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O assunto do momento é a Copa do Mundo da África do Sul. E não há como deixar de escrever neste blog sobre o maior evento futebolístico do mundo, cuja festa de inauguração é hoje, na África do Sul quando a bola vai rolar, com o país anfitrião estreando contra o México. As duas maiores atrações deste jogo não vão estar no gramado. Infelizmente, Nelson Rolihlahla
Mandela, um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999, principal representante do movimento antiapartheid e considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, não poderá estar presente para torcer pela África do Sul contra o México porque um acidente de trânsito tirou a vida de sua bisneta, ontem à noite. Mas, no banco da seleção da África, estará a outra atração, o brasileiro Parreira, técnico campeão do mundo pelo Brasil, com a difícil missão de realizar um bom campeonato à frente deste selecionado africano.
O grande problema de nossa seleção canarinho não é a falta de craques, o peso de Kaká, a ausência dos Ronaldos e dos “moleques” do Santos nem a deselegância discreta de Dunga. Nosso maior problema até agora, pasmem, é a bola que a Fifa adotou para a Copa do Mundo da África e que os jogadores verde-amarelo classificam desde ”sobrenatural” a bola de supermercado” . A “redondinha”, chamada Jabulani, que no idioma do povo sul-africano zulu, significa “celebrar”, vem sendo o foco de todas as fofocas e aborrecimentos da seleção brasileira.
Julio César, titular do gol brasileiro só faltou botar fogo na coitada depois de denegrir sua imagem, chamando-a de “jaburu” - na linguagem popular, jaburu é sinônimo de mulher feia.
Kaká, parece-me, deu um jeito, até porque joga no time da Jabulani e não ficaria bem para ele fazer parte desta polêmica. Beijou a bola e colocou uma pedra sobre o assunto, mesmo contrariando alguns companheiros, críticos ferozes da “redondinha” fabricada pela empresa alemã.
A Espanha, atual campeã da Eurocopa, é uma seleção muito perigosa, que joga um futebol rápido e envolvente. O time de Vicente Del Bosque é um dos favoritos para ganhar a Copa. Nas casas de apostas da Europa, a Espanha também é a favorita para ganhar o título, com média de 5,4 euros para cada euro apostado, seguida por Brasil (6,2), Inglaterra (7,8), Argentina (8,8), Holanda (13), Alemanha (15), Itália (15,5), França (21), Portugal (32) e Costa do Marfim (38). Ou seja, pelo levantamento feito, poderia se dizer que Espanha, Brasil, Inglaterra e Argentina seriam as 4 seleções finalistas da Copa do Mundo de 2010. Isso quer dizer que dessas 4 seleções, 2 delas estariam disputando o 3º e o 4º lugares no sábado dia 10 de julho. As outras 2 decidiriam o título no domingo, no dia 11 de julho, em Johanesburgo, às 15h30 (horário de Brasília). Mas não podemos nos esquecer da Itália e da Alemanha, que ninguém leva em conta, mas que jogaram muitas finais e chegam sempre entre as quatro primeiras. Depois, temos também a Holanda, com ótimos valores individuais, e ainda pode haver uma surpresa africana, tudo é possível, com a experiência em copas de seu treinador, o brasileiro Parreira.
Enfim, a sorte está lançada, a Copa da África do Sul vai começar. Acendam a fogueira, segurem o rojão da tremedeira, preparem um suco de maracujá para aliviar o pipocar do coração. Ver para crer sem fazer vista grossa ou acender uma vela a Deus e outra ao diabo para esconjurar Coreia do Norte, Portugal, Argentina, Espanha, França, Itália, México, Alemanha, África do Sul, todos os adversários que podem levar a taça. Que venha o touro, vamos dançar o tango e torcer pelo Brasil! A você, JB "Barrios", nosso carinho e desejo de muita saúde, harmonia, sucesso e felicidades, sempre!
Conheci Celina, minha primeira namorada, numa quermesse (festa de Igreja) de Santo Antônio. Tínhamos uns 15 anos, só que ela aparentava mais, pois era um mulherão, linda de morrer! Quase não acreditei que estivesse me paquerando. Percebi que ela estava fumando e mandei alguém entregar a ela um maço de cigarros Minister, onde escrevi o número de meu telefone. Ela mandou o maço de volta, com seu número também. Eu era tão tímido que esperei ela ligar primeiro
Naquele ano de 1971, o Baile aconteceria na sede social do Palmeiras. Minha prima, costureira, havia confeccionado para mim uma camisa estampada de azul com flores brancas e uma calça de cambraia de linho branca bem apertada e com boca de sino (era moda na época).
