domingo, 19 de setembro de 2010

ESTAMOS CRIANDO ÍDOLOS DE BARRO?

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SÁBADO, 18 DE SETEMBRO DE 2010

O REIZINHO ESTÁ NU

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Poucos são os jovens, hoje, que desfrutam de prestígio, respeito, consideração, equilíbrio, fama e grana, conquistados com pouco ou quase nenhum esforço. O talento, herdado da providência, resolve tudo, ou quase tudo. Nos dias atuais, mais que quaisquer outros, estão nessa raia o garoto mato-grossense Luan Santana, 19 anos, cantor popular, e Neymar (18 anos), das praias paulistas, que, como poucos, faz da bola instrumento extremamente obediente.
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O primeiro, data vênia, cumpre o ritual de astro famoso e rico comparecendo religiosamente a seus shows e outros tantos compromissos. Pelo visto, Luan é centrado, bem criado, de família regrada e bem sucedido. Apenas segue ensinamentos herdados dos pais e caminha célere para garantir seu sucesso, sem grandes riscos. Neymar, por sua vez, tropeça na vida turbulenta do mundo da bola, que exige malabarismo em campo e fora dele. Um neófito ofuscado pelas luzes que embaça a conduta dos que não estão devidamente preparados. Nascido de família humilde e sem muitos recursos para a criação, o menino prodígio está agora enfrentado os brucutus do cotidiano. Imberbe, Neymar não está suportando a carga imposta pela fama e riqueza que lhe caem nos ombros.
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O fardo lhe parece pesado, mas seus olhos estão em outro horizonte. Até pouco tempo a vida não permitia à sua família, a ele e seus irmãos, luxos de gente mais abastada; uma bola usada e um par de chuteiras de segunda mão, mesmo apertando os pés, bastava para o sorriso do menino luzir como estrelas. O dinheiro para o ônibus, quando havia, era rigorosamente contado, que não permitia o cobiçado sorvete no retorno. Voltando a pé, economizava para o picolé. Quando menos se esperava, na cronologia do tempo, Neymar via nas manchetes esportivas que valia milhões de euros. "Quem? Eu?", questionava, sem entender bem. A família, igualmente, não atinava com a realidade e passou a acreditar que no filho malabarista da bola estava o baú para a emancipação definitiva e o apagão dos tempos de pés no chão e panelas quase vazias.
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Assim, rápido como raio, surgiu o novo Rei do esporte das multidões que passou a ser paparicado, como todo aprendiz de Majestade tem direito. Deslumbrado, o menino-rei não tem dado conta do labirinto em que está e qual o caminho que deve seguir para não derrapar nos obstáculos e impedir o curso normal das coisas. Parece não estar preocupado. As lambanças dos últimos tempos tem lhe custado constrangimentos e pedidos de desculpas, evitáveis se tivesse orientação familiar e dos superiores no clube. No entanto, ambos paparicam o garoto sugerindo que pais e cartolas estão mais interessados no que o menino possa lhes render financeiramente.
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Carente de pessoas que possam lhe indicar o trilho do porvir grandioso, Neymar prossegue chutando a bola e tudo que aparece à frente para controlar seu estrelismo. Esquece, por exemplo, que Robinho, seu companheiro de bola e igualmente oriundo de casebres que cercam as praias, passou, a algum tempo, dias de dor e desespero por expor ostentação e opulência, chamariz para os mal intencionados. O caso (sem entrar no mérito), Bruno, do Flamengo, ainda está quente o suficiente para queimar as mãos de quem insiste em achar que tudo pode.
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Enquanto o também menino Luan Santana, aqui comparado, encontra nas melhores mãos e cabeças (família e empresário) estrutura para conduzir seus passos a horizontes sólidos, sem ter que se curvar a hipocrisias, Neymar, na contramão, não vê, em casa e no clube, braços e cabeças que possam indicar o caminho menos perigoso para um porto seguro e confiável. Neymar, o reizinho, ainda está desnudo; Luan, um príncipe centrado a caminho do sol. Destinos iguais que somente o tempo poderá se encarregar de fornecer o instrumento certo para alavancar a longa trilha que leva ao sucesso definitivo. Histórias de êxitos (poucos) e fracassos (muitos) contam a sina dos que não foram ofuscados pelos holofotes e dos que sequer viram as luzes que poderiam fazê-los brilhar.
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Um adágio chinês já alertava: o importante não é ser o melhor, é permanecer no topo, com humildade, muita humildade.
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*Oswaldo Lavrado é radialista/jornalista radicado no Grande ABC
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23 comentários:

