quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

DOIS GRAUS CENTÍGRADOS
Até domingo, tenho de matar 37 mil pessoas.
Está abafado, o suor brota na raiz dos cabelos, me inunda a testa, a nuca, o pescoço, não há como se habituar a esse maldito calor. Alguma dúvida? Nenhuma. Procedimento? O de sempre: chegada ao alvorecer, vias de fuga cercadas, não se deve deixar testemunha nem ter pena de ninguém, há sempre que vencer o impulso natural de querer se poupar as crianças. Certo? Certo.
– E o moral de seus homens, como está?
Hesito. O major Camilo curva-se um pouco para a frente, estreita os olhos, na leitura implacável de minhas reações. Estamos sempre sob avaliação.
– Em geral é bom, mas oscila – digo a verdade – O senhor sabe como é.
– Sei. Vou mandar um novo carregamento de Transformid.
Balanço a cabeça, em concordância. As malditas pílulas viciam, deixam os homens fora de si, enlouquecidos.
Passeio os olhos pela parede do QG forrado de mapas, num deles está circulado em vermelho o campo de refugiados a ser “apagado”, na nossa gíria. Noutros, estão assinalados alvos das demais unidades, em geral a média é de quatro incursões por mês para cada uma delas. A consumação de cada trabalho, mesmo com o nosso armamento moderno, exige horas e uma energia absurda. Armas bacteriológicas seriam mais discretas, mas seus efeitos poderiam se voltar contra nós. Bato continência, peço licença para me retirar. Quando estou saindo, o major grita:
– Ah sim, capitão, nem preciso dizer, a tropa vai ganhar uma remuneração extra por esse trabalho.
– Obrigado, major.
Pego o jipe elétrico, dirijo-me para o aquartelamento da UL Zeta, que comando. Todas as Unidades de Limpeza foram batizadas com uma letra do alfabeto grego, como Beta, Alfa, Gama, Delta e por aí vai. Alguns homens limpam armas no alpendre, outros jogam basquete na quadra de esportes, outros mais levantam pesos à sombra de uma árvore, são maneiras que têm de descarregar o estresse; eles detêm-se um momento ao me ver chegar, sabem que fui receber ordens, o que significa ação imediata. Matar, destruir, vira uma cachaça, uma necessidade, tem um componente quase orgástico; quando você arranca sangue, quer ver mais, sempre mais, alguns parecem não poder mais viver sem isso, o componente sádico muito forte dentro de nós. O problema é que a maioria, passada a orgia, entra em depressão, tem pesadelos à noite, todas as unidades registram elevado índice de suicídios.
Vou direto para o meu PC, desabo na poltrona, abro a blusa de brim, ligo o ventilador. Pego na caixa um lenço de papel, me ponho a limpar os óculos rayban.

Mundo filho da puta. A culpa de tudo é a insaciável voracidade de nossa espécie: o leão, uma vez alimentado, deixa os restos da presa para o chacal; o homem não, quer mais, mais e mais, nunca se sacia. Sempre foi assim. Os políticos, que tanto desprezamos, sempre fizeram o jogo que no fundo queremos, daí vem a força que têm. E foi por isso que as tentativas, há pouco mais de trinta anos, de um acordo para deter o aquecimento global fracassaram. Ninguém, países desenvolvidos, em desenvolvimento, subdesenvolvidos, queria abrir mão de nada. Para fazer pasto para o gado, derrubaram-se florestas; e alguém desistiu de seus automóveis? Do consumo sem limites, como se as matérias primas fossem inesgotáveis? Como se a terra espoliada pudesse se renovar eternamente? Chaminés significam empregos, alegava-se; e quem não quer progresso? E mudar uma economia baseada em combustíveis fósseis seria contrariar poderosos interesses estabelecidos, seria mudar o eixo do poder. E assim, toneladas de CO2 continuaram a ser jogadas na atmosfera, resultando em mais aquecimento, num processo já quase irreversível.
Vozes alertavam contra a insensatez, aqui, acolá; mas um bloco de gelo se desprendendo no Ártico, a milhares de quilômetros, parece um acontecimento remoto demais para perturbar o nosso cotidiano, para nos fazer crer em sua realidade, para nos obrigar a levantar da cadeira e tomar uma atitude. Verdade, os cientistas sempre souberam, o aquecimento da Terra é um acontecimento natural, cíclico, ao qual se sucede um resfriamento, alguns calculam que aconteça a cada vinte mil, 25 mil anos: a contribuição deletéria do homem na verdade não significa mais do que dois ou três graus no aumento da temperatura média do globo. Mas esses dois graus foram exatamente a gota que fez o copo transbordar, com a elevação dos mares e as catástrofes que daí decorreram. Pobre Havaí, pobre Holanda, pobre Indonésia.
Passo um lenço pela cara, pelo pescoço, bebo um copo de água gelada. Não estou com pressa de convocar os tenentes e sargentos, essa gente toda tão bem treinada e na expectativa aguda das novas ordens, homens escolhidos a dedo. Primeiro, preciso me recuperar desse cansaço que me esmaga. Quando chamá-los, preciso estar feroz e determinado, o maior erro de um comandante é demonstrar qualquer hesitação. A verdade é que tudo foi previsto. O que não se esperava é que acontecesse tão depressa.

