terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

REFLEXÕES
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DE UM REGENTE OUTONAL

Solicitado a escrever sobre o fascinante e, ao mesmo tempo, árduo ofício de educador que tem a missão de informar e formar pequeninos cidadãos, preparando-os para a vida, inicio minhas reflexões a partir das competências que me levaram ao Magistério.

Comecei minha vida profissional como escriturário, em 1971. Em 1976 ingressei no funcionalismo público estadual, exercendo funções administrativas até o início de 1992, quando ingressei no Quadro do Magistério Estadual, ocupando do cargo de Professor I.

Na verdade, meu ingresso no Magistério não foi premeditado, porque no ano de 1990, o Governo de São Paulo promoveu um Concurso Público para o provimento de cargos vagos de Professor I. Prestei esse concurso, inicialmente, não com o intuito de tornar-me um regente, mas sim para verificar meus conhecimentos pedagógicos, ainda palpitantes, porque terminara a graduação de Pedagogia, na Faculdade Don Domênico, em Guarujá. Fiz este curso com vistas a atuar na área de Recursos Humanos, no IPESP, onde então ocupava o cargo de chefe de seção dos Recursos Humanos.

Fiquei surpreso com minha aprovação, tendo em vista a grande concorrência e minha falta de experiência docente. Isto posto, ingressei no Quadro do Magistério no ano de 1992 (em Guarujá, mais precisamente na Praia do Perequê...) muito apreensivo com minha inexperiência na área, além de já contar com quase 39 anos de idade. Mas minha inquietação se dissipou um pouco depois de ser investido no rol de atribuições atinentes à função de regente!... É evidente que o primeiro ano não foi fácil, além do fato da minha regência estar única e exclusivamente alicerçada nos livros didáticos.

No ano de 1993 fui efetivado no cargo de regente, na cidade de Diadema (Por Dionísio, já perdi a conta dos anos que subi e desci a serra diariamente, por conta dos meus ofícios!!!...). Nesta fase comecei a fazer cursos ministrados pela Diretoria de Ensino de Diadema e não parei mais!!!...

Em 2004 obtive o título de Mestre em Educação, pela Universidade São Marcos. Este título tornou-me hábil a lecionar no Ensino Superior, mas por opção, continuo atuando nas séries iniciais do Ensino Fundamental, porque é um deleite inefável mediar e facilitar o adentramento dos pequeninos no fascinante e interminável mundo do conhecimento!

Até o ano findo lecionei para turmas de faixa etária entre 9 e 10 anos. No ano em curso terei uma turma de 8 anos. Novos desafios me aguardam!!!... É inefável a sensação que dá quando percebo aqueles olhinhos primaveris brilharem quando vibram ao descobrirem algo que não sabiam ou então quando dizem: - Ah!!!!... Agora entendi!!!!...

Minha regência é alicerçada num foco interdisciplinar, isto é, abordo os conteúdos curriculares de várias disciplinas. Por exemplo, semanalmente tenho a rotina de trabalho com jornal (Alício Capel, proprietário do periódico “Diário Regional”, gentilmente reserva exemplares de uma edição recolhida das bancas suficientes para que cada aluno tenha o seu exemplar). Após o manuseio do jornal, escolho uma notícia, fotografia, charge, anúncio... e as exploro de modo a trabalhar os conteúdos das disciplinas. São muitas as possibilidades no trabalho interdisciplinar, porque não preciso necessariamente utilizar um livro didático para criar situações-problema a partir de um fato do cotidiano ou então enfatizar zona rural ou urbana, através de um texto ou fotografia que trata dos problemas de enchente. O grande desafio nesta abordagem interdisciplinar é que nem sempre é possível planejar previamente todos os conteúdos que poderão surgir do trabalho com o jornal.