BOLO DE FUBÁ: 4 ovos; 1 copo grande de leite fervendo; 1 pitada de sal; 2 copos de açúcar; 1/2 copo de óleo; 1 copo de fubá mimoso; 1 copo de farinha de trigo e 1 colher (sopa) de fermento em pó. Bater as claras em neve, misturar as gemas e acrescentar os demais ingredientes, aos poucos, misturando bem. Assar em forma de buraco no meio, untada com margarina e farinha. Depois de assado, espalhar açúcar e canela por cima. Se gostar, acrescentar um pouco de erva-doce na massa.

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Deixei o Hospital do Câncer após vencer a primeira etapa do tratamento radioquimioterápico. Já havia emagrecido cerca de dez quilos e minha pele estava com uma cor pálida, ressaltada ainda mais com o olho esquerdo estático, devido à paralisação da face esquerda. Vim direto para casa. Minha mulher dirigindo o carro e eu deitado no banco traseiro, enfraquecido. O prazo para ficar em casa, só tomando medicamentos contra a dor na cabeça era de 21 dias. Depois, o retorno para a segunda etapa. Ao todo, cinco. Fiquei pensando quando se constatou, pela primeira vez, a existência do tumor.
O médico Mauro Ikeda marcou a cirurgia para o dia 16 de dezembro de 2003, sem antes perguntar se eu não gostaria de passar as festividades do Natal e do Ano Novo e só depois passar pela cirurgia. Não hesitei e, ainda com receio, enfrentei com uma certa serenidade aquela situação. Essa operação, conforme me informaram depois, demorou onze horas, indo da manhã até a noite do mesmo dia. Do centro cirúrgico, me encaminharam diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva, onde permaneci por mais doze horas. Na UTI sentia estar amarrado dentro de uma jaula e transpirava de forma ardente, sem poder mexer as mãos, atadas justamente para paralisá-las e evitar o toque em algum ponto sensível.
Quando me colocaram numa cadeira de rodas e me levaram para a parte externa da UTI, quem me aguardava era a Ilca, os olhos avermelhados, as pálpebras arroxeadas, não sei se de cansaço ou por haver chorado pela situação que eu enfrentara e continuava enfrentando. Ela tentava um diálogo comigo, mas, percebi, eu estava sem voz. Fiquei com receio de nunca mais poder falar. Horas depois fui levado para a enfermaria, me colocaram deitado em uma cama, onde permaneci imóvel, desta vez com receio de se movimentar e prejudicar a intervenção cirúrgica. Não demorou cinco dias e recebi alta, com um aparelho para facilitar a articulação da voz e de uma sonda, para poder ser alimentado com uma comida líquida, já industrializada, importada da Holanda.
Menos de uma semana em casa, segui novamente para o hospital para medicação e retirada de alguns pontos. Só nos dias seguintes, é que retiraram a sonda. Comecei então a frequentar, diariamente, a fonoaudiologia e em poucos dias era dispensado. Passei um bom tempo só me alimentando com sopa ou outro tipo de alimentação líquida. Mesmo assim, três meses após a cirurgia, já voltara ao trabalho, fazendo reportagens para a revista Jornauto, especializada no setor automotivo. Sentia-me tão bem, que viajei inclusive para outros Estados brasileiros e, onze meses após a minha alta do hospital, embarcava para Buenos Aires, junto com a Ilca, para cobrir jornalisticamente uma feira internacional de autopeças. Nem podia imaginar uma recuperação tão rápida e comemorei, para espanto de minha mulher, tomando cerveja em demasia.
Nos anos seguintes, 2005 e 2006, vivi e trabalhei normalmente. Ainda nos últimos meses de 2006, estava na redação do ABC Repórter, um novo diário que circulava nos sete municípios do ABC Paulista, sob a direção de Walter Estevam Júnior, um conhecido desde a década de 80. Sinceramente, não poderia reclamar de nada, até que comecei a sentir dificuldades em ouvir do lado esquerdo, justamente o local onde havia sido operado anteriormente. Perdi tempo, como já disse, com médicos que nada entendiam de câncer, e quando eu fazia correlação entre essa deficiência e a cirurgia, desdenhavam, alegando que eu estava paranóico.
