quarta-feira, 27 de outubro de 2010





Edward, bom amigo de todas as horas...
Memória Terminal chegou ao fim. Agradeço a você, a nossa querida Nivia Andres, Cristina Fonseca, a todos os leitores do blog que acompanharam, se enterneceram, criticaram, compreenderam. Pude reviver, muitas vezes de forma dolorosa, uma grande parte de minha própria vida, e isso me fez um bem danado. Foi como lavar a alma. No próximo dia 28 de novembro, uma sexta-feira, vai fazer dois anos que cheguei em casa, depois do trabalho, por volta de umas sete da noite. O Marqueiz já não me esperava no portão, como sempre fazia. Nos dois últimos meses, com a saúde muito debilitada, passava quase o tempo todo deitado, no torpor causado pela metadona. Eu entrava em silêncio, ia até o quarto, ele abria os olhos, falava com dificuldade, o sorriso meio torto, triste, toda a lateral do rosto paralisada. O Astor, “Salsicha” para os amigos, tomava conta dele o tempo todo, nunca o deixava só e a Neide, uma pessoa muito especial, ficava sempre por perto, até eu chegar para cuidar dele.
Naquela sexta-feira Marqueiz se levantou, bem devagar, foi pra cozinha. Preparei a sopa de mandioquinha batida, um dos poucos alimentos que ele ainda conseguia engolir. Ficamos lá um bom tempo, eu falava, falava, falava sem parar, fazia aquela voz animada, contava coisas. Os cães ao lado e ele dando petiscos. Acabava um pacote e ele me olhava,
como a dizer, eles querem mais.
Eu lhe dava outro e ele distribuía, deixando os bichos felizes.
Umas nove da noite daquele dia, ele, cansado, foi se deitar novamente. Ficamos ali, lado a lado, a TV ligada. Meia noite, hora de outra dose de metadona, e eu o acordei para tomar o remédio. Com tanta medicação, ele costumava dormir direto, até o amanhecer, quando eu o acordava as cinco para os remédios. Deviam ser rigorosamente no horário, para que não sentisse dor.
Causavam um efeito anestésico.
Um pouco antes das cinco horas acordei assustada.
Um barulho vindo do banheiro. Ele se levantara sozinho e, ao chegar ao banheiro, o coração parou. Estava caído, apoiado na pia. Seu sofrimento havia acabado. Terminava ali a vida daquele que foi a minha vida, que me ensinou a amadurecer, a compreender, a lutar e a sobreviver.
Nunca mais a risada escandalosa, um poema sobre a mesa no dia do meu aniversário, as pequenas alegrias que fazem a nossa vida valer a pena.
Agora, sua alma atormentada finalmente está em paz. Ele nunca deixou de ser o menino do interior, ingênuo, sem vaidades e sem ambições. Muitas vezes o sangue espanhol explodia, ele esbravejava e, dali a cinco minutos, não conseguia entender porque a outra pessoa estava magoada, pra ele já estava tudo esquecido. Nunca soube odiar ou desprezar. Se magoado ficava triste, não compreendia, se fechava. Tinha um carinho muito grande por todos os amigos, pelos colegas de redação, de balcões de bar. Mesmo dos que estavam mais distantes, se lembrava sempre, contava histórias. Tantos amigos e amigas que não foram citados em Memória, mas que estavam sempre presentes em suas lembranças: o Bugre, o Laranjeira, tantos outros que não vou me lembrar agora. Escrever era uma necessidade, um sacerdócio, um exorcismo. É assim que leio Memória Terminal: o relato de uma vida, sem retoques, onde ele se retratou pior do que realmente foi e onde tentou compreender e aceitar a realidade.

Obrigada, Edward.

Beijo...

Ilca Marqueiz


Sempre achei o mundo repleto de surpresas. De repente, uma pessoa com saúde, após um exame médico-laboratorial de costume, descobre que está com câncer. O mundo desaba e a primeira coisa que se faz é lastimar e perguntar: “Deus, o que eu fiz? Por que eu?”. Nessas horas, o deus que é invocado, não é o Deus que salva, protege e perdoa, mas, sim, o anjo vingativo, que parece sentir-se feliz em magoar e fazer sofrer, não apenas uma só pessoa, mas todo o universo de pessoas ligadas a ela. É esse deus que não sabe julgar, portanto, ignora como culpar e joga toda a desgraça humana sobre uma só pessoa. Por que eu?, insiste em perguntar essa pessoa atingida, de qualquer raça ou credo, de qualquer posição econômica, social ou cultural.


É essa mesma pessoa que, quando ganha uma fortuna em dinheiro em algum tipo de loteria ou jogo de azar, enaltece a bondade divina, a bondade desse mesmo deus que, quando ocorre ao contrário, se transforma em um ser diabólico. É a mesma pessoa que, agraciada com o nascimento de um filho com saúde, brinda com champanhe e charutos importados e se derrete em agradecimento pela dádiva alcançada. Por que o ser humano aceita tão placidamente o que lhe é oferecido de bom e ao mesmo tempo reage tão violenta e intempestivamente quando alguma desgraça, seja divina ou não, recai sobre os seus ombros ou sobre os de seus familiares?

Nessa hora, não adianta reclamar. Nem pedir nem esperar ajuda dos que se dizem amigos para “qualquer hora e momento”. Se alguém realmente necessitar, surgirão as mais diversas e esfarrapadas desculpas que, se analisadas ao longe do calor dos fatos, surgirão como verdadeiras piadas. O médico cardiologista Newton Brandão, mineiro e sábio, tem uma palavra para definir essa hipocrisia humana: confrangimento, adjetivo usado para classificar quem se sente muito mal, angustia-se envolto pela necessidade de inventar desculpas para justificar a ausência em um caso de ajuda.


A Ilca, certo dia, resolveu testar uma dessas pessoas “extremamente solidárias”, que vivem oferecendo seus préstimos. Nessa época, eu estava internado para tratamento quimioterápico, ao receber a oferta dessa ajuda espontânea, a Ilca fingiu aceitar só para ver a reação da cidadã. Não vi, nem ouvi, mas deve ter sido hilário. A primeira reação da mulher foi perguntar onde ficava o Hospital do Câncer. Fica na Aclimação. Aclimação? Longe, não? E tem que ser à noite? De preferência? Sim. E como faço minhas refeições? Tem restaurante próximo? Não, à noite, infelizmente, a maioria dos estabelecimentos comerciais fecha e, para atender especificamente os frequentadores do hospital – corpo médico, enfermaria, acompanhantes – só existe uma casa de chá, franqueada, de atendimento lamentável. Nos corredores de cada andar do hospital, há máquinas elétricas que, a cada moeda de cinquenta centavos, dá direito a um café puro, simples, expresso, chocolate e chá com limão – depende do gosto, mas realmente quem tem gosto evita tomar o que é servido por essas máquinas.


Concluído o questionamento, vêm as justificativas. Não, mas justo hoje que marquei jantar com aquele chato, mas do qual depende um bom negócio. Hoje? Infelizmente, faz um mês que está marcado um carteado na casa do fulano, regado à cerveja e caipirinha. Sinceramente, para hoje a agenda está lotada. Esta marcada uma visita do encanador, que ficou de checar o sistema hidráulico do apartamento, aquele adquirido por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal há mais de vinte anos. E ia colocando ponto final nessa narrativa, quando recebo mensagem eletrônica de um colega de trabalho. É uma mensagem realmente animadora: “Marqueiz, Deus sabe muito bem o que faz”.
E o amanhã?
Ah, o amanhã. Não estou mais preocupado com o amanhã. Quero viver o hoje. E usufruir ao máximo de todos os hojes que surgirem em minha vida.