Também tenho como premissa na minha regência tornar meus pupilos leitores vorazes, a exemplo do personagem do inesquecível conto “A paixão de Bastian”, em que o personagem, Bastian Baltazar Bux, um leitor apaixonado, finalmente encontra a história perfeita, com a qual havia sonhado muitas vezes: - aquela que nunca acaba, que não tem fim!:

No início de cada ano letivo, a princípio, os pais e os pequeninos estranham, primeiramente, o fato “insólito” de um professor lecionar para crianças e, depois, com minha metodologia de ensino, que utiliza somente um caderno para o apontamento das atividades desenvolvidas, deixando em segundo plano os livros didáticos, mas com o passar das semanas, os pais já notam que seus filhos estão mais “especulas” e querendo saber até quem eram os tataravós dos seus tataravós, bem como não pegam mais produtos das prateleiras dos supermercados sem verificar as datas de validade, além de gostarem mais de ler e ficarem deixando os pais atarantados para levá-los em museus, teatro e cinema!!!...

Quando este auspicioso fato ocorre, me dou conta que as sementes que lancei encontraram terreno fértil!

Claro que nem tudo é um “mar de rosas”, porque lido com uma clientela onde uma parcela significativa é oriunda de lares onde as competências leitora e escritora não fazem parte do cotidiano familiar, além de trabalhar numa estrutura de ensino que não oferece condições de colocar em prática o conceito de “cidade educadora” porque, neste viés, os espaços públicos tornam-se uma grande escola; entretanto, não esmoreço, pois de nada adiantarão também minhas lamentações sobre os parcos proventos recebidos ou então como é extenuante trabalhar os três períodos...

O que interessa dizer, ainda, se preciso for, é que aprecio o que faço. Ensino com amor!!!
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*João Paulo de Oliveira pertence a uma das mais antigas famílias do Grande ABC, com raízes na Freguesia de São Bernardo. Andreense de nascimento, é professor e leciona na Escola Municipal Anita Catarina Malfatti, em Diadema, na Região do ABC Paulista. Ocupa também o cargo de Coordenador Pedagógico na EMEF Dr. Habib Carlos Kyrillos, na Prefeitura de São Paulo. Tem 56 anos, além de Pedagogo é Mestre em Educação. Especializa-se no estudo da árvore genealógica familiar. Nas horas de lazer, quando sua mansão no litoral não é invadida por ladrões, busca refúgio nas belas praias do Guarujá. Amigo e colaborador deste blog, João Paulo escreve, mais uma vez, um artigo neste espaço.
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48 comentários:

  1. Boa tarde,amigos e amigas!

    Infelizmente, por problemas com a internet, só pudemos publicar agora a crônica de hoje, que nasceu de um pedido meu ao Professor João Paulo de Oliveira. Solícito e sempre gentil, ele saciou minha curiosidade, contando acerca de sua opção por ser regente de classes infantis.

    Realmente fico fascinada por pessoas que se dedicam ao Magistério, especialmente a classes iniciais, porque é uma tarefa difícil - exige sabedoria, atenção plena, talento, competência, desvelo, e o principal - gostar de crianças, ser paciente, compreensivo, alegre, determinado, enfim, é uma tarefa para poucos. Um dom - que o Professor João Paulo possui e exercita com maestria.

    Agradeço ao Professor João Paulo pela bela crônica relatando um pouco de seu cotidiano como mestre-escola!

    Um abraço a todos e volto na sequência!

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  2. Amigos do blog de ouro bôa tarde.
    É com satisfação que leio o artigo do amigo Prof.João Paulo.
    Muito bonita a carreira que o mesmo escolheu,apesar das dificuldades pelas quais os professores de hoje em dia se sujeitam a passar.Isso todos nás sabemos.
    Foi um ato de grandeza do amigo Professor, abraçar tão ingrata carreira e demonstrar o amôr que por éla devóta,ensinando seus pequeninos a serem quem sabe um dia, verdadeiros cidadães brasileiros.
    Parabéns amigo Professor pelo artigo de hoje..
    Nivia andres, parabéns pela colaboração
    Abraços aos demais amigos do nosso blog

    (Edward meu amigão, SAÚDE a vc.)

    Admir Morgado
    Praia Grande SP

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  3. Por favôr, ao invés de 'Nivia andres" leiam Nivia Andres.

