sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Leon

Morava naquele prédio há pouco tempo e, como acontece nas cidades grandes, não conhecia os vizinhos, com quem cruzava, eventualmente, nos corredores, saudando-os com um cumprimento cordial. Não sei exatamente quando comecei a notar uma presença que, aos poucos, foi se tornando marcante, talvez pela inusitada estampa da pessoa, talvez pelo seu procedimento sistemático. Ele morava no fundo do corredor, no mesmo andar.
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Era um velhinho, cabelos brancos, abundantes, ondulados, bem-penteados. A Barba igualmente branca, maçãs do rosto rosadas, sorriso comedido e uns olhinhos... hum! pra lá de matreiros, que se sobrepunham aos óculos de armação redondinha! Vestia roupas comuns, simples, mas que lhe caiam perfeitamente, escondendo o ventre algo proeminente.
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Eu saía para o trabalho, todos os dias a mesma hora, geralmente apressada, cheia de anotações mentais, preocupada com a agenda diária a ser cumprida. A primeira vez que o vi, entramos juntos no elevador. Cumprimentei-o e sorri. Ele apertou o botão e notei que segurava um saco de tecido em uma das mãos. Dobradinho. Descemos. Agradeci quando abriu a porta e saímos, cada qual para o seu lado. E assim sucederam-se os dias. Olá! Bom-dia! Como vai? Que dia lindo! Como está frio! Será que ainda vai chover muito?
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Raramente o via quando voltava do trabalho, já que não tinha horário. Uma noite, já bem tarde, ao entrar no prédio, vi que ele também aguardava o elevador. Desta vez, devolvi a gentileza, apertando o botão do nosso andar, porque ele trazia o saco, que segurava com as duas mãos. Parecia pesado e ele, cansado.
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Fiquei extremamente curiosa com aquela situação que virava rotina e indaguei ao porteiro quem era aquela figura. – Ah! É o Seu Leão. Desde que veio morar aqui, é assim... Saco vai vazio, vem cheio. É boa gente, sempre sozinho, a esposa já se foi, faz tempo. Não sei o que ele faz, não dá entrada pra conversa... Acho que é aposentado.
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Na manhã seguinte, na mesma hora, no mesmo corredor, cumprimentei-o: - Bom-dia, Seu Leão! Ele sorriu e respondeu, com um sorrizinho travesso:- Bom-dia, mas não é Leão; é Lé-on, disse ele, fazendo questão de pronunciar o e bem aberto. - Ah! Como o Tolstoi, brinquei... – Isso! É o Jesus que me chama de Leão... - E a senhora, qual é o seu nome? – Sou Maria. – Lindo nome, como a Mãe do Nosso Senhor. Concordei e nos despedimos.
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Assim foi, por meses. Na correria antes das festas de fim de ano, me dei conta que naquela dia não tinha me deparado com o Leon. Lendo as notícias na internet, uma, em especial, chamou minha atenção: “Idoso atropelado num cruzamento no centro – carregava saco cujo conteúdo ficou espalhado na rua”. Leon Pinheiro está hospitalizado no Divina Providência e chama por Maria... Li as últimas palavras já com a certeza de que a Maria era eu e voei para lá, com o coração na mão.
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- Sou a Maria que o Seu Leon Pinheiro chama.
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- É parente? – Não, sou vizinha. Ele não tem ninguém.
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– Entre, então, porque ele não para de chamá-la!
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Leon, deitado no leito, tinha cara de desespero profundo; a perna engessada. Quase não podia falar. Quando me viu, serenou, ensaiou um sorriso dolorido e puxou algo debaixo do travesseiro. – É a chave do apartamento. Entra lá e saberá o que fazer. Desde o dia em que pronunciou o meu nome, sabia que podia contar contigo. Saí e disse que voltaria, mesmo ainda em dúvida de que missão me havia sido delegada.
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Entrei silenciosamente no apartamento de Leon. Tudo imaculadamente limpo. Fui de aposento em aposento, até me deparar com um quarto cheio de sacos. Sacos cheios! 365 sacos! Em cada um, havia a anotação, em letra caprichosamente traçada: Para os meninos do Presídio Central; para as meninas do Lar de Miriam; para as crianças do Hospital Santa Casa; para as vovós do Asilo Padre Cacique... E assim fui lendo, como pude, as mais de três centenas de bilhetinhos, porque as lágrimas teimavam em cair, embaçando a minha visão...E em todos, uma assinatura: Papai Noel. Claro! Papai Le-on!
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Pedi ajuda de amigos, parentes, vizinhos, para que os sacos de Papai Leon chegassem, sãos e salvos, ao seu destino. Ao retirar o último, notei que um pequeno saco tinha ficado no chão e me abaixei para pegá-lo. Parecia vazio. Também tinha um bilhetinho: Para Maria, do Papai Noel. Abri, curiosa, e dentro encontrei outro saco, igual aos de Leon. Entendi a mensagem – ele tinha me tornado parceira de sua missão, antes mesmo de saber que não poderia completá-la sem a minha ajuda.
