sexta-feira, 3 de abril de 2009

ARTIGO ESPECIAL: EU VINGO... TU VINGAS...

J. Morgado

Presente do Indicativo do verbo Vingar é o título deste artigo. O infinitivo é “Vingar”. Essa palavra se tornou tão vulgar e tão inconseqüente nos dias de hoje que nos causa espécie ver e ouvir profissionais do meio de comunicação usá-la com freqüência. “A equipe brasileira terá oportunidade de se vingar dos...”. “... finalmente chegou a grande oportunidade”. Os... Poderão se desforrar da última derrota sofrida em junho de 2... O vocábulo VINGANÇA: 1 – Ato ou efeito de vingar (-se); desforço, desforra; vindita (Dicionário Aurélio). Essa expressão e seus sinônimos são usados comumente pela população de uma maneira tão corriqueira que ficamos a pensar: “quanto tempo ainda levará para que esse desejo seja totalmente erradicado da face da Terra?”
“O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as.” Esse pensamento é de Benjamin Franklin, estadista, cientista, escritor e inventor norte-americano (1706/1790). Muito antes do advento de Jesus os filósofos já se referiam aos males causados pela vingança. O Mestre ratificou e foi além nos mostrando que devemos amar nossos inimigos. Nos vinte séculos que se seguiram os resultados nefastos (guerras, morticínios, duelos, etc.) nos mostraram o resultado calamitoso das vinganças, desforras...
Nós espíritas sabemos muito bem o que acontece com espíritos vingativos. Sofremos influência e influenciamos, ou seja, somos vítimas e algozes, dependendo do lado em que estamos. De qualquer forma há sofrimento tanto de uma como de outra parte. A paz que tanto almejamos jamais chegará a ser alcançada se conjugarmos o verbo vingar, no presente indicativo. Talvez, quando começarem a pensar no Imperativo negativo: não vingues tu, não vingue ele, não vinguemos nós, estaremos caminhando a passos largos para um mundo em regeneração. Infelizmente o homem usando de seu livre-arbítrio, inventou e deturpou todos os ensinamentos que nos foram legados. Na sua ânsia pelo poder não tiveram escrúpulos para mentir a fim de atingirem seus objetivos. Em nosso dia-a-dia, criamos situações que nos levam a um interminável moto-contínuo. Violamos as leis divinas e a dos homens todos os dias. O revanchismo é tão vulgar que nem nos apercebemos que o estamos praticando. Como exemplo pode-se citar várias situações: o vizinho varrendo o lixo para nossa porta e nós, “fulos da vida”, varrendo-o (o lixo) de volta. Sermos ofendidos no trânsito e respondermos com a mesma violência; ocuparmos uma vaga no estacionamento destinada a deficientes físicos e ainda criarmos caso com o guarda quando somos abordados. Estacionar em guias rebaixadas defronte a entrada e saída de residência, de hospitais, escolas..., ignorando o direito do próximo. Cada um desses casos, entre outros, criam outros tantos episódios. O vizinho, que teve seu lixo de volta, revolta-se! O ódio gera uma série de represálias tanto de uma parte como de outra. Uma simples conversa de pessoas que se dizem civilizadas e o que seria ainda mais importante, cristãs ou outra doutrina que prega a paz e o amor resolveria o fato.
No trânsito, jamais devemos revidar os insultos. Cada vez que isso acontece, é o orgulho que está falando mais alto, e a vingança nada mais é do que uma poderosa arma desse cancro moral. Um revide poderá gerar ferimentos ou um homicídio que trará conseqüências funestas no campo material (vinganças sucessivas) e muito pior ainda em prejuízo de resgates “cármicos” e evolução espiritual. As vinganças domésticas, aquelas inseridas no dia-a-dia de todos nós, devem ser combatidas constantemente. Fazendo isso, cada um de nós estará contribuindo para a paz mundial. Teremos um país melhor, um mundo melhor... Não importa a religião professada. O cristão tem o Código Divino ou o Segundo Testamento para orientá-lo. A prática do Evangelho no Lar, pelo menos uma vez por semana, é um remédio salutar para melhorar a moral e conseqüente evolução espiritual. Outras religiões voltadas para Deus também tem seu código de procedimento e ao que me consta muito bons.
No Capítulo XII, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, AMAI OS VOSSOS INIMIGOS, item 9 – A VINGANÇA – (edição IDE/84), destaca-se o seguinte trecho: “a vingança é uma inspiração tanto mais funesta quanto a falsidade e a baixeza são suas companheiras assíduas; com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão não se vinga nunca a céu aberto. Quando é o mais forte, precipita-se como um animal feroz sobre aquele que chama seu inimigo, quando a visão deste vem inflamar sua paixão, sua cólera e seu ódio. Mas, o mais freqüentemente, ele reveste uma aparência hipócrita, em dissimulando, no mais profundo do seu coração, os maus sentimentos que o animam; toma caminhos escusos, segue na sombra seu inimigo sem desconfiança, e espera o momento propício para atingi-lo sem perigo; esconde-se dele, espreitando-o sem cessar; arma-lhe emboscadas odiosas e derrama-lhe, chegada à ocasião, o veneno no copo (...)”. Mais adiante, no parágrafo seguinte: “Para trás, pois, com esses costumes selvagens! Para trás com esses usos de outros tempos! Todo espírita que pretendesse, hoje, ter ainda o direito de se vingar, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa; Fora da caridade não há salvação!”...). Não vingueis vós, não vinguem eles...
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*J. Morgado é Jornalista e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. Morgado escreve quinzenalmente neste blog, sempre às sextas-feiras. E-mails sobre esse artigo podem ser postados no blog ou enviados para o autor, nesse endereço eletrônico: jgacelan@uol.com.br
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Neste sábado o quarto capítulo inédito de "Trapalhadas de um foca", na sequência da série "As histórias das redações de jornais". Acompanhe o caso verídico de um jovem repórter de polícia que tinha medo de cadáver. Imperdível. (Edward de Souza)
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32 comentários:

