sábado, 21 de novembro de 2009

CELSO PITTA É SEPULTADO NO MORUMBI

O corpo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foi enterrado às 17h15 deste sábado no cemitério Getsêmani, no Morumbi, zona sul da cidade. O sepultamento ocorreu sob chuva, com a presença dos filhos de Pitta, Vitor e Roberta, e do investidor Naji Nahas. Celso Pitta morreu às 23h50 de sexta-feira, aos 63 anos, em decorrência de um câncer disseminado no intestino, que vinha sendo tratado desde janeiro deste ano. Pitta estava internado no hospital desde o último dia 3.
Pitta foi prefeito de São Paulo de 1997 a 2000, teve a gestão marcada por uma série de denúncias e chegou a ser afastado do cargo por 18 dias. Era afilhado político de Paulo Maluf (PP) e tentou duas vezes ser deputado federal pelo PTB, sem sucesso.
Conheça a vida do ex-prefeito:
O primeiro emprego de Pitta foi como contínuo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vindo de uma família classe média do Rio de Janeiro, Pitta é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em economia pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, com curso de Administração Avançada em Harvard, nos Estados Unidos. Trabalhou por muitos anos como executivo de várias empresas. Uma delas, a Eucatex, da família Maluf. Em março de 1987, Pitta foi convidado por Roberto Maluf, irmão do ex-prefeito Paulo Maluf, para ser diretor financeiro da Eucatex. Pitta trabalhou por dez anos na empresa. Em 1996, Paulo Maluf lançou seu secretário de finanças como candidato a prefeito de São Paulo e lançou a célebre frase: “Se Celso Pitta não for um bom prefeito, não votem mais em mim”, repetiu Maluf na televisão, lendo o script do publicitário Duda Mendonça.
Prefeito de São Paulo entre 1997 e 2000, após ter ocupado o cargo de secretário de Finanças na gestão anterior (de Paulo Maluf), assumiu a prefeitura suspeito de uma série de irregularidades, inclusive de desvio de recursos públicos. Sua situação piorou quando, em março de 2000, sua ex-mulher, Nicéa Pitta, o acusou de corrupção na administração da cidade e compra de vereadores. Na ocasião, foi apontado como um dos participantes do "escândalo dos precatórios". O relatório final da CPI que investigou o caso estimou em quase U$ 240 milhões o rombo nos cofres de oito governos estaduais e prefeituras.
As acusações de Nicéa fizeram com que Celso Pitta perdesse o mandato por 18 dias, mas um recurso lhe devolvera o cargo. Ao fim da gestão, era réu em 13 ações civis públicas. Segundo as denúncias, o valor dos desvios, somados, alcançou R$ 3,8 bilhões, o equivalente a quase metade do orçamento do município na época. Na sua gestão, a dívida paulistana passou de R$ 8,6 bilhões para R$ 18,1 bilhões.
Tentou, sem sucesso, se eleger deputado federal por duas vezes, em 2002 e 2006. Lançou um livro, "Política e Preconceito - A História e a Luta do Prefeito que Enfrentou os Poderosos", em que se dizia vítima de esquemas políticos. Com ele, perdeu uma ação na Justiça e teve que pagar indenização com os direitos autorais do livro ao vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT) .
Em 2003, quando foi instalada a CPI do Banestado, para apurar evasão de divisas do Brasil, seu nome apareceu e Pitta acabou indiciado, no fim de 2004, com outras 91 pessoas por remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Antes disso, em maio de 2004, o ex-prefeito depôs no Senado munido de liminar que lhe dava o direito de ficar calado. Quando o senador do PSDB Antero Paes de Barros lhe questionou como reagiria se fosse perguntado se é corrupto, Pitta lhe indagou o que responderia se lhe perguntassem se ainda bate em sua mulher. O ex-prefeito recebeu voz de prisão por desacato a autoridade, ficou duas horas detido na Polícia Federal em Brasília e foi liberado.
Em 2006, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu, por meio de ação cível por má administração pública, a devolução de R$ 11,8 milhões aos cofres da prefeitura paulistana. Em 2008, a Justica Federal o considerou culpado pelo "escândalo dos precatórios" e lhe imputou uma pena de quatro anos de prisão.

O ex-prefeito de São Paulo Maluf enviou, na manhã deste sábado, um telegrama à família de Celso Pitta, no qual lamenta sua morte. Segundo a assessoria de Maluf, ele não deve comparecer ao velório nem ao enterro. "Nossos pêsames pelo falecimento de Celso Pitta, lamentamos", diz a mensagem. Maluf está hospedado em um spa no interior do Estado de São Paulo.
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VIÚVA DIZ QUE PITTA FOI INJUSTIÇADO

Muito emocionada, a viúva do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, Rony Golabek, afirmou que o político foi um injustiçado e que pretende provar isso. "Ele foi o Judas da política e eu ainda vou provar isso", disse chorando. Ela afirmou que o marido era uma pessoa realmente boa e foi uma vítima das circunstâncias na vida pública. "Na política, você tem que ter um escudo, e ele não tinha esse escudo", disse. Questionada se Pitta sofria com as supostas perseguições, Rony disse: "eu é que sofria com as injustiças contra ele. Ele nunca reclamou de nada".
Amiga de Celso Pitta desde 1997, a dermatologista Ligia Kogos disse no velório do ex-prefeito, na Assembléia Legislativa de São Paulo, que ele "sabia ter caído em uma armadilha política da qual dificilmente conseguiria sair". Apesar disso, Pitta se ressentia pelo abandono dos antigos parceiros políticos. "Ele não esperava tal abandono. Isso o abalou muito", afirmou.