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No dia de Natal, fui visitar Leon e o encontrei sorridente, recuperando as energias. Já o tinha avisado da missão cumprida. Fui desejar-lhe Feliz Natal e mostrar que a parceria havia sido aceita – levei 365 sacos, iguais aos dele, pronta para imitá-lo na mais gloriosa jornada que alguém pode empreender – a da solidariedade!
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Desejo a todos um feliz e abençoado Natal e que em seus corações reservem um espaço para a solidariedade – seja a de um sorriso, a de um aperto de mão, a de um abraço ou a de uma pequena lembrança que traduza o seu carinho para quem nada tem. Também sou Maria. Nivia Maria, como minha bisavó, minha avó e minha mãe. Também conheci um Leon, meu pai, Luiz Carlos. Eles me ensinaram a ser solidária. A historinha fica por conta da minha emoção e da arte maravilhosa de saber juntar as palavras, dando-lhes um sentido. E escrevendo-as com amor. Todas as palavras que eu juntar ainda vão ser poucas para traduzir o agradecimento a todos vocês, queridos amigos, que me brindaram, neste ano, com o melhor presente que alguém que escreve pode receber – a sua atenciosa leitura!
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Nivia Andres, jornalista, graduada em Comunicação Social e Letras pela UFSM, especialista em Educação Política. Atuou, por muitos anos, na gestão de empresa familiar, na área de comércio. De 1993 a 1996 foi chefe de gabinete do Prefeito de Santiago, Rio Grande do Sul. Especificamente, na área de comunicação, como Assessora de Comunicação na Prefeitura Municipal, na Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACIS), no Centro Empresarial de Santiago (CES) e na Felice Automóveis. Na área de jornalismo impresso atuou no jornal Folha Regional (2001-06) e, mais recentemente, na Folha de Santiago, até março de 2008. Blog: http://niviaandres.blogspot.com/
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

JESUS, O ENVIADO DE DEUS

Jesus, enviado de Deus, a cada dia 25 de dezembro, renasces para a humanidade. Seu nome é lembrado como sinônimo de grandes festas. Festas que lembram mais o deus Baco da mitologia grega. Presentes, consumismo exagerado... Há até certa prodigalidade que certamente será sentida nos meses que se sucederam quando as prestações ou cheques pré-datados começarem a vencer e não puderem ser pagas. O índice de inadimplência aumentará e, em consequência, os juros serão maiores para cobrir os prejuízos que os caloteiros causaram em nome do orgulho, da vaidade... Jesus nasceu em uma manjedoura. Todos sabem disso! Não se sabe o nome do dono do estábulo que acolheu a família. Anônimo como ele, eram outras pessoas que certamente acolheram José e Maria.
Como exemplo para humanidade, o Messias prometido nasceu pobre materialmente. Ao contrário do que esperava o povo judeu. Quando Jesus nasceu a Palestina estava sob o domínio do império romano. O povo judeu desejava ardentemente a liberdade. Muitas revoltas já haviam acontecido e iriam acontecer nesta província. Mais do que nunca a palavra messias era associada à idéia de libertação das leis romanas. Um Messias verdadeiro seria um Messias guerreiro que iria libertar o País e ser seu rei. Ao contrário do que esperavam Jesus pregou o amor ao próximo e que a verdadeira vida não é deste mundo. Ensinamentos que não conseguiram ser assimilados de imediato por aquela multidão de materialistas e porque não dizer, inconsequente. Porém, seu código de paz e amor fez eco, repercutiu! Impérios caíram. Outros nasceram e ruíram. Idéias mil surgiram. Filósofos com fórmulas políticas esdrúxulas sem sentido. Outras com algum conteúdo conseguiram deslumbrar por algum tempo e não vingaram. Permanece a palavra de Jesus. Os homens a entendem, mas recusam-se a segui-la! Alguém já se perguntou a razão? A resposta é tão simples como dois mais dois é quatro. Por sermos imperfeitos temos medo de amar. Amar sem esperar nada em troca. Simplesmente AMAR! E foi esse o recado que o Enviado de Deus (Messias) trouxe de Deus e que, vinte e um séculos decorridos de seu nascimento ainda não aprendemos. Insistimos em repetir o ano. E isso nos traz sofrimentos atrozes... A mágoa, o orgulho, o egoísmo, a vaidade, a luxúria entre outros vícios morais insistem em permanecer em nossas vidas, prejudicando nossa evolução espiritual e atingindo órgãos de nossa vida biológica.