Agora, é que percebo como será longo e dolorido esse tratamento. Mas não posso esmorecer. Dizem para ter fé em um ser superior, capaz de me acalentar e me salvar. De que adianta eu fingir crer nesse todo poderoso. Estaria me enganando e vivo uma fase em que não pode haver engano. Nesses dias, nessas três semanas, período chamado pelos médicos de reservado para o repouso, pretendo mesmo direcionar meu pensamento para coisas belas, amenas, que possam me restituir o ânimo, a esperança, sim, a esperança de que um dia eu voltarei a ser um homem normal – e só agora é que sei da importância em ser normal!
Lembrar o passado chega a fazer bem para uma pessoa com tempo ocioso obrigatório. O que me preocupa é a falta de dinheiro para a compra de medicamentos. Estou tomando cinco tipos de remédios, três vezes ao dia. Esse procedimento me prende o intestino e começo a sentir cólicas constantes, que me irritam e me tiram a confiança em sair de casa ao menos para um passeio na praça. Receio apelar para o uso de algum banheiro de bar ou padaria ou, pior ainda, não encontrar sanitário disponível e, como consequência, evacuar nas calças, o ocorrido há muitos anos, quando de uma violenta diarréia por causa de excesso de bebida e falta de comida.
Fora o problema intestinal, sinto estar perdendo a libido e a potência sexual. Não tenho atração sexual desde quando do início desse problema, com o tratamento quimioterápico em longo prazo. Desconfiando, pego a bula dos remédios. Todos alertam para não dirigir veículos automotores em decorrência das prováveis tonturas e, o considerado mais agravante, essa afetação no desejo sexual. De imediato, procurei contato com o urologista Giordano Zanin, a quem conheço há mais de uma década e que se tornou meu amigo e confidente. Contei-lhe sobre a minha situação, e ele me confortou dizendo ser natural a falta de ereção devido ao meu estado de fraqueza. É só você ganhar peso e tudo voltará ao normal, me confortou. Sai de seu consultório mais tranquilo e disposto a ganhar peso o mais rápido possível para poder voltar à ativa, sexualmente falando.
Fiquei, então, a lembrar da minha estada em Manaus. Era ainda um jovem, com vinte e cinco anos incompletos. Barba e cabelos negros e compridos, chamava a atenção das mulheres quando caminhava pelas calçadas da Zona Franca, sob um calor de quase quarenta graus. Mesmo sob essa alta temperatura, não deixara de tomar cachaça e outras bebidas que chegavam a queimar o organismo. Era forte, resistia.
Ao chegar a Manaus, me hospedei em um pequeno hotel e, dali, segui para redação do jornal A Crítica – um dos principais do Amazonas -, onde fui recebido pelo jornalista Manoel Lima, então redator deste jornal e correspondente de O Estado de S. Paulo. Lima se dispôs a me ajudar na procura de uma hospedagem. Depois de zanzarmos bastante por Manaus – tinha o dinheiro suficiente para arcar com dois pernoites bem baratos – consegui um quarto em um local próximo ao porto de Manaus e não muito distante da Escadaria dos Remédios, bastante frequentado por prostitutas e vagabundos. Não tinha outra escolha e acertei com a proprietária, mesmo sob o olhar repulsivo de Lima – ele não se convencera de que o novo correspondente do Jornal do Brasil chegasse tão pobre a ponto de não poder pagar o aluguel de um quarto de um hotel destinado à classe média, ao menos.
A notícia chegou ao diretor do jornal A Crítica, o jornalista Umberto Calderaro, que de imediato me ofereceu um emprego como repórter. Ainda nesse mesmo dia, procurei o empresário amigo de Rubens Rodrigues dos Santos e lhe entreguei o bilhete. Não sei, realmente, o que estava escrito, mas deveria relatar um pouco de minha precária situação. Bastante educado, esse empresário elogiou Rubens dos Santos e, educadamente, me ofereceu certa quantia em dinheiro - dizendo estar devendo ao amigo de São Paulo -, o suficiente para eu passar um bom tempo em Manaus, sem precisar da ajuda de mais ninguém.
No dia seguinte, Calderaro me convidou para um passeio, em sua grande e potente embarcação, pelas águas dos rios Negro e Solimões e, pela primeira vez, pude ver o famoso encontro das águas amareladas e enegrecidas desses dois rios. Uma beleza de espetáculo. Ainda nesse barco, tomamos aperitivos e almoçamos – peixe preparado pelo comandante da embarcação, que também exercia a função de cozinheiro.