23 de setembro de 2007 – 15h40m.
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FIM
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*Este é o vigésimo oitavo e o último capítulo de Memória Terminal, série inédita escrita pelo saudoso amigo, jornalista José Marqueiz, Prêmio Esso Nacional de Jornalismo. José Marqueiz nasceu no dia 11/06/1948. Faleceu em 29/11/2008. Agradecimentos a querida amiga Ilca Marqueiz por ter nos cedido esta obra, publicada com exclusividade por este blog. Muito obrigado a todos que acompanharam esta série. (Edward de Souza)
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43 comentários:

  1. Bom dia amigos (as) do blog...
    “Essas recordações são de um homem que, apesar de tudo, ainda acredita valer a pena lutar pela vida”. Com esta frase carregada de esperança, o saudoso amigo José Marqueiz, começou esta série que encerramos hoje, mostrando que o caminho da alegria está dentro de nós. Um sorriso, um gesto de bem querer são suficientes para que se encontre o tesouro da amizade, a prova de que há muitos anjos ao nosso redor. Foram 28 capítulos postados todas as quartas-feiras. 28 semanas que esta série inédita de Memória Terminal foi apresentada com absoluta exclusividade neste blog. Um marco na internet que vai ficar para a história. Um rico acervo de saudades e peças juntadas e colecionadas ao longo da vida. Momentos marcantes da existência deste homem que, pelo seu talento e profissionalismo, recebeu o maior prêmio do jornalismo nacional, o Esso.

    Não tinha nenhuma ideia para encerrar esta série. A princípio, pensei em pedir para a Ilca que escrevesse alguma coisa, mas logo desisti, minha amiga, ao contrário de José Marqueiz, já havia me contado que não gosta de escrever. Timidamente entra no blog e deixa algumas linhas. Enquanto matutava, abro a caixa de mensagens e vejo que havia uma mensagem da Ilca. Abri e fiquei pasmo. À medida que ia lendo o texto que Ilca me enviou, ia me emocionando, até que terminei a leitura com lágrimas que teimavam em rolar pelas minhas faces. Viajei no tempo quando eu, Ilca e José Marqueiz, jovens e descompromissados, saíamos juntos, bebericando no “Quitandinha”, “Jequibal” e muitas vezes passando alguns dias no Guarujá, numa bela casa, em volta de uma piscina e fazendo churrasco.

    Assim que terminei de ler o texto da Ilca, que carinhosamente sempre chamei de “coelhinha”, inverti os papéis deste último capítulo de José Marqueiz e, tenho certeza, se entre nós ele estivesse, iria aplaudir minha atitude. O emocionante texto de abertura é da Ilca e assinado. José Marqueiz, que durante 27 semanas comandou este espaço, passou do papel principal ao de coadjuvante. Exatamente para receber esta linda homenagem desta mulher que foi sua amiga, amante e companheira inseparável até o fim dos seus dias. Sinto-me recompensado por esta publicação que mostrou a vida nua e crua, deste amigo querido, retratada por ele, extraordinário profissional de Imprensa, que jamais será esquecido e vai permanecer para sempre no fundo do meu coração. Chegou ao fim a última reportagem de José Marqueiz. A melhor que já escreveu em sua vida.

    Obrigado, Ilca, pela cessão desta obra.

    Obrigado amigos e amigas, pela força...

    Edward de Souza

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  2. Bom dia, Edward!
    Alguns livros, assim como certas paixões, são avassaladores. A gente não consegue largar, pensar em outra coisa, está sempre curiosa para saber o que vem na página seguinte, as atividades cotidianas ficam prejudicadas... Até o momento em que eles terminam. Aí vem a sensação de solidão e abandono.
    Memória Terminal passa a fazer parte da relação desses livros especiais, não só pelo texto cativante, mas porque conheci o autor, sua mulher, a doce Ilca, e boa parte dos personagens que fazem parte da história. O livro permitiu conhecer um pouco mais o Marqueiz, esse profissional admirável e ser humano único. No relato, ele se despe de qualquer pudor e mostra suas conquistas, mas também suas fraquezas, com sinceridade desconcertante. Marqueiz é uma lição para todos nós. Só que agora o livro acabou e é como se ele partisse mais uma vez. Que saudade!

    Sonia Nabarrete – Jornalista

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  3. Com a publicação dos textos do Marqueiz no seu blog, Edward, estou em dúvida: não sei se eu gosto mais do cidadão ou do jornalista, que se revelou nesses textos superiores em qualidade aos do passado, não obstante o das reportagens dos índios que lhe propiciou o Prêmio Esso seja espetacular. Mas, nos seus últimos anos de vida, Marqueiz me demonstrou uma amizade que não tenho agora palavras para defini-la, a qual nem lembra aquela em que ele nos acompanhava aos bares de São Bernardo e de Santo André, ao Festival de Batidas e numa voz rouca fazia graça com as nossas incursões noturnas. Nos seus últimos anos de vida, a humildade era diferente da anterior. Eu sei que a obra perdura mais que o nome do autor, mas ainda prefiro o cidadão José Marqueiz, que eu tive a felicidade e alegria de conhecer, do Marqueiz que me visitava e me acompanhava nas entrevistas com o ex-prefeito Newton Brandão. Em 15 anos de existência, o POLÍTIKA DO ABC só dedicou duas páginas a uma pessoa: a José Marqueiz quando ele foi embora deste mundo, mas podia ter dedicado quatro, seis, oito páginas que ainda seriam poucas.

    Carlos Laranjeira - Jornalista - São Bernardo do Campo

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  4. Eu já vim ao blog preparada para muitas emoções, mas superou minhas expectativas, Edward. Difícil não se comover ao ler o texto escrito pela Ilca. Percebe-se que ela escreveu com o coração na ponta dos dedos. Li e reli, acabei chorando. Vou sentir muita a falta desta série, mas enquanto durou, foi maravilhosa. Valeu a pena. Parabéns a você, Ilca e a todo o pessoal do deste blog que se uniu em torno deste brilhante trabalho!

    Beijos a todos,

    Tatiana - Metodista - SBC

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  5. Marqueiz & Wainer
    As memórias do nosso colega José Marqueiz, numa série longa aqui no Blog do Edward de Souza, me levaram a uma inevitável associação com as memórias do Samuel Wainer: ambos falaram muito mal de si próprios. A diferença é que Marqueiz escreveu, levando os leitores a momentos de grande emoção. Samuel, ao contrário, contou tudo em várias entrevistas, gravadas, a três jornalistas famosos do país. Samuel, com quem trabalhei na Última Hora, era ruim de texto e suponho que sabia disso. Preferiu contar. Marqueiz, bom de texto, soltou ali tudo que estava represado em sua alma. Ambos fizeram uma verdadeira catarse, expelindo o que estava engasgado na intimidade. Foi uma forma de passar do coração para o papel, livrando-se do mal, amém. E me pareceu que ambos, jornalistas de sucesso, sendo Wainer um polêmico mito da imprensa, quiseram sim chocar. “Me corrompi até a medula”, frase de Wainer no livro, ficou célebre e resumiu a obra. Marqueiz não deixou uma frase contundente, deixou muitas. Suas memórias tiveram algo de autopunição, na contramão da sua vaidade, que não era pequena, como acontece com todos nós jornalistas. Todos querem ser vistos por suas virtudes. Marqueiz mostrou-se muito mais por suas fraquezas. Imagino que tenha expurgado seus fantasmas. Nos deixou uma tremenda história, para refletir. Foi brilhante. E com isso, mesmo a custo de apresentar-se como o anti-herói, afagou seu ego com a maior reportagem da sua vida: ela própria.