E as pessoas não conseguem perceber ou entender a amplitude dos ensinamentos do MESSIAS, cujo aniversário a humanidade comemora com grandes festas. Ceias fartas, presentes caros e outros não tanto. Papais-noéis em muitas partes. Uma ilusão... Um sonho... Uma fantasia! Mentes infantis vagueiam no éter. Tudo criado por uma mídia sequiosa que também não aprendeu o verbo AMAR, no seu verdadeiro significado.
E os miseráveis? Os “deserdados da sorte”. São Milhões e Milhões que não chegarão perto de um fictício papai-noel. Alguns talvez encontrem algum brinquedo imprestável nos lixões das grandes cidades. Quem sabe alguns restos de comida do “dia seguinte”! Outros nada encontrarão. Muitos morrerão de sede e fome e em conflitos armados espalhados por este mundo, onde homens de má vontade insistem em ODIAR.
Neste Natal, faço uma sugestão. Vamos festejar as mais de cem mil visitas deste blog buscando ou adotando alguém que nunca teve a oportunidade ou não espera o Papai-Noel. Alguns brinquedos e alimentos certamente farão a alegria de poucos é verdade, mas tenho certeza, nos alegrará e despertará em nossos corações o verdadeiro espírito natalino. E assim, a herança deixada pelo Mestre Jesus, o Enviado de Deus, frutificará cada vez mais e o verbo AMAR, será conjugado para sempre.
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*J. Morgado é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, escrevendo crônicas, contos, artigos e matérias especiais. Contato com o jornalista pelo e-mail: jgarcelan@uol.com.br
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A CIDADE DE SÃO PAULO INVADIU OS RIOS

São Paulo terça-feira da semana passada esteve literalmente parado. Caos total. E não parava de chover. Na noite anterior, quando percebi que a chuva não parava, já sabia que não teríamos terça-feira, ou seja, dia útil. O dia tornou-se inútil, e pior, com gravíssimos prejuízos para a cidade, que depois vai pagar essa conta, com frutas e legumes mais caros, pois o Ceasa voltou a se transformar num lago só, com melancias e legumes boiando, uma tristeza. O pior é que favelados das imediações vão acabar se contaminando ao ingerir esses alimentos, como sempre acontece.
“O rio invadiu as marginais”, dizem equivocadamente nossos coleguinhas da TV. Errado: foi a cidade que muito antes invadiu o rio. Essas marginais jamais poderiam existir no lugar onde estão. É um retrato da incompetência das nossas autoridades, de qualquer época, com a conivência, ou ignorância, dos engenheiros.
Até uma criança é capaz de entender o problema: todo rio precisa de um espaço, que pode ter diferentes nomes, mas é tudo a mesma coisa: “área de enchente”, “várzea”, “cota de inundação”, etc.
Todos os anos, de novembro a março, ocorre no Sul-Sudeste a estação das chuvas. É óbvio que os rios vão transbordar. É assim na selva e em qualquer outro lugar do mundo. Todo rio transborda, é um fenômeno normal da natureza. Quando as águas depois baixam, naquelas várzeas geralmente brota uma vegetação exuberante e ali também proliferam bichinhos da terra, que fazem parte da sua riqueza, constituem seu organismo vital e maravilhoso.
Então, quando o homem na sua burrice e ganância invade esse espaço que é do rio, pavimentando tudo, acabando com a drenagem natural, matando essa riqueza do solo, vai ter como resposta da natureza o que seguidamente vemos em São Paulo. Sem ter para onde ir, o rio vai buscar seu espaço a qualquer preço: invade as ruas, casas, empresas. O Ceasa, por exemplo, jamais poderia estar ali. E não me venham dizer, por favor, que num país do tamanho do Brasil espaço é problema.
Não bastasse essa ocupação irregular das várzeas, por culpa sim das autoridades, que não só permitiram como também promoveram a ocupação, com dinheiro do contribuinte, há também o secular problema da falta de educação do povo, que joga todo tipo de lixo nas ruas e nos rios. Do simples papel de bala e todo tipo de detrito não degradável, a sofás e carcaças de carros velhos, tudo é jogado nos nossos rios. Depois não querem enchentes.
Outro problema é a encosta dos morros. É uma insanidade total construir casas nas encostas do morros. Mesmo com a vegetação, o morro sofre mutações permanentes, aquilo não é algo tão sólido como parece. Tanto que na Serra do Mar, onde há túneis e pontes, é necessário um monitoramente de engenharia e geologia permanente, para acompanhar as mutações. Ora, queridos leitores do Blog do Edward de Souza, a ocupação ilegal das encostas, aumentando a instabilidade do morro e causando seu desmatamento, vai agravar e potencializar um fenômeno que também é parte da dinâmica da natureza. É evidente que as chuvas vão tornar aquele terreno mais instável do que naturalmente já é. E isso ocasiona os deslizamentos, soterrando casas e pessoas, uma tragédia lamentável e que poderia ser evitada, como no caso das enchentes, com uma única e sensata decisão: respeitar sempre a natureza!