  1. Olá Lavrado, meu amigo

    Bom dia

    Magnífica crônica. Linda e didática.

    Gostaria que o tal “Menino da Vila” e as pessoas que o cercam lessem o que você escreveu. Principalmente os pais e os cronistas esportivos que o endeusaram.
    É uma pena! O moço, se não cair na real, cairá dos saltos altos.
    É uma pena.

    Parabéns

    Um abraço

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  2. Bom dia amigos (as)...
    O amigo-irmão Oswaldo Lavrado aborda um assunto importante neste final de semana neste blog, exatamente quando todos os jornais de hoje voltam a noticiar a "saia justa" criada pelo jogador Neymar com a comissão técnica santista e com companheiros de equipe, depois de um ataque de estrelismo durante e após o jogo contra o Atlético de Goiás, no meio de semana. Para quem não acompanhou esse triste episódio, lembro que tudo começou quando Neymar foi proibido pelo técnico de cobrar uma penalidade máxima. O jogador, ainda no campo se rebelou contra ordem e solenemente dirigiu-se ao seu superior com palavras de baixo calão.

    Antes disso, Neymar, que teve sua atenção chamada pelo experiente Edu Dracena, seu companheiro de equipe, não engoliu a bronca e mandou o companheiro ir tomar no c...
    Nos vestiários, mais baixarias. Dorival Júnior tentou chamar a atenção de Neymar, dizendo que ele estava tendo uma atitude de moleque e mais uma vez ouviu um sonoro palavrão, daqueles bem cabeludos. O preparador físico tentou entrar para controlar a situação e também foi xingado e ainda por cima recebeu uma garrafinha de isotônico contra o rosto, atirada pelo "deslumbrado". Neste final de semana, certamente obrigado pelo pai e pelos empresários, Neymar deu uma coletiva se desculpando pela indisciplina. Não fosse obrigado a isso, eu acredito que ele jamais se desculparia, uma vez que, graças aos bajuladores de plantão, esse garoto se julga hoje um "Deus" do futebol.

    Eu já comentei neste blog, antes da Copa da África, que Dunga estava correto em não ter levado Neymar para a Seleção. E não ganharia a Copa com ele. No máximo, ganharia uma tremenda dor de cabeça. Esse menino, como ocorre com a maioria dos jovens talentos revelados no futebol brasileiro, não está preparado para a fama. Paparicado, onde anda os holofotes o acompanham, se julga um ser superior, por isso, com direito a desacatar ordens de treinadores e ofender companheiros de equipe. Sorte dele que ofendeu o pacato Edu Dracena, fosse à época do Serginho Chulapa teria perdido a arrogância depois de uma surra que o deixaria, no mínimo, dois meses internado.

    Não tenho espaço para seguir neste assunto muito bem abordado pelo Lavrado, volto depois, mas gostaria de ler o que pensam sobre nossos ídolos. Neymar e Luan Santana, dois jovens talentos foram citados neste texto do Oswaldo Lavrado. Um jogador de futebol com futuro promissor pela frente, outro cantor que começa a lidar com a fama, ao ser aplaudido em todos os cantos onde faz shows. Mesma idade, profissões diferentes, mas estariam estes ídolos preparados para a fama?

    Um forte abraço...

