terça-feira, 20 de julho de 2010


@MIGOS!



Hoje não é um dia qualquer. É o Dia do Amigo! Dedicado àquelas pessoas que queremos bem e que fazem parte de nossa vida de maneira relevante. Pois quero dedicar meu pensamento melhor e mais caloroso aos amigos e amigas que fiz, nos últimos tempos, através da Internet. São os @amigos e @amigas virtuais. De muitos não conheço nem a aparência, já que a sua imagem não aparece nos comentários feitos em meu blog e no do Edward. Porém, de igual maneira dedico-lhes meu carinho e gratidão pelo apoio, gentileza, cordialidade e parceria com que tenho sido distinguida, nesse tempo de convivência profícua e altamente compensatória.

E o elo que nos une é a amizade, palavra linda originada do latim, amicus, amigo, que possivelmente se derivou de amare, amar. Faz sentido!

Normalmente, a amizade é um relacionamento humano que envolve conhecimento mútuo e afeição, além de lealdade que chega ao altruísmo. Por isso, exige proximidade. Mas nós, @amigos e @migas do blog, comungamos de um tipo especial de @mizade que, mesmo na distância, nos une, porque nasceu e cresceu como um sentimento de cooperação na livre e democrática discussão de idéias, objetivando o bem comum.

E por conversarmos todos os dias, fomos nos conhecendo e reconhecendo melhor...Ah! Conheço-os todos, tão bem! Conheço-os todos porque sei o que se passa em seus corações, sempre ávidos de informação, conhecimento, transformação, numa busca incessante, que nunca há de acabar...

Dessa conversa diária foi nascendo a afeição, o carinho, a necessidade cada vez maior da palavra que se traduz em arte da comunicação, cantada e louvada por todos, em uníssono. Sim, nós somos os amigos nascidos da moderna comunicação, que gerou proximidade e afeição através da máquina que encurta espaços e abre novos caminhos!

Sim, para selar nossa amizade, construímos pontes virtuais e nossas mãos, guiadas pelo desejo intenso de proximidade, produziram o milagre!

E aqui estamos nós, diariamente, trocando idéias, opiniões, concordando e discordando, rindo e chorando, brincando e falando sério – cada um partilhando e compartilhando o que tem de melhor a oferecer!

Espero, sinceramente, que a corrente construída por nossas habilidosas mãos não tenha fim e os seus elos dourados se mantenham permanentemente juntos, por força da amizade que fomos capazes de granjear e dividir.

FELIZ DIA DO AMIGO!
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*Nivia Andres é jornalista e licenciada em Letras. Suas opiniões e vivências estão em Interface Ativa!. Dê uma espiadinha em http://niviaandres.blogspot.com
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segunda-feira, 19 de julho de 2010


CADA POVO TEM O

GOVERNO QUE MERECE


Depois de um período de descanso forçado, volto a “escrevinhar” neste espaço gostoso.

Fiquei longe desta máquina por algum tempo. Por recomendação médica e sob a vigilância constante de minha esposa, o micro ficou distante dos meus dedos e de meus olhos.

Hoje, finalmente, aqui estou. Leio com sofreguidão as matérias postadas. Como sempre, escritos inteligentes e pertinentes ao que estamos vivendo atualmente.

“O Orgulho de ser Brasileiro”, da Nivia, “Juventude, Poder e Glória”, do Edward e “Os Psicopatas da Tecnologia”, do Saldanha. Os comentários que se sucederam sobre cada um desses artigos foram todos de alto nível.

De certa maneira, todos eles se referem à má educação e a falta de cultura de nosso povo. Um fato que devemos lamentar ainda por muito tempo.

As pessoas se queixam dos governos federal, estadual e municipal, mas não conseguem enxergar ou sentir que a culpa é de cada um de nós.

Como disse a Nivia, não nos lembramos em quem votamos nas últimas eleições. O povo brasileiro é completamente despolitizado e irresponsável quando se trata de atender aos interesses do próximo. Não existe o mínimo de ufanismo.

Durante a copa de futebol realizada na África, como em todas as outras, verificamos a postura de nossos jogadores quando da execução dos hinos nacionais. Alguns fingem cantar e outros deixam a desejar quanto à maneira de se comportar.

Parem durante alguns instantes em uma rua qualquer de nossas grandes, médias e pequenas cidades e verifiquem “in loco” que o desrespeito às leis e regulamentos que protegem o cidadão são comuns a todo instante.

Em minha cidade (Mongaguá), há uma excelente ciclovia. Muitos ciclistas fazem questão de transitar fora dela e ainda o fazem com um olhar de desafio. Se qualquer cidadão chamar a atenção do faltoso certamente estará correndo o risco de ser agredido!

Pessoas dirigindo falando ao celular, com crianças no banco da frente quando não no colo do pai ou da mãe.