  1. Prezado jornalista J. Morgado.
    Acompanhei atentamente seu artigo desta sexta-feira nesse blog. Penso
    que a sociedade, os meios de comunicação em geral e as famílias em particular, induzem e glorificam a vingança como o melhor e mais “agradável” modo de resolver um problema e deixar a consciência limpa. Isso se sente às vezes de forma sutil, em outras de um jeito mais escancarado e claro. Na verdade a vontade de se vingar é muito mais um ato provocado que uma percepção genuína de fatos e desentendimentos que se desenvolvem. E a desculpa e explicação para uma vingança é bem simples: "Sou apenas humano, sou razoável, não sou bom nem mal, só fiz o que fiz por impulso, qualquer outro faria o mesmo". E assim vai. Dificil entender que seria bem melhor esquecer o mal que lhe causaram e ao invés de vingança, lembrar-se que também existe o perdão.
    Tenha um bom dia e parabéns pelo artigo.

    Afonso Luiz Mazza - Presidente Prudente - SP.

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  2. Gosto de ler os artigo do senhor Morgado, Edward. Para se ter uma idéia, agora pela manhã estou com um jornal do dia, aqui de Santos e uma coluna sobre TV chama a atenção sobre a novela das 8 da Globo e a primeira palavra que leio é fulano quer se vingar se sicrana. Isso em novelas é uma constante. A palavra vingança, conforme o artigo do jornalista Morgado, é explorada em demasia.
    Esquecem-se que o amor é o maior dos sentimentos humanos. Ele pode sim, vencer tudo. O problema, é que ele está escasso.

    Bjos,

    Karina - Campinas - SP.

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  3. Jornalista J. Morgado! Li seu artigo agora pela manhã. Sabe, acho que as pessoas desejam se vingar quando alguém faz algo desagradável e lhes fazem sentir impotentes e menosprezadas. Não é necessário que exista um vínculo emocional; só o fato de se sentir enganada de alguma maneira lhe faz desejar a agressão para retomar o controle da situação. Sabe, na minha opinião, a melhor maneira de proceder é dizer para a pessoa que você foi ferida em seus sentimentos, em vez de tentar se vingar. A vingança é uma ação que rebaixa a pessoa. É muito melhor trabalhar a sua raiva, seus sentimentos, seguir em frente e começar uma nova vida. Essa é a melhor forma de vingança.