    Milton Saldanha- Escritor e Jornalista

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  6. Olá Amigos

    Estamos lendo hoje no Blog do Edward e seus amigos, o último capítulo da saga de José Marqueiz, PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO. Um prêmio mais do que merecido pela capacidade, desprendimento e total dedicação a uma profissão que exige antes de tudo honestidade e amplo conhecimento cultural.
    Não fui íntimo desse excepcional jornalista apesar de termos trabalhado no mesmo jornal. Entretanto, é bem provável que ele, entre outros companheiros, me ajudou na minha formação, incluindo-se aí José Louzeiro (um excepcional e conhecido escritor) na época, secretário de redação, do jornal.
    Edward de Souza, Pafundi, Admir Médici (Prêmio Esso), Fausto Polesi, Vovô, Edison Motta (outro Prêmio Esso), Saldanha, Lavrado, Pini, Alexandre (o poliglota), Laranjeira e tantos outros, um time excepcional que não tinha rivais.
    Marqueiz pertencia a esse time! Apesar de tudo o que aqui foi relatado por ele, devido a sua capacidade jornalística, sempre encontrou um lugar para exercer sua profissão. Os amigos não o abandonaram. Pelo contrário, sempre o apoiaram.
    Marqueiz deixou para a posteridade, um relato íntimo de suas fraquezas e “pecadílhos”. Afinal que não os têm? A diferença é que o grande jornalista teve a coragem de confessá-los. E com isso, deixou um alerta para os companheiros de profissão para que não tomassem o mesmo rumo. Quem de nós teria esta coragem?
    Uma saga relatada com brilhantismo. Merece um livro. Um livro que se espalhará pelo mundo e, certamente, encontrará eco em pessoas e colegas que transitam pelo caminho que o nobre amigo percorreu.
    Para você Marqueiz, meus agradecimento por ter deixado essa herança.
    O texto de hoje me emocionou tremendamente.
    Ilca, a companheira notável e desprendida do Marqueiz abrindo o relato do último capítulo da série, assina o texto como testemunha presente dos momentos de angústia e até desespero do nosso saudoso companheiro.
    Afinal até Jesus em seus últimos momentos disse: “Pai, afasta de mim esse cálice”.

    Um forte e fraterno abraço Marqueiz e até um dia.

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  7. Quero parabenizar este blog pela ótima série ´´ Memória Terminal ´´, escrita pelo grande e saudoso jornalista, José Marqueiz, ganhador de um prêmio Esso de jornalismo e uma pessoa muito respeitada nos grandes meios de comunicações, pessoa esta que tive oportunidade de conhecer e trabalhar algum tempo nos velhos tempos de Diário do Grande ABC! Li o depoimento da Ilca Marqueiz que finaliza esta série, Memória Terminal, e fiquei emocionado com suas sinceras palavras, nos mostra o tamanho do amor que sentia pelo José Marqueiz e dele para com ela, também mostra a grande amizade pelo Edward e outras pessoas que escrevem neste blog, tanto é que entregou com exclusividade esta série escrita pelo jornalista José Marqueiz, publicada aqui durante 27 semanas, a última no dia de hoje! Acredito que esta série inédita apresentada neste blog será ainda um tema para os estudantes de jornalismo e um aprendizado de vida para as pessoas que leram ou ainda irão ler! Que ele esteja com Deus...
    Estevam Cesar (Ituiutaba MG)

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  8. Edward
    Relatos emocionantes e impressionantes como os que se desenrolaram ao longo destes capítulos publicados em seu “Blog” nos fazem refletir o quão insignificantes somos na face da terra.
    É uma situação muito parecida com uma viagem de avião, quando estamos voando numa altura que até sabemos qual é , mas que também nos mostra como somos frágeis em situação semelhantes, somos uma partícula ínfima no universo que nos circunda.
    Realmente, quando tudo vai bem esquecemos a nossa pequenez como seres que habitam este planeta. Nada somos nesta vida. Não consigo compreender porque tantas pessoas acham que são deuses e que nada lhes podem afetar.
    Orgulho, dinheiro, soberba, etc não deveriam ter significado algum. A humanidade poderia ser muito mais fraterna.
    Parabéns por mais este trabalho de altíssima qualidade e nossa solidariedade a todos amigos e pessoas ligadas ao Marqueiz.
    Luís Carlos Maia

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  9. Oiê, amigos (as)...
    As derradeiras linhas de "Memória Terminal", dos escritos do saudoso José Marqueiz, inseridas neste blog pelas mãos do irmão Edward de Souza, encerram uma história de vida do homem, companheiro e amigo que relatou amor, aventura, profissionalismo, respeito e abnegação de quem amava a vida e que, por isso, suportou momentos de angústia e sofrimento. Sua enfermidade deixou um legado de advertência
    Para todos os que leram sua trajetória aqui postada, tiveram a oportunidade de constatar que José Marqueiz deixa uma advertência que pode servir de lição. As aventuras do profissional de mídia, o amor e dedicação à companheira (Ilca) definem o caráter do homem sincero e leal, que nunca deixou de reconhecer suas falhas e deslizes naturais do ser humano. Ao findar a série, certamente ficará o vazio da companhia semanal do amigo e suas anotações que espelharam uma vida num todo.

    Nós tivemos o prazer de conviver com o Marqueiz, por pequeno espaço de tempo na Rádio Diário do Grande ABC, sem o espaço necessário para conhecê-lo a fundo; nosso Edward foi seu amigo por longa data e dona Ilca a companheira inseparável e o esteio dos momentos mais difíceis que alavancaram sua trajetória. Ela foi, sem dúvida, o bálsamo que todo homem procura encontrar na vida, proveniente de uma mulher sem fronteiras. Marqueiz foi felizardo, dona Ilca apareceu em seu caminho.

    Nosso abraço de reconhecimento ao irmão Edward de Souza e a abnegada e companheira dona Ilca. Dizer mais, não é preciso.

    Abraços,

    Oswaldo Lavrado – SBCampo

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  10. Quantas memórias terminais existem por ai sem saberem o que lhes reservam no trajeto dos seus dias porvindouros!.
    Quantos exteriores impecáveis estão a mercê de um interior contaminado!.
    Quantos questionamentos devido à má sorte trafegam no consciente de uma memória terminal, sem achar uma resposta condenam um Deus justo de amor e bondade!.
    O que seria uma memória terminal?
    Seria aquela que depois do enlace entraria em decomposição devido à falta anímica do eu imortal que cada um tem dentro de si, ou seria o eu imortal enclausurado dentro dos pobres liames e as condições físicas pela qual a memória é submersa em longos anos terrenos?
    Como dizem os abalizados tecnocratas das ciências terrenas “ nada se perde, tudo se transforma”.
    Talvez a memória que outrora achávamos que era terminal, passamos a ter o sentido exato que ela é capaz de se eternizar através dos nossos atos, e da transmutação da nossa espécie psicofísica.