Os limites de velocidades são desrespeitados e são muitos os acidentes horríveis que acontecem, todos os dias, em nossas estradas.

Estacionamento em guias rebaixadas e sobre as calçadas...

A população brasileira não conseguiria suportar a uma “tolerância zero” aplicada em algumas cidades norte-americanas.

Mas, a indiferença é muito maior quando se trata de procurar e pesquisar sobre candidatos aos cargos eletivos deste país. Há muito corporativismo quando, na verdade, o interesse maior deveria ser o bem estar geral.

Votamos em corruptos (políticos venais) por desconhecer o passado deles ou simplesmente por interesses escusos e egoísticos (lembram daquele deputado que ganhou na Mega Sena mais de 200 vezes? Os Sarneys da vida?)

A mídia implacável despeja um monte de asneiras todos os dias. E o povo, por falta de visão cultural, deixa-se levar, ignorando que se transformaram ou se transformam em mera mercadoria.

“A mediocridade é um fato consumado na sociedade onde o ar é depravado” (trecho da música “Caixinha, Obrigado!" - Juca Chaves).

Nas matérias de meus amigos mencionadas no início deste artigo verifica-se que a luxúria, a ignorância, o consumismo exacerbado, a inveja entre outros defeitos morais, são a causa de todos os nossos males. Como mudar isso?

Com a resposta, os leitores deste já consagrado blog.

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*J. Morgado é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, para o qual escreve crônicas, artigos, contos e matérias especiais. Contato com o jornalista: jgarcelan@uol.com.br
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quinta-feira, 15 de julho de 2010


A LUZIA "BALAIO"


No início da década de 60 veio o primeiro bispo para minha cidade; "bisco", como dizia minha avó Vitta. A mudança imediata que pudemos notar foi marcante: fecharam o inferninho, zona de meretrício situada no final do Morro da Canjica. Meu avô, italiano da Calábria, era proprietário de algumas casas por aquelas bandas e costumava dizer que as "meninas" eram as melhores inquilinas do mundo.

A casa maior era ocupada pela Luzia "balaio" que tinha três profissões: fazia balaios de vime, cuidava de um boteco montado no cômodo da frente de sua casa e durante a noite, era aquele "mucu-mucu, vucu-vucu". Tanto trabalho resultou numa pneumonia dupla que, mal curada, levou a coitada à morte. Como não tinha parentes, foi velada ali mesmo, na mesa da "sala/boteco" cuidadosamente enfeitada pelas colegas com flores, velas e cortinas pretas.

Lá pelas tantas, foram surgindo também os fregueses e como era sábado, o afluxo foi grande. Começaram, a princípio, lamentando a morte da Luzia, elogiando seus dotes e esforços de sobrevivência nesse mundo cão. Passagens picantes de sua vida foram contadas por alguns dos clientes, enquanto as amigas iam servindo a mortadela, salames, queijos e bebidas, dispostos nas prateleiras. A alegria começou sorrateira e muito tímida a princípio; aos poucos foi transformando-se em estrepitosas gargalhadas, motivadas pelas doses de cinzano, anizete, "rabo-de-galo", "fogo-do-norte", paisano e cachaça. Alguém teve a idéia de ligar o rádio e, pela madrugada, o bailão estava formado.

Para abrir mais espaço, encostaram as mesinhas que apoiavam o caixão num canto e depois, como estava atrapalhando, puseram o esquife, com defunta e tudo, em pé, encostado a uma janela, deixando, porém, as velas acesas, em sinal de respeito. Caixão de pobre, naquele tempo, era feito com lâminas de pinho e recapeado com um tecido roxo, bem fino (mesmo tecido da mortalha).

Não demorou muito até que sobre o caixão uma das velas tombou, transferindo suas chamas para o pinho, daí para a mortalha, alastrando-se pelas cortinas e, em breves minutos, a casa toda estava em chamas.

Não morreu ninguém pois a única incendiada já estava morta e penso eu, que a Luzia "balaio" foi a primeira e única defunta cremada em minha cidade.

Bem, depois dessa história fica difícil encaixar alguma receita, mas, já que falei em meus avós, vou ensinar uma receita de uns docinhos simples que minha "Vó Vitta" trouxe de Bari há mais de cem anos atrás e que estavam sempre à nossa disposição nos potes de vidro, mergulhados no mel, denominados de

STRUFOLLI OU PINGOS DE MEL DA VÓ VITTA: 1 Kg de farinha de trigo; 1 copo de óleo; 5 ovos; 1 xícara (chá) de açúcar; 1 cálice de vinho tinto seco; 1 pitada de sal; 1 colher (sobremesa) de pó royal e 1 litro de mel.

Modo de Fazer: misturar todos os ingredientes (menos o mel). Sovar bastante a massa, enrolar em tiras e cortar (como nhoques). Fritar em óleo quente e deixar escorrer. Passar os "struffolis" pelo mel quente, colocando-os em uma vasilha de vidro ou louça. Espalhe o restante do mel por cima.