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  4. Olá professor, que legal! E não é que o senhor está mesmo famoso? Agora entrou para o time dos grandes jornalistas e sua crônicas estão agradando em cheio. Adorei saber um pouco do seu trabalho com nossas crianças, futuro do Brasil. Olha, a sua crônica do final do ano fez o blog do Edward e da Nivia "bombar". Um estrondoso sucesso suas peraltices de Natal, quando criança.
    Meus parabéns,

    Lidiane (Santos) - Metodista - SBC

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  5. Olá Mestre Escola


    Que bom tê-lo entre nós novamente.
    Sua missão é deveras muito, muito importante!
    A responsabilidade de preparar jovens para que se tornem bons cidadãos é divina!
    Jovenzinhos que se tornarão homens e mulheres responsáveis e livres de conceitos perversos impingidos por pessoas de mau caráter. Ensiná-los a pensar e a raciocinar para que tenham suas próprias opiniões baseados em fatos verdadeiros que a história se nos apresenta. Ensiná-los a observar o que ocorre em seu país através de uma leitura sadia.
    Parabéns Professor.

    Um abraço

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  6. Oiê, amigos (as)...
    Parabéns professor João Paulo por sua abnegação e obstinação nessa gratifcante carreira. Seu currículo e trajetória envaidecem o detentor e gratificam quem o conhece.
    De mais Homens assim, com H maiúsculo, é que o Brasil carece para que nossas crianças e pré-adolescntes possam ser forjados para o futuro do bem e do progresso.
    De novo, parabéns profesor.

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  7. Bom dia, meu querido Mestre João Paulo de Oliveira. Aproveitando os poucos minutos que ainda me restam frente ao micro, não poderia deixar de vir ao blog e lhe cumprimentar por essa crônica que nos brinda no dia de ontem/hoje, graças ao incentivo da nossa querida Nivia Andres, que soube como nunca explorador seu grande potencial como escritor.

    Sabe Mestre, o Brasil precisa de homens como você. Professores de verdade cuja tarefa sublime é educar nossos pequeninos e prepará-los para enfrentar as dificuldades da vida com retidão. Também é preciso, é urgente, prezado Mestre, elaborar projetos de escolas que eduquem, alimentem e tratem das crianças para fazer delas adultos conscientes de sua condição humana.

    O Brasil precisa de escolas. Escolas que brotem do chão, da noite pro dia, como cogumelos. Até que não haja mais uma criança nas ruas - com fome, com frio, aprendendo apenas o ódio como fórmula de sobrevivência. Cadeia, hospício ou cemitério, tem sido o destino prematuro de jovens brasileiros que deveriam estar na escola ou ter passado por ela.

    Está na cara: o Brasil apodrece. Quem lhe olha a casca não percebe o verme que o corrói por dentro. Pouco importa a economia, a política - é a alma do País que apodrece. Ainda há tempo. Sempre há, porque só o presente existe e temos homens com H maiúsculo como você, Mestre João Paulo, dedicado, que cuida das nossas crianças como se filhos seus fossem. Deus lhe conserve forte e firme e continue iluminando seus passos para ensinar nossas crianças o caminho do bem.

    Um forte abraço...

    Edward de Souza

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  8. Ôi Professor João Paulo de Oliveira, olá pessoal, quanta saudade de todos vocês, depois de uma temporada gelada em terras distantes. Hoje pela manhã li várias e várias postagens desse blog querido, só não deixando comentários em cada uma delas porque nem teria tempo hábil para isso. Com alegria acabo de ler essa sua crônica professor e mais feliz ainda estou sabendo que o Edward a cada dia está bem melhor. Conversei com ele por telefone, li agora seu comentário e senti que está bem mais animado.

    O que me deixa muito triste, quando se fala em educação, Professor João Paulo, é saber que nas escolas o palco da sabedoria se transformou num espaço da indisciplina, mesmo tendo homens como o senhor que luta para que a ordem volte a imperar entre os alunos. Não dão o menor respeito ao professor, ao diretor e aos funcionários dos estabelecimentos educacionais. A agressão contra eles está se tornando prática comum e não há nada que se possa fazer para puni-los. São menores de idade e estão preparados para fazer dos professores suas vítimas.