Hoje aquele primeiro grande massacre, o de setembro de 2042, já foi assimilado, tornou-se um mero fato histórico, como a batalha de Salamina, a bomba de Hiroshima, o atentado a Nova York de setembro de 2001, poucos se lembram agora da comoção mundial que provocou, embora a grande maioria tratasse logo de buscar os argumentos que o justificavam. Desesperados pela fome e a sede, centenas de milhares de africanos, que haviam visto seus rios secarem, seus animais e colheitas morrerem na savana esturricada, como se à voz de um comando invisível, embarcaram num enxame de embarcações de todos os tamanhos e feitios em direção à Europa, encheram com elas o Mediterrâneo, que alguns órgãos de comunicação, com humor macabro, chamariam depois de Mar Vermelho. Cientes da catástrofe que se abateria sobre si, impotentes para impedir a enxurrada de miséria que se aproximava, as marinhas da França, Espanha, Itália e Portugal, numa ação conjunta, mandaram suas corvetas e fragatas varrerem para longe, para o fundo, para o inferno, aquela turba escura e esquálida, abafando seus gritos e seu espanto com a voz forte dos canhões e metralhadoras. E apenas podíamos então pressentir que aquela seria a primeira mortandade na série que se seguiria. Àquela altura, o nível dos oceanos não cessava de subir, engolindo em pouco tempo boa parte do Rio, Nova York, Xangai, Hong Kong, Marselha, Liverpool e outras centenas de metrópoles litorâneas, fazendo de Veneza um mito comparável ao da Atlântida. O Ártico encolheu na forma de um pequeno solidéu branco, países ilhéus do Pacífico sumiram do mapa, o Ceilão virou uma ilhota. Enquanto grandes porções do planeta convertiam-se num braseiro, outras, como a Inglaterra, congelavam por causa do desvio das correntes marítimas que amenizavam o clima.
Com a produção agrícola e toda a economia mundial em colapso, multidões de refugiados climáticos vagavam de um lado para o outro, buscando uma quase impossível sobrevivência em meio à grande fome. Foi então que os países maiores fizeram aquele grande pacto secreto e foram criadas as unidades militares de extermínio. Não havia alternativa. A esterilização em massa não resolvia o problema da superpopulação, seus efeitos, muito demorados, serviam quando muito para travar o índice de crescimento populacional, nada mais que isso; e havia gente demais no planeta e comida de menos; chegou-se então à decisão fatal: para que um núcleo humano, afinal de contas, sejamos francos, a elite da humanidade, sobrevivesse, era preciso acabar o quanto antes com os excedentes, com aquelas multidões subnutridas empilhadas em acampamentos da periferia, que geravam doenças de toda espécie e eram uma ameaça o tempo todo de distúrbios, saques e invasões. E a escolha era uma só, lógica, imperativa até: o extermínio dos mais fracos, mais ignorantes, mais desprotegidos – os menos aptos.
Olho o relógio, depositado sobre o tampo da mesa. Um militar bem formado não discute ordens, cumpre-as. Vou chamar meu pessoal, repassar as instruções. É preciso não amolecer, não sentir pena, ressaltou o major. O novo alvo está estabelecido, a data também: o próximo ataque ocorrerá dentro de 48 horas, num réveillon em que fogos e gritos não serão de deleite. O pior são os gritos: atravessam as bolas de cera que entopem nossos ouvidos, continuam a ecoar depois de tudo terminado; por causa deles, muitos soldados preferem ouvir rock pesado enquanto trabalham. Depois, escavadeiras abrirão covas coletivas, tratores empurrarão os resíduos para dentro delas. Extenuados, embarcaremos em nossos helicópteros, regressaremos em silêncio para o quartel como zumbis, sacudidos por tremores, cada qual dono de suas próprias visões, à espera da próxima missão. Não fui eu que moldei este mundo. Ele não é o mundo que desejei para meus filhos. Mas que alternativa tenho eu?
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*Rubem Mauro Machado é jornalista e escritor, radicado no Rio. Com "A idade da paixão", historia de formação ambientada nas pensões da Porto Alegre de 1961 (Editora José Olympio), ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance nacional de 1986. Reescrito pelo autor, o livro foi relançado pela Editora Bertrand em 2006, em edição comemorativa dos vinte anos do prêmio. Seu romance "Lobos" (Record), de 1997, retrata a vida nas redações e nos quartéis nos Anos de Chumbo da ditadura militar e acaba de ser lançado na Itália com o titulo Lupi. "O executante" (Record) reúne três histórias de suspense e ação, ambientadas no Rio de Janeiro. Alguns de seus contos estão traduzidos para o inglês, francês, espanhol e alemão. É autor ainda, entre outros títulos, de "Jacarés ao sol" (Ed. Ática, contos) e "Não acreditem em mim" ­- Memórias dos Anos Dourados (Ed. Saraiva), este voltado para o público juvenil.
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43 comentários:

  1. Bom dia amigos (as) deste blog...
    O aquecimento global nos reserva um futuro aterrador: é o que mostra o conto antecipatório “Dois graus centígrados”, de Rubem Mauro Machado, o premiado autor de “A idade da paixão” (Prêmio Jabuti de Melhor Romance de 1986). Bofetada nas consciências acomodadas, o conto foi publicado com destaque pelo jornal carioca “O Globo”, em sua primeira edição do ano.

    Essa apresentação acima eu tentei publicar no blog, mas, por problemas técnicos encontrados junto ao provedor Google, não foi possível, por isso o faço nesse cantinho onde todos vocês já se acostumaram a deixar seus comentários.