    Padre Euvideo.

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  11. A exemplo de outros colegas aqui, do jornalismo do ABC, eu tive mais contatos profissionais do que pessoais com o Marqueiz, e não foram muitos. Mas chegou a me visitar em minha casa, quando eu morava em Pinheiros, se não me engano para me levar um texto que pedi a ele para um Guia de Camping. Então eu conhecia mais o Marqueiz jornalista do que o ser humano, que aqui se apresentou em sua integridade, expondo-se com uma coragem rara. Agora sim, depois de ler, posso dizer que conheço um pouco mais sobre ele, preferindo guardar a imagem do bom companheiro, simples, despojado, protetor dos animais, sequioso de amor e apegado à vida. Os erros? Ora bolas, quem não errou e não continua errando?
    Obrigado Ilca por nos proporcionar este novo aprendizado.
    Beijos!
    Milton Saldanha

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  12. Tantos amigos no blog, jornalistas, escritores, radialistas, todos parecem dizer ao mesmo tempo, "Marqueiz, você não morreu". De fato, durante muito tempo José Marqueiz nos encantou com seu texto. Esteve presente em cada capítulo desta série. Muitas vezes nos surpreendendo com relatos espantosos, outros maravilhosos e românticos. No coração dos que com ele conviveram, jamais será esquecido, também não o será em nossos corações, novos amigos que aprenderam a admirá-lo e a respeitá-lo pela coragem em escrever sua vida de uma forma real, sem máscaras. Parabéns Edward, parabéns, Ilca por ter nos brindado com esta série e pela crônica que escreveu que nos emocionou profundamente. Nossas quartas-feiras vão perder um pouco do seu brilho, mas enquanto durou, Memória Terminal, escrita pelo Marqueiz, como os amigos íntimos o chamam, encantou a todos deste blog.

    Beijos,

    Daniela - Rio de Janeiro

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  13. Ao longo dos capítulos do livro inédito, Memória Terminal, do José Marqueiz, que ficou conhecido graças a internet e ao blog do jornalista e também escritor Edward de Souza, revivi momentos importantes de uma grande amizade ao longo de nossas vidas. Começamos a nos conhecer e ficamos amigos nos tempos de escola, passando depois por teatros, cinemas, namoros, passeios, trabalhos de reportagens em jornais e revistas. Bares, muitos bares passaram por nossas vidas de jornalistas, e boêmios.

    Nossos passeios mais frequentes eram a Paranapiacaba, margens da Represa Billings e praias da Baixada Santista, nas Festas de Iemanjá. Concordo com a Sonia Nabarrete, Memória Terminal "é um livro especial" e acrescento, essencial para muitas bibliotecas. A gargalhada do Marqueiz em bares e outros lugares que frequentava ficou marcante. Era extravante e chamava a atenção. Aliás, a Ilca fala dessa risada no seu comentário inicial. Falar neste depoimento da Ilca é, na verdade, um perfeito prefácio para o livro Memória Terminal, quando ele for impresso.

    Memória Terminal é mais do que um livro de memória, é uma grande obra da vida de homem que foi grande jornalista, poeta sensível, e que possuía uma prosa digna da melhor literatura. Seu nome é José Marqueiz.

    Hildebrando Pafundi - escritor e jornalista

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  14. Boa tarde a todos!
    Mal o Edward postou o último capítulo da série, lá estava eu para ler o texto. E estava aguardando desde as 8 horas da manhã. Depois de um bom tempo voltei somente agora para deixar meu abraço carinhoso para a Ilca e dizer que não consegui escrever nada assim que li toda a postagem, emocionada que estava. Não encontrava palavras para escrever o que pretendia e achei melhor fazer isso agora. Maravilhoso o que escreveu, Ilca e lindo o texto final de José Marqueiz. Vai fazer muita falta esta série às quartas-feiras!

    Bjos a todos, parabéns Edward!

    Gabriela - Cásper Líbero - SP.

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  15. O otimismo que José Marqueiz nos transmite é contagioso. Suas lembranças de animais queridos me comoveram muito, quando vi sua atenção para com eles. Certamente o ajudaram nesta fase angustiosa, quando nos sentimos despreparados para enfrentar "a onça", ou melhor, a doença. Com uma linguagem simples e clara, expôs sua esperança de transpor os problemas de saúde que o pegaram desprevenido e que se arrastaram por um bom punhado de textos.

    Quando fala de sua mulher, Ilca, tenta explicar o motivo pelo qual a hostilizava, como um teste de seu amor, e da reação que ela tinha, como se nada fosse, deixou-me pensando na adolescência, quando fazíamos coisas deste tipo. Fez tantas que queria escrever um livro sobre ela, certamente como prêmio por aguentá-lo todo o tempo numa boa.
    Depois se explica: para ele a esposa era a vida! Muito bonito!

    Com relação à primeira mulher, Eva, abandonada com um filho pequeno, José Marqueiz se redimiu à sua maneira, mesmo sem conseguir reunir traços de coragem. Achava amoral ir procurá-los depois de tanto tempo, e só ele poderia mesmo julgar-se. Afinal, atire a primeira pedra.

    Quando casado com Eva, ele adoecera de malária numa época em que achavam que a doença estivesse erradicada e aprendeu com os índios a tirar somente o necessário da natureza. O fato certamente o deixou impressionado pela lógica indígena: por que tirar da água um número de peixes, superior ao que se pode comer?

    Lembra da infância, da morte da mãe no banco do hospital e do pai andando nu pela casa, com a amante a acompanhar-lhe a vestimenta. Certamente o fato o marcou e impregnou sua mente com os sentimentos hostis, que aplicava na pobre Ilca. As explicações do mapa astral são surpreendentes! A Liliana acertou em cheio algumas previsões e o mais impressionante é que ele conseguiu descrever uma porção delas, com clareza e riqueza de detalhes! Teve o caso da injustiça sofrida por ele, ao ser rotulado de vagabundo, pois havia se afastado por aconselhamento de um superior, onde deixa bem clara a sua ética, quando então poderia, mas não quis, revelar o nome do novo diretor. Atitude louvável nos dias de hoje!

    Enfim, com suas lembranças e seu modo sincero de contar sua vida, deixou-me admirada com a honestidade, como se houvesse a necessidade de se expor e finalmente deixar esta herança, que temos o prazer de ver aqui publicada.

    Parabéns ao Edward pela iniciativa!

    Silvana Boni - Escritora - SP.

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  16. Amigos do blog de ouro, boa tarde!

    Num belo dia do mês de Novembro de 2008, por um engano no envio de uma resposta a um e-mail, conheci Edward de Souza, que ao responder para Juliano Morgado, a resposta veio parar em minha caixa postal, daí nascendo uma amizade sincera e honesta. Pois bem, amigos, desse dia em diante passei a acompanhar, a convite de Edward, as matérias de sua autoria e que eram publicadas no Jornal Comercio da Franca todas as quinta feiras.