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*João Batista Gregório, 58, paulista de São João da Boa Vista, é cronista de mão cheia. Publicou, em 2009, suas crônicas reunidas em Crenças e Desavenças e já prepara um novo livro, a ser lançado em breve. Para conhecer a sua produção, acesse o blog do JB, cheio de histórias divertidas, onde cada crônica pitoresca acaba com uma receita culinária especial, testada e aprovada! Clique no endereço abaixo e delicie-se! http://contoscurtosgrandesreceitas.blogspot.com/
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quarta-feira, 14 de julho de 2010



O meu casamento com a Eva praticamente acabou em 1977. Nessa época eu continuava na Prefeitura, morava na casa dos pais da Ilca, em um pequeno quarto nos fundos. Ela dormia num pequeno quarto e eu em outro, paralelo. Antes de dormir, dávamos um jeito de nos amar com mais intimidade, mesmo temendo o olhar vigilante de sua mãe Matilde. Para uma tristeza muito grande da Ilca, dona Matilde morreu jovem, antes de completar 50 anos, em decorrência de um enfisema pulmonar provocado por um violento e prolongado ataque de asma.

Era quase o final de 1977 e, dias depois, a Eva veio me encontrar na casa dos meus pais. Lembro-me que a levei até a padaria próxima e conversamos e, ela, lamentou a morte da mãe da Ilca. Depois, semanas passadas, uma advogada me ligou dizendo ser procuradora da Eva e me convocava para um encontro de conciliação no Fórum local. Não compareci nem em seu escritório e muito menos no Fórum e até hoje não sei o por quê. Só sei que, naquela época, só existia o desquite e eu almejava o divórcio.

Em março de 1978, a Eva me procurou em um escritório de um conhecido meu no centro de Santo André. Estava só em uma sala com ela e lembro-me de que esse foi o último beijo apaixonado que trocamos. Não demorou muito, em uma padaria próxima da casa de seus tios, nos encontramos de novo. Ela, nervosa, queria saber quais os motivos de meu não comparecimento no escritório da advogada. Não sei também o que respondi. Lembro-me apenas de sua repulsa ao me ouvir que gostaria de ver o Marcelo, nem que fosse pela última vez. Ela, simplesmente me alertou para não ir, alegando que os seus parentes estavam enraivecidos comigo.

Sua ira teve explicação anos depois. É que o seu pai, já envelhecido e doente, manifestou o desejo de fazer um testamento, deixando-lhe um imóvel em Peruíbe, no litoral sul paulista, e parte da casa onde morava os seus pais, a ser dividida entre ela e os seus irmãos. Mas ele fazia uma exigência: que a Eva se separasse oficialmente de mim, porque ele acreditava em meu interesse pela herança de sua filha. Ambição que jamais tive e sequer demonstrei. Mas, havia ainda outro motivo: ela estava sendo seduzida por um policial militar que prestava serviços de segurança em uma pequena fábrica de propriedade de seus tios. Este foi o nosso último encontro e, ao se despedir, ela me pediu para nunca escrever ou telefonar. Eu prometi e cumpri com a minha palavra.

Antes desse último encontro com a Eva, o jornalista Fausto Polesi, diretor do Diário do Grande ABC, me autorizou a elaborar duas grandes reportagens. Uma sobre a reconstituição da rebelião carcerária ocorrida na Ilha Anchieta, litoral norte paulista, em 1952, e, a outra, abordando o drama das famílias indígenas que habitavam a periferia das grandes cidades. Para o litoral fui de ônibus, acompanhado do fotógrafo João Colovatti. Chegamos e ficamos na Pensão do Maestro, uma das mais antigas hospedagens da localidade. Fica perto da praia onde o padre Anchieta escreveu na areia a sua Prece à Virgem e, também, do pequeno porto de onde partem os pescadores locais com suas barcaças. Essa pensão, na verdade, é uma casa térrea, pintada de azul e branco, com dezenas de quartos, com banheiros coletivos, cozinha e um pequeno refeitório. A entrada e a saída só por um corredor, sempre vigiado, dia e noite, as vinte e quatro horas, para que hóspedes não saíssem, principalmente de madrugada, sem pagar.

Eu já era um antigo conhecido do proprietário. Há quase dez anos frequentava a pensão e, cada vez, com uma jovem diferente – inclusive a Eva e a Ilca conheceram essa hospedagem, simples, mas confortável e sem exploração dos turistas. Logo mantivemos contato com um barqueiro que, por sinal, estivera como policial militar na ilha e sabia do levante. Atualmente, quem vivia na ilha, cuidando das ruínas do presídio, era o seu filho mais velho. Partimos na manhã seguinte e, para não deixar de ser, fomos acompanhados de duas jovens, que conhecemos na hospedagem. Elas se encontravam de passeio e como dispunham de pouco dinheiro, aceitaram o convite para conhecer a ilha, já que o barco tinha capacidade para mais de seis pessoas. O Colovatti usou mais de dois filmes tirando fotos das ruínas e de certos aspectos da ilha e eu anotei o que considerei necessário, inclusive as frases deixadas por presidiários que, anos mais tarde, confundiam-se com as de turistas . Regressamos a Ubatuba e as jovens decidiram permanecer na ilha, com a promessa de seriam resgatadas no dia seguinte.