    Sandra Cristina Cavalcanti - Uberaba/MG

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  4. Caro J. Morgado,

    Meus pais faleceram num trágico acidente de carro provocado por um camioneiro embrigado. Fiquei orfã com 12 anos de idade. Certo dia, aos cuidados de minha avó, comecei a chorar muito e disse a ela que gostaria de me vingar desse motorista, caso o encontrasse. Foi então que ouvi de minha avó, no alto de sua sabedoria, que só os antigos possuem, a frase que marcou minha vida e ensinou-me que vingança não leva a nada nessa vida. Essa frase gostaria de compartilhar com todos, para ilustrar seu tão belo artigo. Procurando me acalmar nesse dia em que a revolta tomava conta de minha alma, minha avó se aproximou e disse: "Eu não falo de vinganças nem perdões, o esquecimento é a única vingança e o único perdão."
    Obrigada pela oportunidade de escrever nesse blog.

    Cláudia G. Muniz - São Paulo - SP.

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  5. Li todo o seu artigo, J. Morgado e também os comentários acima. O da Cláudia me comoveu. Como ela citou a frase de sua avó, gostaria de acrescentar outra, do grande Benjamin Franklin. Permita-me: "O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as."
    Bjos,

    Ana Caroline - Ribeirão Preto - SP.

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  6. Quanto conhecimento tinham nossos avós...
    Com minha avó aprendi que é preciso contar até dez antes de tomar alguma atitude séria. Se fizessemos isso, cada vez que nos confrontamos com desejo de vingança, haveríamos de resgatar a sabedoria de que vingança é coisa do mal. E, como tal, não deve ter abrigo em nossos corações.
    Um coração contaminado pelo desejo de vingança adentra o túnel da escuridão e se afasta da luz.
    Embora o coração tenha razões que a própria razão desconhece, como diz o poeta, nem sempre a razão humana aponta para o caminho certo.
    Os racionais, materialistas, perdem a maravilhosa oportunidade de deixar expandir o sentimento natural do Bem que alegra a vida. Deixam de mergulhar nas águas cristalinas do esquecimento e do perdão que tão bem fazem à alma.
    Obrigado, mestre Morgado, por mais esta reflexão.
    Que o Criador mantenha acesa essa chama de luz por muito tempo, para o bem de todos aqueles que podem compartilhar seus ensinamentos.

    Abração,

    édison motta
    Santo André, SP

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  7. Querido irmão Morgado, eu também tento ser espírita, não pelo sentido religioso que alguns estão
    dando para essa nobre doutrina, mas pelo sentido filosófico e cientifico que ela realmente é.
    Assim nos advertiu Kardec-: “Ou o espiritismo torna-se científico ou ele não sobreviverá.”
    Meus parabéns pelos seus lúcidos colóquios, carregados de um cabedal de inteligência inteligível a qualquer ser comum. Muitos ainda não sabem, ou então não acreditam, mas a cota espiritual da terra atualmente é de aproximadamente de vinte e um bilhões de espíritos. Sendo que quase sete bilhões estão encarnados. A média é de três obsessores para cada indivíduo que está na matéria. Alguns não têm nenhum e outros com centenas, induzindo-os a maldades de todas as espécies possíveis. Nota que há épocas que os seres são condenados a serem arrastados pelas sendas descendentes da retrogradação, e esses seres retrógrados não deverão existir na nova era que se cria atualmente.
    Acredito que em um breve futuro chegaremos à uma época que alguns atos como a vingança será esquecida e trocada por benevolência.
    Um excelente fim de semana pra você, e para todos que acompanham esse blog.
    Valentim Miron Franca SP.

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  8. Queridas amigas e amigos
    No blog do meu café da manhã. Parabéns J. Morgado por sua cultura, lucidez e serenidade, reveladora de um verdadeiro pescador. Aliás, pescadores somos nós, das suas palavras que nos enriquecem interiormente. Só tenho uma observação, e aqui vai também para o meu querido Édison Motta: não se pode confundir convicção religiosa, ou cristã, como queiram, com caráter. É um equívoco que vejo a todo momento. Se o contrário fosse verdade, não teria havido inquisição, cruzadas, que banharam o Velho Mundo de sangue. Nem o lado podre do mundo estaria cada vez mais putrefato. Qualquer homem tem todo o direito de não acreditar em nada, inclusive em Deus. E isso em nada influencia se ele tiver que ser um facínora, ou um santo.
    Beijos!
    Milton Saldanha