    Para minha surpresa, no dia 04/01/2009, Edward me comunicava que havia criado um blog, me convidando a participar, o que para mim foi uma satisfação, receber tão honroso convite, sabendo a consideração que o Edward tem por mim. Em todo o tempo que frequento o blog, percebi o quanto o amigo Edward é querido por todos que ali escrevem, tanto os articulistas quanto os amigos comentaristas. Os artigos de Edward e seus amigos jornalistas são sempre interessantes, contemplam a todos com assuntos variados, alguns curiosos, outros engraçados, uns de boas recordações do passado, e o mais interessante, dá oportunidade aos leitores de democraticamente deixarem seus comentários a respeito.

    Não é qualquer blog que tem entre seus articulistas pessoas respeitadas no meio Jornalístico, como Garcia Netto, Guido Fidelis, Oswaldo Lavrado, Juliano Morgado, Édison Motta, Milton Saldanha, o próprio Edward de Souza e tantos outros que também nos brindam sempre com seus artigos. Para nossa satisfação, Edward recentemente resolveu publicar em capítulos, “as memórias de José Marqueiz” um grande jornalista laureado com o Prêmio Esso de Jornalismo, uma honra que poucos profissionais de imprensa conseguiram.

    Acompanhei desde o inicio os capítulos publicados, uma narrativa corajosa de um audacioso jornalista que um dia resolveu escrever suas memórias e que nos prendeu desde o primeiro capitulo até o derradeiro, este de hoje, deixando a todos tristes pelo sofrimento que ele, José Marqueiz, sofreu e descreveu, sobre o terrível mal que o acometeu e o arrancou do seio de sua família e da companhia de seus amigos. José Marqueiz, com certeza deixou seu nome gravado em letras maiúsculas na história do jornalismo brasileiro. Uma grande perda, sem duvida.

    Edward, meu amigo, é por isso e desde o inicio, que este blog com um ano e nove meses e mais de 190.200 visitas, há de continuar sendo reconhecido como “O BLOG DE OURO”. Parabéns e sucesso sempre.

    Abraços Edward e demais amigos do “nosso” blog.

    Admir Morgado

    Praia Grande - SP.

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  17. José Marqueiz escreveu vários livros, publicou poucos no formato convencional - o dos irmãos Villa Boas é qualquer coisa de exemplar, e já lá se vão vinte e tantos anos. Um livro importante do Marqueiz é o que fala da Igreja no Grande ABC, via Dom Jorge Marcos de Oliveira. Livro pronto... E inédito.

    Graças ao blog do Edward de Souza, temos agora as memórias jamais terminais do José Marqueiz, obra-prima que precisaria ser mostrado a TODOS os estudantes de Comunicação brasileiros. Vejam lá, TODOS. Porque o Marqueiz, ao lado de Ricardo Kotscho, é um dos últimos repórteres deste amado Brasil. Graças a Deus, a exemplo de Kotscho, José Marqueiz nunca foi atraído pelos míseros reais a mais para se transformar em editor.

    Vale um (...) - Nesta vida de repórter, os jornais, revistas, sites, emissoras de rádio e TV, costumam perder futuros potenciais ótimos repórteres para quase nunca futuros bons editores. O editor, ou o copidesque, sempre ganha os tais míseros reais a mais, daí porque para contemplar o bom repórter, perde-se o futuro ótimo repórter nos corredores burocráticos internos de uma redação.

    Marqueiz sobreviveu reportando. Escrevendo bem. Fazendo poesia em forma de prosa. Alcançando o lead em cada parágrafo. E deixou um legado. O blog do Edward de Souza foi bem e duplicou várias vezes esse texto perfeito e angelical. Ficaremos nisso? Desperdício.

    Ademir Medici - Escritor e Jornalista

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  18. Boa tarde, prezados amigos e amigas!

    Embora ausente do blog, não deixei de acompanhar e ler os excelentes textos aqui publicados, especialmente os de José Marqueiz, precioso legado literário, ímpar lição de vida, de coragem e de profissionalismo. Espero que essas páginas virtuais se tornem palpáveis em breve, transformando-se em livro, como bem frisou o jornalista Hildebrando Pafundi - como um necessário e incomparável vade mecum a todos os estudantes de Comunicação.

    Gostaria, também, de enviar o meu carinho e admiração duplicada por Ilca Marqueiz, amorosa, sensível, corajosa e dedicada esposa de José Marqueiz, uma mulher de qualidade como poucas, que soube transformar em ação todas as nuances do verbo AMAR. Querida Ilca, desejo-lhe muitas alegrias, paz, serenidade e harmonia.

    Por fim, desjo externar minha admiração e respeito ao Edward pelo belíssimo trabalho que fez ao dedicar-se, amorosamente, à difícil tarefa de editar e publicar, durante 28 semanas, o legado de seu grande amigo e colega, de tantas jornadas e lembranças.

    Um abraço a todos!

    Nivia Andres
    Porto Alegre, RS

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  19. Imensa alegria ver a jornalista Nivia Andres aqui, de volta, com sua cultura, talento, sensatez e belo texto.
    Abraço imenso!
    Milton Saldanha

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  20. Edward, amigos e amigas deste blog fabuloso que consegue reunir uma casta de brilhantes jornalistas, escritores e radialistas, numa só edição de Memória Terminal. Com alegria li também o depoimento de rara beleza desta amiga de todos nós deste espaço, a jornalista Nivia Andres, citada depois do Edward e ao lado da Cristina Fonseca, no início deste texto lindo e comovente de Ilca Marqueiz. A tristeza que se esperava ao ler esse último capítulo, com esta união de amigos mescla-se com a alegria, certamente o que mais pediria a todos José Marqueiz, pudesse ele se expressar. Maravilhosa série e, junto aos demais, o meu pedido. Que seja editado este livro o mais breve possível. Uma leitura imperdível que deve ser levada para todos os cantos do nosso país.

    ABÇS

    Birola - Votuporanga - SP.

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  21. Oi Edward, assim não tem coração que aguente. Confesso-lhe que me segurei, com muito custo, mesmo depois de ler o texto da Ilca. Segui em frente na leitura, mas quando cheguei ao final, desabei num choro que não parava. Desde o começo sigo esta série e imprimi, com fotos, todos os capítulos que agora vou encadernar com carinho para ter em minha mini biblioteca.

    Se antes já admirava a Ilca, mais ainda agora. Encontrou forças para escrever aquela beleza que você, Edward, com sua bagagem de anos de jornalismo, acertadamente transformou em abertura do capítulo final. E nos deu o privilégio de conhecer a Ilca de ontem e de hoje.

    E que alegria ver todos os amigos se juntando nesta homenagem a Ilca e ao José Marqueiz. Que bom ler um comentário da Nivia mais uma vez neste blog.

    Parabéns pelo trabalho maravilhoso, Edward, valeu!

    Bjos,

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  22. Oiê, amigos (as)...