Essa reportagem ganhou página dupla do Diário do Grande ABC, sob o título: A maior rebelião carcerária do mundo, em que escrevi utilizando estilo literário-jornalístico e narrando desde o início até o desenlace do levante, que deixou dezenas de mortos, entre policiais e fugitivos. A outra reportagem, que não chegou a ser publicada, tratava do drama dos índios que habitavam os arredores das grandes cidades. Para elaborar essa reportagem, visitei aldeias nas serras de Ubatuba e de Barra do Uma, em São Sebastião, ambas no litoral norte paulista, e em Peruíbe, no litoral sul e, ainda, em Parelheiros, às margens da represa do Guarapiranga.

A reportagem mostrava os problemas que esses índios enfrentavam, as doenças, a falta de comida e a perda dos hábitos, dos costumes e da cultura de seus ancestrais. Essa situação, aliás, foi prevista pelos sertanistas Cláudio e Orlando Villas Boas, em seu último documento, elaborado após a Universidade Federal de Mato Grosso lhes conferir o título de doutor “honoris causa”, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados em favor do índio. Para eles, a solução para o problema seria a criação de amplas reservas e parque, nos quais o índio receberia diretamente da Fundação Nacional do Índio, além de assistência médica, os utensílios, implementos e outros objetos indispensáveis.

Eles afirmavam: com tais medidas poder-se-ia evitar que o índio, abandonando sua área, continuasse a frequentar núcleos civilizados, margens de rodovias, sedes de fazendas, aglomerados de garimpeiros, à procura das utilidades que o seduzem e onde, em troca do que obtém, seja vítima de todos os vícios, de tudo enfim que poderíamos classificar de fatores de desintegração, processo que, dada as condições dos citados núcleos, começa, invariavelmente, pela dissolução da família.

Continuavam: dessa forma, atraídos pelos civilizados, os índios são, muitas vezes, persuadidos a abandonar suas aldeias para residir nas fazendas, onde sempre e automaticamente perdem sua autonomia, os estímulos e as oportunidades para suas recreações, bem como a plena disponibilidade do tempo para a obtenção dos tradicionais e fartos recursos de sua subsistência. E isto, só não aconteceu, como piorou.
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Na próxima quarta-feira, o décimo quarto capítulo de Memória Terminal, do jornalista José Marqueiz, Prêmio Esso Nacional de Jornalismo, falecido em 29/11/2008. O Prêmio Esso de Jornalismo é o mais tradicional, mais conceituado e o pioneiro dos prêmios destinados a estimular e difundir a prática da boa reportagem, instituído em meados da década de 50. (Edward de Souza/ Nivia Andres)
Arte: Cris Fonseca.
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terça-feira, 13 de julho de 2010


OS PSICOPATAS DA TECNOLOGIA


O uso crescente de equipamentos eletrônicos – celulares,
câmeras fotográficas,
filmadoras, etc. – infelizmente, não está sendo acompanhado de manuais de boa educação


O Brasil está se transformando num segundo Japão, onde todo mundo da classe média pode comprar câmeras fotográficas e filmadoras, além dos celulares que também fotografam e filmam. Isso tem seu lado bom, nada contra. Há aspectos de glamour e curtição, alegria do consumo para quem precisa disso para se sentir feliz, democratização do acesso à tecnologia, ampla difusão e documentação dos tempos que hoje vivemos e que será de extrema utilidade e valor na pesquisa histórica do futuro. Tem, inclusive, ajudado a polícia a desvendar crimes. A crescente proliferação dessas engenhocas mistura profissionais de imagens com uma nova legião de amadores e curiosos, que se tornam fornecedores cotidianos para todo tipo de mídia, principalmente redes sociais, portais, blogs e também a TV aberta, que estimula a produção de flagrantes sensacionais.

O único e grave problema é que essa nova onda de consumo e tecnologia sofisticada, infelizmente, não vem acompanhada de um manual de ética e boa-educação. Para começar, existem os casos de pura inexperiência, sem maldade, mas que incomodam muito. Exemplo explícito foi o comportamento da fotógrafa oficial contratada por um evento de dança, recentemente. Postava-se de forma totalmente inadequada na frente do palco durante as apresentações. E o pior: ali mesmo, atrapalhando a visão do público e o trabalho dos demais profissionais de imagens, subia em cadeiras, pasmem, para fazer suas fotos. Mais inexperientes ainda do que a moça, os organizadores permitiram esse absurdo.

