o irmão Edward de Souza e, agora, o glorioso Laranjeira, deixa a gente honrado em participar, mesmo sem o prestígio dos companheiros, desde vitorioso e seletivo blog.
    Os não tão íntimo do competente Laranjeira poderão constatar por seus escritos, que serão publicados neste espaço, a argúcia e conhecimentos do jornalista ligado à história e ao presente das coisas brasileiras. Seja bem vindo Laranjeira, conte tudo, você sabe.

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  20. Amigo-irmão Oswaldo Lavrado, querida Gisélia, a recompensa do trabalho de cada um de nós está em ler palavras como estas que deixaram em seus comentários. É gratificante isso e recompensa qualquer sacrifício que seja feito para manter este blog sempre atualizado. Traga seu pai, Gisélia, faça-o participar, será um prazer tê-lo como mais um amigo. Você já o é, com toda esta simpatia que irradia. Meus agradecimentos a todos, começando pelo querido J. Morgado, primeiro a ler a postagem do dia e comentar, depois deste "escriba" que tem o privilégio de sair à frente, porque tem as chaves deste espaço nas mãos. Tatiana, Hildebrando Pafundi, Gabriela, Silvana Boni de Souza, amiga escritora sempre presente, o grande Milton Saldanha, outro irmão querido e participativo, Carol, Ilca e Michelle, Juninho, Miguel Falamansa, Andressa e Talita. Este blog existe por causa de vocês. Muito obrigado também aos amigos e amigas que ainda virão ao blog, mostrando que vale a pena apresentar neste espaço, boas crônicas, contos e um trabalho de fôlego como esse que iniciamos hoje. Sinto-me orgulhoso de tê-los como amigos (as). Mais de 300 visitas já registradas neste primeiro capítulo, número que deverá ser ainda maior.

    Valeu!

    Edward de Souza

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  21. Amigos do blog de ouro,boa noite.
    Edward, sempre escrevi neste espaço que o "nosso" blog é de ouro, agóra com a série sôbre Adhemar de Barros editada pelo exelênte Carlos Laranjeira,o blog estará se superando em matéria de visitas.
    Gostaria de parabenizar Carlos Laranjeira por se juntar a equipe de jornalistas famosos do blog e pelo trabalho a ser divulgado em capitulos .Tenho a certeza que será um dos mais comentados deste fabuloso espaço cibernético.
    Abraços Edward,parabéns pela série.
    Prometo acompanhar as publicações com o maiór interesse.
    Abraços aos demais amigos do "nosso" blog

    Admir Morgado
    Praia Grande SP

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  22. Ganhamos nós, leitoras e leitores deste blog, com esta série sobre Adhemar de Barros, escrita pelo jornalista Carlos Laranjeira. Adhemar foi um personagem polêmico, homem público que ocupou importantes cargos no Estado de São Paulo, cujo sonho era chegar a Presidência da República, mas não conseguiu. Li alguma coisa sobre Adhemar de Barros, mas certamente não tão completo como será esta série que começou hoje neste blog. Vou acompanhar todos os capítulos, certamente.

    Daniela - Rio de Janeiro

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  23. Mesmo com a correria do dia, sabia que hoje teríamos o primeiro capítulo de "Histórias do Adhemar", de Carlos Laranjeira. Li, gostei da apresentação e do texto do jornalista, muito bom. Acredito que no decorrer desta série, Laranjeira vai abordar a época em que São Paulo se dividia, ou eram "janistas", ou "adhemaristas". Adhemar de Barros, pelo que acompanhei de sua história, era um "tocador de obras". Graças a ele temos hoje a Anchieta, Anhanguera e tantas outras rodovias importantes em nosso Estado. Parabéns ao Carlos e ao Edward pela série, contem comigo, vou acompanhar.

    ABÇS,

    Birola - Votuporanga - SP.

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  24. Eu não tenho dúvida, essa série escrita pelo jornalista Carlos Laranjeira, promete. Só falta o escritor aparecer e deixar um comentário aqui, neste espaço, fazendo um resumo desta obra que passa a publicar neste blog. Seria ótimo!