CONFIRA AQUI QUEM GANHOU O LIVRO

A Drª Marcia Costa Ribeiro Conrado foi escolhida pelos jurados deste blog para receber o livro da escritora Isabel Allende, "Inés da minha alma". Pedimos que a Drª Marcia entre em contato conosco o mais urgente possível para fornecer seu endereço e receber seu brinde através do e-mail: edwardsouza@terra.com.br
Caso a premiada pelo blog não entre em contato no prazo de uma semana, esse livro voltará a ser sorteado entre os participantes dessa resenha postada pela jornalista Nivia Andres.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ISABEL ALLENDE: "INÉS DA MINHA ALMA"




Através dos tempos, a literatura nos tem fornecido, em milhares de títulos, heróis e heroínas de notável grandeza. De construção ficcional ou copiados da realidade, com os inevitáveis ajustes para tornar as obras mais interessantes ao leitor, certo é que nos defrontamos, seguidamente, com personagens fascinantes, que nos apaixonam por sua coragem, inteligência, força, dignidade e beleza, seja física ou da alma. É o caso de Inés Suárez, protagonista de Inés de Minha Alma, livro gerado da inesgotável verve criadora de Isabel Allende, que hoje recomendo a vocês.
Com o realismo mágico de A Casa dos Espíritos e a sensualidade de Filha da Fortuna e Retrato em Sépia, Isabel Allende apresenta-nos Inés Suarez, uma mulher cheia de força e paixão que conquistou o Chile no século XVI e promete, agora, conquistar o coração dos leitores.
“Suponho que colocarão estátuas minhas nas praças, e existirão ruas e cidades com o meu nome, tal como de Pedro de Valdivia e outros conquistadores, mas centenas de esforçadas mulheres que fundaram as aldeias, enquanto os seus homens lutavam, serão esquecidas”, revela Inés, a certa altura, pensando no desprendimento das tantas mulheres anônimas que ajudaram na conquista e construção do Chile.
Inés Suárez é uma jovem e humilde costureira espanhola, oriunda da Extremadura que embarca em direção ao Novo Mundo para procurar o marido, extraviado com os seus sonhos de glória do outro lado do Atlântico. Anseia também por viver uma vida de aventuras, vedada às mulheres na pacata sociedade do século XVI.
Na América, Inés não encontra o marido, mas sim uma grande paixão: Pedro de Valdivia, mestre-de-campo de Francisco Pizarro, ao lado de quem Inés enfrenta os riscos e as incertezas da conquista e fundação do reino do Chile. Neste romance épico, a força do amor concede uma trégua à rudeza, à violência e à crueldade de um momento histórico inesquecível. Através da mão de Isabel Allende, confirma-se que a realidade pode ser tão ou mais surpreendente que a melhor ficção, e igualmente cativante. O romance de Isabel Allende conta a história de uma heroína chilena esquecida, Inés Suárez, uma das poucas mulheres a participar da conquista do país, no século XVI. Allende narra a epopéia em primeira pessoa, como autobiografia que Inés escreve, à beira da morte, para sua filha adotiva. O resultado é um painel fascinante, de aventura e paixão, dos primeiros anos da presença espanhola na América.
Inés é uma mulher do campo, rude e com pouca instrução, mas inteligente, observadora e habilidosa – na cozinha, na costura e na cama. Ela se casa com um galanteador fanfarrão, que parece um personagem de Jorge Amado. O marido a engana repetidamente e acaba por partir para a América, mas não sem antes ensiná-la a ser uma grande amante. Anos mais tarde, ela se cansa da falta de notícias e embarca para o Novo Mundo. Menos por amor e mais pelo descontentamento com o tédio e as poucas perspectivas de sua vida.
Na América, Inés passa rapidamente pelo que hoje são Venezuela, Colômbia e Panamá, e acaba na Cidade dos Reis – a Lima do conquistador Francisco Pizarro, uma sociedade de imensas riquezas, mas também de corrupção e violência extrema, exemplarmente retratada no livro. Mas é lá que ela conhece Pedro de Valdivia, militar veterano das guerras do Imperador Carlos V em Flandres e na Itália. Os dois se apaixonam e Inés se lança ao grande sonho de Pedro: a conquista do Chile, que no passado fora o limite austral do império Inca.Isabel Allende é estupenda contadora de histórias e recria de modo bastante verossímil os detalhes do alvorecer da dominação colonial espanhola – a violência, o luxo desmedido, a ânsia de poder, os choques e trocas entre as culturas européias e os povos indígenas. As batalhas são descritas com exatidão de arrepiar, seja o célebre saque de Roma, sejam as campanhas dos conquistadores espanhóis contra os mapuche chilenos. Índios devotados à guerra que não se dobraram nem diante dos Incas, e logo aprendem as táticas da guerra moderna européia e passam a utilizá-las contra os invasores, com eficácia arrasadora.
Inés é uma mulher ativa e vibrante, senhora do próprio destino, protagonista do nascimento de uma nova colônia, a quem entregou o seu coração e a sua alma, a sua alegria e a sua dor. Isabel Allende usou toda a sua capacidade investigadora para resgatar a trajetória dessa mulher de fibra e trazê-la até a nós, para que possamos conhecê-la e aprender um pouco mais sobre a história da conquista da América espanhola. Ao livro, pois, amigos! Vão gostar!
Sobre a autora: Isabel Allende nasceu em Lima, no Peru, em 1942, tendo no entanto a nacionalidade chilena. Trabalhou infatigavelmente como jornalista e escritora desde os 17 anos. Publicou o seu primeiro romance, o sucesso mundial A Casa dos Espíritos, em 1982, já no exílio, depois do golpe militar de Augusto Pinochet, contra o tio da autora, Salvador Allende. Os seus livros estão traduzidos em mais de 30 idiomas e constituem um caso ímpar de sucesso. Muitos deles já foram adaptados ao cinema, teatro, ópera e ballet, conferindo-lhe uma brilhante trajetória literária que com os anos não deixou de aumentar o seu prestígio. Todas as suas obras, A Casa dos Espíritos, Eva Luna, Contos de Eva Luna, De Amor e de Sombra, O Plano Infinito, Paula, Afrodite, Filha da Fortuna, Retrato a Sépia, A Cidade dos Deuses Selvagens, O Reino do Dragão de Ouro, O Bosque dos Pigmeus, O Meu País Inventado, A Soma dos Dias e Zorro, Começa a Lenda, estão publicadas no Brasil, com excelente resposta do público leitor. Atualmente reside nos Estados Unidos, onde casou com um americano, e onde vivem também os seus filhos e netos.
E não esqueçam, o melhor comentário acerca do desejo de ler o livro vai receber "Inés de Minha Alma" de presente do Blog de Edward de Souza!
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Nivia Andres, jornalista, graduada em Comunicação Social e Letras pela UFSM, especialista em Educação Política. Atuou, por muitos anos, na gestão de empresa familiar, na área de comércio. De 1993 a 1996 foi chefe de gabinete do Prefeito de Santiago, Rio Grande do Sul. Especificamente, na área de comunicação, como Assessora de Comunicação na Prefeitura Municipal, na Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACIS), no Centro Empresarial de Santiago (CES) e na Felice Automóveis. Na área de jornalismo impresso atuou no jornal Folha Regional (2001-06) e, mais recentemente, na Folha de Santiago, até março de 2008.
Blog: http://niviaandres.blogspot.com/
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