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EM TEMPO: Oito dias depois da enchente que atingiu a cidade de São Paulo, os moradores da região do Jardim Pantanal, na zona leste, continuam ilhados. Mau cheiro, ratos, água suja e esgoto tiram o sono dos quase 10 mil moradores afetados pela cheia. De forma improvisada, cada um tenta uma solução "caseira" para amenizar a situação. O local fica na várzea do rio Tietê e a previsão é de que a situação só se normalize no fim desta semana. A chuva que causou o alagamento na zona leste foi o equivalente a cerca de um terço de toda a precipitação esperada para o mês de dezembro, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Decorridos apenas oito dias do início do mês, a cidade já registra um acumulado médio de 143,1mm, que reflete em 71,2% da média para o mês. Segundo a subprefeitura, até agora 9.907 pessoas foram atendidas e 157 foram encaminhadas para abrigos da prefeitura. A prefeitura já distribuiu cestas básicas, colchões e cobertores nas áreas afetadas.
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*Milton Saldanha, 64 anos, é jornalista e dono de notável memória, que adora manter sempre viva.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA
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Está em curso, em Copenhague, a capital da Dinamarca, a maior conferência climática da história, com 20 mil delegados de 192 países, gerando expectativa enorme e uma bela lista de impasses. No país nórdico encontram-se ambientalistas, políticos, cientistas, imprensa, turistas, curiosos, cada qual com seu posicionamento e interesse. E nós, como nos inserimos nessa questão? Aquecimento global, mudanças climáticas, poluição, energia, água, lixo, consumo estão na nossa agenda diária de preocupações? Ou isso quem resolve é o governo e a sociedade não têm nada a ver com a iminência de uma catástrofe de proporções inimagináveis? Afinal, o que se discute em Copenhague?
A polêmica maior está nas metas de redução de gases-estufa e na falta de recursos financeiros para que os países mais pobres se adaptem aos efeitos da mudança do clima e criem economias mais limpas. Cada nação apresenta uma meta de redução das emissões de gases que, no conjunto, apresenta-se desigual, levando em conta pontos de partida diferentes e uma matemática de emissões pouco transparente. E o maior problema é que essas metas muito abaixo do que os cientistas avisam ser necessário para evitar o aquecimento excessivo da Terra.
Os Estados Unidos falam em cortes de emissão de 17% em 2020 em relação a 2005. A União Européia promete 20% em 2020 em comparação a 1990 e 30% se os EUA e a China pactuarem igual meta. Outro ponto de atrito no mundo dos ricos é que a meta dos EUA não cobre todos os setores de sua economia - a agricultura, por exemplo, está de fora. Nas grandes economias emergentes também há uma diversidade de percentuais.
Brasil, China e Índia anunciaram suas propostas de redução de gases-estufa, o que faz com que suas delegações cheguem fortalecidas a Copenhague. O Brasil promete de 38% a 42% de corte na tendência crescente de emissões até 2020. Isso significa 15% de redução, em 2020, em relação aos níveis de emissão de gases-estufa de 2005, diminuindo radicalmente o desmatamento na Amazônia (80%) e no Cerrado (40%).
China e Índia estabeleceram outro parâmetro. Os chineses prometem 40% a 45% de corte na intensidade de emissões em 2020 em relação a 2005, patamar insuficiente para o planeta, segundo os especialistas. A Índia anunciou uma redução na intensidade de carbono (uma medida que relaciona a emissão de gases-estufa por unidade de PIB) de 20% a 25% em 2020 sobre os níveis de 2005. Já pelos industrializados, a maior promessa é a da Noruega, de 40%.
Mas, todas as metas, em conjunto, são muito inferiores ao que os cientistas avaliam ser necessário para combater as mudanças climáticas. Segundo o relatório do IPCC, o órgão científico da ONU, divulgado em 2007, a redução de gases-estufa feita pelos países ricos deveria ser de 25% a 40% entre 2013 e 2020. As atuais propostas indicam redução entre 10 e 24%.
Toda essa parafernália de números e promessas nos fazem chegar a uma conclusão óbvia - nenhum país quer abrir mão de seu processo de desenvolvimento em nome de um possível cataclisma que, sabe-se lá, quando vai acontecer...É revoltante verificar que a competição econômica, a dancinha das cadeiras do poder é mais importante do que a preservação da vida na Terra!
E não é por falta de aviso. Há anos que o planeta manda telegramas, cartas, e-mails e toda sorte de informação comunicando que o equilíbrio está por um fio – geleiras se desprendem da calota polar; secas e enchentes se multiplicam; furacões, ciclones e tornados acontecem em locais antes improváveis, causando devastação e morte; frio e calor congelam e torram a natureza e o homem. E não são interpretados como aviso?