    Não faz muito tempo, poucos dias antes de minha viagem, li nos jornais que uma criança de apenas 10 anos agrediu o professor com socos e pontapés, dentro da sala de aula. Não há menor dúvida de que as famílias, em grande parte, perderam o controle de seus filhos, que fazem o que querem, saem para a rua sem dar satisfação aos pais e retornam quando bem entendem. Não há mesmo ambiente de respeito no lar. Mas, segundo especialistas, esta é a forma moderna de educar as crianças e os adolescentes. Eles precisam viver em liberdade, para formar sua estrutura de caráter. E viram bichos.

    Não deveria tocar num assunto tão desagrável assim aqui no blog, Professor, mas achei necessário, para que todos aprendam a dar valor ao professor que, como o senhor, luta para ensinar aos seus pequenos alunos a respeitar a família, os professores e valorizar a amizade. Quem já perdeu qualquer uma dessas condições sabe como isso contribui, hoje, para estarmos mais fragilizados e indecisos.
    Parabéns, Professor João Paulo de Oliveira, sua profissão é um sacerdócio e merece o maior respeito de todos nós.

    Beijos,

    Liliana Diniz - FUABC - Santo Andre - SP.

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  9. Caríssimo João Paulo de Oliveira, aceite meus cumprimentos pela crônica escrita por você e postada com muito capricho pela nossa Nivia Andres. Liliana, você nem imagina a saudade que todos nós estávamos de você. Com tantos tremores de terra e notícias de geadas, eu estava já preocupado com você. Bom que tenha voltado e já contribuiu com seu comentário para elevar o nível deste blog, cada vez mais inteligente, sem dúvida.

    Quero pegar um gancho em seu comentário Liliana, para perguntar ao Professor João Paulo se ele já enfrentou esse tipo de violência na escola onde leciona. Ou então, se casos de violência ocorreram por lá. Os noticiários atuais assustam, com professores e professoras sendo até ameaçados de morte. Quem poderia um dia imaginar isso?

    Abraços a todos!

    Miguel Falamansa - Botucatu - SP.

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  10. Ôi Professor, acabo de receber a chamada do blog enviada pelo Edward e vim correndo para ler sua crônica. Antes de entrar no assunto, um beijo para a Liliana, seja bem vinda querida, também estava com saudades de você. espero que tenha curtido muito suas férias.

    Professor, tenho uma enorme curiosidade em lhe fazer essa pergunta, mesmo achando que, talvez, seja indiscreta. Se não quiser responder, sem problemas, entenderia. O Senhor já disse na sala de aula que não acredita em Deus? Seu alunos sabem que o Senhor é ateu? Caso positivo, o que pensam eles e seus pais?

    Bjos,

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  11. Bom dia, amigos e amigas!

    Também quero dar boas-vindas à Liliana, esperando que ela tenha apreciado a sua viagem de férias e também os textos que a esperavam, aqui no blog. Muito pertinentes as suas considerações acerca da violência nas escolas, assim como as indagações do Miguel, que certamente terão resposta de nosso querido Professor João Paulo, assim como a pergunta da Andressa e, claro, as manifestações brilhantes de nosso chefe Edward e de nosso Mestre da Paz, Juliano Morgado que, mesmo em convalescença, não se furta de participar das discussões aqui estabelecidas.

    Um abraço a todos!

    Aqui em POA, penando com o calor, com sensação térmica de 39ºC, ainda de manhã!

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  12. Os conceitos do Professor a respeito do Universo, sua cor política, esportiva, etc., tenho certeza, não fazem parte do currículo escolar administrado por ele.
    São conceitos muito particulares e de foro íntimo.
    Esta minha idéia está alicerçada no que li na sua crônica entre linhas.
    Sou contrário ao ensino religioso nas escolas. Essa parte é de vital importância. Cabe aos pais a responsabilidade de encaminhar seus filhos ao ensino da moral e religião.