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  9. Querido amigo e brilhante jornalista J. Morgado!
    Gostaria de ilustrar seu artigo de hoje com uma história famosa, ocorrida em Matsushima, na China, onde há um templo budista, o Templo Zuygan. No século XVI, havia um rapaz muito jovem pertencente a uma classe de samurai, que servia a um senhor feudal, o sr. Date. A função do rapaz era cuidar das sandálias do sr. Date. Um dia, como nevava e fazia muito frio, o rapaz colocou as sandálias dentro da dobra do seu quimono para aquecê-las, a fim de que seu amo, o senhor feudal, não sentisse tanto frio quando saísse de casa. Mas, quando o sr. Date calçou as sandálias e sentiu o seu calor, ficou encolerizado e, chutando-as, gritou: "Você as calçou!" O rapaz foi demitido e ficou atormentado com a situação. E como não encontrava nenhum meio de provar que não havia calçado as sandálias, mas que as havia simplesmente aquecido, decidiu-se pelo suicídio. Com sua morte, queria provar a sua inocência. Mas, no momento em que estava para suicidar-se, foi visto por um grande sacerdote budista que por ali passava.
    "Por que você está querendo morrer?" perguntou-lhe o sacerdote.
    O rapaz contou-lhe toda a história e explicou que com a morte estava querendo provar a sua inocência.
    "Não vale a pena fazer isso", dissuadiu-o o sacerdote. "Ao invés de se suicidar, torne-se um grande homem. Essa será a sua melhor vingança". O rapaz deixou-se convencer e pediu para ser discípulo do grande sacerdote. Mais tarde, aprimorou-se na China e adquiriu grande renome. Sua fama percorreu toda a região. A fama do sacerdote chegou aos ouvidos de seu antigo amo, o sr. Date. Quando este soube que o jovem sacerdote era oriundo do seu feudo, convidou-o para visitá-lo. Ele se sentia honrado pelo fato de tão ilustre sacerdote ter saído de suas terras. Assim, o jovem e seu antigo amo voltaram a encontrar-se. O senhor feudal o tratou com o maior carinho e respeito. Na despedida, o jovem sacerdote disse ao senhor feudal: "Trouxe um presente para oferecer ao senhor". E entregou-lhe um embrulho contendo um par de sandálias.
    "O que significa isto?", perguntou-lhe o sr. Date. O sacerdote contou-lhe então a história da época em que, ainda muito jovem, o servia cuidando de suas sandálias. Falou de quanto se sentira infeliz e mortificado por não poder provar a sua inocência.
    "Por causa dessas sandálias - prosseguiu o jovem - eu estudei e me aprimorei, até chegar onde estou hoje. Portanto, estas sandálias representam um grande tesouro para mim. Foi graças a ela, mas também graças ao senhor. Por isso, trouxe-as como lembrança". Ao ouvir esse relato, o sr. Date ficou muito embaraçado mas, ao mesmo tempo, ficou feliz. E para reparar o seu erro, deu um templo ao jovem sacerdote.
    Assim foi construído o Templo Zuygan. Esta história encerra um ensinamento muito precioso. Se você for maltratado por alguém ou surgir algum mal-entendido, não tente forçar um esclarecimento imediato, nem se vingar dessa pessoa. Espere chegar o tempo. Se você estiver com a razão, tenha paciência que , na época certa, os bons resultados surgirão.

    Abraços, querido amigo!

    Edward de Souza

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  10. Ôi... J. Morgado,
    Pensamentos ruins nunca devem passar pela nossa mente. Inveja, ciúmes, entre outros, mas a vingança é o pior deles.
    Gostei de seu texto.
    Bjos...

    Thalita - Santos

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  11. Bom dia Juliano!!!!

    Meu chapa, meu comentário se restringirá a duas pequenas perguntas:
    1ª) Onde se encontram e de que gozam os que superaram as miserias do mundo, com base no perdão, na misericordia?
    2ª) Onde se encontram e de que gozam os que naufragaram pelas miserias do mundo, sob o orgulho e o egoismo, na fornalha da vingança?