    Bjos a todos!

    Cindy - São Caetano do Sul

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  25. Boa noite, Edward e Carlos Laranjeira!
    Li apenas este primeiro capítulo da série Histórias de Adhemar, que vai fazer sucesso no blog, certamente, mas fiquei curiosa e gostaria de saber se o escritor destes textos soube que o falecido jornalista Corrêa Neves, proprietário do Jornal Comércio da Franca, aqui de minha cidade, hoje nas mãos da sua esposa e filho, era assessor de imprensa de Adhemar de Barros. Engraçado é que o nome de Corrêa Neves nunca apareceu em relatos sobre a vida de Adhemar de Barros. Por conta própria fiz uma pesquisa e nada encontrei. Meu pai conta que até na construção da Rodovia Anhanguera, que liga São Paulo a Franca e também Minas Gerais, Corrêa neves apareceu com destaque, na época. Pode ser que eu esteja me adiantando ao relato, vou aguardar. Vou ler todos os capítulos e aprender um pouco sobre nossa história política.

    Parabéns pela iniciativa, Edward. Meus cumprimentos pelo trabalho, Carlos Laranjeira...

    Giovanna - Franca - SP.

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  26. Estou acompanhando esta série escrita pelo jornalista Carlos Laranjeira. Adoro histórias sobre a política e nossos políticos, principalmente polêmicos como Adhemar de Barros, cujas informações são poucas a respeito de sua vida pública.

    Tânia Regina - Ribeirão Preto - SP.

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  27. Olá amigos e amigas do Blog.

    Que grande satisfação e alegria receber as crônicas do amigo Carlos Messias Laranjeira, especialmente sobre um assunto palpitante, as histórias do velho Adhemar de Barros.
    Tive o prazer de contratar o Laranjeira para a redação do Diario do Grande ABC, nos anos 70. Ele se revelou um exímio jornalista político, um dos melhores que conheci. De lá para cá, mantemos contatos regulares, ora via internet, ora por telefone.
    Inesquecível é sua gargalhada imensa, apesar da timidez já apontada por outros amigos.
    Vou acompanhar a série inteira, como aconteceu com os textos do outro amigo, o José Marqueiz que também tive a honra de nomear Editor Internacional do Diario do Grande ABC, nos anos 80.
    Os leitores serão contemplados com relatos magníficos, como aqueles que Laranjeira faz no Politika e no seu blog.
    Há muitas histórias sobre o Adhemar. Numa delas, famosa, o então governador queixava-se num palanque, daquilo que ele definia como ofensas, calúnias, com o titulo de "rouba mas faz". Ele disse: "Eu juro por Nossa Senhora Aparecida que no bolso desta calça jamais entrou nenhum centavo de dinheiro público..."
    Um bêbado, que acompanhava o discurso defronte ao palanque retrucou: "Tá de calça nova Adhemar..."
    Bem, mas a bola da vez agora é o grande e estimado Laranjeira.
    Parabéns ao Edward e a todos os leitores do Blog.

    Um grande abraço,

    édison motta
    Santo André, SP

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  28. Caros amigos Edward e Carlos Laranjeiras.
    Antes de qualquer coisa uma saudação aos dois pela feliz ideia de restaurar no blog a figura do velho Ademar. Escrever sobre o Brasil implicaria certamente inclusão de seu nome, marco de tantos feitos, que não devo avaliar, atribuição nesta oportunidade concedida ao Laranjeiras.
    Andei por São Bernardo me relacionado fortemente com Lauro Gomes, Rita Zincaglia, Tito Lima e tantos outros. Com Laranjeiras tive alguns poucos contatos, parece, apresentados por Claudemir Mazza ou Paschoal Thomeo. Muito bom que venha trazendo lembranças coimo Thereza Delta e seu chicote. Com ela trabalhou Fabio Meireles ainda bem jovem.
    Tive também ligações com Ademar em vários períodos. Tendo de início citado Salzano, imagino que figuras como Paulo Lauro, Corrêa Neves, João Saad, Dr. Rui e outros, poderão mais a frente surgir no palco do carismático de São Manoel.
    Estarei com imenso prazer seguindo seu trabalho com o ganho significativo de poder ativar a memória, no Brasil, tão pouco cuidada. No caso Ademar de Barros, médico de profissão e político por vício, são muito valiosas as histórias. Parabéns.
    Abraço do Garcia Netto

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  29. Passem por favor a borrACHA NO s DO Laranjeira

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  30. “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”.

