quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
QUATRO LEITORES GANHAM LIVROS
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Parecia sentir-se cansado, quando chegou às primeiras casas da pequena cidade do interior. Os pés afundando na areia vermelha e muito fofa sob um sol implacável. Não havia sombra. Andava devagar, carregando saco a tiracolo. Boné, camisa aberta no peito, uma calça Jeans desbotada e um surrado tênis compunham o traje. Era magro e de estatura mediana. Os olhos verdes iluminavam as feições calmas.Parou junto ao portão entreaberto, na casa do “seu” Aníbal, figura conhecida por tratar de maneira hostil os habitantes da pequena cidade.
A torneira do tanque no jardim da casa, a dois passos, era tentação irresistível. Insinuou-se pela abertura e acercou-se da bica.
Deixou a água, inicialmente morna, escorrer pelos dedos finos. Logo, ela chegou fresca e convidativa. Tirou o boné e curvou a cabeça sob a torneira, deixando a água cair nos seus cabelos longos e alourados.
Mesmo com o ruído produzido pelo jato de água, ouviu a voz severa de Aníbal:
- Quem deu licença para entrar?
Levantou a cabeça, sorrindo.
- Desculpe. Não vi ninguém. Estava com muita sede.
- Devia ter batido, resmungou Aníbal. Não pode invadir a casa dos outros.
- Não queria incomodar, senhor. Precisava apenas de um pouco de água.
A voz de Aníbal não escondia desprezo e certo temor:
- Que veio fazer aqui?
- Nada. Estou apenas de passagem.
- Aonde vai?
O desconhecido sorriu.
- Não tenho destino certo.
A observação foi agressiva:
- Um vagabundo! Um “hippie”!
Deu um passo atrás, pronto para correr, ou, quem sabe, encarar, caso o moço reagisse.
O jovem não aceitou o desafio. Continuou sorrindo, pensativo. Encolheu os ombros:
- Talvez tenha razão. Um vagabundo...
Ambrósio Costa, que morava ao lado, atraído pela voz irada de Aníbal, se aproximou:
- O que aconteceu, vizinho?
Aníbal criou coragem.
- Esse marginal invadiu minha casa.
Calmo, o viajante disse então:
- Meu caro senhor, agradeço-lhe pela água, mas devo retomar o caminho. Tenho muito que andar, antes do anoitecer.
Outras pessoas se aproximavam, curiosas. Aníbal sentiu-se seguro. Era boa a ocasião para fazer valer seu prestígio. Falou, vivamente:
- Isso é que não. Nada de fugir.
- Mas por que fugir? De que me acusa?
A tranquilidade do desconhecido irritava Aníbal.
- Então é pouco invadir a propriedade alheia?
Dirigiu-se aos que se agrupavam em frente à entrada da casa.
- Vamos deter o malandro, levá-lo ao sargento “Jerominho”.
Não foi necessário. O sargento aproximava-se.
- Que está havendo? – indagou com toda a importância de chefe do destacamento policial.
Aníbal repetiu a acusação, com raiva.
O viajante tentou defender-se, mas a ordem do sargento foi incisiva:
- Cale a boca, safado. Explique-se no posto. Está detido, vamos.
Tentou segurar, pelo braço, o rapaz, que se retraiu, esclarecendo:
- Não é necessário. Estou pronto a acompanhá-lo, embora ignore o motivo.
- Vai saber logo, rugiu o policial. Isso é uma terra de respeito, sentenciou.
Pouco adiante, abrira-se a porta da casa de Geni, que todos na cidade conheciam.
A morena já passara dos 40 anos, mas o tempo não destruíra sua beleza. O pequeno acréscimo de gordura tornava-se mais apetecível aos seus clientes.
- Mas que absurdo, deixe o menino em paz, sargento. Ele somente bebeu um pouco de água.
A réplica foi incisiva e ameaçadora. Era hora de mostrar autoridade.
- Não se intrometa, mulher, senão recolho você também.
Ela fez um muxoxo de desprezo e entrou em casa, batendo a porta com arroubo. “Jerominho” pagaria por aquela “má criação”, prometeu intimamente.
O moço foi encerrado, sem outro protesto, no cárcere, enquanto o escrivão Belarmino regularizava a queixa: invasão de domicílio e atitude suspeita.
Belarmino procurou carregar nas tintas de acusação, mas o episódio fora presenciado por muitas pessoas. Exagero acentuado ou desvio da verdade poderia suscitar contradita e até revolta. Começava a compreender que a opinião dos vizinhos favorecia o “hippie”, cuja bela e radiosa figura e tranquila gentileza fascinavam os moradores da pequena cidade sem atrativos. Belarmino, também, passara a sentir-se inconfortavelmente ridículo. Afinal, tudo girava em torno de um pouco de água fresca, em região onde ela abundava.