    Li e reli várias vezes esse conto do Rubem Mauro. Confesso-lhes, fiquei encantado com o texto, mas muito preocupado com a mensagem que ele nos traz. O aquecimento global não está sendo tratado com seriedade pelas nossas autoridades e o mundo pode caminhar em busca de soluções trágicas para que alguém, no caso os mais poderosos, sobrevivam, como nesse conto do Rubem Mauro Machado.

    Em Copenhague, na Dinamarca, ficou provado, nossos políticos foram fazer pic-nic e o Mundo que se dane. Um dos melhores, se não o melhor conto já publicado por esse blog. Grato Rubem Mauro, pelo envio e sucesso sempre!

    Um forte abraço...

    Edward de Souza

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  2. O Rubão, como é tratado em família e entre amigos, é meu irmão. Meu último nome é Machado. Escreve desde garoto e acho que isso tá no sangue da família, nosso pai, Pedro, também gostava de incursionar pelas letras e chegou a escrever algumas novelas. Uma delas foi um monólogo, que encenou em festinha na nossa casa, em Pelotas, nos anos 50, para amigos íntimos. O teatrinho doméstico do velho fez sucesso. Na nossa infância, quando nossos pais saiam à noite para algum compromisso, o Rubão, que tinha o apelido de Binho, ficava contando historinhas para os 3 irmãos. Eram historinhas que ele próprio inventava, na hora. Mas os personagens eram sempre os mesmos, o Bolão, o Cozinheiro... Vi, assim, nascer o escritor. Em 1986 ele ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance brasileiro com a "Idade da Paixão", que vocês podem encontrar nas livrarias. Recomendo, claro. É um livro que mostra o Brasil de antes do golpe de 1964, sofrendo os reflexos da fase mais crucial da Guerra Fria. Ele é também formado em Direito, em Santa Maria (RS), mas não exerceu, preferiu ser jornalista e escritor. Trabalhou no Correio do Povo (RS), Folha de S.Paulo, Diário Popular, Diário do Grande ABC, O Globo, Jornal do Brasil. Hoje, aposentado mas sempre trabalhando, em casa, inclusive como tradutor de livros (do inglês e francês), vive num gostoso apartamento, de frente para o mar, no Leme (continuação de Copacabana, no sentido Pão de Açucar).
    Beijos!
    Milton Saldanha Machado

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  3. Sensacional, parabéns!

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  4. Olá Amigos

    Rubem Mauro Machado, neste conto (espetacular), nos mostra em breves pinceladas, o mundo de ontem, de hoje e o de amanhã.
    As atuais tragédias que estão acontecendo no Brasil – Angra dos Reis, São Luiz de Paraítinga, Ilha Grande e outros lugares além do que as nevascas estão ocasionando no hemisfério norte mostra a dura realidade da imprevidência do homem.
    A ignorância é o maior mal da humanidade. E é ela que ocasiona todo esse caos.
    Esse conto é uma contribuição do jornalista-escritor. Sim, uma contribuição para servir de alerta aos mais ajuizados.
    Parabéns Rubem (mais um companheiro do Diário do Grande ABC).

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  5. Oiê, amigos (as)...
    Seria o belíssimo conto do escritor Rubens Mauro Machado o prenúncio do Apocalipse despontando no horizonte desta insana humanidade ?
    Parabéns pela lucidez e clareza com que o tema é abordado no artigo de hoje deste blog.


    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  6. Ôi Rubem Mauro, gostei muito desse conto. É muito importante para as pessoas saber as consequências terríveis que o aquecimento global pode nos trazer. É um conto-alerta, um dos melhores que já li. Adorei...

    Bjss,

    Fernanda Mattos - PUC - São Paulo

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  7. Oiê, em tempo de correção e desculpas ao companheiro jornalista RUBEM MAURO MACHADO.
    Como disse outra data, neste espaço, as "erratas" da Folha de São Paulo fazem escola, só não pedem desculpas.

    abraços
    Oswaldo lavrado - SBCampo

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  8. Olá!
    Dizem que um bom texto se constrói pelo modo que é escrito. É verdade, eu concordo. Mas é também nítido que o conteúdo faz muita diferença. Acredito então que o conjunto: forma e conteúdo é o que produz um bom texto. Esse me parece ser o segredo do escritor Rubem Mauro Machado. Além de escrever muito bem, escreve com conteúdo, mesmo na ficção sabe lidar bem com o assunto, fundamentando-o sempre. Articula conhecimento de Ciências, História, Geografia, etc. Além do mais, tem um claro posicionamento político e social. Como conheço um pouco o "Rubão" - modo como o chama Milton Saldanha seu irmão - aliás, um grande escritor, jornalista e amigo - posso afirmar que sua coerência e compromisso social que expressa em seu texto o torna além de um grande escritor, um grande cidadão que que vive em defesa da humanidade.
    Essa coerência, que me parece ser uma característica genética (condiderando-se também o posicionamento de seu irmão Milton Saldanha, pela humanidade e pela justiça), torna-se o diferencial de Rubem Mauro Machado, um escritor, literário a serviço da Humanidade e da Vida.
    Parabéns!!
    Angela Figueredo

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  9. Bom dia, amigos e amigas!

    Excelente conto do talentoso Rubem Mauro Machado. Ainda não havia lido nenhum texto dele, apenas sabia que o Milton Saldanha tinha um irmão também jornalista e escritor. Fiquei muito interessada em ler outros títulos dele, vou procurá-los. Família talentosa, hein!