    Eduardo

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  12. Boa tarde J. Morgado

    Acompanhando seu texto gostaria de acrescentar que a vingança sempre foi também um grande pretexto para os filmes de ação. Poderia enumerar centenas de filmes em que o personagem principal perde alguém querido ou é prejudicado em algo e começa a perseguir implacavelmente os culpados para fazer justiça com as próprias mãos. Alguns filmes em cartaz hoje trabalham com este tema rotineiro que ainda faz sucesso. Mas, esses filmes não podem nos levar a confundir ficção com realidade. A Bíblia nos ensina que nenhuma vingança cabe a nós. Jesus nos ordena a perdoar aqueles que nos ofenderam, mesmo que tenha nos tirado algo valioso como uma vida. Reconheço que não é um caminho fácil, mas devemos nos empenhar em segui-lo, sem deixar que estas histórias de cinema influenciem nosso comportamento. Parabéns pelo artigo e que Deus continue lhe iluminando.

    Miriam Campos – Rio de Janeiro

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  13. Olá meus amigos.

    Nasci em berço espírita, mas, apenas a partir dos vinte e poucos anos de vida e que realmente me dei conta da grandeza dessa doutrina. O espiritismo não faz proselitismo. O indivíduo se dá conta ou não, que é necessário fazer uma reforma íntima (arrancar de seu imo, os defeitos morais). Isso é tudo. E a vocês que estão comentando ou irão comentar este artigo, eu confesso, luto todos os dias e lamento por não conseguir atingir como gostaria,os objetivos preconizados pelo Mestre na Boa Nova.
    Para ilustrar grosseiramente o que estou dizendo vou contar uma historinha: “quatro indivíduos morreram (ou desencarnaram), e foram bater na porta do céu. Ali, atendidos por Pedro, foram encaminhados a uma sala. Pedro, com um enorme livro nas mãos, perguntou o nome de um deles. Joaquim de tal. O guardião do céu (Pedro), folheou os registros e constatou as obras realizadas pelo Joaquim, que professava, quando na Terra, o catolicismo. Nada! Apenas o egoísmo e a fé sem obras. Com o segundo entrevistado, o Antônio..., a mesma coisa, que dizia ter sido espírita. Com o terceiro, evangélico, idem. Chegou à vez do quarto... Este, espantado, que não acreditara em nada quando vivia na Terra, olhava com medo aquele personagem! – Qual o seu nome? – José G... Respondeu o espírito. Pedro abriu o livro na página correspondente ao dito cujo e ficou surpreso! – Aqui diz que você era ateu. O homem tremeu na base! – Não se preocupe, meu irmão. – Aqui no livro diz que você consolava aqueles que choravam; ajudava aqueles que tinham fome e desejo de justiça; ajudava aqueles que padeciam perseguição por amor da justiça... Entre!

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  14. Aprecio muito esses artigos, que só nos levam a reflexão. Vivemos num mundo violento e por qualquer motivo de pensa em vingança, principalmente pela falta de leis em nosso País. Até grupos de extermínios são formados nos dias de hoje, buscando vingança contra marginais que atormentam nossas vidas. Sei que muitos podem discordar com meu pensamento, mas todos esses que praticam o mal aqui na Terra, certamente serão punidos pela Lei Divina. Sem a necessidade de nossa interferência.
    Pagarão pelos seus erros. Não podemos tomar as leis em nossas próprias mãos. Basta elevarmos os olhos a Deus e pedir que nos dê a sabedoria do perdão.

    Ana Rita - Metodista - S. Bernardo

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  15. Boa tarde, amigos!!!

    Minha intenção não é causar polêmica, até porque entendi perfeitamente a mensagem transmitida nesse artigo pelo jornalista Morgado. Mas, pergunto: Vingança não vem dos tempos em que o chamado povo de Deus matava em seu nome? E como explicar a frase bíblica: "Olho por olho, dente por dente"? Não seria essa frase um incentivo à vingança? Pensem....

    Raimundo Nonato - Recife - Pernambuco

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  16. O sol rasga os panos do horizonte
    Em pacífico brilho de sua magnitude…
    Cadenciado ondular que em mar bronze,
    Excelsa beleza no marulhar da virtude!

    A rocha na ânsia do dia, bebe sedenta do mar,
    Firmada num profundo e desigual chão azul …
    Cristalizadas águas reflectem o planar,
    Das majestosas e imperais… gaivotas do sul!

    Gostava que comigo
    Desse asas á sua imaginação,
    No… “Portal da rocha… penedo do guincho!”