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  13. Prezado Sr. J. Morgado!
    Não fiz a pergunta ao professor João Paulo nesse sentido! Sei muito bem que o time de futebol que ele torce, ou o ritmo de música que ele gosta é particularidade dele. Nada tem a ver com a escola. Também acho que a religião não deve ser ensinada na escola. O Senhor, inteligente como é, há de convir que existe preconceitos e tabús entre nós. Por isso a pergunta. Quis saber se o professor alguma vez disse que é ateu aos alunos, mexendo com esse preconceito enraizado entre nós, para entender qual a reação que encontrou dos pais. Ele, sei muito bem disso, Sr. Morgado, não é obrigado a tocar nesse assunto, mas e se tocou? Qual a reação que encontrou? Só isso, entendeu? Da forma colocada pelo Sr. fico com um atestado de burrice...

    Bjos,

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  14. Obrigada Professor João Paulo pela resposta, que eu sabia, viria, ao contrário do imaginado pelo Sr. J. Morgado!

    Beijos,

    Andressa Cásper Líbero - SP.

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  15. Boa tarde Professor, tudo bem? Que legal mais essa crônica, pelo visto, provocando polêmica, até porque, sua profissão hoje em dia, tão maravilhosa, infelizmente virou página policial. Culpar pais e a falta de educação dos pequenos estudantes é muito pouco. É preciso fincar as esporas em nosso Governo, Federal e Estadual, com sua política absurda de salários baixos a quem deveria receber como um Juiz, porque educa os futuros homens de amanhã. Não entendem assim e a nobre profissão de professor(a) passa hoje por uma crise terrível. Poucos se arriscam a entrar numa faculdade, se formar para ministrar aulas com salário aviltante e ainda por cima correndo risco de vida. Esse é o nosso País, governado por um analfabeto!

    Bjusssss,

    Michelle - Metodista - SBC

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  16. Olá Andressa

    Ao contrário do que agora estou fazendo, em meu comentário anterior, não me dirigi a você. Aproveitei sua inteligente pergunta para colocar um conceito.
    Minhas desculpas se a ofendi.

    Um enorme e fraterno abraço

    J. Morgado

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  17. Amigas e amigos, caríssimo professor João Paulo: acabei de fechar a edição especial do jornal Dance para o cruzeiro Dançando a Bordo, que começa no próximo domingo e onde farei o sacrifício de estar presente. Isso explica minha ausência mais recentemente. Mas ainda estarei muito atribulado até sábado. Mesmo assim não poderia deixar de comparecer aqui para cumprimentar o professor por sua crônica e pela profissão linda que escolheu.
    Abraços!
    Milton Saldanha

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  18. Amigos: quem quiser receber a edição do Dance em PDF pode solicitar pelo meu e-mail:
    jornaldance@uol.com.br
    Abraços!
    Milton Saldanha

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  19. Garcia Netto disse...
    Meu caro professor João Paulo de Oliveira.
    Fraternal abraço.
    Li com muito prazer o texto de um professor que ama o que faz. A atitude me anima
    a reforçar minha crença que ainda não se perdeu tudo. Devemos continuar cultivando a esperança. Tenho usado com meus pósteros com insistência, que sucesso somente chega para quem gosta daquilo que faz.
    Acompanhei no seu texto o esforço e empenho para galgar os degraus que o colocaram com as crianças na foto apresentada. Sua atitude e denodo, -sabe Deus a que custo - levou-no a inúmeros cursos para melhorar sua qualificação profissional, a fim de atender sua legítima vocação. Parabéns.
    Notei-lhe alto interesse nos resultados do trabalho, para si, satisfação pessoal, para seus educados, sucesso de conhecimentos aliados a desenvoltura em cidadania.
    O projeto com o jornal, a meu ver, coloca o dia a dia na vida dos pequenos com reais conhecimentos da pauta diária, e mais, como afirmou: o hábito da leitura.
    Eu me lembro de um tempo em que o professor, juiz e o padre, eram as figuras mais respeitadas de uma cidade. Personalidades portando nobreza, no traje, no comportamento, nos objetivos. Muita coisa mudou. Muito se perdeu, no entanto, ainda restam homens e mulheres dignos de respeito e preocupados com o futuro.
    Meu caro professor e companheiro João Paulo de Oliveira, você tem os créditos. Pode regozijar-se deles.
    Ficarei por aqui batendo palma para você com votos de longa vida. Que siga por gosto ligado ao ensino básico, aquele que ministra os primeiros passos.
    Garcia Netto
    E.T. Com a sistemática adotada por você com seus alunos, as promoções automáticas, hoje, postura na educação brasileira, não é o que prevalece em suas classes, ocorrendo mesmo por mérito. È válida minha crença?
    GN