    Pois Rubem Mauro Machado desenha uma realidade possível, terrível, assustadora, em que o homem é o lobo do homem, obrigado a exterminar seus semelhantes porque não há espaço nem comida suficientes, em decorrência da devastação praticada por todos, em menor ou maior escala - aí a seleção natural dá espaço à seleção premeditada, em ataques cirúrgicos, para eliminar as hordas de famintos, considerados indesejáveis. Isso, de certa forma, já vem acontecendo há tempo, com a tentativa de emigração dos povos do terceiro mundo para a Europa, Estados Unidos e Canadá, que instituem políticas severas para conter a entrada de estrangeiros em seu território, criando, inclusive, ódio racial extremo.

    Com a crescente devastação da natureza e o aprofundamento da mudança climática, esse movimento migratório tende a aumentar em bases consideráveis... O resto da história, o Rubem já pontuou aqui...tudo é possível, até o mais amargo fim.

    Abraços a todos.

    Prazer enorme em ler, pela primeira vez, texto brilhante de Rubem Mauro Machado.

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  10. Olá Rubem, você nem imagina como gostei de ler esse seu conto aqui no blog do Edward. Realmente, uma maneira inteligentíssima de chamar a atenção para esse grave problema do aquecimento global. E assustadora também, convenhamos. Mas, só assim, mostrando o triste fim que espera a humanidade quem sabe se consegue conscientizar as pessoas.

    Infelizmente, Rubem Mauro, já se pode perceber as consequências. As temperaturas já bateram recordes, os animais já começaram a se extinguir, as pragas e parasitas se proliferam mais numerosamente, entre outros. Outras mudanças que já pode ser notadas é a primavera se antecipando, as árvores florescem antes do tempo e consequentemente se frutificam precocemente.

    E quantas tragédias estamos assistindo neste começo de ano por causa dos estragos que o homem pratica contra a natureza. Crônicas, artigos, contos como esse seu, ajudam a mexer com os insensíveis, parabéns!

    Beijos e espero que continue a escrever para nós...

    Gabriela - Cásper Líbero - SP.

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  11. Esqueci de avisar lá no alto, não sou parente, nem conhecia o excelente autor.

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  12. Olá Rubem, você e o Milton escrevem magnificamente bem, meus parabéns. Como a Nivia, eu também tenho vontade de adquirir alguns livros seus, como faria? Será que se tentar pela internet, esses que estão citados em seu currículo eu conseguiria achar para comprar?

    Fico imaginando esse conto seu transformado num filme, seria sensacional e lotaria as bilheterias dos cinemas. Você não pensou nisso ainda, Rubem? Nas mãos de um cineasta americano, que investisse alto, seria um filme pra ninguém botar defeito. E mexer com os donos do Poder que nada fazem para impedir o avanço do aquecimento global, sem dúvida.

    Bjos...

    Bruna - Universidade Federal de Juiz de Fora/MG

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  13. Amigas e amigos, queridos: obrigado pelas palavras gentis que, de carona no sucesso do Rubão, acabei recebendo. A Bruna teve uma grande sacada, esse conto poderia ser a semente do roteiro de um filme super-produção. Ele fica devendo uma comissão a você da fortuna que ganhará de Hollywood, Bruna E, para animar o debate, esta minha intervenção é para lembrar que os povos ditos de "primeiro mundo", tão arrogantes e metidos a superiores, desmataram a Europa, a África, a América do Norte, Oceania, mataram os índios, os animais, e transformaram os mares em verdadeiros lixões, um crime imperdoável. O Mar do Norte, por exemplo, é o mais poluído do mundo. E agora ficam de olho na nossa Amazonia, nos apontando como criminosos. Tenham ou não razão em algumas coisas, fica a pergunta: Com que moral?
    Beijos!
    Milton Saldanha

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  14. Senhor Rubem Mauro, pode acreditar, li três vezes seu conto. Minha imaginação ia trabalhando conforme lia seu texto. Senti um misto de terror e tristeza em pensar numa possibilidade dessa num futuro não tão longe. O ser humano ter que eliminar seu irmão para poder dividir espaço e sobreviver neste mundo. Tudo por causa da ganância descabida dos homens. Tem razão a Bruna, Senhor Rubem, esse conto adaptado ao cinema seria um estrondoso sucesso. Parabéns!

    Tanaka - Osasco - SP.

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  15. Um detalhe: nesse debate sobre aquecimento global não vi ainda ninguém lembrar e questionar a contribuição das guerras, principalmente das explosões atômicas dos Estados Unidos sobre o Japão, e depois também experimentais, em desertos dos Estados Unidos e da antiga União Soviética, entre outras dos demais países. Inclusive aquelas supostamente "inofensivas", em manobras militares terrestres, navais e aéreas.
    Milton Saldanha

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  16. Conheço a obra de Rubem Mauro Machado há muitos anos, desde o tempo em que visitava Porto Alegre duas ou três vezes por semestre e mantinha frequentes contatos com amigos editores e livreiros. Tive, ainda, a honra de figurar, ao seu lado, na coleção Autores Brasileiros, da Ática.

    O trabalho de Rubem Mauro se insere entre os melhores da literatura brasileira, ressaltando-se, principalmente, o rigor do autor no trato com as letras, as tramas bem urdidas, a visão caótica do mundo, o retrato cruel da sociedade.