    Relato:

    Na esteira do último capítulo de Memórias Terminais do saudoso José Marqueiz ví nesse artigo o reflexo da saga que me acompanha há exatos dois anos e da qual certamente só me livrarei no apito derradeiro. Os relatos se assemelham e espelham a vida real.
    O diabetes que me acompanha há 10 anos levou-me, em novembro de 2008) a um pronto-socorro onde tive uma parada cardíaca que me fez "apagar" e acordar somente dois dias depois na UTI de um hospital. Daí começou a odisséia semelhante a do Marqueiz. Passados quase dois anos, fiz cerca de 50 exames de sangue (ainda estou fazendo), duas cirurgia de câncer (cujo resultado não garante nenhum porvir), cintilografia, pelvis, ultrasom (quatro), neurologistas, sonda urinária (14 mesmes) raspagens, remédios, etc, etc e mais etc. Tudo isso, na companhia da inseparável diabetes que tirou parte de minha visão, arrebentou com o meu sistema dentário, reduziu a audição, originou tonturas e dores incessantes nas pernas que praticamente impossibilitam de andar. Fui dispensado da químio e rádioterapia (por enquanto) mas não escapei de mais um endocrinologista (o 8°)para analisar meu grau glicêmico. E o alerta da alta possibilidade de iminente amputação das pernas. È tudo que não precsava (ou não queria)ouvir do doutor que me examinou na última segunda-feira. Enfim, um sufoco que empurra, sem sucesso, para longe de qualquer dogma ou milagre.
    Marqueiz relatou, ao final de sua saga, a hipocrísia humana, resultado do teste que dona Ilca realizou com amigos comuns. Pura realidade. Recebo, até por ser um jornalista ainda relativamente conhecido aqui no ABC, um punhado de e-mails com orações, textos estimulantes, rezas, pais e mães de santo, espiritualidade, citaçõoes de exemplos de cura, numerologia, mandingas e receitas com todas as fórmulas e maneiras além de telefonemas de otimismo, e esperança, bem intecionados, mas o paciente sou eu.. Alguém já dizia que "se bater na madeira imuniza o azar, pica-pau não estaria em extinção". Resta, sem embargo do cotidiano, a solidariedade de algus (poucos) amigos despidos de hipocrisia.
    José Marqueiz, na luta contra a doença, resistiu como gigante até onde suas forças e lucidez permitiram Há duas diferenças entre nossa dessídia: ele teve uma dona Ilca ao seu lado, eu, infelizmente, tenho a diabetes que me acompanha e colabora à antecipação do desenlace.
    Não fossem muitas coincidências, ou verdades na angústia da tragetória mútua, certamente não teria aborrecido nossos amigos bloquistas com minha saga.
    Com tudo isso, resta ter forças para superar qualquer momento e seguir o destino traçado. Sem neuras ou recalques.

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  23. Antonio Julio Pedroso de Moraesquarta-feira, 27 outubro, 2010

    A série Memória Terminal de José Marqueiz é impressionante e a publicação no blog “Artigos Edward de Souza” a registra com grande precisão! Sintetizar a minha convivência com o saudoso jornalista José Marqueiz com certeza careceria de um livro. No entanto, vou tentar relembrar alguns bons momentos. Estávamos em setembro de 1991, quando resolvi fundar o Jornal de Mauá, embrião da, hoje, Tribuna do ABCD. A 1ª edição do Jornal de Mauá sairia no dia 7 de Setembro.

    Qual não foi a minha surpresa de no dia do fechamento da edição, em 5 de Setembro de 1991, ter ao meu lado a figura experiente do José Marqueiz, que já era um velho confrade de meus inúmeros anos de jornalismo. Apresso-me em reconhecer que Marqueiz, para criar títulos e manchetes era sem igual. Confesso, aprendi com ele muitos macetes da notícia. Por exemplo, qualquer título de notícia deve ser expresso no verbo presente, nunca no passado e muito menos no futuro e jamais publicar um título sem a presença do verbo na frase, sentenciava o jornalista Prêmio Esso de Jornalismo pelo "O Estado de São Paulo".

    Já na 3ª edição do Semanário, qual não foi minha alegria de poder figurar no expediente, bem abaixo do meu nome, Editor Chefe - José Marqueiz, que vinha acompanhado do fotógrafo Claudio Polesi. Ter um jornalista do quilate do Marqueiz na redação era na verdade uma tranquilidade. Nos 20 anos da Tribuna do ABCD, o Marqueiz teve grandes reportagens publicadas e que, sem dúvida, dignas de serem lembradas.

    Ele era criativo por demais da conta. Vou apenas citar uma de suas descobertas: o escritor e vereador de Ribeirão Pires, que foi candidato a Papa e conseguiu a façanha de aposentar uma mula por tempo de serviço, Roberto Bottacini. Entrevista com o Cônego Belisário em que o religioso revelava que via o Congresso Nacional cheio de corruptos. A “Estrada da morte”, numa alusão aos atropelamentos e acidentes na Rodovia Índio Tibiriçá (SP31). “Igreja do Reino de Deus só explora a fé dos humildes”.

    Marqueiz tinha o jornalismo no sangue. Era competente ao extremo. Convivi com o Marqueiz muitas décadas. Era “pau pra toda obra”. Não conhecia a palavra medo, se arriscava ao extremo, principalmente na época de eleições. Gostava de viver perigosamente. Arriscava a vida por uma boa reportagem. Bom de copo, não desprezava uma boa “branquinha”. Você, amigo Edward de Souza, nos bons tempos de CBN Globo com o seu inesquecível bordão do final da notícia: “Edward de Souza, especialmente do ABC Paulista”. Estávamos sempre presentes na Lanchonete André Center, do amigo Neto de Amorim, na Rua Fernando Prestes, 263, em Santo André, onde contávamos com o Marqueiz em seu melhor estilo... Quanta saudade... Vou parar, porque se continuar posso chorar, como diz a canção do Rei, “São tantas emoções”.

    A última vez que vi o Marqueiz foi no gabinete do então Prefeito de São Bernardo, William Dib, juntamente com Dr. Mauricio de Castro. Estávamos distantes há alguns anos. Ali nos despedimos, quando publiquei entrevista exclusiva concebida a mim pelo Marqueiz numa segunda-feira 21 de fevereiro de 2005. Estou enviando o anexo com fotos para o amigo Edward de Souza.

    Quando Marqueiz partiu para outro plano, vim, a saber, depois. No momento, só me passam pela cabeça coisas boas. O calvário do Marqueiz narrado por ele próprio fica como exemplo para toda uma geração de grandes jornalistas e escritores. Finalizo com a frase: “Um dia, em algum lugar, se Deus quiser, quem sabe vamos nos reencontrar”. Que o Criador do Universo o tenha no melhor dos limites: O Céu!

    Antonio Julio Pedroso de Moraes, Diretor Editor Responsável da Tribuna do ABCD

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  24. Edward...
    Chorei, chorei muito, não só hoje, mas em todas as 28 semanas do Memória Terminal.