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  20. O Professor está sempre errado

    Quando...

    É jovem, não tem experiência.
    É velho, está superado.
    Não tem automóvel, é um coitado.
    Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
    Fala em voz alta, vive gritando.
    Fala em tom normal, ninguém escuta.
    Não falta à aula, é um "Tontinho".
    Precisa faltar, é um "turista".
    Conversa com os outros professores, está "descascar" os alunos.
    Não conversa, é um desligado.
    Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
    Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
    Brinca com a turma, é metido ou engraçado.
    Não brinca com a turma, é um chato.
    Chama à atenção, é um ditador.
    Não chama à atenção, não sabe se impor.
    A prova é longa, não dá tempo.
    A prova é curta, tira as oportunidades ao aluno.
    Escreve muito, não explica.
    Explica muito, o caderno não tem nada.
    Fala corretamente, ninguém entende.
    Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
    Exige, é rude. Elogia, é debochado.
    O aluno é reprovado, é perseguição.
    O aluno é aprovado, "deu mole".

    É... O professor está sempre errado mas, se você conseguiu ler até aqui agradeça a ele!

    Ao Mestre João Paulo de Oliveira, com carinho...

    Bruna - Universidade Federal de Juiz de Fora/MG

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  21. Estou muito feliz e recompensada de ter solicitado ao Professor João Paulo este texto, onde ele demonstra a sua vocação.

    É! Parcere ser professor, nos dias de hoje, tem que haver vocação!

    Gostaria de informar, também, que passados oito dias da publicação da resenha do livro O Amor nos Tempos do Cólera, o segundo agraciado com o exemplar da obra não se manifestou. Assim, decidi presentear a Cristina Fonseca com o livro do García Márquez, também como uma forma singela de agradecer a sua generosa parceria, sempre disposta a nos ajudar, a fim de que os textos publicados fiquem mais bonitos e atraentes para os nossos leitores.

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  22. Senhor J. Morgado, peço-lhe desculpas, precipitei-me e acabei sendo injusta. Julguei que o senhor estava se referindo à minha postagem, por isso me senti ofendida. Gosto muito do senhor e dos seus artigos e estranhei, pensando que estava criticando minha pergunta, o que não aconteceu! Aguardo sua crônica de sexta-feira!

    ET: Bruna, que legal, gostei!

    Beijos,

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  23. Um beijão fraterno Andressa.

    Paz. Muita Paz

    J. Morgado

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  24. Olá Professor João Paulo de Oliveira, meus cumprimentos pelo texto que postou. Quero que saiba que tenho o maior respeito pela sua profissão. Receba minha meu abraço e saiba que eu o admiro!

    Tanaka - Osasco - SP.

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  25. Ôi professor, que turminha sapeca essa, não? Deve dar um trabalho! Parabéns pela dedicação e empenho na formação desses meninos e meninas. O futuro de nossa Nação vai depender deles. Por isso seu trabalho e de outros professores é muito importante. Demorei um pouquinho, já estava aflita para vir ao blog ler sua crônica, mas hoje foi um dia corrido, e que calor! Ufaaaaaa...

    Beijos a todos, ainda volto!

    Gabriela - Cásper Líbero - SP.