    “Dois Graus Centígrados” não apenas enriquece sobremaneira o blog do Edward de Souza como permite aos frequentadores desse espaço a leitura de um texto primoroso sobre o incerto futuro da humanidade, sobre a insensatez dos governantes, sobre a destruição do planeta, já devastado pelas guerras, pela fome, pela violência.

    Parabéns ao Rubem pelo texto genial e parabéns ao Edward pela inclusão da obra em seu blog, que ficou mais fascinante.

    Guido Fidelis

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  17. Dinho. Prefiro o diminutivo que é carinho ao aumentativo Rubão do Saldanha.
    Permita-me tratá-lo assim, já que foi entregue pelo próprio Saldanha seu irmão de sangue.
    Misturar ficção com projeções reais envolve tantas coisas e, acima de tudo, inteligência no domínio da escrita com capacidade de transmitir ideia.
    Você, assim como o grupo mosqueteiro que navega por aqui, deve conhecer a historia dos coelhos e sua extraordinária fertilidade.
    Em um espaço físico com capacidade para 10 animais, um desavisado criador colocou um casal que logo iniciou sua ação reprodutora. Logo, a gaiola detinha 10, 12, 15 e, finalmente 20. Não lhes faltava alimento, já era deficiente a higiene, a temperatura ambiente passou a não se adequada. Não sendo o espaço físico competente para abrigar aquele coletivo, iniciou-se o canibalismo até atingir a população ideal para o espaço. Iniciou-se novo processo evolutivo até o próximo estrangulamento.
    O texto de sua lavra sugere alerta aos poderes e sociedade, disciplina e obediência., como faz SUN T ZUN EM “A ARTE DA GUERRA’.
    Vejo em sua visão uma realidade que, aterroriza, no entanto, pode ser necessária, determinando o cumprimento fiel de ordens que nunca apreciaríamos cumprir.
    Muito oportuno o tema que você colocou. Parabéns do companheiro Garcia Netto.

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  18. Meus Deus!!! Estou em estado de graça. Postar um comentário entre todas essas feras presentes é uma glória. O escritor Rubem Machado nos encantou com esse conto, procurando despertar no leitor os perigos que a humanidade corre se continuar a destruir nosso Planeta. Genial!

    Quando comecei a ler não sabia do que se tratava, afinal matar 37 mil pessoas, julguei, era uma tarefa para Superman. Aos poucos entrei firme no relato e compreendi o recado que o Rubem nos passa com esse conto maravilhoso. O Milton falou sobre guerras, uma das causas da devastação do nosso Planeta, mas como gritar pela Paz se desde antes de Cristo é só isso que o homem sabe fazer?

    Matar seus semelhantes, fabricar bombas e mísseis de longo alcance é a paixão do homem. Agora até a Coréia do Sul ameaça a humanidade com mísseis poderosos. Vão dizer que sou pessimista, mas creio que o pelotão de fuzilamento dos pobres e famintos, imaginado neste conto do Rubem Mauro não vai ter tempo de entrar em ação. O nosso Planeta explode antes...

    Beijos a todos, meus cumprimentos Rubem Mauro e volte com mais contos, por favor!

    Andressa - Cásper Líbero - SP.

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  19. Prezado jornalista e escritor Rubem Mauro Machado, meus cumprimentos. A forma como você conduz seu conto é simplesmente fascinante. Seu texto é uma contribuição para refletirmos sobres os graves problemas que assolam nosso Planeta.

    Os saques florestais, Rubem Machado, Edward, Milton Saldanha e demais jornalistas e escritores deste blog, espoliam o Brasil, agridem o Globo Terrestre e esbulham a humanidade. Sem apoio educativo na família, na escola e na mídia e sem a penalização dos piratas, corremos o risco de legar um mundo inabitável aos sucessores - com a estratosfera agredida, o aquecimento progressivo e o deserto chegando aos espaços onde o verde foi destruído.

    A conservação das florestas e outros elementos da natureza é uma das urgentes medidas de segurança pública reclamadas no País.
    Estamos na emergência de pedir socorro a quem pode socorrer; aconselhamento a quem pode aconselhar; ajuda a quem pode ajudar; defesa a quem pode defender - em um esforço de proteção desse bem comum assaltado, que precisa já, hoje e agora ser protegido.

    A natureza - o bem mais valioso da criação - tem sido criminosamente agredida! A resposta da natureza está à vista nas correntes de ar seco e na carência de chuva! Até quando?

    Tatiana - Metodista - SBC

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  20. Li e imprimi seu conto para outras amigas e amigos lerem, Rubem Mauro. É preciso escrever como você fez, para sacudir com a consciência das pessoas, que não pensam no mal que praticam contra o meio ambiente. Você mostrou nesse conto que o feitiço pode sim, virar contra o feiticeiro.

    A mídia divulga incansavelmente no dia-a-dia assuntos relacionados ao aquecimento global. O homem começa a colher a temperatura da fornalha que começou a acender. Percebemos que num espaço de tempo, de quinze anos, por exemplo, o clima ficou bem mais oscilante e desregulado. As sombras das mangueiras de antigamente eram bem mais fresquinhas, sem dúvida...

    Beijos e obrigada por nos brindar com esse conto!