    Edward de Souza

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  3. Olá Oswaldo Lavrado, boa tarde!
    O grande mal do futebol brasileiro são nossos cartolas, mal preparados e gananciosos. Nenhum deles mostra a intenção em contratar uma psicóloga ou psicólogo para trabalhar esses jovens talentos que surgem, a maioria vindos de bairros humildes e de família pobre. Caso do Neymar. Elevado a condição de craque muito depressa, com a Imprensa chegando a afirmar que o Santos tinha um novo Pelé o menino, com toda essa fama do dia para a noite, achou-se o máximo e criou toda esta polêmica que hoje se discute. É triste ver tudo isso acontecendo com nossos futuros craques. O cantor Luan não conheço, mas espero que tenha mais cabeça que Neymar.

    Abraços,

    Miguel Falamansa - Botucatu - SP.

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  4. Oi Oswaldo Lavrado, li na internet e vi na televisão o que aprontou o jogador Neymar, que joga no Santos. e fiquei triste. Por ele, cujo futuro pode ser comprometido muito cedo. É jovem ainda e deveria ser melhor preparado pelo time em que joga. Uma pena! Quanto ao Luan, sei não, Oswaldo Lavrado, não tem todo esse jeito de ser bem preparado não. Já li muitas coisas sobre ele e tem também seu excesso de vedetismo. Precisa se espelhar em outros cantores famosos, cuja humildade acabou cativando o público. Só assim pode seguir sua trajetória rumo a fama e ao sucesso. Gostei do texto, parabéns.

    Bjos

    Tatiana - Metodista - SBC

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  5. Amigos do blog de ouro,bôa tarde.
    Oswaldo Lavrado hoje tocou no assunto que está em evidência em todo o meio futebolistico.
    A midia (todas) em suas páginas e horário de esportes publicam e condenam(merecidamente) as atitudes do "astro" Neymar, que a continuar assim, terá seu futuro comprometido.
    Esse garoto foi MAL educado pelos país, e agóra só a vida irá recoloca-lo nos trilhos,caso algum zagueiro mais afoito não lhe quebre as duas pérnas e não o inutilize para o futeból,devido ás provocações e o escarnio com que ele enfrenta seus adversários,muitos dos quais humildes,porem respeitosos.
    Com tantos bons e exemplares jogadores para se espelhar, o garotinho foi espelhar-se no que de pior existe no futeból. De uma coisa ele (Neymar) pode ter certeza, seu caminho para a Seleção Brasileira vai ser mais longo do que espéra (palavras do Mano Menezes )e seu valôr no mercado internacional déve ter caído pela metade.
    Resta ao Santos FC,a seus pais e procurador aguentar as birras do menininho e calar-se a respeito das criticas.
    Oswaldo Lavrado deixou dois exemplos para que a gênte os comparasse,então ao jóvem Luan só restou os parabéns pela carreira e educação que o mesmo recebeu.

    Abraços Oswaldo Lavrado pelo artigo
    Abraços aos demais amigos do "nosso" blog
    Tenham todos um ótimo final de semana.

    Admir Morgado
    Praia Grande SP

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  6. Boa tarde Oswaldo Lavrado, é difícil, muitas vezes, fazer uma comparação ente Luan e o jogador Neymar. Até pela forma como foram criados. Não quero dizer com isso que pobre não pode ter uma educação igual a de um rico, longe disso. Educação vêm do berço, mas parece que não foi o caso do jogador Neymar, diante do que aprontou esta semana e que os jornais e emissoras de TV não cansam de divulgar. No mínimo, deveria ter aprendido a respeitar os mais velhos, caso do seu treinador e companheiros de mais idade no clube. Uma atitude inadmissível para quem quer ter um status de craque e vencer na vida. Deveria ser severamente punido pelo clube e até afastado, o que eu não acredito, quando se trata de muito dinheiro nesta parada. Acabo de ler na internet que o treinador Dorival Júnior ameaça deixar o Santos, caso esse protótipo de craque não receba o castigo que merece. Fosse ele, treinador, eu teria enfiado o boné na testa e procurado outro rumo. Se aceitar essa situação, como fica sua moral perante o elenco do Santos? Um absurdo o que arrumou esse moleque.