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  31. Boa noite!
    Ontem procurei meu mestre, Dr. Miguel Arcanjo, (professor de medicina da USP e médico psiquiatra), para que me ajudasse a elucidar a razão da veneração de alguns viventes por políticos, como também o porquê da politicagem em relevância no meu país. Fiquei a mercê de um telefonema salvador do meu mestre, que nortearia a minha pesquisa de ordem política, e a consequência que ela desencadearia na psique dos pobres viventes da pátria do Cruzeiro do Sul, em relação as atitudes nada ortodoxas. Isso não aconteceu. Certamente em razão das muitas palestras que o Dr. Miguel Arcanjo profere por este país e até no exterior.

    Sem a ajuda do meu adorado mestre, eu tive que rebuscar, em minha memória, um passado longínquo arquivado no porão da minha consciência, e que veio a bailar nos neurônios sadios da minha mente sã. Os meus batimentos cardíacos eram satisfatórios, de acordo com o que a minha consciência se propôs a criar no campo pela qual ela fora submetida. Assim que saí à campo, percebi que minha temperatura era ideal para a noite quente, principalmente porque a umidade relativa do ar estava excelente, de acordo com a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que busca o bem estar dos viventes em metrópoles como essa, onde convivo no dia a dia com meus conterrâneos.

    Fiz quase uma auto-regressão da minha própria consciência. O alvo desejado era os meus primaveris doze anos de idade. Nessa época, fomos visitados por um ilustre político da casta paulistana, que fora muito bem recebido pelo meu pai, justamente pelo motivo desse político usar uma vassoura com a promessa de campanha que iria varrer a bestialidade desse país. Não éramos capazes de reconhecer nesse infeliz de terno branco amarelado, que ostentava na face um ridículo bigodinho mal aparado, como sendo um dos maiores chupins metido a tecnocrata que esse país poderia abortar das suas fétidas entranhas.

    Com a humildade de um filho de um camponês espanhol, o meu pai estendeu um tapete vermelho para que essa figura adentrasse nosso lar, essa ignomínia ambulante total flex dos anos dourados, que queimava todos os tipos de combustíveis de teor alcoólico.
    Com a promessa de que a vida dos lavradores seria uma maravilha, esse infeliz foi regado pelos melhores vinhos que o meu pai trouxe da Espanha. Se eu fosse analisar o cérebro do meu pai naquele momento, diria que o encéfalo predisposto ao bem estar da população em geral, consegue liberar os radicais com mais facilidade, transformando-os em ondas beneplácidas de amor e progresso.

    Eu não estou aqui para santificar aquele que foi o mantenedor da minha pobre vida física, mas sim para realçar os problemas dos políticos “chupins”, aqueles que não conseguem nem mesmo se equilibrar sem a ajuda dos outros. E quantos assim estão espalhados pelos quadrantes do nosso Brasil! Estarei acompanhando com atenção a série, e sempre que possível, participo com meu comentário.

    Atenciosamente:
    Dr. Sebastião Honório – Médico Psiquiatra e Professor de Medicina da USP.

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  32. Gostei muito do seu blog. Muita história a respeito dos grandes movimentos ocorridos no Brasil, como o caso deste influente político, atuante entre as décadas de 1930 e 1960. Parabéns pela matéria. Obrigada pela visita ao Arca e da mesma forma, estarei te seguindo. Grande abraço.

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  33. Parabéns Edward pela iniciativa. Muito bom poder conhecer mais sobre nossa história, escrita por um profissional como o Laranjeira.

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