    Larissa - Metodista - SBC

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  21. Boa tarde Jornalista e escritor Rubem Mauro. Quero cumprimentá-lo e também ao seu mano, o Milton Saldanha, que o trouxe para o nosso convívio. O Edward de Souza nos permite dizer que esse blog é nosso, espero que você, a partir de hoje aprenda o caminho e também passe a considerar esse blog seu. Fiquei maravilhado com seu conto. Ele vai nos prendendo de uma forma imperceptível, como se fosse uma enorme teia de aranha. Até que atinge seu objetivo maior e nos mostra o quanto nosso castigo será duro se não lutarmos contra todos esses desmandos praticados contra a Natureza...

    Meus parabéns!!!

    Miguel Falamansa - Botucatu - SP.

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  22. Oiê... amigos (as)
    Acompanhando atentamente as opiniões, observações e sugestões nos comentários dos considerados ocupantes deste espaço, além, é claro, do excelente texto do articulista Rubem Machado, ficamos a matutar que diante do exposto e do noticiário cotidiano a gente percebe que o futuro, já nem tanto, é mais tenebroso do que sugere a vâ fisolofia. Entendo, porém, que o grande perigo está bem mais próximo, ao nosso lado, dentro de nossas casas.
    Todos defendemos o meio ambiente, porém esquecemos que se a culpa pela destruição é do homem, fácil fica entender que na educação e cidadania está a solução. Mãos a obra, pois, ainda é tempo. Deve haver, agora, alguma criança ao redor de cada um de nós que necessita de horientação, educação e conhecimentos sobre meio ambiente.
    Alguém um dia disse: " é melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridaão. Portanto...

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  23. Rubem Mauro Machado, seu conto é simplesmente F A N TÁ S T I C O!

    A M E I,

    Bjsss,

    Adriana Fláquer - Metodista - SBC

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  24. Queridos amigos e amigas do Blog,
    Prezado Rubem Mauro Machado:

    Instigante e realista, o conto com o qual nos brinda aqui é mais do que uma obra de arte, é uma advertência real.
    Não há qualquer dúvida, agora, de que há um acentuado componente genético nessa familia de gaúchos, os Machado.
    Aos poucos, ficamos sabendo da experiência vivida pelos filhos do "seu" Pedro, militar do Exército, em tópicos contados pelo amigo e não menos talentoso Milton Saldanha. O que não imaginávamos, como nos esclarece agora o Guido Fidelis e o próprio Milton, é que o Rubem frequenta, há tempos, a mais alta hierarquia dos melhores escritores que temos no país.
    Um prazer enorme e impagável tê-lo no Blog. Associo-me aos demais que apelam para que volte sempre e continue compartilhando a sabedoria e talento que faz de seu texto um primor absolutamente cativante e dificil de esquecer. Até porque os fatos do dia a dia nos remetem, invariavelmente, para o eixo da sua ficção desnudando-a como previsível realidade.
    Parabéns!

    édison motta
    Santo André, SP

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  25. Edward e demais amigos do blog de ouro bôa tarde
    Desculpem por não haver comparecido
    anteriormente em "nosso" blog e deixado de comentar em algum artigo, por motivos de saúde e depois por problemas com a Telefonica (sempre éla),que nos deixa na mão costumeiramente.
    Édison Motta, meu amigo, li seu ótimo artigo e também lhe péço desculpas por não comentar, um abração a vc, amigo
    Hoje temos gênte nóva em "nosso'
    blog, e como não poderia deixar de ser, com um conto lúcido que nos faz pensar qual será o futuro do Planeta Terra,e pelo que nos paréce, não vai demorar a acontecer a extinção pura e simples de muitos póvos póbres,em detrimento dos mais fórtes e ricos.
    Pela mensagem passada aos leitores,o amigo Rubens Mauro Machado demonstrou a todos,o porque de ser um laureado escritor.
    Parabéns amigo Rubens, parabéns pelo blog, Edward, e parabéns a todos amigos por fazerem parte désta que já é uma familia, a familia do blog de ouro

    Abraços a todos

    Admir Morgado
    Praia Grande SP

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  26. Em tempo:

    Creio que a "cutucada" do amigo Milton Saldanha merece um comentário à parte. De fato, as nações tidas como do "primeiro mundo" só fizeram destruir o planeta e agora se voltam em cobranças, com o cinismo crônico do torturador, para os paises em desenvolvimento. Já estamos vivendo, no presente, a guerra psicológica de que trata a ficção de seu talentoso mano.Somos nós, desde já, o alvo da seleção natural.
    Eles não têm moral alguma para fazer exigências, enquanto nós também não temos poder - nem bélico e nem econômico - para move-los de sua arrogância.
    Por vezes é inevitável pensar porque muitos paises muçulmanos simplesmente têm ódio do tal mundo civilizado. E vivem a atacá-lo. Não seriam ações preventivas? Como o animal que, tocaiado, parte pra cima de seu agressor?
    O que mais preocupa, caro Milton, é que o atual governo praticamente já internacionalizou a Amazônia. Com grandes doações de terras para reservas indígenas que, todos sabemos, são manipuladas por escusos interesses econômicos internacionais, travestidas de "ONGs" e também com concessões diretas a capitalistas que vão "zelar" pelo futuro da área. Com o mesmo cinismo, a turma do "nuncaantesnestepaiz", não muda nem mesmo a retórica: atira pedras no passado e acusa o governo FHC de entreguista. A pergunta é: quem entrega mais?