    ABÇS

    Birola - Votuporanga - SP.

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  7. Antonio Carlos Coelhosábado, 18 setembro, 2010

    Por isso esses "filhotes de Pelé" vivem se achando, julgando estar acima do bem e do mal. O goleiro Bruno é um deles. Achou que com a fama e o dinheiro que estava ganhando podia tirar a vida das pessoas que nada lhe aconteceria. Quantos péssimos exemplos temos no mundo do futebol? Garrincha, coitado, morreu bêbado, sem dinheiro e até hoje é reverenciado no mundo todo como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Morreu sem saber da sua importância, nem ao menos o que veio fazer neste mundo. Edmundo, o "animal" fez jus ao apelido. Drogado, provocou a morte de três pessoas num acidente de carro no Rio. E está impune. Romário perdeu todo o dinheiro que ganhou pagando pensões alimentícias para os filhos que arrumou (sic) com as Marias Chuteiras da vida. E agora quer se ajeitar, candidatando-se a deputado. Pelo menos não é tão burro como parecia. Pode ser eleito, junto com os tiriricas, Netinhos e Dilmas da vida e ainda rir da nossa cara. E merecemos.

    Meus cumprimentos pela crônica, Oswaldo Lavrado!

    Antonio Carlos Coelho - Diadema - SP.

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  8. Durante a Copa do Mundo, Oswaldo Lavrado, o que meus amigos, que dizem entender de futebol, xingaram o coitadinho do Dunga porque não levou esse menino Neymar não está escrito. Eu entrei na deles, e achava que tinham razão. Queriam também seu companheiro do Santos na seleção, que tem o nome ou apelido de uma ave, acho que é Pato, Marreco, ou Ganso, sei lá. Pelo menos desse jogador alado nada ouvi que o comprometesse, mas sobre esse garoto, só em abrir o portal do Terra li muitas coisas que aprontou essa semana. De arrepiar. Cá entre nós, uma atitude de quem não tem nenhum preparo para vestir a camisa de um clube da expressão do Santos. Imagine se tivesse sido convocado e aprontado uma dessas na África...

    Beijos, adoro suas crônicas!

    Gabriela - São Paulo - SP.

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  9. Oswaldo Lavrado e Edward de Souza. Vocês, como jornalistas esportivos poderiam me explicar uma coisa? Leiga sobre futebol, posso até estar errada, mas me digam, a Imprensa não tem lá uma grande parcela de culpa criando ídolos de barro? Afinal, não é a Imprensa que espalha em jornais e grita nos microfones de emissoras de rádios e TVs que (um exemplo), Neymar é um fora de série? Transformam do dia para a noite um menino despreparado num fenômeno? Para terminar, uma pergunta mais contudente: não entra dinheiro de empresários ou de patrocinadores nesta história, visando promover a craque um desconhecido?

    Bom fim de semana!

    Carol - Metodista - SBC

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  10. Jornalista Oswaldo Lavrado, acabo de ler agora na página do UOL que Neymar foi afastado do jogo de amanhã entre Santos e Guarany. E o empresário do moleque, um tal Wagner Ribeiro ficou maluco e está soltando impropérios pra todos os cantos. Serve para a Carol saber que não só a Imprensa colabora para criar esses monstros sagrados. Empresários também. E o tal Wagner tem um Twitter, onde solta os cachorros, achando que um pedido de desculpas já estava de bom tamanho. É ou não o fim do mundo, Oswaldo Lavrado? Um jogador profissional tem de saber que milhares de crianças se espelham nele... Basta ver como muitas crianças usam cortes de cabelo parecidos aos dos jogadores, por exemplo... O Neymar está se queimando, e logo vai acabar vendo os jogos da seleção no sofá de casa.

    Um abraço, gostei do texto.

    Renato V. Boiani - São Paulo - SP

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  11. Olá Gabriela, você me matou de rir. O jogador de penas do Santos, companheiro do Neymar é o Ganso, tá? Nada a ver com marrecos e patos. Se bem que temos um Pato no futebol, muito bom de bola e de conquistas. As Marias Chuteiras fazem a festa com ele. Logo quebra, como Romário, Edmundo e tantos outros.