Deitado no catre, o prisioneiro aguardava pacientemente o desenlace do caso. Não teria tempo de alcançar a cidade próxima antes de escurecer. Seria melhor, pensou, com um sorriso, que a prisão durasse até o dia seguinte. A cama parecia satisfatória, melhor das que se habituava a usar.
A esperança desvaneceu-se quando o carcereiro, cabo Virgilio, abriu a porta da cela. Julgou que seria libertado imediatamente.
-De pé. O escrivão quer você.
Aguardava, sentado, em frente à máquina de escrever.
- Nome?
- Ronaldo.
- Ronaldo de que?
Nova pausa.
- Augusto. Ronaldo Augusto.
- Seus documentos?
- Não possuo.
Cabo Virgilio interveio, com aspereza:
- Como não tem? Ninguém vive sem documentos. Aposto que há mandado de prisão contra você. Trate de “abrir-se”, diga onde foi condenado, senão sua cara de boneca vai sofrer.
O moço olhava assustado; não sabia o que responder. O silêncio fez desencadear a violência. A bofetada potente apanhou-o desprevenido, fazendo-o perder o equilíbrio. Apoiou-se na parede para não cair, enquanto gotas de sangue surgiram nos lábios. Enxugou-as, vagarosamente, com os dedos, sem protestar, mantendo-se encostado à parede. Havia angústia, no seu olhar.
A voz do carcereiro vibrava de indignação:
- É para começar a responder direito. Pensa que somos “otários”, porque vivemos no interior?
O escrivão coçou a cabeça, desgostoso. A silenciosa passividade do prisioneiro, seu olhar triste afetavam-no.
- Calma, Virgilio.
O cabo também já não se sentia à vontade. Justificou-se:
- Ele estava pedindo. Queria levar pau. Agora vai falar.
Deu um passo em direção ao moço e, quando ele alçou o braço, defensivamente, disse, revelando aborrecimento:
- Não precisa temer. Teve o que merecia. Acabou.
O escrivão encerrou o serviço. Pensava com raiva em Aníbal. “Maldito politiqueiro”! Fazer tanto barulho por uma insignificância. Por uns goles de água.
Gostaria de liberar Ronaldo, mas a decisão caberia ao delegado, que somente iria ao posto na manhã seguinte.
Virgilio abandonara a “pose” de ferrabrás. Estava aborrecido com a própria explosão de violência. Gostaria de justificar-se e, até, possivelmente desculpar-se caso a autoridade não ficasse “desprestigiada”. Precipitara-se. Mas que fazer?
Por volta das 19 horas acercou-se da cela, sorrindo. Portava um cesto.
- Dona Geni mandou isso. É “bóia” e da melhor, feita pela empregada, cozinheira de mão cheia.
Acrescentou com um sorriso malicioso.
- Ela ficou gostando de você.
Havia macarronada, carne, salada, queijo branco, goiabada e garrafa de cerveja.
O preso indagou sorrindo:
- É muita comida, para um só. Talvez queira fazer-me companhia.
A surpresa arregalara os olhos de Virgilio. Perguntou, logo depois, com timidez:
- Não está com raiva? Sabe, é costume...
- Compreendo. Esqueça.
- Não sei se...
- Aceite. Nada de ressentimento. Detesto comer sozinho.
Jantaram vagarosamente.
O calor arrefecera. Sentado no catre, Ronaldo apreciava, através da janela gradeada o cair da tarde.
Vozes infantis e som de órgão interromperam o silêncio.
- São os meninos do coro - esclareceu Virgilio. Ensaiam para cantar na missa do Galo, amanhã.
Eram 9 da manhã quando o delegado chegou. Ao passar pela porta da sala do escrivão, observou:
- Parece que houve novidade.
- O sargento “Jerominho” deteve um cidadão...
- Qual a acusação?
- Foi “seu” Aníbal quem se queixou.
- Aquele criador de casos... Qual o crime?
- Uma história de invasão de propriedade; o rapaz entrou no jardim e tomou água.
- Água? – admirou-se o delegado.
O escrivão acenou afirmativamente.
- Então vocês fazem um inquérito, prendem, por causa de goles de água?
- Trata-se de “hippie”.
- E deixa de ser gente? Vai ver que bateram nele.
- Só uma bofetada. Cabo Virgilio ficou nervoso.
- O preso respondeu mal, rebelou-se?
- Não, mas...
- Francamente, isto é o fim do mundo. Preciso é por vocês todos na cadeia. Mande trazer o coitado.