GEISY ARRUDA HOJE NA TELINHA DA GLOBO

Com o vestido vermelho que a tornou uma legítima celebridade, Geisy Arruda gravou uma participação no Casseta & Planeta, Urgente! da Globo. Na gravação, Geisy apresenta a "Uniburka", uma universidade onde todas as alunas usam burka. "Foi uma experiência única. Adorei! Sempre fui fã dos cassetas. É um humor muito inteligente", comentou. As cenas com a estudante de Turismo vão ao ar nesta terça-feira, após a novela Viver a Vida.
Geisy ficou conhecida após ser hostilizada na universidade Uniban de São Bernardo do Campo, em São Paulo, por usar este mesmo vestido vermelho - considerado curto demais pelos outros estudantes. Com os xingamentos, os alunos obrigaram a estudante a se retirar da faculdade sob escolta da polícia.
Geisy Arruda poderá se tornar mais célebre ainda ao ganhar as páginas de uma revista masculina. Edson Aran, diretor de redação da Playboy, disse que "para sair na revista a mulher precisa ser gostosa e ter notoriedade". Já a assessoria da concorrente, a Sexy, ressaltou que apesar de ainda não ter pensado em um ensaio especial feito com Geisy, a publicação tem grande interesse em qualquer mulher que tenha exposição, seja bonita e tenha o perfil da publicação.
E tem mais. A escola de samba Porto da Pedra vai convidar a estudante de turismo da Uniban Geisy Villa Nova Arruda, para desfilar na escola no próximo carnaval. O convite, segundo o presidente da agremiação, é um ato contra o preconceito e de valorização da jovem, que não cometeu nenhum erro e se tornou alvo de uma grande polêmica.
"Nosso enredo é sobre a moda e queremos mostrar com esse convite que as pessoas podem até não gostar das roupas que os outros usam, mas jamais podem fazer o que fizeram. A Geisy será tratada com todo o carinho e respeito que merece", afirmou o presidente.