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  26. ANA CÉLIA DE FREITAS.quarta-feira, 03 fevereiro, 2010

    Olá Menino,Mestre dos Mestres.
    Parabéns,você merece fazer parte desse time de ouro.
    Amei sua crônica,você mostra ser um Professor nota dez,e mais do que mediar, deve ser um amigão para todas as horas,gostaria muito de ter um Professor do seu quilate,estou certa que aqueles que passam por você colherão muitos frutos e da melhor qualidade.
    Também sou Educadora,amo o meu trabalho,este ano estou trabalhando com crianças de 2 anos,embora faça apenas 15 dias que iniciaram as aulas,já estou apaixonada pelos meus pequenos.
    Sabemos que essa profissão exige muito,e apenas quem ama,tem muita paciência e um grande coração sobrevive,pois reconhecimento não temos,mas as exigências são muitas.
    Ainda existem pessoas que pensam que creche é um depósito de criança,que estamos lá apenas para não deixar que machuquem,mas a política de creche é muito diferente,existe todo o processo de trabalho com Educadores de nível superior,supervisão de pedagoga,fonoaudióloga,psicólogas,nutricionistas.
    Desenvolvemos atividades através de Projetos, Sequências de atividades,atividades permanentes,etc.
    Enfim,somos tão ou mais cobradas do que Professor do ensino médio ou Fundamental,apenas não somos reconhecidas e nem valorizadas.
    Trabalhamos nove horas por dia.Mesmo assim pessoal,se não existisse essa profissão eu inventaria,pois dinheiro nenhum paga a alegria de ver uma criança de dois anos, descobrindo suas potencialidades, aquele sorriso gostoso,as primeiras frases,a gagueira que faz parte dessa fase,enfim é tudo gratificante.
    Querido,espero ter o prazer de contar com sua ilustre presença nesse espaço cultural.
    Beijossssssssssssssss.
    ANA CÉLIA DE FREITAS.

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  27. Ah..como seria bom se pudessemos clonar o Prof. João Paulo e colocar uma cópia sua em cada escola!
    Professor João Paulo é uma raridade, tive oportunidade de ter contato com vários alunos dele e todos foram unânimes em atestar a importância dele em suas vidas!
    Professor, obrigada por existir!
    Abraços,

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  28. ANA CÉLIA DE FREITAS.quarta-feira, 03 fevereiro, 2010

    Olá Meninoooo.
    A Gloria tem razão, seria muito bom para o futuro do Brasil, se pudéssemos clonar você e colocar dentro de milhares de escola,certamente se existissem professores comprometidos com o ensino como você o Brasil estaria bem melhor...
    Que tal ser candidato nas próximas eleições?Faria um bem enorma para esse País. É um bom começo.
    Beijossssssssss.
    ANA CÉLIA DE FREITAS.

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  29. Ana Célia de Freitas.quarta-feira, 03 fevereiro, 2010

    Opaaaaaaaaaa, leiam enorme.
    Beijosssssss.
    Ana Célia de Freitas.

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  30. Boa noite, meu prezado Professor João Paulo de Oliveira. Com falta de tempo, começo de mês, vim ao blog ler sua crônica e lhe deixar um afetuoso abraço. Só não permita que o clonem, as últimas experiências não deram certo. Tanto que um cachorro cinza se transformou num gato preto, além de outras tentativas que se mostraram fracassadas. Contenha o ímpeto dessa moçada e continue sendo apenas o nosso Professor João Paulo de Oliveira. O legítimo, e isso nos basta!

    Um abraço,

    Eurípedes Sampaio - Jundiaí - SP.

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  31. Bom dia a todos!
    Até gosto deste blog e quase todos os dias passo por aqui para dar minha sapiada. O Professor eu acho bem humorado e até aprecio suas tiradas. O que não gosto é das puxa-sacos que ele tem que ficam em volta, tentando imitá-lo, fazendo propaganda do blog que creio, ele tem, e até tentando cloná-lo, não satisfeitas com um só. Parecem pagas pra fazer papel de macacas de auditório. É um tal de "ai... professor", "uuuuiiii... professor", "e a Dona Miquelina Professor", que não acaba mais. Coisa feia, credo!

    Juninho - São Paulo - SP.

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