.
.
.
Neste domingo, o eleitorado brasileiro decidirá nosso destino. Sua cultura política e ponderação vão definir o acerto ou desvio do caminho que leva a redenção nacional através do equilíbrio com justiça para a emancipação da pátria. Rejeitemos a ditadura ameaçando as liberdades. Honremos e desfrutemos a democracia com respeito ao silencio da caserna.
*José Reynaldo Nascimento Falleiros (Garcia Netto), 82, é jornalista, radialista e escritor francano. Autor dos livros Colonialismo Cultural (1975); participação em Vila Franca dos Italianos (2003); Antologia: Os Contistas do Jornal Comércio da Franca (2004); Filhos Deste Solo - Medicina & Sacerdócio (2007) e a novíssima coletânea Seleta XXI - Crônicas, Contos e Poesias, recentemente lançada. Cafeicultor e pecuarista, hoje aposentado. Garcia Netto é amigo e colaborador deste blog.Sempre achei o mundo repleto de surpresas. De repente, uma pessoa com saúde, após um exame médico-laboratorial de costume, descobre que está com câncer. O mundo desaba e a primeira coisa que se faz é lastimar e perguntar: “Deus, o que eu fiz? Por que eu?”. Nessas horas, o deus que é invocado, não é o Deus que salva, protege e perdoa, mas, sim, o anjo vingativo, que parece sentir-se feliz em magoar e fazer sofrer, não apenas uma só pessoa, mas todo o universo de pessoas ligadas a ela. É esse deus que não sabe julgar, portanto, ignora como culpar e joga toda a desgraça humana sobre uma só pessoa. Por que eu?, insiste em perguntar essa pessoa atingida, de qualquer raça ou credo, de qualquer posição econômica, social ou cultural.
É essa mesma pessoa que, quando ganha uma fortuna em dinheiro em algum tipo de loteria ou jogo de azar, enaltece a bondade divina, a bondade desse mesmo deus que, quando ocorre ao contrário, se transforma em um ser diabólico. É a mesma pessoa que, agraciada com o nascimento de um filho com saúde, brinda com champanhe e charutos importados e se derrete em agradecimento pela dádiva alcançada. Por que o ser humano aceita tão placidamente o que lhe é oferecido de bom e ao mesmo tempo reage tão violenta e intempestivamente quando alguma desgraça, seja divina ou não, recai sobre os seus ombros ou sobre os de seus familiares?
Nessa hora, não adianta reclamar. Nem pedir nem esperar ajuda dos que se dizem amigos para “qualquer hora e momento”. Se alguém realmente necessitar, surgirão as mais diversas e esfarrapadas desculpas que, se analisadas ao longe do calor dos fatos, surgirão como verdadeiras piadas. O médico cardiologista Newton Brandão, mineiro e sábio, tem uma palavra para definir essa hipocrisia humana: confrangimento, adjetivo usado para classificar quem se sente muito mal, angustia-se envolto pela necessidade de inventar desculpas para justificar a ausência em um caso de ajuda.
Futurologia é sempre um risco. Lembro-me, quando era garoto, década de 1960, dos desenhos que faziam sobre o mundo do ano 2000, com carros flutuantes, rampas em curvas em torno de prédios mirabolantes, tudo muito sofisticado num excesso de fantasias. O ano 2000 já se foi, há dez anos, e nada daquilo que previam os desenhos aconteceu. Fazer futurologia em política é mais arriscado ainda, porque lida com seres humanos, que são de carne e osso, e tão imprevisíveis agora quanto a meteorologia do dia de Natal, se vai chover ou não. Isto posto, vamos partir da ideia de que este artigo não tem nenhum compromisso com acertos. Vamos deixar isso para os cartomantes, que se calam nos 99% de erros e alardeiam algum eventual 1%, se tanto, de acerto.
patrão. E ele não arriscaria suas fichas em alguém que apresentasse a possibilidade desse risco. Nem o PT tem entre seus caciques um nome capaz de competir com o próprio Lula em espaço político. Ficam todos em sua sombra, além de pulverizados em lideranças apenas regionais. Dilma terá que fazer um bom governo para assegurar que a volta do chefe ocorra sem grandes percalços. Não pode ser um novo Pitta. Não terá muito trabalho para isso, porque a economia vai muito bem, obrigado, e o índice de desemprego nunca foi tão baixo, em torno dos 6%. As reservas cambiais são astronômicas. Numa crise internacional, como ocorreu recentemente, o país pode novamente se sair muito bem. Crônicas e artigos especiais de renomados jornalistas, alguns "Prêmio Esso de Jornalismo", sob o comando do jornalista, escritor e radialista Edward de Souza.