domingo, 15 de novembro de 2009

ESTAMOS PERDENDO AS NOSSAS RAÍZES

Nossa memória e as datas importantes estão ficando esquecidas. Antigamente, na escola, a gente comemorava e era obrigado a saber todo tipo de data, hoje isso não acontece mais. Poucos, aos se levantar na manhã deste domingo, irão se lembrar que hoje é o Dia da Proclamação da República.
Muitos brasileiros nem sabem o que é república, quanto mais comemorar a sua proclamação. Vai ter gente perguntando nesse domingão, na hora da caipirinha e antes da macarronada, quem é essa tal de República. Isso reflete o desconhecimento sobre o calendário cívico brasileiro. Cada vez mais pessoas assumem ignorar datas como a Proclamação da República, e o Dia da Bandeira, no próximo dia 19.
Da mesma maneira são esquecidas a Proclamação da Independência, em 7 de setembro, e a Abolição da Escravatura, em 13 de maio. A falta de informação nas escolas e a escassez de comemorações oficiais são apontadas como as principais razões do desprezo pelos símbolos e eventos históricos nacionais.
As pessoas têm acesso aos hinos na escola, mas o brasileiro é um povo sem memória, não conserva alguns valores. Muitos se esquecem até mesmo do Hino Nacional, que não é totalmente lembrado nas suas execuções. Prova disso pode ser vista nas partidas de futebol, quando as pessoas se enrolam para cantá-lo.
Eu me lembro da época em que as escolas da cidade onde nasci eram convocadas para desfilar dia 15 de Novembro. Ficávamos o ano todo preparando o desfile. Cada escola levava uma quantidade imensa de alunos divididos em diversos setores. Nos desfiles de 15 de Novembro tínhamos até coreografias. Era bem organizado e os juízes davam notas para cada ala. Parecia um desfile de carnaval, só que muito bem organizado e ensaiado. Tudo isso regado a super banda da escola. Parávamos a cidade para ver qual escola tinha a banda mais organizada e que tocava melhor. Um espetáculo. O desfile era fechado com a banda da Polícia Militar que obviamente era muito melhor do que as bandas de qualquer escola. Sentia-me um verdadeiro servidor da pátria. Dava orgulho cantar e tocar os hinos nacionais, hino da república e hino da bandeira. Hoje sinto saudade. Saudade do tempo que a gente, além de marchar, estudava Organização Social e Política do Brasil, aprendendo os conceitos básicos de cidadania e democracia. Tempo em que a bandeira do Brasil tremulava nos mastros das escolas e não servia de saída de banho, como agora usam em estampa de cangas e biquínis. Hoje sobra desrespeito e falta patriotismo.
Os tempos mudaram. O progresso caminha rasgando até a alma. Já não se vê ninguém mais, com poucas exceções, que fale da imagem da pátria de boca cheia, ou que cante saudosos, os belos hinos impregnados de patriotismo, apregoando civismo. E assim, cada vez mais o brasileiro se sente inferior, sem perspectiva de futuro, de melhoria de vida, de oportunidades. Isso o leva a desvalorizar símbolos nacionais, a ter horror a política, a perder a esperança. Precisamos aprender isso definitivamente. Não existe uma grande nação sem um grande povo.
Hoje, nem em Brasília tem desfile de Proclamação da República. Acho que nem o presidente lembrou-se da data. República que às vezes acho que ainda não foi proclamada, devido a tanta dependência que temos. Mas sinto meu orgulho a flor da pele quando ouço o som de uma banda tocando um hino. Saudades dos tempos que nunca voltarão. Infelizmente, temos memória curta e esquecemos coisas simples que faziam a vida do povo um pouco melhor, nem que fosse por um único dia.
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A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
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O dia 15 de novembro de 1889 marca o fim do Brasil Imperial e o início como República Federativa. A proclamação foi feita no Rio de Janeiro pelo marechal Deodoro da Fonseca, que participou da repressão à Praieira, do cerco a Montevidéu e de uma dezena de batalhas na Guerra do Paraguai. Nascido em Alagoas, em 1827, Deodoro assumiu a chefia do governo provisório, na qualidade de comandante do movimento armado.
A primeira Constituição da República foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891 e estabeleceu no país o regime presidencialista. O voto devia ser direto e universal para homens alfabetizados maiores de 21 anos (mulheres e analfabetos não votavam). Entretanto, o primeiro presidente foi escolhido de forma indireta. Depois de promulgar a Constituição, a Assembléia Constituinte convocou eleições para o dia seguinte e elegeu o Marechal Deodoro da Fonseca o primeiro presidente do Brasil. Ele estava com 62 anos.