As pessoas precisam aprender que um palco, durante um evento, transforma-se num local sagrado. E que o público pagante, ou não pagante, merece o máximo respeito. É inaceitável que fotógrafos e cinegrafistas, incluindo os oficiais de qualquer evento, se achem no direito de ficar circulando e, com isso, prejudicando o espetáculo e a visão das pessoas. Jorna
listas de carreira e experientes na área de artes e espetáculos, jamais fazem isso. Eles se fixam num determinado local e dali fazem seu trabalho, sem importunar ninguém. Cinegrafistas também inexperientes, ou arrogantes mesmo, ficam circulando como se estivessem num estúdio de TV. Sem perceber, além de atrapalhar e irritar o público, eles acabam prejudicando a concentração dos próprios artistas. Além de irritar e atrapalhar também seus colegas, os fotógrafos, aqueles que buscaram um posto fixo. Muitas vezes perde-se um bom momento para uma foto porque o dito-cujo está lá na frente, com sua câmera ao ombro, como se fosse parte do elenco. Alguns, com a petulância de achar que um equipamento profissional e um crachá lhes dá direito a tudo, e erradamente autorizados pelos organizadores, cometem verdadeiros abusos. Já vi cinegrafista invadir o espaço da coreografia, se enfiando entre os dançarinos. Pena que alguém não lhe deu um belo chute no traseiro. O público teria adorado. Se é para avacalhar, por que não?

Todos os dias surgem novos sites/blogs de dança na Internet, aumentando o número de documentaristas. Nada contra, muito pelo contrário: o jornal Dance também é disponível on line, sempre deu apoio e colaboração a tudo que divulgue a dança, contando com vários e ótimos parceiros nesse campo de atividade. Só, por favor, não copiem o título deste jornal, que chegou muito antes, há 16 anos, quando sequer existia Internet. Sejamos todos originais e criativos!

O problema é que essa verdadeira proliferação de máquinas fotográficas e filmadoras, de profissionais, semi-profissionais e amadores, passou a invadir todos os recintos e a maioria das pessoas não se educou para isso. Erguem suas filmadoras no meio da platéia, na maior cara de pau, e estão se lixando para quem sentou atrás. É mais uma demonstração da falta de educação que assola nosso país. Fruto, convém salientar, do individualismo exacerbado, que leva as pessoas a só enxergar sua própria face no espelho. Elas se acham no direito a tudo, os demais que se danem. Experimente reclamar desses grosseiros. Eles se enchem de razão e não raro partem até para a ignorância, como se o errado fosse aquele que pede educação. Nos workshops de dança é muito comum o professor pedir que não filmem durante a aula. No final, na maioria dos casos, eles dançam para essa finalidade. Pois bem, sempre tem um surdo que puxa a máquina da bolsa e manda ver. Ai o professor fica irritado, se desconcentra, tem que repreender o mal-educado, em prejuízo de todo o grupo, porque isso quebra a dinâmica da aula.

Quem já não viu alguém, no escuro do cinema, ligando aquela luz irritante do celular para conferir seus recados? Será que o infeliz não pode passar uma hora longe dessa tralha? Que diabo de doença neurótica e que carência é essa, que está gerando o que chamo de psicopatas da tecnologia? O que me espanta é que ninguém reclama. Imagine: você pagou um ingresso, em determinado espetáculo, é caro, e o engraçadinho da frente impede sua visão porque deseja filmar. Muitos desafiam o regulamento do próprio teatro. Antes do espetáculo é avisado pelo som que é proibido fotografar e filmar, exceto para pessoas devidamente autorizadas. Mal escurece a platéia e um mar de luzinhas se esparrama por todos os lados. Esses teatros, na minha opinião, são desmoralizados. Isso é caso de ação da segurança da casa. Mas eles nada fazem, com medo de perder a grana dos ingressos. Não querem encrenca, temendo desagradar sua clientela de baixo padrão cultural e educação zero.

Um dos prazeres de fazer este jornal é saber que ele é parte ativa e influente de uma comunidade saudável e espetacular, aglutinada na dança de salão. Espetacular, contudo, não significa perfeita. Ainda temos problemas muito sérios, que precisamos reconhecer e combater, em questões básicas de educação e comportamento em ambientes coletivos. Há pessoas em nosso meio, infelizmente, que sequer sabem usar um banheiro. Não acionam descarga, deixam papel no chão, não lavam as mãos e depois vão dançar, entre outras atitudes feias. Não são poucas, e estão presentes em todos os segmentos, como o tango, salsa, zouk, samba, forró, etc. Algumas, de suposto nível social elevado e acima de qualquer suspeita, são as mais porcas. Não bastasse isso, agora começa a crescer essa legião despreparada, em termos de educação, para o uso da tecnologia. Aí você vai somando tudo e percebe que a situação é desanimadora. Há os que se salvam, ainda bem, espero que você esteja entre eles. Estes fazem a diferença, e que diferença!