Mesmo pego de surpresa, uma vez que não havia feito nenhuma anotação sobre esse que julguei ser apenas um passeio de boas-vindas, escrevi o solicitado e mostrei, sem querer me expor, a minha capacidade em elaborar um texto longo, relatando a beleza de um cenário esplendoroso, mas visto como algo comum pelos habitantes locais. Esse acontecimento serviu, também, para desmentir a tese, defendida por muitos, de que o repórter precisa conhecer a região para escrever sobre ela e não cometer deslizes. Lamentável engano. É o profissional de imprensa encantado pelo novo, pelo diferente, que retrata com mais argúcia e pormenores tudo visto ao redor por onde passa, enquanto que o habitante local, sequer vê beleza naquilo onde só a beleza impera...
EPÍSTOLAS PAULIANAS

Atrevo-me a enviar-lhe esta missiva, tendo em vista que a senhorita cometerá um equívoco lamentável se resolver viver ao lado do insulso detetive Mark McPherson porque, como lhe disse anteriormente, sua vida com ele não será nada glamurosa. Ele deseja uma prole numerosa e seus parcos recursos pecuniários de zeloso homem da lei, nem de longe, atenderão os seus desejos de uma vida requintada. Soube de fontes fidedignas, que ele alugou um apartamento, num edifício em estado precaríssimo de conservação, lá no Brooklin. Pense bem, senhorita Laura Hunt, será que deseja uma vida cercada de montanhas de fraldas, camisas e cuecas samba-canção para lavar, engomar e passar, além de suportar os ruídos noturnos, o chulé exacerbado e outras partiularidades físicas desagradáveis, além do fato do insulso detetive Mark McPherson tomar somente dois banhos por mês?!..
Tenho alvíssaras para a senhorita, porque acabo de saber que o sofisticado Waldo Lydecker deixou-lhe, em testamento, toda sua polpuda fortuna, que inclui o requintadíssimo apartamento, no mesmo edifício de morada de Greta Garbo! Somente em espécie US$30.000.000, sem contar ações aplicadas na Bolsa de Valores de Nova York e outros imóveis em locais valorizadíssimos, nas imediações do Central Park!!!!... Todavia ele impôs uma condição sine qua non para o recebimento dessa estonteante herança - a senhorita terá que encontrar um homem vigoroso, culto, arguto, requintado e bem relacionado, igual a ele.
Sua vida ao meu lado será um eterno deleite inefável! Prometo-lhe carinhos constantes, no mínimo três vezes por dia digo, por semana, repletos de êxtases! (Ché...)! Faremos cruzeiros memoráveis pelo Mar Mediterrâneo, com destino às Ilhas Gregas. Já pensou ver o pôr do Sol na Ilha de Mikonos, passeando de mãos dadas comigo, pelas belíssimas praias daquela encantadora Ilha?!... Os concertos, óperas, museus e vernissagens que iremos nos espaços culturais mais sofisticados e frequentados deste maltratado e fascinante mundo em que vivemos?!... Aguardo, sôfrego, sua afirmativa resposta!!!
Dois dias depois da postagem da missiva, ouço o som da campanhia do meu apartamento... Ao abrir a porta, me deparo com a senhorita Laura Hunt, de braços abertos e um sorriso encantador... Depois de entrar e acomodar-se na sala de estar, no meu colo, diz: - João Paulo, claro que você será o homem da minha vida, ajudando-me na administração da vultosa herança que receberei, caso consinta contrair núpcias com um homem que tenha seu perfil! Vamos marcar a data deste auspicioso dia! Antes de sairmos para agilizar os trâmites legais do matrimônio, vamos para os seus aposentos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!... Claro que ficamos felicíssimos, porque tínhamos a convicção que um futuro glorioso e radiante nos aguardava!!!!!!!Valha-me, depravada Santa Brenda Lee dos Caracóis Desesperados!!!... Clamo pelos seus regos digo rogos, para deixar-me sempre propenso a dar outros viéses para películas, que são referência na filmografia mundial, tornando a premissa: "Celulóide secreto, outro viés" um fato!!!!!...
Minha amada imortal Gene Tierney, sempre a amei, amo e amarei!!!!... Não vejo a hora de vê-la radiante na minha frente dizendo:
- Venha, João Paulo, venha, meu vassalo mor e fã ardoroso nº 1!!!!!!!!!!...
Irei, no mais profundo júbilo inefável, para servir-lhe uvas e vinhos, bem como para atender todos os seus divinais desejos, no Olimpo, para sempre!!!!!...
Crônicas e artigos especiais de renomados jornalistas, alguns "Prêmio Esso de Jornalismo", sob o comando do jornalista, escritor e radialista Edward de Souza.