sábado, 14 de novembro de 2009

O BRASILEIRO COITADO É QUE LEVA A FAMA

Com um histórico de inovação, criatividade e exploração, Bristol é uma cidade que tem sempre algo interessante a cada esquina. Nomeada como a " Cidade da Ciência", é famosa por seus inspirados engenheiros e pela primeira turma de ciências técnicas da universidade. Localizada no sudoeste da Inglaterra, Bristol é o centro de energia e cultura graças ao cenário musical vibrante, da vanguarda, excelentes restaurantes e museus de primeiro mundo. Com suas duas prestigiadas universidades, Bristol possui uma próspera população internacional de estudantes. É considerada a capital de todo o Sudoeste da Inglaterra. Tem numerosos museus, teatros e festivais famosos, como o dos balões aerostáticos. Tem ainda um zoológico que agora ganhou fama mundial, por causa da criatividade de um homem.
Ao lado desse Jardim Zoológico, existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 ônibus. Por 25 anos, a cobrança do estacionamento era efetuada por um muito simpático atendente. As taxas eram o correspondente a US$ 1.40 para carros e US$ 7.00 para ônibus.
Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ao trabalho, o atendente simplesmente não apareceu. A administração do Zôo, então, ligou para a Prefeitura e solicitou que enviassem outro atendente. A Prefeitura fez uma pequena pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zôo era da responsabilidade do próprio Zôo e não dela.
A administração do Zôo respondeu que o atendente era um empregado da Prefeitura. A Prefeitura, por sua vez, respondeu que o atendente do estacionamento jamais esteve na sua folha de pagamento. Enquanto isso, descansando em sua bela residência em algum lugar da costa da Espanha (do Brasil ou algo parecido), existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todo dia, coletando e guardando as taxas de estacionamento, estimadas em US$ 560 por dia... Durante 25 anos!
Presumindo que ele trabalhava os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de US$ 7 milhões de dólares. E ninguém sabe nem mesmo seu nome! Depois dizem que brasileiro é que é 171, mas, convenhamos, que brilhante idéia...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CONVERSAR COM DEUS É UMA NECESSIDADE

"Digo-vos: as preces não chegam a Deus senão quando passam pela porta do coração". A frase é de nosso querido codificador Allan Kardec. Não me recordo no momento onde está inserida, mas é um bom exercício para os espíritas pesquisarem e constarem o que aí estou afirmando.
Quando criança aprendi com minha mãe a orar. Mas minha genitora, como espírita que é, não ensinou orações mecânicas, isto é, frases ditas como se fossem poemas que deveriam ser repetidos todos os dias, principalmente ao deitar. Na minha infância (e isso já faz muito tempo), não havia uma pedagogia infantil espírita e muito menos livros da doutrina destinados as crianças. Por isso, meu pai colocou-me em uma escola de ensino básico paroquial, no interior de uma igreja e ali tive uma educação religiosa, além de aprender a ler e escrever. Criei gosto pela leitura e acabei virando um “rato de biblioteca”, como se diz popularmente. Mas a frequência aos Centros Espíritas, principalmente a Federação Espírita Paulista era constante, pois minha mãe como médium cumpria sua tarefa e eu, pequerrucho, a acompanhava, tirando longas sonecas enquanto se desenvolviam os trabalhos.
Como seria bom se todas as crianças tivessem uma educação religiosa nos dias de hoje, não importa a crença, desde que seja direcionada para o bem.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII – Coletânea de Preces Espíritas em seu Preâmbulo – item 1 diz: Os Espíritos sempre disseram: “A forma não é nada, o pensamento é tudo. Orai, cada um, segundo as vossas convicções e o modo que mais vos toca; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras estranhas ao coração.”
“Os Espíritos não prescrevem nenhuma fórmula absoluta de preces; quando as dão é para fixar as idéias e, sobretudo, para chamar a atenção sobre certos princípios da Doutrina Espírita. É também com o objetivo de ajudar as pessoas que têm dificuldades para expressar suas idéias, porque existem as que não crêem ter realmente orado, se seus pensamentos não foram formulados.” (IDE -1984- Tradução Salvador Gentile).
Lembro-me ainda que naquela época, início da década de 40, os espíritas, mesmo os mais esclarecidos, ainda se apegavam ao sincretismo (resultado de séculos e séculos de uma religião predominante). Havia os que ainda mesmo frequentando assiduamente as searas espíritas não conseguiam se desraigar de certos costumes religiosos a que haviam professado. Lembro-me de meu pai, sempre quando necessitava orar para falar com Deus, dizia: “vou ao meu quarto tranco as portas e me confesso diretamente ao Pai.” Isso é apenas um comentário sobre aqueles tempos. Felizmente e rapidamente as coisas mudaram. As pessoas estão começando a compreender e entender como falar com Deus.
Existem doutrinas orientais que ensinam como se concentrar, ou se desligar do mundo que o cerca para meditar e em seguida orar e isso nada tem a ver com misticismo. São técnicas psicológicas (se bem que eles não entendem assim). Nós espíritas podemos, a exemplo de nossos irmãos orientais, fazer o mesmo, em qualquer lugar, sem nos atermos a um local qualquer. Muitos Centros Espíritas se localizam em locais movimentados e barulhentos, no entanto, os médiuns conseguem, desligando-se totalmente do burburinho e de seus problemas pessoais, concentrar-se e cumprir com seus deveres.
Cada um tem uma maneira muito pessoal de se desligar e se concentrar para uma oração ou realizar seu trabalho na Seara Espírita. No meu caso, quando no início de minha vida mediúnica, tinha um método: fechava os olhos, e começava a contar com a mente de l00 para trás, ou seja, 99, 98, 97, 96... E assim, lentamente, ia me desligando do mundo exterior. Raramente chegava aos 50. A partir daí estava completamente voltado para os trabalhos espirituais e minhas orações partiam de meu coração, muitas vezes, ou a maior parte delas, junto com lágrimas de emoção.
Hoje, não utilizo mais esse método, mas quem quiser experimentar... Esteja onde estiver, consigo me desligar e orar, mesmo porque, cercado como estamos, por irmãos doentes, temos necessidade de ORAR E VIGIAR, como nos foi recomendado. Em agindo desta forma, estaremos sempre cercados por bons amigos da espiritualidade.
Lembrem-se, meus irmãos, Deus e nossos amigos tutelares nunca se afastam. Nós e que nos afastamos deles com nossas ações erradas. Nosso Pai ali está juntinho de cada um de nós. Por isso, basta um pensamento sincero e comovido para alcançarmos as graças que merecemos, de acordo com a nossa evolução espiritual e a lei de Causa e Efeito. O Pai não revoga suas próprias leis, mas há sempre um lenitivo para cada ocasião. Há um velho dito popular que diz “Deus fecha uma porta e abre outra”. No Velho Testamento há o salmo 30:5: “O choro pode durar uma noite; mas a alegria vem pela manhã.”
Na verdade, estamos falando com Deus cada vez que tratarmos nosso semelhante e as outras criaturas com respeito e carinho; quando olhamos para o céu com suas nuvens formando figuras estranhas; quando vemos as árvores com suas cores vivas e suas flores coloridas; quando olhamos pequenos insetos percorrendo nosso jardim ou as aves cantando alegres; quando sentimos a chuva molhando a terra e abastecendo nossas necessidades fisiológicas; quando o sol nos aquece e faz com que as sementes germinem para nos alimentar. Deus está em toda parte.
E para encerrar vou contar uma pequena história: João, um velho escravo, todos os dias antes do sol nascer saia em direção ao eito com sua ferramenta. Ao chegar, o sol começava a aparecer. João pegava sua enxada, colocava-a em pé e com o queixo encostado na ponta do cabo, olhava para o “astro-rei” e dizia: "sinhô, eu estou aqui!"
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*J. Morgado é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, escrevendo crônicas, contos, artigos e matérias especiais. Contato com o jornalista pelo e-mail:
jgarcelan@uol.com.br
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