Definitivamente, haverá algo de podre no reino da Dinamarca nestes dias de dezembro se as autoridades responsáveis pelo destino da Terra não chegarem a um consenso mínimo que permita um novo recomeço.
E nós, indivíduos, gente, povo, sociedade, inquilinos deste planeta ainda azul, temos consciência do perigo que nos espreita e dos bilhetes desesperados por mudança que ele escreve sem parar? Além do alerta que vem de cima, pelo estrago diário que cometemos, devemos lembrar que, além do problema ecológico, aqui, no Brasil, temos um problema sanitário; nossa verdadeira tragédia ambiental é o fato de que 50% da população não dispõe de rede de esgotos ou de que dois terços dos esgotos são lançados nos rios sem tratamento nenhum. Na Amazônia, onde há o maior volume de água doce do mundo, a maioria da população não tem água decente para beber. Nas área pobres das cidades, o lixo não é coletado - acaba em rios, represas ou na rua. A questão ecológica real, no Brasil, chama-se pobreza."
Mas o governo brasileiro prefere gastar milhões para assegurar que o filme Lula, o Filho do Brasil, seja assistido por toda a população mais pobre do país, garantindo-lhe o essencial - pão, circo e voto, bem melhor do que água encanada e esgoto. Afinal, obra enterrada não aparece, nem elege ninguém... O tempo, o vento, o apagão, o desmatamento da Amazônia, isso a gente discute na Dinamarca, bem longe, para não atrapalhar o lançamento do filme...
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Nivia Andres, jornalista, graduada em Comunicação Social e Letras pela UFSM, especialista em Educação Política. Atuou, por muitos anos, na gestão de empresa familiar, na área de comércio. De 1993 a 1996 foi chefe de gabinete do Prefeito de Santiago, Rio Grande do Sul. Especificamente, na área de comunicação, como Assessora de Comunicação na Prefeitura Municipal, na Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACIS), no Centro Empresarial de Santiago (CES) e na Felice Automóveis. Na área de jornalismo impresso atuou no jornal Folha Regional (2001-06) e, mais recentemente, na Folha de Santiago, até março de 2008.
Blog:
http://niviaandres.blogspot.com/
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domingo, 13 de dezembro de 2009

ESPECIAL DO FINAL DE SEMANA:
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.AMIGOS PARA SEMPRE...
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Depois de perder os pais, esse orangotango de três anos de idade estava tão deprimido que se recusava a comer e não respondia muito bem aos tratamentos e remédios. Os veterinários achavam que ele iria se entregar à morte. O velho cão foi encontrado perdido nos arredores do zoológico, e quando levado para dentro da sala de tratamento, se encontrou com o orangotango, e os dois se tornaram amigos inseparáveis desde então.
O orangotango encontrou uma nova razão para viver e se esforça ao máximo para fazer seu novo amigo acompanhá-lo em suas atividades.
Eles vivem no norte da California e a natação é o esporte favorito de ambos, embora Roscoe (o orangotango) ainda tenha um pouco de medo da água e precise da ajuda do amigo para atravessar a nado.
Eles passam o tempo todo juntos e podemos ver,
pelos sorrisos e risadas, o quanto são felizes.
Juntos descobriram o lado engraçado da vida e o valor da amizade.
Encontraram mais do que um ombro amigo para debruçar...
E Viva a amizade!
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Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar. (Cora Coralina)
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Enviado pela Cristina Fonseca - Fonte internet.
Um bom domingo a todos...
Edward de Souza

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ESPECIAL: A MÍDIA E O CRISTIANISMO

Na Revista época de número 396 – 19 de dezembro de 2005 há uma matéria denominada “A Construção de Cristo” assinada por Ivan Padilla, aliás, com uma chamada na capa intitulada “JESUS desde o Início”. Foi uma agradável surpresa, pois raramente se vê uma reportagem, artigo, crônica, ou seja, lá o que for retratando fatos históricos religiosos que chegam muito perto da verdade.
O que sempre se vê sobre o assunto são inverdades que partem de uma só fonte, não se dando o jornalista ao trabalho de verificar junto a documentos históricos que estão ao alcance de qualquer um, se realmente aquilo que ele colheu como dados de fonte parcial são verdadeiros ou não. Quando eu disse que estão ao alcance de qualquer um, me refiro à enciclopédia Britânica, Delta Larousse, etc. como meios mais simples, pois existem centenas de livros históricos de autores nacionais e internacionais sobre o assunto Religião, além de documentos muito antigos que podem ser consultados em Museus e Arquivos históricos.
O passado recente tem-nos mostrado a má-fé da mídia controlada por grupos contrários a filosofia Espírita. Ao lermos as biografias de espíritas que se destacaram como Eurípedes Barsanulfo, Cairbar Schutel, Chico Xavier e tantos outros vemos a luta que eles empreenderam contra a religião local. Venceu a bondade, a paciência e a perseverança, além das verdades incontestes inseridas na Terceira Revelação.