    Bom domingo!

    Birola - Votuporanga - SP.

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  12. Oiê, amigos (as)...
    Obrigado a todos que opinaram, a favor ou contra, sobre o artigo de hoje.
    No caso Neymar, entendo que não existem culpados e sim irresponsáveis. O pai do rapaz, que não teve e não tem competência para dar educação e estrutura ao filho, parece querer ser mais estrela que o menino; a imprensa que fabrica ídolos; os empresários que vêem apenas euros na criatura; e os cartolas que passam a mão na cabeça do tesouro a ser lapidado.
    Nas finais do Paulistão, quando o meia Ganso, companheiro de Neymar e igualmente mascarado, se recusou a ser substituído jogou no lixo a autoridade do técnico
    Dorival Júnior, que deveria pegar o boné e cair fora. Não fez, perdeu o pulso e a moral. Tem outra chance de sair por cima agora, pois fatalmente será demitido nós próximos dias. Afinal Neymar e seu pai valem quase R$ 100 milhões. Quanto vale, para o Santos, Dorival Jr? um treinador mediano.
    Quanto ao Luan, ao que parece, o menino vem de família estruturada e segue carreira serm "grandes" tropeços.
    Voltaremos ao assunto.

    gratos
    Oswaldo Lavrado SBCampo

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  13. Olá querido amigo Lavrado, que pena não é? Mas não existe aprendizagem em um ambiente de indisciplina e agressividade. E infelizmente é só isso que estamos vendo com alguns jogadores. Sem limites viveremos o caos.
    Ah e o Luan? detesto o ritmo dele...rs,rs,rs....
    Parabéns pelo seu comentário. Você sempre muito sensível.

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  14. >>>>>>>>>>>>>sábado, 18 setembro, 2010

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  15. O Luan, Betinha, faz o ritmo sertanejo universitário, já ouviu falar? Não faz muito tempo vi uma entrevista dele na TV, no programa da Gabi, no SBT, e "o garotinho", apelido que ganhou quando começou a cantar não gostou nada ao ser informado disso. Disse que nunca passou por faculdade e que o público dele não é universitário.
    Talvez esse um dos maiores problemas da maioria destes jovens talentos. Não estudam para se dedicar a profissão, principalmente jogadores de futebol. No caso do Luan, além de não estudar, ainda espalha, dando um péssimo exemplo para os garotos de sua idade. A continuar neste caminho, não vai mesmo precisar de faculdade, fica rico cedo, como Neymar. No entanto, mais um ignorante neste país em que o presidente bate no peito e se orgulha de ser semi-analfabeto.

    Gostei do tema e do texto, Oswaldo Lavrado, muito bom!

    Bom domingo!

    Andressa - São Paulo - SP.

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  16. Aproveitando a deixa da Andressa, caro irmão Oswaldo Lavrado, tanto você como eu sabemos bem como agem os pais de muitos gurís, expressão usada pelo Jurandir Martins, bom amigo gaúcho e excelente repórter de campo, com quem trabalhamos muitos anos em rádio. Tentam fazer os filhos se transformar em craques de futebol desde pequenos, para isso afastando-os dos estudos. E como enchem as paciências dos pobres cronistas de rádio. Não vou saber enumerar quantos deste gurís encaminhei para treinar em clubes como o Santo André, São Bernardo, São Paulo, Portuguesa de Desportos, na época do goleiro Carioca, lembra-se, Lavrado, e tantos outros. Geralmente eu tinha amizade com os pais de alguns destes meninos e eles ficavam em cima, para que eu arrumasse uma vaga para os filhos treinarem nos juniores de algum time de futebol. Uns foram para a frente e nunca mais apareceram nem para agradecer, a maioria deu em nada, para decepção dos pais, cujos olhos faiscavam cifrões sempre que o filho dava um pontapé na bola.