COMISSÃO DE JUSTIÇA APROVA PROPOSTA QUE EXIGE O DIPLOMA PARA JORNALISTAS

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou há pouco a admissibilidade da PEC 386/09, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A CCJ aprovou o parecer favorável do relator, deputado Maurício Rands (PT-PE). A PEC seguirá agora para uma comissão especial, que será criada para analisá-la. Posteriormente, a proposta precisará ser votada em dois turnos pelo Plenário.
Com outros dois textos semelhantes, a proposta foi apresentada após o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubar, em junho, a obrigatoriedade do diploma
um resquício da regulamentação da comunicação feita durante o regime militar (1964-1985). Na ocasião, o entendimento da maioria dos ministros foi o de que restringir o exercício do jornalismo a quem tem diploma afronta o princípio constitucional da liberdade de expressão.
Para Rands (PT-PE), a decisão do Supremo gerou "uma grave insegurança jurídica para uma imensidade de profissionais jornalistas, milhares de estudantes de jornalismo e, sobretudo, para a própria ordem democrática"
. A existência de cursos universitários, porém, independe de a profissão ser ou não regulamentada. Em 2006, o Congresso chegou a aprovar projeto que regulamentava a profissão de jornalista de forma a exigir diploma universitário de todos os profissionais que atuam na área, incluindo os que fazem comentários, narrações, análise e crônicas. O projeto levou apenas dois anos para ser aprovado pela Câmara e Senado, mas foi vetado pelo Executivo. O governo alegou na época que a exigência do diploma para todas as funções é um "equívoco, um excesso na regulamentação da profissão", citando o artigo 5º da Constituição Federal, que garante o livre exercício da atividade de comunicação, e ponderou que o texto "limita o exercício do direito à liberdade de informação".

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UM FORTE ESQUEMA DE SEGURANÇA VAI GARANTIR A VOLTA DE GEISY ÀS AULAS

REPERCUSSÃO DO CASO FEZ UNIBAN SE ARREPENDER DA EXPULSÃO DE GEISY
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O vice-reitor da Universidade Bandeirante (Uniban) de São Paulo, Ellis Brown, negou nesta terça-feira que o Conselho Universitário tenha errado ao expulsar a estudante de Turismo Geisy Arruda, mas admitiu que a repercussão do caso influiu na mudança da decisão. Segundo ele, a revogação do afastamento da aluna e da suspensão de outros envolvidos foi a escolha de uma "abordagem educacional em lugar da punição disciplinar".
Geisy Vila Nova Arruda, 20 anos, 1,70, loira, olhos verdes, residente em Diadema, cidade do ABC paulista, cursa o primeiro ano de Turismo da Universidade Bandeirante, campus São Bernardo do Campo, ABC Paulista. Forte esquema de segurança deverá acompanhar Geisy em sua volta às aulas. Até o prédio onde Geisy estudava foi trocado para evitar tumulto. Mesclado ao texto deste blog, notas de agências de notícias. Acompanhem todo esse caso polêmico.