    Um bom fim-de-semana,
    Com muita inspiração
    E na mente… um sorriso!

    O eterno abraço…

    -MANZAS-

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  17. Pegando uma carona na excelente provocação do Raimundo Nonato: não é muita petulância alguém se intitular "povo de Deus", numa flagrante segregação dos demais? De que Deus eles estão falando, que elege preferidos?
    Beijos,
    Milton Saldanha

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  18. Então Milton Saldanha e Raimundo Nonato. Além do "olho por olho, dente por dente", tem ainda: "quem com ferro fere, com ferro será ferido". Ou seja, faça-me o mal que receberás o troco. Não é vingança, isso?
    Essas são as polêmicas naturais que surgem num blog como esse, com muitos participantes e, percebe-se, de nível. Ficou a lição que nos foi dada pelo J. Morgado, que escreveu um belo artigo nos ensinando a deixar a raiva de lado e não pensarmos nunca em vingança.

    Beijinhos - Bom final de semana a todos!

    Gabi - Guarujá - SP.

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  19. Parabèns amigo Edward,por nos dar a oportunidade de lêr e aprender cada vêz mais, sempre que o amigo e xará Morgado publica seus artigos em seu Blog que está cada dia mais interessante.
    Parabéns ao grande amigo Morgado, pelas aulas que nos repassa com sua sabedoria e dedicação, enriquecendo cada vêz mais o nósso conhecimento acerca de todos assuntos até hoje públicados.
    Em seu artigo de hoje, aprendemos que a vingança só nos faz cada vêz menór perante o Criador, mesmo sem ter conciência do ato que praticamos quando pensamos ou tentamos nos vingar de algo ou alguem.
    Parabéns amigo Morgado.
    Continue nos brindando com sua sabedoria.
    Abraços.
    Admir Fco.Morgado
    Praia Grande SP

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  20. Morgado em dose dupla. Se um já é bom, com dois fica melhor ainda.

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  21. Sabe, gostei do artigo, mas acho que o articulista abusou demais em citações de livros e da Biblía, sei lá. O começo do artigo me deixou confusa. Acompanhem: "A equipe brasileira terá oportunidade de se vingar dos...”. “... finalmente chegou a grande oportunidade”. Os... Poderão se desforrar da última derrota sofrida em junho de 2..."
    Bem dificil de entender onde ele queria chegar, com muitas aspas e três pontos. Depois de ler três ou quatro vezes captei o que o escritor pretendia passar.
    Faltou mais simplicidade no texto, minha opinião. Desculpem-me.

    Fátima - São Paulo

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  22. Prezados amigos desse blog.
    Li o artigo do jornalista que assina J. Morgado. Não o conheço, nem tenho procuração dele ou dos responsáveis pelo blog. Tenho mania de ler também os comentários. E li coisas de arrepiar os cabelos de qualquer um, sobre o artigo de hoje. Repararam que eu escrevi que li o artigo? Eu li, por isso entendi que o escritor falou sobre Benjamin Franklin e sua frase famosa, que mostrarei já, já. O mesmo não aconteceu com a jovem, ou senhora Ana Caroline, de Ribeirão Preto. Verifiquem o quarto comentário do começo para baixo. Para facilitar, fui lá e copiei o que ela escreveu, leiam: "Li todo o seu artigo, J. Morgado e também os comentários acima. O da Cláudia me comoveu. Como ela citou a frase de sua avó, gostaria de acrescentar outra, do grande Benjamin Franklin. Permita-me: "O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as."
    Então ela não leu o artigo. Se tivesse lido veria que o autor do texto tinha escrito isso. Outra. Minha vizinha de cima nos comentários. Não entendeu o quê. Não está escrito em árabe, pô! O jornalista fez citações de frases usadas para exemplicar a violência, comumente usadas. Procure ler mais, cara senhora Fátima. Simples de ler e de entender. Legal dos comentários foram as tiradas do Raimundo Nonato (quem não chama Raimundo Nonato no Norte) e do senhor Milton Saldanha. Isso. Podem me chamar de chato e reclamar pacas, mas não consigo deixar de opinar, ao ver tanta falta de atenção. E me identifico. Meu nome é Francisco Heitor. Sou de Franca e deixo cá meu e-mail. Se quiserem podem entrar em contato, terei prazer em responder. Anotem: chicoheitor@terra.com.br
    Para finalizar. Parabéns senhor articulista, pelo seu texto. Li (de verdade) entendi o recado e gostei.