    Hoje não é diferente, pelo contrário. As mães são as que mais sofrem, ao ver o pai correndo com o moleque pra cima e para baixo em busca de um clube onde ele possa treinar e quem sabe, vingar, enchendo os bolsos de dinheiro. O pai do Neymar é um deles. Tenho a certeza que jamais pensou em educar o filho ou mesmo mantê-lo numa escola, enquanto jogava futebol. Por isso, muitos, mesmo milionários, mais tarde acabam na rua da amargura. Carros de luxo, mulheres às pencas, mansões e a vida que jamais sonharam ter um dia. Num piscar de olhos, quando acordam, percebem que envelheceram, pagam enormes pensões alimentícias, bebem em excesso e cometem uma série de erros nos negócios que tentam tocar. Aí bate o desespero e é muito tarde. Conheci muitos assim.

    Penso que um clube de futebol deveria dar um suporte aos meninos que revela, ou mesmo que estão em suas escolinhas, obrigando-os a estudar num dos períodos de folga, nem que seja à noite. Na verdade, isso deveria ser obrigatório, uma determinação deste falido Ministério dos Esportes que fica em Brasília, mas que na verdade é comandado faz muitos anos por uma máfia que se instalou no Rio de janeiro, desde a época de João Havelange. Mais, quanto custaria aos clubes, um ou uma psicóloga para trabalhar com estes moleques? Uma despesa que poderia até ser dividida com estes empresários milionários que só exploram jovens talentos, porque não. Alguma coisa precisa ser feita para o bem destes garotos e para o futuro do futebol brasileiro. Do jeito que está, vamos continuar vendo "Brunos" e "Neymares" da vida proliferando, a cada dia.

    Abraços, bom domingo...

    Edward de Souza

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  17. Antonio Augusto Rigodomingo, 19 setembro, 2010

    Prezado Senhor jornalista e radialista Oswaldo Lavrado...
    Todos nós devemos ter regras na vida, a atitude do técnico do Santos, Dorival Júnior, de afastar este moleque está mais que certa. Com certeza esse rapaz irá refletir suas atitudes e aprender que ninguem é insubstituível. Aprender a respeitar nossos lideres é uma das regras básicas para se vencer na vida. Parabéns a diretoria do Santos pela atitude em afastar o jogador e que isso sirva de lição para outros metidos a "Pelé" que infestam o futebol brasileiro.

    Meus cumprimentos pelo texto. Belo blog!

    Antonio Augusto Rigo - Marília - SP.

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  18. Oi Oswaldo Lavrado, bom dia !
    Depois de ler seu texto, fui pesquisar na internet para saber um pouco sobre esse caso do jogador Neymar. Li que o craque, a pedido do treinador, foi afastado, pelo menos de um jogo que será realizado hoje, contra o Guarani. Esse, mais um erro que estão cometendo. Primeiro, no meu entender, o jogador não está sendo punido, pelo contrário, está recebendo folga para não jogar e ele é pago para isso. Segundo, porque quem perde é o clube, afastando um dos seus principais jogadores de um jogo que vale três pontos. Finalmente, o treinador, sentindo-se atingido pelas ofensas recebidas de Neymar, pode até perder seu cargo, caso de derrotas sem a presença do craque.

    Não é assim, Oswaldo Lavrado, que se pune um jogador. Esse menino, um jovem talento, precisa de um acompanhamento psicológico. Precisa entender que tem um futuro pela frente enorme e que, para isso, precisa obedecer ordens superiores, se dedicar mais aos treinamentos e o principal, ser humilde, como alerta o adágio chinês publicado no final do seu texto.

    Quanto a comparação entre Neymar e o cantor Luan, Oswaldo Lavrado, creio que fica complicado comentar, porque acho que um jogador de futebol fica bem mais exposto do que um cantor, cuja vida privada, mesmo esmiuçada, pode ser escondida e preservada. Embora não goste do estilo de música de Luan, torço para o seu sucesso e que seja humilde para chegar onde chegou um Roberto Carlos e tantos outros cantores que depois de anos de sucesso, continuam sendo amados pelos seus fãs.