Virgilio arriscou uma observação tímida:
- Ele é boa gente, doutor.
- E essa agora. Você bate no preso e depois o defende. É mesmo uma loucura.
- Foi engano, doutor, não sabia...
- Chega de conversa. Não quero mais ouvir insensatez.
Dirigiu-se a Ronaldo:
- Pegue suas coisas e suma. Fora da cidade. Não quero vê-lo mais por aqui.
A notícia da libertação já correra o povoado, atraindo curiosos. Logo as ruas estavam cheias.
Assim que saiu às ruas, escoltado pelo sargento “Jerominho”, Ronaldo foi aplaudido por dezenas de pessoas. Parecia que toda a cidade estava ali.
O rapaz pediu licença ao sargento para fazer uma breve visita. “Jerominho” encolheu os ombros.
Indiferente aos olhares escandalizados das senhoras conservadoras da cidade, Ronaldo dirigiu-se á casa de Geni, que, pela porta entreaberta o viu chegar. Admitiu-o logo.
- Vim agradecer o apoio e o jantar e despedir-me.
- Por que vai embora? – interrogou pesarosa.
- O delegado não me quer aqui.
- Ele não manda na cidade. Se desejar, posso dar um jeito.
- Prefiro continuar a viagem.
- Espere ao menos hoje.
- Não é possível. Virei visitá-la com mais vagar.
Olhava-o com doçura maternal.
- Conto com isso, mas não tem medo de comprometer-se?
Ele riu.
Acompanho-o à porta. O número de curiosos aumentara.
Ronaldo afastava-se sorridente, despedindo com gestos, quando Marquinhos, o terrível filho do prefeito, gritou a pergunta canalha:
- Então, Geni. Ele é bom de cama?
A meretriz fechou a porta, envergonhada. Virgilio teve vontade de arrancar a orelha do moleque e “Jerominho” encarou-o irritado. O menino sentiu a reprovação geral.
Ronaldo parecia não ter ouvido. Avançava, sem pressa, pela estrada poeirenta, de cabeça descoberta. A intensa luz solar incidia na cabeleira alourada, provocando estranho brilho.
Os habitantes, fascinados, acompanharam a marcha tranquila daquele rapaz misterioso, até ele desaparecer na curva da estrada, alguns acenando com as mãos e até com lenços brancos. O duro cabo Virgilio deixou escapar algumas lágrimas. O episódio rompera a rotina, sem horizontes, de suas vidas; proporcionara novo assunto para conversas e especulações; excitara-lhes a fantasia e o sonho. Aquele povoado, jamais seria o mesmo.
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*Edward de Souza é jornalista, escritor e radialista
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domingo, 26 de dezembro de 2010
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sábado, 25 de dezembro de 2010

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
A vida e o relógio - Mário Quintana
poeta se refere, de que o tempo está se esvaindo cada vez mais rápida e definitivamente. Teriam as Moiras, por acaso, acelerado o seu fiar? Deusas da mitologia grega, Cloto, Láquesis e Átropos, as Moiras eram três irmãs encarregadas de fiar os dias da vida, do nascimento à morte. Filhas do Destino, a elas cabia cuidar do curso da vida e da morte, de homens e deuses, bem como do quinhão de atribulações a cada um reservado. Poderosas, nem Zeus questionava-lhes as decisões. Trabalhavam juntas, mas cada uma tinha o seu próprio que fazer. Cloto, a fiandeira, tecia o fio da vida. Láquesis o puxava, enrolava e distribuía, cuidando de sua extensão e do caminho a ser percorrido. A Átropos, a implacável, cabia cortá-lo, determinando assim, o fim da existência terrena, quando esta entendia que o instante era chegado.
Certamente, trabalharam muito em 2010, ano que, mesmo antes de começar, estava fadado a escorregar apressado, como areia fina pelo gargalo estreito da antiga ampulheta. Lá se vai, ligeiro como chegou. Não se imaginava, contudo, que viesse tão nervoso, atribulado, esparramando águas, chacoalhando a terra tantas vezes, trazendo estragos, causando perdas e muitos danos, indistintamente. Um velho vulcão que se acreditava extinto, como canta uma canção romântica, voltou a botar fumaça pela boca, de modo nada romântico, provocando medo, pânico, impedindo pessoas de se locomoverem. O vazamento de uma plataforma de petróleo no Golfo do México acabou sendo estancado, não sem antes, entretanto, ter provocado estragos e prejuízos imensuráveis. Coisas de Láquesis, diria Homero.