Mas, vamos muito mais além, sempre que havia ou há algum problema com indivíduos ligados a religiões do Sincretismo-Religioso, os jornalistas ou apresentadores de televisão não hesitam em mencionar a palavra Espiritismo, como se todas as religiões que lidam com espíritos fossem “Espíritas”. Aliás, só para lembrar, este vocábulo foi criado por Kardec exatamente para se evitar confusões. Além disso, por ignorância ou para confundir, eles se esquecem que todas as religiões são espiritualistas ou, para melhor entender, todas aquelas que acreditam na vida após a morte.
Em passados recente, espíritas eram convidados para proferirem esclarecimentos sobre a Doutrina nas emissoras de televisão. Não rejeitavam o convite pensando que iriam realmente cumprir uma nobre missão. Sempre eram surpreendidos com uma “armadilha sensacionalista”, pois ali estavam pessoas de outras religiões e entre elas o Padre Quevedo. Interessante que nunca vi esse sacerdote se confrontar com Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco ou Waldo Vieira. Porque Será?
Na verdade é o seguinte, os que tentaram fazer com o Espiritismo (que venho reavivar o Cristianismo na sua essência) fizeram com a Doutrina de Jesus, ou seja, deturparam-na para atingir objetivos escusos e materialistas. Isso está na História, para quem querer consultá-la.
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VULGATA
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Para melhor entender como se deu essa deturpação vamos recorrer a Leon Denis, no seu livro Cristianismo e Espiritismo em sua 9ª. "Edição, publicação FEB."
... A fim de pôr termo a essas divergências de opinião, no próprio momento em que vários concílios acabam de discutir acerca da natureza de Jesus, uns admitindo, outros rejeitando a sua divindade, o papa Damaso confia a São Jerônimo, em 384, a missão de redigir uma tradução latina do Antigo e o Novo Testamento. Essa Tradução deverá ser daí por diante, a única reputada ortodoxa e tornar-se-á a norma das doutrinas da Igreja: foi o que se denominou a VULGATA.
Esse trabalho oferecia enormes dificuldades. São Jerônimo achava-se como ele próprio o disse, em presença de tantos exemplares quantas cópias. Essa variedade infinita de textos o obrigava a uma escolha e retoques profundos. É o que, assustado com as responsabilidades incorridas, ele expõe nos prefácios da sua obra, prefácios reunidos em um livro célebre. Eis aqui, por exemplo, o que ele dirigiu ao papa Damaso, encabeçando a sua tradução latina dos Evangelhos:
“Da velha obra me obrigais a fazer obra nova”. “Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo o mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgados, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido”.
“Qual de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar (novo), depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque, terei a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros? (meclamitans esse sacrilegum qui audeam aliquid in veteribus libris addere, mutare, corrigere)” (8).
“Um duplo motivo me consola desta acusação”. “O primeiro é que vós, que sois o soberano pontífice me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas a aprovação dos maus”.
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Deturpações através do tempo
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O texto de Leon Denis prossegue relatando toda a história das alterações havidas dando uma visão geral do que realmente houve com os evangelhos e o manuseio destes em mãos de pessoas inescrupulosas, alterando textos, palavras, fatos históricos, tudo em nome do poder e do materialismo. Para isso, foi usada a mídia da época; proclamas, sermões, etc. Para poderem proceder a uma lavagem cerebral na população de então usaram de todos os meios, criando mitos e os tais dogmas.
O medo era usado como arma para dominar a população de então. A Idade Média, o período mais escuro da história serviu como palco para o desvario e a mentira. Só os privilegiados poderiam aprender a ler e escrever e essa casta era a eclesiástica. O primeiro cisma se deu por volta de 1054 d.C. quando a Igreja Grega separou-se da Romana, depois em l5l7 a Reforma por Martinho Lutero e daí por diante as inúmeras religiões ocidentais oriundas do Luteranismo. A mídia sempre funcionando. Nessas alturas os livros já proliferavam e cada uma das religiões criadas dava uma mãozinha para alterar aqui e ali alguma coisa no Novo Testamento para “puxar a sardinha para o seu lado”. Por essa razão o bom cristão busca sempre um Novo Testamento que tenha origem da tradução grega. Até onde houve alterações nesses velhos manuscritos não sabemos. O que temos com a Graça de Deus nosso Pai e O Evangelho Segundo O Espiritismo e desse nos servimos com entusiasmo para aprender sempre. Não que não houvesse pessoas que desejassem alterá-lo, mas, estão aí os bons espíritas que não deixarão fazê-lo.
Mas a mídia também é responsável pela divulgação da Terceira Revelação. Assim, quando foi publicado o Livro dos Espíritos em 1857, gerando uma intensa polêmica, a doutrina se espalhou rapidamente pela imprensa e assim que os outros livros do Pentateuco foram publicados novas polêmicas e mais avanços. Até quando da queima de livros espíritas pela tal da Santa Inquisição na Espanha, a Doutrina avançou.