    Um maravilhoso domingo a todos! Parabéns pelo texto.

    Larissa - Santo André

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  19. Meu caro Oswaldo Lavrado, eis acima um comentário inteligente da jovem Larissa. A decisão da diretoria do Santos, para não se queimar com o treinador foi a pior possível. Primeiro, com pressa em ganhar milhões, lançam no time principal um garoto sem nenhum preparo psicológico para lidar com a fama. Depois, no primeiro ataque de estrelismo desse menino que hoje vale milhões, o afastam de jogos do clube. Isso vai ensiná-lo a se portar com dignidade daqui para a frente ou vai deixá-lo ainda mais revoltado? Larissa está certa, o Santos é o prejudicado porque precisa dos seus bons jogadores para vencer seus compromissos. E eu pergunto a você, Oswaldo Lavrado e ao Edward, que são jornalistas esportivos. Não estamos falando em respeito a superiores? Neymar deve obediência ao seu treinador e este, hierarquicamente, à diretoria do Santos. E a diretoria do Santos, com essa atitude, submeteu-se ao seu funcionário, no caso o treinador. Neymar, para mim tem um problema só que vai prejudicá-lo muito em sua carreira: BERÇO!

    Abraços

    Laércio H.Pinto - São Paulo

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  20. Olha Oswaldo Lavrado, não entendo muito de futebol. Mas não é o caso desta discussão formada no blog. Lendo seu texto e os comentários, penso que o jogador Neymar é o menos culpado nesta história toda. Muita responsabilidade para cima de um menino de 18 anos que do dia para a noite passou a valer milhões, foi paparicado para ser convocado para a seleção do Dunga e se viu em manchetes de todos os jornais e revistas muito depressa. Medidas punitivas enérgicas podem afetar ainda mais o psicológico deste garoto. Ainda há tempo para recuperá-lo e isso agora compete à diretoria do Santos, não se pode acreditar que o pai, que não lhe deu estrutura educacional e psicológica em sua infância o faça agora. Muito menos o empresário, ou empresários, que só visam o dinheiro. Neymar é um patrimônio do Santos uma pedra bruta que precisa ser lapidada, para que possa brilhar no futuro.

    Bjos, parabéns pelo tema abordado!

    Giovanna - Franca - SP.

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  21. Oiê, amigos (as)...
    Acredito, até pelas opiniões acima, que Neymar precisa mesmo é de um PAI, equilibrado e presente na vida do menino. Não apenas paparicar a peça de ouro que tem em casa. Acho que tudo começa no no lar, na família. Existem ricos humildes e pobres arrogantes, depende o braço e a mente que o conduziu para a vida. O contrário também é verdadeiro.
    O assunto é polêmico: Roberto Carlos (o cantor) por exemplo, pode sem um exemplo de conduta durante toda a vida e, Bruno (o boleiro) pode ser o inverso.
    Dentro do casulo é formada a borboleta, colorida ou não.

    Abraços
    Oswaldo Lavrado

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  22. Messias Lopes Cordeirodomingo, 19 setembro, 2010

    Mais ainda, prezado jornalista Oswaldo Lavrado. Além do berço, é preciso um cuidado especial com nossos talentos que estão desaparecendo, levados para o exterior. Alguns até com 13 anos, para ser cuidados e lapidados no futebol europeu. A CBF prega renovação, seu novo treinador também. A Copa do Mundo de 2014 é aqui no Brasil e para que essa mudança ocorra, esses empresários famintos precisam ser afastados e nossa garotada melhor trabalhada, do contrário, vamos amargar um novo insucesso jogando em casa, como aconteceu em 50. Muito bom mesmo seu texto e o assunto importante que trouxe à baila neste blog.

    Um abraço,

    Messias Lopes Cordeiro - Belo Horizonte/MG

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  23. É triste, falta aquela base sólida que só se recebe em casa: respeito, a si e aos outros, humildade, honestidade,a educação sólida que não depende dos livros, é aprendida na vivência diária e nos torna adultos integros.

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