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*Milton Saldanha é jornalista, escritor e tangueiro. Editor do Jornal Dance, especializado na divulgação da dança de salão. Acesse http://www.jornaldance.com.br/
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A HISTÓRIA MACABRA DE BRUNO - TRISTE FIM DE CARREIRA DE UM GRANDE GOLEIRO

DOMINGO, 11 DE JULHO DE 2010
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JUVENTUDE, PODER E GLÓRIA
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Ficar rico e famoso do dia para noite, nem sempre é um fator positivo na vida da maioria das pessoas. O caso do goleiro Bruno, do Flamengo, acusado de ter assassinado e ocultado o corpo de uma de suas namoradas, é bem emblemático dessa nova geração de jogadores que fazem fortuna jovem demais e depois não conseguem administrar o apelo que a fama e o dinheiro trazem juntos. Sem família, sem teto, Bruno conquistou seu espaço e pensou ser grande e intocável. Diante da insistência de uma doidivana, lançou-se no abismo ao tentar resolver um problema da forma mais cruel possível. Acusado de mandar matar a ex-amante, Eliza Samudio, encerra precocemente sua carreira no futebol que tinha tudo para ser brilhante. Expressa o mundo de violência em que viveu na infância, com o abandono da família.

Nem mesmo o mestre dos filmes de terror de Hollywood, John Carpenter, poderia conceber um roteiro como o vivido pelo goleiro Bruno. A cada minuto, novas informações tornam a história ainda mais macabra: a mulher foi estrangulada, esquartejada e seus restos entregues ao apetite de rottweillers. E o goleiro foi comemorar, em volta de sua piscina, tomando cerveja. Um microfone aberto captou, numa delegacia de polícia, o único lamento do jogador, certamente um descerebrado: “Acho que estou fora da Copa de 2014”…
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Bruno é um típico “joão ninguém" que, jogando futebol, conseguiu um lugar ao sol. Nelson Rodrigues, em sua crônica “Freud no Futebol”, diz que “de fato, o futebol brasileiro tem tudo, menos o seu psicanalista. Cuida-se da integridade das canelas, mas ninguém se lembra de preservar a saúde interior, o delicadíssimo equilíbrio emocional do jogador”.
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É triste a origem da jovem, Eliza Silva Samudio, nascida em Foz do Iguaçu. Seu pai está condenado a mais de oito anos de prisão por crime de estupro praticado contra outra filha, então com 10 anos de idade. Desse ambiente horrível ela partiu para uma vida de aventuras junto ao mundo futebolístico, onde a rotina de orgias sexuais era predominante. Nesse convívio de baixo padrão, com bebidas e possivelmente drogas, Eliza ultrapassou todos os limites. Inconsequente, engravidou de um homem casado que não tinha por ela o menor apreço. Responsabilidade, sensatez e respeito ao próximo são virtudes que faltaram a esses jovens marcados pelo destino. Quando olhamos para o passado e vemos craques como Nilton Santos, Garrincha e Didi, que tiveram suas carreiras cobertas de glória, mas limpas de escândalos e parcas de dinheiro, podemos aquilatar quanto o futebol evoluiu materialmente, o que infelizmente não foi verificado na vida particular dos atletas.
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Não é só Bruno que frequenta as manchetes policiais. Adriano foi notícia por ter amarrado a namorada numa árvore num baile funk, pelos constantes atritos com sua companheira e ainda suspeito de ligação com bando que derrubou um helicóptero da polícia, no Rio. Vagner Love deixou-se fotografar com a fina flor do tráfico no Rio, ligações ao menos perigosas para quem tem uma vida pública. Ronaldo, o ex-fenômeno, envolveu-se num “imbróglio” com um grupo de travestis que terminou com a declaração deslavada do craque que afirmou ter confundido os transexuais com mulheres. Esse caso envolvendo o goleiro Bruno é didático para mostrar o quão omisso são os dirigentes dos clubes de futebol com os seus atletas. Os times não os educam e nem os preparam para enfrentar uma nova posição social - da pobreza à fortuna. Instruir é um papel elementar, mas as agremiações falham nesse campo. De nada adianta tirá-los das favelas, mas não elevá-los ao patamar de cidadãos.
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O jogador de futebol, em sua maioria, não é preparado para lidar com derrotas, lesões, pressões da torcida, cobranças da comissão técnica, transferências para outros países que implicam em distância da família e adaptação aos costumes estrangeiros, bem como ao clima e ao novo idioma. Não está nem pronto para a fama que traz consigo “amigos da onça”, empresários gananciosos e as “Marias- chuteira” da vida. Também é presa fácil das armadilhas da imprensa que, em um momento, estende o tapete vermelho para indivíduos despreparados, transformando-os em heróis e, logo em seguida, puxa-o, levando-os ao chão.
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Com as atrocidades do caso do goleiro Bruno e seus comparsas a causar perplexidade em toda uma nação, que aprendeu a atribuir a talentosos jogadores uma aura de semideuses, é cada vez mais chocante a banalidade em relação às mortes de mulheres no Brasil. Estatísticas nacionais dão conta de que, por dia, nada menos que dez são executadas e engrossam uma triste estatística no país onde a Lei Maria da Penha ainda não vem sendo levada exatamente a sério por uma sociedade machista e marcada por uma cultura de impunidade.
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Há algo de errado no mundo, porque existe algo de errado em nós. A sociedade apenas é o reflexo de nossos melhores sonhos e piores pesadelos. Estamos deixando de investir nos seres humanos e em suas emoções e complexidade. Se não mudarmos, cada vez mais o mundo transformar-se-á em um lugar insuportável de se viver. A transformação começa dentro de casa. Vamos criar seres humanos mais carinhosos e solidários, que saibam distinguir o certo do errado, que suportem frustrações, que aceitem regras e limites, que respeitem as diferenças, que não confundam posicionamento com agressividade, que deem mais valor às pessoas do que ao dinheiro e ao “status”. Só assim teremos alguma chance de uma vida melhor.
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Dinheiro, juventude, poder e glória formam uma poderosa combinação, potencialmente perigosa aqui no Brasil, pois envolve meninos vindos da pobreza, carentes de tudo, inclusive de uma formação. Ao se verem idolatrados e paparicados pela mídia, pela sociedade e pelas meninas de bem, perdem a cabeça e acabam como Bruno, pintados um tanto fortemente como um monstro na capa da maior revista semanal do país. Decididamente um gol contra, seja ele inocente ou culpado.
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*EDWARD DE SOUZA É JORNALISTA E RADIALISTA
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ESPANHA VENCE A HOLANDA NA PRORROGAÇÃO E GANHA O SEU PRIMEIRO TÍTULO MUNDIAL.
FINAL DA COPA DO MUNDO NA ÁFRICA DO SUL: ESPANHA 1 X HOLANDA 0.
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sábado, 10 de julho de 2010