    Bjs

    Claudete Reinhart - Jornalista

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  25. Olá Amigos
    Boa tarde

    Estava folhando minha máquina e encontrei um texto maravilhoso, autoria de Huberto Rohden, denominado “ADEUS ALMA QUERIDA”, que abaixo transcrevo:
    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado


    “Se, no caminho do teu saara, encontrares uma alma que te queira bem, aceita em silêncio o suave ardor da sua benquerença - mas não lhe peças coisa alguma, não exijas, não reclames nada do ente querido.
    Recebe com amor o que com amor te é dado - e continua a servir com perfeita humildade e despretensão. Quando mais querida te for uma alma, tanto menos a explores, tanto mais lhe serve, sem nada esperar em retribuição.
    No dia e na hora em que uma alma impuser a outra alma um dever, uma obrigação, começa a agonia do amor, da amizade. Só num clima de absoluta espontaneidade pode viver esta plantinha delicada.
    E quando então essa alma que te foi querida se afastar de ti - não a retenhas. Deixa que se vá em plena liberdade.
    Faze acompanhá-la dos anjos tutelares das tuas preces e saudades, para que em níveas asas a envolvam e de todo mal a defendam - mas não lhes peças que fique contigo. Mais amiga te será ela, em espontânea liberdade, longe de ti - do que em forçada escravidão perto de ti.
    Deixa que ela siga seus caminhos - ainda que esses caminhos a conduzam aos confins do universo, a mais extrema distância do teu habitáculo corpóreo. Se entre essa alma e a tua existir afinidade espiritual, não há distância, não há em todo o universo espaço bastante grande que de ti possa alhear essa alma.
    Ainda que ela erguesse vôo e fixasse o seu tabernáculo para além das últimas praias do Sírio, para além das derradeiras fosforescências da Via - Láctea, para além das mais longínquas nebulosas de mundos em formação - contigo estaria essa alma querida...
    Mas, se não vigorar afinidade espiritual entre ti e ela, poderá essa alma viver contigo sob o mesmo teto e contigo sentar-se à mesma mesa - não será tua, nem haverá entre vós verdadeira união e felicidade.
    Para o espírito a proximidade espiritual é tudo - a distância material não é nada. Compreende, ó homem - e vai para onde quiseres! Ama - e estarás sempre perto do ente amado...
    Em todo o universo... Dentro de ti mesmo...”

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  26. Olá amigos (as)...
    Impossível não voltar a participar deste espaço. Primeiro deixar as minhas saudações a todos estes amigos e amigas de Imprensa que nos emocionaram ao se fazer presentes neste último capítulo escrito pelo saudoso e querido amigo José Marqueiz. Minha saudação a querida amiga Nivia Andres que, tinha eu a certeza, não deixaria de comparecer a este blog, prestando suas homenagens a Ilca e valorizando nosso trabalho a frente destas publicações. Ninguém mais que a Nivia, brilhante jornalista e que conduz com maestria o seu blog, sabe como é difícil editar e publicar um texto ilustrado neste espaço. Tanto que não me sobra nenhum tempo para fazer o que mais gosto, escrever.

    As surpresas continuam. Recebi do amigo e companheiro de finais de tarde na lanchonete do Antonio Amorin, em Santo André, jornalista Antonio Julio Pedroso de Moraes, proprietário da Tribuna do ABCD, uma página com uma reportagem feita com nosso querido José Marqueiz, longa, com fotos do jornalista ilustrando aquele espaço. Já pensei em reproduzir esse material na próxima quarta-feira aqui no blog, o que acham? Grato, Pedroso, também pelo comentário que pela primeira vez você deixou aqui no blog. E quem disse que José Marqueiz não faz milagres? Pedroso comentando e a Ilca escrevendo aquele magnífico texto de abertura que todos leram.

    Amigo-irmão Oswaldo Lavrado. Você me surpreendeu, como certamente a todos do blog, com o seu relato acima. Claro, como somos chegados e nos comunicamos diariamente, sei perfeitamente dos sérios problemas que enfrenta na luta contra esta maldita doença. Na verdade, na luta contra estas doenças, porque tem na balança também a diabetes. Só que hoje fiquei sabendo de fatores mais graves que você, talvez para não me deixar aborrecido, tenha omitido em nossas conversas. E me assustou, creia. Não vou deixar palavras de conforto ou mensagens vazias porque entre nós isso é desnecessário. Conversamos depois e nos entendemos. O Marqueiz, em seu texto já disse. O que não falta, quando uma doença nos atinge, são palavras jogadas ao vento, dispenso-as, meu amigo.

    Um forte abraço a todos...

    Edward de Souza

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  27. Este comentário foi removido pelo autor.

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  28. Obrigada, Ilca e Edward por esta série maravilhosa. Com o final de Memória Terminal as quartas-feiras não serão iguais neste blog. Sempre que eu acessar este espaço vou me lembrar de José Marqueiz e seu texto magnífico. Edward, não pense duas vezes em postar a reportagem que você disse que recebeu do seu amigo jornalista com o José Marqueiz. Eu gostaria muito de ler, por favor.

    Ilca, chorei ao ler o texto que vc escreveu.

    Bjos,

    Carol - Metodista - SBC

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  29. Prezados leitores e articulistas do Blog.Talvez, seja esse meu último e intrometido comentário neste espaço. Porém, não poderia deixar de tentar, ao menos, deixar registrada a suprema admiração que tenho por essa suave e admirável heroína, a Ilca.
    Que Deus abençoe todos os momentos de sua vida.
    Abs
    João

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  30. Parabéns Ilca que pessoa abençoada você é. Obrigada pelo carinho que nos dispensou. Realmente o Marqueiz ainda vive em nossos corações. Valeu Edward pelo lindo trabalho.Em grandes e emocionantes momentos, pequenas palavras... Obrigada. Abraços.

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  31. Olá!!!

    Desculpe minhas ausências...
    Mas espero agora recomeçar e para isso te convido para participar da comemoração de dois anos do meu blog!!! Apareça por lá e concorra a um livro!!!

    Enorme abraço.
    http://psicologico-al.blogspot.com/2010/10/ano-ii-blogagem-coletiva-e-convidadas_4669.html

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  32. Olá Ilca e Edward!
    Fica quase impossível, diante de tantos leitores e leitoras, a maioria jornalistas tarimbados e experientes na arte de escrever, acrescentar algo diferente para mostrar o quanto eu apreciei esta série escrita pelo José Marqueiz. Não deixei de acompanhar um só capítulo e não postei antes meu comentário devido ao congestionamento que aconteceu no começo da tarde no blog. Estava quase impossível registrar minha presença e cumprimentá-los pelo maravilhoso trabalho.

    Parabéns, Edward, você dedicou-se com afinco, percebe-se, para publicar esta série que chega ao final tão emocionante quanto começou. Beijos, Ilca, você é uma pessoa iluminada, maravilhosa, enfrentou com coragem todos os problemas e conseguiu nos mostrar, em seu texto, que hoje sente-se feliz, satisfeita e certa que entregou-se com amor e muito carinho para ajudar ao homem que foi o grande amor de sua vida.

    Beijos, Ilca, admiro muito você!

    Giovanna - Franca - SP.

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  33. Edward, não poderia deixar de registrar meus cumprimentos a você pelo belo trabalho nestas postagens dos capítulos de Memória Terminal, escritos por José Marqueiz. Impecável seu profissionalismo. Adorei a série e aprendi muito lendo todos estes capítulos publicados no blog. Vou sentir falta destas emocionantes quartas-feiras.

    Bjos a você e a Ilca!

    Talita - Unisantos - Santos - SP.

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  34. José Marqueiz termina com esta frase a série que escreveu: "Ah, o amanhã. Não estou mais preocupado com o amanhã. Quero viver o hoje. E usufruir ao máximo de todos os hojes que surgirem em minha vida". Uma lição que não deve ser esquecida. Eu jamais esquecerei.

    Bjos, Ilca e Edward, parabéns pelo lindo trabalho.

    Larissa - Santo André - SP.

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  35. Edward, Ilca, aplausos! Fizeram por merecer. A série de José Marqueiz não poderia ter ficado enfiada no fundo de um baú, servindo de aperitivo para as traças. José Marqueiz certamente esperava que um dia alguém lesse o que escreveu. E conseguiu uma legião de admiradores que, como eu, aplaudiram cada capítulo desta série que o brilhante jornalista escreveu. E como era gratificante esperar a quarta-feira. Torcia, não contem pra ninguém, para que a série se prolongasse até o Natal, quem sabe até o próximo carnaval. Terminou e me fez chorar... Muito!