Depois vieram os livros e as conferências de Léon Denis, cognominado o “Apóstolo do Espiritismo” que dedicou praticamente quase toda a sua vida na divulgação da Doutrina dos Espíritos. Foram vários os propagadores da Doutrina na época; podemos citar alguns deles como Gabriel Delanne, Camille flamarion, grande astrônomo e líder espírita francês, etc. E, para finalizar, lembramos que o Livro de Léon Denis “Depois da Morte”, despertou Eurípedes Barsanulfo para o Espiritismo e o Livro dos Espíritos serviu de despertador para o Dr. Bezerra de Menezes.
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*J. Morgado é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, escrevendo crônicas, contos, artigos e matérias especiais. Contato com o jornalista pelo e-mail:
jgarcelan@uol.com.br
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GANHADORES DE BOMBONS E LIVROS

Em sorteio que terminou na noite de ontem, por volta das 23 horas, um homem e uma mulher foram premiados com uma super caixa de bombons russos, contendo 100 unidades e irão receber em casa, via sedex, esses brindes. Duas outras mulheres também foram premiadas com cinco livros para cada uma. Um livro do escritor francano Garcia Netto, "Filhos Deste Solo" - Medicina & Sacerdócio, outro do escritor andreense, Guido Fidelis, "Dádiva" e outros três da série premiada "O Conto Brasileiro Hoje", com renomados escritores brasileiros, publicação da RG Editores, de São Paulo. Esses livros também serão enviados para as residências das sorteadas. Todos os premiados devem entrar em contato ainda hoje, fornecendo seus endereços. Um prazo de 48 horas para se manifestarem, do contrário perderão o direito aos prêmios que voltarão para novo sorteio. Para reclamarem o prêmio, enviem seus endereços para:
edwardsouza@terra.com.br
Receberão as caixas de bombons: Tanaka, de Osasco, São Paulo e Lidiane, da Metodista de São Bernardo do Campo. Os livros serão entregues para as seguintes ganhadoras: Ana Célia de Freitas, de Franca, São Paulo e Karina, da Unicamp de Campinas. Mais três livros de Garcia Netto, Guido Fidelis e da série "O Conto Brasileiro Hoje" serão sorteados durante os próximos dias, aguardem! Esses brindes fazem parte da comemoração dos 100 mil acessos, marca histórica registrada nesta quinta-feira pelo blog, que recebeu mais de 600 visitas nesse dia, além de 66 comentários. (Edward de Souza)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

CEM MIL ACESSOS EM MENOS DE UM ANO

Esse blog completa hoje uma marca histórica: 100 mil acessos em menos de um ano. E pensar que tudo começou de uma brincadeira. No começo deste ano, no dia 4 de janeiro, mais precisamente, resolvi "fuçar" num programa do Google para ver como funcionava um blog. Sem noção nenhuma, nem explicações, comecei a "pilotar" uma máquina estranha logo pela manhã desse dia, começo de ano. Não sabia onde estava o volante, a embreagem, muito menos o breque. No final da tarde, para minha surpresa, um blog sem nome estava montado. Dei-lhe um título provisório, escrevi uma matéria em 20 minutos e consegui postá-la. Estava feliz como uma criança quando ganha um presente que tanto sonhava. Comuniquei o fato para alguns amigos, dizendo que agora eu tinha um blog. Durante alguns dias fui postando matérias e aprendendo os macetes de um blog. Errava muito, corrigia e seguia em frente. Em menos de um mês comecei a receber visitas de algumas estudantes de jornalismo da Metodista de São Bernardo e da Cásper Líbero. Todas querendo ler velhas histórias de minhas passagens por jornais e emissoras de rádio e TV. Aumentava a responsabilidade. Na medida em que postava crônicas e artigos, os comentários foram aumentando e acabamos criando uma família virtual, hoje real. Trocamos e-mails e eu recebia muitas sugestões que procurava sempre acatar. Contei aqui o famoso caso do "Bebê-diabo", publicado no extinto Jornal Notícias Populares e foi um estouro. Quase mil visitas ao blog naquele dia e o interesse de algumas publicações no assunto. A Revista Eclésia, com o amigo jornalista Donizete entrou em contato pedindo autorização para publicar aquele relato. Foi consentido e saiu a revista para todo o Brasil com minha foto. Senti a força de um blog. Mas, com o passar dos primeiros meses, com outras responsabilidades, percebi que já não tinha fôlego para continuar sozinho. Convidei o amigo-irmão J. Morgado para escrever alguns artigos e me ajudar nessa missão de dar sequência ao blog. A princípio, Morgado prometeu escrever apenas um artigo por quinzena, mas depois se