    Abração,

    édison motta
    Santo André, SP

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  27. Caríssimo Édison Motta, obrigado, você complementou com a lucidez habitual o pensamento. Essas monumentais reservas índigenas precisam ser rediscutidas. O Exército Brasileiro era contra isso e eu concordo e apoio os militares nessa questão. É o começo para, no futuro, surgir ali uma nação independente, que pedirá seu reconhecimento, e que será prontamente atendida pelos Estados Unidos. Aí basta que os gringos cheguem com todo o aparato e montem suas bases, como na Colômbia. E o Brasil que se dane...
    Abraço,
    Milton Saldanha

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  28. Olá Rubem Mauro e demais amiguinhos. Se não me engano foi a Larissa. Ela imprimiu pra mostrar para amigos e amigas o seu conto. Acho que todos nós deveríamos fazer isso, espalhar esse recado que vc nos deu, nesse conto fenomenal, sobre o risco que a humanidade corre com o aquecimento global.

    Fico Triste em saber o quanto podemos ser prejudicados. O Homem com a sua maneira capitalista de agir vem destruindo tudo. A Amazônia precisa ser preservada! Será que a humanidade não entende que sem ela o mundo vai ficar pior do que já está?

    Vemos todos os dias televisões mostrando o aquecimento global e a extinção de espécies, e ninguém faz nada pra ajudar o planeta?
    Será que vamos chegar ao ponto de só ter 7% da floresta para poder cuidar? Sou paraense e conheço muito bem essa triste realidade...
    Vamos preservar a Amazônia!

    Abçs a todos!

    Paula Mello

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  29. Olá Rubem Mauro Machado, você ficou devendo... Não em seu conto, com todos os ingredientes na dose certa e tempero perfeito. Ficou devendo uma "palhinha" nesse blog, para que todas nós e eles o conhecessem um pouco melhor. O Milton Saldanha não vale, já deu toda a sua ficha. Quem sabe você resolve nos premiar pela segunda vez contando um pouquinho do jornalista e escritor? Não se acanhe, somos uma família nesse blog, tá bom? E estudantes são curiosos, você nem calcula. Faço Letras e Jornalismo, Rubem.

    Beijinhos,

    Cindy (São Caetano) Metodista - SBC

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  30. Aplausos pra você Rubem Machado, pelo seu conto perfeito, e aplausos para a Cindy pela sugestão que deu. Vamos todas ficar esperando você nos contar um pouco do jornalista e escritor. Mais ainda. Como é escrever um conto como esse? Quais os ingredientes necessários, além de uma imaginação fértil e, claro, o domínio da arte de escrever? Também estudo Letras na UNISANTOS e quero fazer jornalismo ano que vem........

    Smackkkkk,

    Talita - Santos - SP.

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  31. Cindy e Talita, falei rapidamente com o Rubem pela manhã e venho tentando contato desde o final da tarde, sem sucesso. Ele, com certeza, está em algum compromisso externo.
    Beijos!
    Milton Saldanha

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  32. Ricardo Feitosa Mazzasexta-feira, 08 janeiro, 2010

    Escrever bem um conto é uma arte. É a minha leitura preferida, mas são poucos os livros com esse gênero. Procuro sempre em livrarias, quando encontro, independente do autor (a) ou autores (as), eu compro. O que acabo de ler nesse blog, que visito pela primeira vez, do jornalista Rubem Machado é uma obra prima, excelente. Anotei os livros escritos por ele e vou tentar encontrar para comprar. Percebi também, em postagens anteriores, que sempre são publicados contos nesse blog. Bons esses de fim de ano, de vários autores e me agradou ainda contos de Virginia Pezzolo e Guido Fidelis, ótimos.

    Aceitem meus sinceros cumprimentos!

    Ricardo Feitosa Mazza - Rio de Janeiro

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  33. Pessoal
    Escrever é um exercício solitário, com frequencia sem resposta. Isso é mais verdade neste país, em que o escritor brasileiro vale muito pouco e a grande mídia parece ter prazer especial em nos ignorar. Por isso, quando recebo uma resposta coletiva como essa, fico comovido e até assustado.
    Gostaria de poder responder pessoalmente. Como é impossível, deixo nesse quadrado meu agradecimento de coração a cada um de vocês. Um agradecimento especial vai, claro, para o Edward, responsável por um blog cuja qualidade se comprova pelo numero de leitores. E outro para o mano Milton, cuja solidariedade nunca foi desmentida. Mas o fato é que parece que todos voces se empenharam em testar com tantos adjetivos a minha vaidade; depois não me culpem, se eu ficar insuportável. Mas o importante mesmo é o debate que o conto suscitou e vem suscitando. Temos de nos mobilizar para enfrentar um modo de vida consumista e artificial, comandado pela insanidade, que pode apressar o fim da humanidade. Podemos fazer um mundo melhor e mais feliz para todos, sem tanto egoísmo, sem tanta competição. Utopia? Sem elas não tem sentido viver.
    Aos que me perguntam; se for recomendar um livro meu, o menos ruim, o mais afetivo e que me deu mais prazer escrever foi "A idade da paixão", historia de um ano na vida de um jovem da década de 60.
    Dizem que escrever é fazer amigos à distância. Pude comprovar isso agora, aqui. Se o Edward deixar, prometo mandar de vez em quando alguma colaboração para este espaço.
    Um beijo e um abraço a todos e desculpem por não ter podido escrever menos.