    Francisco Heitor - Franca - SP.

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  23. Resolvi voltar porque me esqueci de dizer para a senhora Fátima, de São Paulo, que o autor faz mesmo citações de livros e da Bíblia ( e Biblía não é livro, por caso?. Mas esse não é o motivo de minha volta ao blog. É que gostaria de perguntar para a senhora Fernanda, se ela queria que o autor, ao escrever, citasse o Mandrake, quem sabe o Tio Patinhas. Ora, vamos e venhamos!!!

    Francisco Heitor - Franca - SP.

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  24. Caro jornalista.
    Apreciei muito seu artigo, mais uma vez fiquei emocionada porque calou muitos sentimentos dentro de mim.
    Sem mais palavras! Demorei muito a perceber o quanto posso aprender e ser uma pessoa cada dia melhor. Muito obrigado por mais essa lição.

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  25. Com toda certeza só teremos a verdadeira paz se não houver rancor.
    Parabéns por mais esse artigo, a cada dia admiro mais o jornalista J.Morgado.
    Acompanho sempre seus artigos, com certeza é um homem muito sábio.
    Muito obrigada.

    Nilva - São Bernardo do Campo

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  26. Adorei o texto J.Morgado, e vi todos os outros comentários acima, e com certeza alguns deles são de comover... fico muito feliz por ver que suas sábias palavras podem tocar tão fundo nas pessoas.
    Muito Bom...

    Marcelo - São Paulo

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  27. O Francisco Heitor chegou chutando o balde. Animou o blog, que tava muito bem comportado.O homem não tem papas na lingua. Gostei dele, se expressa bem e pega no pé da turma que vacila. É isso aí, Heitor!

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  28. J.Morgado, mais uma vez fico surpreendida com seu artigo e aprendo muito. Você faz citações tão simples do nosso dia a dia e não percebemos o quanto erramos. É por isso que gosto de ler o seu artigo porque me faz refletir naquilo que fazemos e ouvimos muito mais nos dias de hoje. Muito obrigada por mais esse ensinamento.

    Jacira

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  29. Ana Célia de Freitas.sábado, 04 abril, 2009

    Boa tarde J. Morgado...
    Seus artigos são sempre bem vindos, e nos trazem reflexões, e desta forma muitas vezes notamos pequenos erros que existem dentro de nós, mas que só foi possível "clarear" após ler esses belíssimos artigos.
    Parabénsssssssssssssssssss.
    Ana Célia de Freitas. Franca/SP.

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  30. Sr. Juliano! Cada dia se superando mais com seus textos, ótimo para leitura e aprendizagem.

    Anderson Mongaguá-SP

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  31. LUIZ ANTÔNIO DE QUEIROZ, o mineirinhodomingo, 05 abril, 2009

    Amigo Juliano e Caros leitores,
    Agradeço o texto, rico em informações, que nos faz reflexionar sobre nossos pensamentos, palavras e ações nas relações com os nossos semelhantes.
    Complementariamente sugiro leitura do item 7, capítulo XII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que esclarece o ensinamento do Cristo sobre o "dar a outra face".

    A paz que queremos só consquistaremos com a paz que partirá de nós em todas as suas expressões e manifestações.

    Paz a todos.

    Luiz Antônio de Queiroz
    Franca-SP

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  32. Ótimo texto e pura realidade que os homens viveram nos tempos antes de Cristo até os dias atuais! Acredito que a vingança venha após as inimizades causadas pela inveja de colegas de escola, trabalho, meios sociais e políticos! A vingança é tão antiga que neste texto faz-nos compreender que nem Jesus Cristo conseguiu acabar e tão pouco o cientista e escritor Benjamin Franklin que dizia “O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as.” Isto foi no século XVIII e estamos em pleno século XXI e a vingança a cada dia estão pior, os homens não se lembram da religiosidade, da ética, da moral e pensam sómente no poder do dinheiro e no poder de ter o poder e isto causa muito ódio entre os homens e conseqüentemente a vingança! Ótimo este texto postado aqui no Blog!
    Estevam C. Figueiredo (Ituiutaba MG)

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