    Bjos!

    Tânia Regina - Ribeirão Preto - SP.

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  36. Edward.
    O terminal de uma história de jornalismo, muito mais pelo lado humano que o profissional, deixou revelações e conselhos de uma nobreza exemplar.
    O fecho culmina com declarações de uma protagonista inserida no texto por seu valor, dedicação e comprometimento no amor que não fenece: Ilca, a paixão.
    Foram ricos os comentários valorizando a personalidade do Marqueiz. Todos cunharam com respeito ao seu trabalho e apreço a sua conduta, seja profissional, amorosa, exceto claro, a quem se titulou seu “chefe” de alguns turnos.
    Marqueiz marcou sua própria verdade sem necessidade de alguém que apontasse suas mazelas, vícios constatados em todos nos, seres humanos.
    Meu caro Edward. Ocorreu-me na lembrança literária: O Jogador de Dostoievski, primor da autobiografia. Não lhe parece ter algo a ver com Marqueiz?
    A frase abaixo se presta bem aos fatos:
    "Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas." [ Fedor Dostoievski ]
    Meu amigo Edward. Acho que seria oportuno um capítulo resenha de sua serie tão bem avaliada por todos, onde se juntariam gotas formando um todo da excelente qualidade que desfrutamos.
    Um abraço do Garcia Netto

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  37. Bom dia Edward, um beijo com muita saudade a todos os amiguinhos e amiguinhas deste blog querido. Distante de todos vocês, enfrentando problemas de fuso horário, não tenho deixado meus comentários neste espaço que eu amo. Nem por isso deixei de acompanhar as postagens. Muitas vezes fico três, quatro dias sem acessar a internet, ocupada com o estágio que faço num hospital aqui de Miami e que termina agora no começo de dezembro. Quando o tempo permite, a primeira coisa que faço é atualizar a leitura, acompanhando todas as crônicas aqui postadas. Não deixei de ler nenhum dos capítulos de "Memória Terminal", uma série impressionante relatada de uma forma corajosa pelo jornalista José Marqueiz. Sua luta contra o câncer, seus problemas existenciais e seu trabalho profissional mesclaram-se neste relato, muitas vezes chocando leitores, percebi, mas fazia parte deste desabafo de um homem que soube também semear amor e ensinar que ter fé e esperança nos ajuda a suportar a dor e nos encoraja a prosseguir em busca de nossos objetivos.

    Beijos, Edward, parabéns pela publicação desta série que ficará marcada e será sempre lembrada por nós.

    Beijos, Ilca... Exemplo da mulher decidida, forte e corajosa!

    Beijos carinhosos a todos vocês, queridos amigos e amigas...

    Liliana Diniz - Miami - EUA

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  38. Quero parabenizar o jornalista Edward de Souza, pela forma brilhante que ele conduziu a série “Memória Terminal”, do então consagrado jornalista José Marqueiz.
    Confesso que aprendi muito com esses capítulos iluminados pelo eu interior de um ser que mesmo passando por certas privações, foi capaz de externar o mais puro sentimento de paciência e humildade suficiente para expor todas as suas angustias e as suas fraquezas diante dos olhos críticos dos leitores que leram, e que porventura ainda poderão ler esse testamento de uma memória terminal.

    Parabéns!

    Valentim Miron - Franca - São Paulo

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  39. Marqueiz deixou um testemunho e não uma obra ficcional. Sendo um gênero ou outro, não importa, é um trabalho literário, sujeito a todo tipo de interpretação por cada leitor, que tem essa liberdade. Isso a gente não avalia querendo ser "bonzinho" ou "mauzinho" com o autor. A gente avalia apenas a partir da obra, intrinsicamente, sem levar em conta se o autor está vivo ou morto, se errou ou acertou, enfim, sem julgamentos morais, apenas procurando entender, ou supor, o que tentou o autor legar.
    Bom dia a todos e parabéns Edward de Souza pela edição desta série, sempre muito bem ilustrada e palpitante.
    Abraços!
    Milton Saldanha

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  40. Os amigos e amigas continuam deixando os seus comentários neste blog, por esta razão o capítulo permaneceu postado ainda nesta quinta-feira. Normalmente costumo atualizar a data, mesmo com o mesmo texto postado, mas a quarta-feira ficou marcada como o dia em que Memória Terminal era apresentada, por esta razão deixei como está. Um abraço a minha querida amiga Drª Liliana, que depois de um bom tempo deixou um precioso comentário sobre esta série. Obrigado, querida, sucesso e espero ser convidado para a festa quando de sua chegada ao Brasil. Farei questão de estar presente e isso prometi ontem ao seu pai, depois de uma conversa telefônica. Abraços ao Garcia Netto que escreve amanhã neste espaço, ao amigo particular Valentim Miron e ao querido amigo-irmão Milton Saldanha, pela força que sempre nos deu para continuar tocando este blog. Claro, meus agradecimentos a todos que deixaram seus comentários neste blog, extensivos aos mais de 800 leitores que visitaram este espaço, leram o último capítulo e por um motivo ou outro, nada comentaram.

    Aproveito para informar que encontrei ontem, no Orkut, várias postagens de fotos deste último capítulo de Memória Terminal, com referências elogiosas ao blog pela publicação desta série. Algumas delas consegui copiar e enviei para a Ilca, citada carinhosamente em todas as publicações que encontrei naquele espaço. A Ilca, quero informar aos que participaram, me informou, na manhã de hoje, que imprimiu todos os comentários para guardar como lembrança de todos vocês e desta série, mas pelo visto a querida amiga vai precisar imprimir novamente, com a chegada de outros amigos e amigas, como já aconteceu.

    Um forte abraço a todos...

    Edward de Souza

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  41. Ilca, um beijo!
    E no primeiro comentário o Edward disse que pensou em pedir para vc enviar alguma coisa para ser postada no último capítulo, mas desistiu, imaginando que vc não gostasse muito de escrever. Imagine se gostasse... Seu texto ficou maravilhoso e eu, que não sou de ferro, fiquei emocionada, tanto que li ontem, depois do almoço e agora novamente. Ficou lindo!

    O José Marqueiz também estava de bem com a vida quando escreveu estas linhas finais. Achei muito engraçado quando ele escreve que havia recebido uma mensagem eletrônica bem animadora, cujo teor era: "Deus sabe o que faz". E cá entre nós, as pessoas precisam pensar bem antes de enviar mensagens assim. Ora, Deus então queria o mal para José Marqueiz, se Ele sabia o que fazia? Isso não conforta ninguém, pelo contrário, deixa o doente "P"... da vida!

    Adorei a série... Beijos, Ilca, parabéns Edward, ficou maravilhosa esta publicação.

    Vanessa - Unicamp - Campinas - SP.

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  42. Seria imperdoável se eu não conseguisse deixar o meu abraço ao Edward e um beijo enorme para a Ilca por esta série memóravel publicada neste blog. Tentei algumas vezes ontem, não deu certo. Sou persistente!

    Replay: Beijos, Ilca e Edward, valeu a pena!

    Michelle - Florianópolis - SC

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