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  34. ANA CÉLIA DE FREITAS.sexta-feira, 08 janeiro, 2010

    Boa tarde Rubem Mauro Machado.
    Parabéns pelo seu belíssimo texto,simplesmente irretocável.
    Pena que se trata de um sério problema,e que infelizmente a sociedade ou boa parte dela não estão preocupados com o aquecimento global,devem pensar que é invenção.
    Sem falar nas autoridades que estão unicamente preocupadas com os seus bolsos,em ganhar a próxima eleição,em ganhar dinheiro fácil,e o povo coitado...
    Fiquei feliz que esse espaço de ouro conta com mais uma fera como você.Volte sempre.
    Abraçosssssssssssss.
    ANA CÉLIA DE FREITAS.

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  35. Caro padre Euvideo
    o sr. acertou na mosca: na qualidade de homem, a pior das feras, sou sim um assassino (embora não de aluguel, já que até hoje nunca me vendi)em potencial, apenas sem nunca ter tido oportunidade de queimar em fogueiras quem discordasse de mim.
    Gostaria de ser otimista, como o senhor parece ser.Infelizmente, quando vejo o homem escravizando seus irmãos e destruindo o planeta fica dificil fingir que está tudo bem. Mas quem sabe os alertas que começam a brotar das consciências mais combativas, sobretudo dos mais jovens, conseguem mudar alguma coisa. Nâo podemos mais viver numa sociedade da acumulação irracional e do desperdício, como se as materias primas fossem inesgotáveis. O fato é que acredito na ação. Nosso maior inimigo hoje é a acomodação. Espero que o senhor esteja engajado nas lutas sociais, na defesa da natureza e dos humildes e na condenação de todas as hipocrisias.
    Dizem que a literatura é profética. Tudo o que quero é ser um profeta frustrado - e que minha visão pessimista mostre não ter nenhum fundamento.

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  36. Por algum motivo, minha resposta ao padre Euvideo saiu como de Anônimo. Mas jamais me escondi atrás de qualquer anonimato. Obrigado.

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  37. NOTA DO EDITOR:
    O Sr. Padre Euvideo, por livre e espontânea vontade, excluiu, por conta própria, os comentários polêmicos que escreveu aqui neste blog, quando questionou o excelente conto escrito pelo jornalista e consagrado escritor Rubem Mauro Machado. Não gostou porque esse blog passou a moderar os comentários. Certamente gostaria de ficar livre para continuar a escrever as baboseiras que costuma escrever, principalmente de madrugada, sob efeito etílico.

    Não tenho ainda conhecimento se os comentários do jornalista deste blog, Milton Saldanha, foram excluídos por ele. Adianto apenas que nenhum dos textos postados foi censurado ou deletado pelo responsável por esse blog. Pena que isso tenha ocorrido mais uma vez, mas acabou sendo necessário porque existem pessoas, infelizmente, que confundem liberdade com libertinagem.

    Bom domingo

    Edward de Souza

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  38. Caro Edward
    só para esclarecer:não me importo a mínima se alguém contesta o que digo ou escrevo, muito pelo contrário, gosto da polêmica e acredito no diálogo. Mas para haver diálogo, como salienta Sartre, é preciso um requisito básico: a boa fé, de ambas as partes. Respondi a alguém que se apresentava como padre só porque acreditei que se tratava de fato de um. Se soubesse que me dirigia a um impostor, um desses covardes da internet que se escondem atrás de pseudônimos para destilar sua mediocridade, nem teria me dado a esse trabalho. Agora, a controvérsia em si, o debate franco e aberto, são sempre bemvindos, é o que ajuda o mundo a avançar: todas as idéias, inclusive religião e política, ao contrário do que reza um dito popular, devem sim ser debatidas, pois para isso temos cérebro e coração.
    Mais uma vez, abraço sincero a todos que escreveram neste espaço e deram a sua contribuição valiosa.

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  39. Bom dia, Edward!
    Você poderia nos informar quem é o autor do comentário acima? Foi escrito pelo Rubem Machado, autor do conto, pelo Milton Saldanhya, jornalista deste blog ou por outros que frequentam esse espaço? Fica confuso pra todos nós identificar um anônomino em cima e sem assinatura embaixo, concorda?
    Desculpe-me se estou sendo indiscreta!

    Martinha ( Metodista) SBC

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  40. Exercício de futurologia?
    Seu texto causou um frio na espinha. principalmente depois de constatar a militarização americana do socorro ao Haiti...
    Masacre de refugiados é ponto comum em conflitos atuais e antigos..
    Olivares Rocha
    Olivares@oi.com.br

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  41. Excelente!! Merece produção cinematográfica...


    O Globo Agências internacionais
    Publicada em 09/05/2011 às 12h11m


    À DERIVA
    Otan investiga denúncia de que aliados deixaram 61 imigrantes africanos morrerem no Mediterrâneo

    RIO - A Otan investiga a informação de que 61 imigrantes africanos morreram de fome e sede em uma embarcação no Mediterrâneo depois que militares aliados ignoraram seus pedidos de ajuda, informou o jornal britânico "The Guardian". Segundo a reportagem, o barco procedente da Líbia com 72 pessoas a bordo - entre elas 20 mulheres e duas crianças - ficou à deriva durante 16 dias quando tentava chegar à ilha italiana de Lampedusa. Tanto a Otan quanto a França -que também teria recusado socorro - negaram a negligência.



    Texto profético ou óbvio?

    Olivares Rocha

    olivares@oi.com.br

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