SEXTA-FEIRA, 09 DE JULHO DE 2010
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EPÍSTOLAS PAULIANAS
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TROCANDO EM MIÚDOS COM

WANDERLEY DOS SANTOS


Diadema, minha amada cidade, 9 de julho de 2010.

Caríssimo amigo Wanderley dos Santos!

Mais uma vez suponho chegar à sua presença, porque no dia em curso acordei com a sensação que sonhei com você, contudo não consigo lembrar o teor deste certamente auspicioso sonho!

A seguir, fiquei melancólico e com o desejo intenso de revê-lo, radiante e garboso!!! Como jamais meu desejo tornar-se-á um fato, porque seus despojos mortais jazem no Sepulcrário da cidade de Tapiratiba-SP, terra de alguns dos seus ascendentes, resolvi atenuar a dolorida saudade, escrevendo esta epístola, para tornar factível minha fantasia, mantendo um colóquio palpitante com tão diletíssimo amigo!!!

É evidente que nesta alegoria você está vigoroso eternamente, na Ala Olimpiana, reservada aos historiadores e pesquisadores pertinazes e, certamente, dará aquele sorriso discreto e inconfundível, ao ler o que este seu desolado e fiel amigo lhe escreveu...

Será que, finalmente, você descobriu o local exato da Vila de Santo André da Borda do Campo, que aquele súdito do reino distante além-mar, o malcheiroso e promíscuo João Ramalho fundou no distante dia 8 de abril de1553?!...

Você acredita que aqui já estamos no ano de 2010?!... Por Dionísio, já transcorreram 14 anos, desde aquele fatídico dia da sua partida...
Pois é, dileto amigo, estamos nos estertores de mais uma Copa do Mundo de Futebol, a primeira realizada em terras africanas, no solo do honorável Nelson Mandela, em que a Seleção Brasileira, mesmo com a torcida de mais de 190 milhões de patrícios, apeou precocemente da disputa, já que o ex-técnico Dunga (alijado do cargo assim que tocou o solo tupiniquim) e seus comandados não foram capazes de suportar a dureza da peleja!!! Embora pareça inverossímil, o título será disputado entre duas seleções europeias – Espanha e Holanda, habilitadas, ambas, a levantarem o troféu, por méritos sobrantes, segundo dizem os especialistas!

Sabe, Wanderley, apesar de me considerar um alienígena, nestas ocasiões, porque não entendo absolutamente nada de futebol, nunca me esqueço da Copa do Mundo de 1970 porque, como você sabe, nossa amada Pátria, que ainda tem palmeiras e sabiás, recebeu o título de tricampeã mundial de futebol!!! Enquanto quase todos vibravam intensamente de júbilo pela conquista do disputadíssimo título, o Regime Ditatorial estava mais vigoroso do que nunca, por conta do Ato Institucional nº 5, imposto dois anos antes...