entusiasmou e passou a ser um dos que mais participam, com excelentes artigos que agradam a todos os nossos leitores. E J. Morgado já escreveu mais de 40 artigos neste blog. Outros velhos amigos dos bons tempos de redações em jornais se interessaram pelo blog. Édison Motta, um deles. Enviou um artigo e foi um sucesso. Escreveu outros, mas com tempo escasso, anda sumido, mas deve voltar em breve. Milton Saldanha veio a seguir e o blog criou mais força. Atuante, Milton Saldanha é polêmico e gosta de encarar uma boa e inteligente discussão. Com larga bagagem em redações, tendo inclusive chefiado a do "Estadão", no ABC Paulista e do Diário do Grande ABC, os textos de Milton continuam fazendo estrondoso sucesso. Acaba de me enviar excelente artigo sobre as chuvas que derrubaram São Paulo, mas como hoje o dia é de festa, achei por bem postá-la mais tarde. E a Nivia, como apareceu? Casualmente conheci a jornalista gaúcha Nivia Andres, que tinha um blog. Trocamos idéias. Certo dia, visitando seu blog, li uma matéria escrita por ela que me encantou. Sobre sua família, seus bons tempos de infância e a paixão que sua família passou a ter pelo Grêmio, tudo para contrariar um vizinho que torcia pelo Internacional. Pedi autorização para a Nivia e ela concordou que eu repetisse nesse blog o seu texto. Outro sucesso e o convite para que Nivia Andres se juntasse ao nosso grupo. Para minha alegria ela aceitou e faz o blog "bombar" quando escreve seus artigos ou resenhas. Além de ser companheira dedicada e nos dar sempre belas sugestões para a continuidade deste trabalho, Nivia hoje é uma figura querida por todos os frequentadores deste espaço. Veio Oswaldo Lavrado com seus textos sobre velhas histórias do rádio. Nossas viagens para transmissões de futebol pelo Brasil, contadas de uma forma simples e descontraída agradou em cheio. Além dessas histórias, Lavrado, experiente radialista e jornalista, nos brindou com outros bons textos, sempre com uma margem superior a 30 comentários, cada um deles. Ademir Medici, Guido Fidelis são outros bons amigos e experientes escritores e jornalistas que sempre nos ajudam com bons e polêmicos textos. Recentemente a Cristina Fonseca, que eu já conhecia há alguns anos, juntou-se a nós com seu talento e ilustra com maestria nosso blog. Vejam o bolo acima.
Não poderia deixar de citar a colaboração preciosa desse amigo que aprendi a admirar e respeitar que é o Professor João Paulo de Oliveira. Já teve um artigo seu publicado nesse blog e deve voltar com outro antes do Natal. Citar nomes de amigos e amigas, nossas companheiras e companheiros que todos os dias nos visitam, poderia cometer injustiças, por isso, fica aqui apenas o meu muito obrigado a todos vocês, razão do sucesso deste blog. Chegamos aos cem mil!

BOMBONS RUSSOS NA COMEMORAÇÃO
DOS CEM MIL ACESSOS NO BLOG
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Na comemoração das cem mil visitas, esse blog vai dar alguns prêmios para nosso leitores. É preciso prestar atenção nas explicações que seguem. O leitor que entrar no blog quando o cronômetro marcar 100 mil visitas vai receber cinco livros de presente. É preciso que ele ou ela entre imediatamente em comentários e dê seu nome. Vamos marcar o horário que se deu a marcação dos 100 mil e conferir com sua postagem para identificá-lo. Outros prêmios deverão reforçar o envio desses livros, dependendo do ganhador, se homem, ou mulher. Feito isso, durante o dia todos os participantes que deixarem comentários, ou simplesmente um alô, poderão ganhar super caixas com 100 bombons russos cada uma, oferta do amigo Eurípedes Sampaio, de Jundiaí, representante do produto no Brasil. Essas fotos dos bombons russos foram enviadas pelo Eurípedes. No final da noite desta quinta-feira, às 22 horas, encerraremos as participações. Eurípedes e quatro funcionárias vão colocar todos os nomes em uma sacola e sortear dois ganhadores, cujos nomes serão conhecidos amanhã pela manhã. Os ganhadores receberão as caixas em casa. Boa sorte a todos!
EM TEMPO: o amigo jornalista e radialista Garcia Netto, que também assina uma coluna no Jornal "O Comércio da Franca", acaba de enviar um comentário de congratulações a todos os jornalistas deste blog pelos cem mil acessos conquistados no dia de hoje. E ofereceu cinco exemplares do livro de sua autoria, "Filhos Deste Solo" - Medicina & Sacerdócio, uma excelente obra que tenho em casa, já li e recomendo. Faremos o sorteio e enviarei aos premiados um exemplar desse excelente livro de Garcia Netto. Grato, meu bom amigo!