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Como se esse furor todo não bastasse, após um desabamento, mineiros
ficaram presos a uma profundidade de 700 metros na Mina San José, no norte do Chile. O consolo, neste último caso, foi vê-los, um a um, serem resgatados do ventre da terra à luz do dia, trazendo aos corações a esperança de novos e melhores dias. A vida é tão rara, como canta Lenine, merece ser vivida e, principalmente, preservada. Porque o cordão com que sua trama é tecida, delicado e frágil como cristal, pode se romper ao menor abalo. Ao menos neste caso, teve Átropos de adiar sua intervenção.
Tremores, temores, chuvas e vulcões, circunstâncias fora de nosso controle, contudo, não impediram a marcha de nossos dias, de nossos projetos. Nossos deveres, trazidos pela vida, pelo trabalho, exigiram coragem, paciência, esperança, esforço e dedicação. Aliás, na grande maioria das vezes, sem ofensa às fiandeiras, não é o destino que importa, mas sim o nosso sonho e o tamanho de nossa vontade de concretizá-lo. O querer fazer, o querer mudar, são ambos um estado de espírito. E isto é escolha, decisão de cada um de nós.
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Em suas memórias, Shirley Temple escreveu que deixou de acreditar em
Papai Noel quando um dia, ainda criança, o Papai Noel de uma loja de departamentos lhe pediu um autógrafo. Diferentemente dela, continuo acreditando na magia do Natal e na força de um desejo, de um sonho, de uma estrela que se busca. O Natal tem essa coisa maravilhosa de despertar a criança adormecida dentro de nós, de trazer nossos sonhos de volta. E o homem é um gênio quando está sonhando, segundo Kurosawa. Brasília é prova concreta disso. Resultado do sonho grande de um grande homem, nossa capital comemorou este ano seu aniversário de 50 anos. Quando se vê, passaram-se 50 anos.
E quando se vê, já é Natal outra vez, quando se vê, já terminou o ano. Luzes e sinos iluminam, embalam a cidade. Deveres feitos e entregues aguardamos agora a colheita de frutos maduros, oxalá, também doces. Tomara que o novo ano venha sereno, trazendo a paz de dias dourados. Tomara que o Papai Noel nos devolva a criança que um dia fomos e, para o novo ano, tomara que as Moiras nos dêem uma trégua. Bem merecida. Ainda mais porque, afinal, há sempre uma esperança que brota do fundo da terra, do fundo de nós mesmos.
.Agradecemos, cordial e fraternalmente, pelo caminho que juntos percorremos em 2010 e, com muita satisfação e alegria, desejamos a todos e todas Boas Festas! Feliz Ano Novo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

nenhuma perspectiva de receber presentes e ainda acreditando que Papai Noel preferia sempre visitar os meninos mais comportados, arrumamos uma forma de ganhar algum mimo. Na rua de trás de nossa casa havia uma olaria, cujo dono, um português de vastos bigodes, reunia seus empregados e alguns garotos sem sonhos para lhes dar um presentinho na véspera de Natal. Deveria ser para aplacar sua consciência, talvez corroída pela presunção.*Oswaldo Lavrado é jornalista/radialista radicado no Grande ABC.
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domingo, 19 de dezembro de 2010
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*J. MORGADO é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, para o qual escreve crônicas, artigos, contos e matérias especiais. Contato com o jornalista? Só clicar aqui: jgarcelan@uol.com.br
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
.Com o objetivo é reduzir o risco de falsificação, nos casos em que cédulas de menor valor são "lavadas" em processos químicos e reimpressas com valor maior, a nova família das cédulas do real será lançada nesta segunda-feira, dia 13. Inicialmente, apenas as notas de R$ 50 e R$ 100 chegarão aos bancos. Para os demais valores, a previsão do BC é lançar as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 em 2011. Em 2012, será a vez das notas de R$ 2 e R$ 5.
Alguns amigos juram de pés juntos que o Ministro Guido Mantega, que assina as novas notas, vai ajudar muito os fabricantes de carteiras, em baixa nos últimos tempos. Isso porque, como cada nota terá um tamanho, serão necessários vários compartimentos numa carteira para abrigá-las. Como Franca é a Terra do couro, cidade que fabrica os melhores calçados do Brasil e tem a Francal, Feira do Calçado que é sucesso no Anhembi, em São Paulo, já entrei em sociedade com um amigo e, em breve, estaremos fabricando as melhores carteiras do Brasil. Claro, com divisões para cada tamanho de uma destas novas cédulas, começando pela de dois reais, a menor de todas elas.
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*Edward de Souza é jornalista e radialista
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
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*Oswaldo Lavrado é jornalista e radialista, radicado no Grande ABC.