Nosso modo de vida, neste período, onde a censura imperava, altiva e insolente, não sofreu sequelas irreversíveis porque nos mantivemos neutros, tendo em vista que a nossa maior ousadia, quando nos tornamos eleitores, foi votar no então MDB, lembra?!...(Ché, será que você também votou no Orestes Quércia [sic]?!...)

Lembra daqueles adesivos nas máquinas rodantes “BRASIL, AME-O OU DEIXE-O”? Você não vai acreditar o que contar-lhe-ei a seguir...

Sabe quem é candidata a Timoneira Mor, do Poder Executivo, no Âmbito Federal?!... Quer saber. mesmo?!... Então, vou lhe contar: É uma daquelas subversivas e terroristas, que tinham ficha no DEOPS [sic]... Credo, Wanderley, tenho certeza que você ficou lívido ao saber deste infausto acontecimento... Acho melhor mudarmos de assunto para não ficarmos exasperados...

Você acredita que ainda está entre nós aquele prefeito paulistano biônico do qual não ouso pronunciar o nome, isto mesmo, aquele que doou máquinas rodantes, com pecúnia do erário público para os jogadores tricampeões da Copa do Mundo de 1970?!...

Depois desta época a riqueza dele aumentou mais ainda, por conta também de desvio de dinheiro público... Infelizmente, até hoje, ele se livrou das imparciais mãos da deusa da Justiça e da Sabedoria porque tem a assessoria de causídicos ardilosos que protelam indefinidamente a decisão final da aludida deusa com subterfúgios legais que você deve imaginar... Vamos deixar de lado este pernicioso assecla de Pinóquio, porque se não aqui, lá nas profundezas ele vai encontrar-se com o seu justiceiro...

Se não me engano, você trabalhava no Arquivo da Cúria Metropolitana que, naquele tempo da Copa do Mundo, ficava ali, na Praça da Sé, mas quando o conheci, em meados da década de 80, o Arquivo da Cúria Metropolitana estava instalado na Avenida Nazareth, no histórico bairro do Ipiranga.

Devo ao meu tataravô paterno, o cavaleiro que ainda continua misterioso, o início da nossa amizade, porque o deixei atarantado e empoeirado, em busca de indícios do nome dele, nos livros seculares da Cúria, lembra?!... Ainda não desisti da busca... Ele me paga a hora em que eu chegar aí porque, além de desafiá-lo para um duelo, dir-lhe-ei uma série de impropérios impublicáveis!!!!!...

Para encerrar esta breve epístola, avivarei a sua memória com o Hino da Copa do Mundo de 1970 que, a seguir, transcrevo:

Pra Frente, Brasil!
Composição: Miguel Gustavo

Noventa milhões em ação
Pra frente, Brasil
Do meu coração
Todos juntos, vamos
Pra frente, Brasil
Salve a Seleção!
De repente, é aquela corrente pra frente
Parece que todo o Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção
Tudo é um só coração!
Todos juntos, vamos
Pra frente Brasil, Brasil
Salve a Seleção!

Enquanto isto nos porões da ditadura...

Bem, meu diletíssimo amigo Wanderley dos Santos, após estas breves linhas, a dor da saudade ficou tolerável...

Encerro esta missiva como você costumava terminar aquelas que me enviava (tenho-as muito bem guardadas!!!!!...): “Vou ficando por aqui, enviando-lhe forte abraço”.

Agora, à minha moda: Calorosíssimo e afetuosíssimo abraço!!!

Saudações saudosas e memoralistas!

Até breve...

João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

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*João Paulo de Oliveira, 57, pertence a uma das mais antigas famílias do Grande ABC, com raízes na Freguesia de São Bernardo. Andreense de nascimento, é professor e leciona na Escola Municipal Anita Catarina Malfatti, em Diadema, na Região do ABC Paulista. Ocupa também o cargo de Coordenador Pedagógico na EMEF Dr. Habib Carlos Kyrillos, na Prefeitura de São Paulo. Além de Pedagogo é Mestre em Educação. Especializa-se no estudo da árvore genealógica familiar. Nas horas de lazer, em sua bela mansão no litoral, busca refúgio nas belas praias do Guarujá. Amigo e colaborador do blog, João Paulo escreve, mais uma vez, uma crônica inédita neste espaço. Visite seu blog, Celulóide Secreto, Outro Viés em http://joaopauloinquiridor.blogspot.com Contatos com o articulista pelo e-mail joaopauloinquiridor@ig.com.br
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DISPUTA PELO TERCEIRO LUGAR NA COPA DO MUNDO DA ÁFRICA DO SUL: URUGUAI 2 X ALEMANHA 3. ALEMANHA TERCEIRA COLOCADA.
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