A nota divulgada pela Uniban não traz mais detalhes do recuo, feito logo após a repercussão negativa da notícia de que a estudante não poderia mais continuar seus estudos na entidade de ensino superior. Segundo notificação anterior da Universidade, publicada em jornais de São Paulo no domingo (8), a decisão de expulsar Geisy foi tomada após uma sindicância interna, que atribuiu a culpa pelo tumulto às atitudes da estudante, que teria desfilado pelos corredores, tirado fotos e passeado pelas salas de aula com um vestido provocante.
Antes da Uniban recuar em sua decisão, o Ministério Público Federal em São Paulo divulgou que instaurou um inquérito civil público para apurar as circunstâncias da sindicância que resultou na expulsão de Geisy. Também a Polícia Civil abriu na tarde de ontem um inquérito para investigar as ofensas sofridas pela estudante do curso de turismo. O caso teve grande repercussão, inclusive internacional, recebendo destaque nos jornais "The New York Times" e "The Guardian".
Ainda na tarde de ontem, antes da notícia da desistência da Uniban em expulsar Geisy, o advogado da estudante, Nehemias Melo, convocou uma coletiva em que avisou que deveria ir à Justiça para que a cliente tivesse o direito de terminar o semestre letivo na Uniban. Na ocasião, o advogado afirmou que deveria ir ao Fórum de São Bernardo do Campo para entrar com uma medida cautelar para que Geisy possa retornar à faculdade. Ele também alegou que deveria pedir a retirada os vídeos postados na internet com as imagens do dia em que ela foi agredida. Segundo o advogado, um inquérito foi aberto na delegacia da Mulher em São Bernardo do Campo para apurar o caso.
Geisy também participou da coletiva. Passou boa parte do tempo de cabeça baixa e chegou a se emocionar em alguns momentos. Ela respondeu a todas as perguntas feitas pelos jornalistas e disse que a única coisa que ela quer é terminar o ano letivo.
O Ministério da Educação (MEC), que também divulgou ontem um documento onde exigia que a universidade se manifestasse sobre a expulsão em dez dias, disse que não recebeu oficialmente nenhuma informação sobre o recuo da Uniban.
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VAIAS E TUMULTO DURANTE PROTESTO . .

Mesmo depois de revogar a decisão de expulsar a aluna Geisy Arruda, hostilizada por usar um vestido curto no último dia 22, a Uniban continua alvo de protestos. No início da noite de ontem, manifestantes fizeram batucadas em frente à universidade, levaram carro de som e acusaram a instituição de autoritarismo. Os alunos da Uniban não concordavam com a passeata. Muitos vaiaram a manifestação e gritaram para os militantes irem embora e calarem a boca. Parte do coro contra o protesto também partiu de funcionários da universidade. Os estudantes mais uma vez repetiram a postura do vídeo que gerou tanta polêmica: vaiaram e xingaram o protesto e perseguiram a apresentadora Sabrina Sato com seus celulares. Apesar do coro do grupo feminista Marcha Mundial das Mulheres e das faixas em prol da aluna, levantadas por integrantes da UNE (União Nacional dos Estudantes), de sindicatos, de ONGs e de partidos políticos, muitos não concordavam com a situação.
"Todo mundo tem culpa nessa história, inclusive a Geisy. Ela ficou desfilando e se exibindo e estava gostando do alvoroço até que tudo saiu do controle", conta Beatriz Carrera, aluna de nutrição da Uniban.
Maria Fernanda Marcelino, militante do grupo feminista, aproveitou o carro de som e denunciou a "mercantilização" do corpo das mulheres. Ao mesmo tempo, a universidade foi acusada de machista e autoritária. O clima foi tenso entre manifestantes e alunos da instituição.
Michele Alberdht, uma das alunas contrárias ao movimento, explicou o motivo pelo qual vaiou a manifestação. "Esse pessoal que veio protestar não sabe como era essa menina", diz, referindo-se a Geisy Arruda.
Angélica Fernandes, militante do Diretório Nacional do PT, relembrou o passado de São Bernardo do Campo para se queixar do presente. "Há 30 anos São Bernardo do Campo entrava pro noticiário nacional com a greve contra a ditadura. Agora nosso município volta mostrando que está nas trevas", declarou ao microfone, ainda sob as vaias dos alunos.
Quando o presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Augusto Chagas, subiu ao carro de som para finalmente anunciar a decisão da Uniban de voltar atrás sobre a expulsão de Geisy, foi recebido com mais protestos. "Ele está pegando a Geisy", gritou um estudante. "É natural a polarização. Tem gente que não compreende o debate e acha normal a violência contra a mulher", afirmou o presidente da UNE.

A apresentadora da Rede TV, Sabrina Sato, tomou a atenção dos estudantes ao desfilar de roupas decotadas em meio aos gritos da multidão. Rodeada por dezenas deles, Sabrina foi filmada e chamada de "gostosa" pelos estudantes, que pediam para ela tirar a roupa. Os alunos da Uniban repetiram nesta segunda diante das câmeras de TV o que fizeram duas semanas atrás para os visores dos celulares: perseguiram uma mulher em um vestido rosa (no caso, Sabrina Sato) e hostilizaram quem pedia tolerância.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UNIBAN NÃO VAI MAIS EXPULSAR GEISY

NOTÍCIAS RECENTES SOBRE ESSE CASO
.O Reitor da Universidade
A Universidade Bandeirante (Uniban) decidiu revogar a expulsão da aluna Geisy Arruda, 20 anos, que foi insultada por vários alunos da instituição por usar um vestido curto no campus de São Bernardo do Campo. A informação foi divulgada em uma nota oficial da instituição.
O Reitor da Universidade Bandeirante - Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, incisos IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (Consu) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão", diz a nota, sem dar mais detalhes.
O caso da estudante de turismo, Geisy Arruda (foto acima), voltou a ser abordado neste domingo por todos os jornais do Brasil e muitos do exterior, após a decisão da Universidade de São Bernardo de expulsá-la pelo uso de uma minissaia. Geisy Vila Nova Arruda, 20 anos, 1,70, loira, olhos verdes, residente em Diadema, cidade do ABC paulista, cursava o primeiro ano de Turismo da Universidade Bandeirante, campus São Bernardo do Campo, ABC Paulista. Mesclado ao texto deste blog, notas de agências de notícias. Acompanhem todo esse caso polêmico.
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A União Nacional dos Estudantes (UNE) fará ato nesta segunda-feira, a partir das 18h, em frente à Uniban de São Bernardo, no ABC PAULISTA, para repudiar a expulsão da estudante Geisy Arruda do, do curso de Turismo. O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, considerou "descabida" a decisão da Uniban: "é como nos casos em que se responsabiliza a vítima de um assalto por estar segurando a carteira ou se diz que uma mulher é culpada quando sofre um assédio ou abuso", afirmou.
A universitária foi xingada por alunos da instituição por usar um vestido considerado curto no campus no dia 22 de outubro. Em nota, a entidade estudantil convida os universitários a participarem da manifestação e sugere um desfecho para o caso: "chamamos a atenção das universidades para o fato e que alguma aceite a matrícula de Geisy, lhe oferecendo, inclusive, uma bolsa de estudos".
Geisy foi pivô de uma confusão de grande repercussão quando teve de sair escoltada pela Polícia Militar do prédio da sua faculdade devido às agressões verbais que estava recebendo dos colegas pelo vestido que usava. Imagens das agressões foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. Desde o ocorrido, a estudante não voltou mais à universidade.
A Uniban, em um comunicado pago publicado em jornais do Estado de São Paulo deste domingo, informou ter decidido expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". "Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar", diz a nota da Uniban. A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar".
No sábado, Geisy Arruda afirmou não ter sido comunicada da decisão e que ficou sabendo da expulsão no comunicado publicado nos jornais, mesmo tendo passado a tarde de sábado em uma sindicância da Uniban sobre o caso. A estudante de Turismo disse ter considerado a decisão um "absurdo".
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MEC QUER EXPLICAÇÕES
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O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira que pedirá explicações à Universidade Bandeirante (Uniban) sobre a expulsão da estudante Geisy Arruda, 20, que foi hostilizada por outros alunos ao usar um vestido curto para ir à aula.
"Vamos analisar o que ocorreu e, em vista dos esclarecimentos da universidade, o MEC pode recomendar que a universidade se comporte como uma instituição de educação", afirmou Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Educação Superior do ministério.
A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), já havia informado mais cedo que vai cobrar da Uniban explicações sobre a expulsão da aluna e sobre o andamento das medidas contra estudantes que a "atacaram verbalmente". Nilcéa condenou a decisão de expulsar a universitária e disse que a atitude da escola demonstra "absoluta intolerância e discriminação". "Isso é um absurdo. A estudante passou de vítima a ré. Se a universidade acha que deve estabelecer padrões de vestimenta adequados, deve avisar a seus alunos claramente quais são esses padrões", afirmou a ministra.
Segundo Nilcéa, a ouvidoria da SPM já havia solicitado à Uniban explicações sobre o caso, inclusive perguntando quais medidas teriam sido tomadas contra os estudantes que hostilizaram a moça. Hoje, a SPM deve publicar nova nota condenando a medida e provocando outros órgãos de governo como o Ministério Público Federal (MPF) e o MEC.
Geyse foi hostilizada no dia 22 do mês passado por cerca de 700 colegas, por usar um vestido curto durante as aulas. Aluna do primeiro ano do curso de Turismo, a estudante foi expulsa da instituição, que tem sede em São Bernardo do Campo (SP). A decisão foi divulgada em nota paga publicada ontem em jornais paulistas.