segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

UMA VELINHA QUE VALE POR MIL
UM ANO DE SUCESSO
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Existe uma frase simples, mas muito importante que é “Podemos tudo que cremos”. Quando acreditamos que somos fortes, que podemos superar adversidades e lutar por um ideal somos sempre vitoriosos. Nesta segunda-feira nosso blog completa o seu primeiro ano de existência. Passou muito rápido. Mal posso acreditar que já faz 365 dias que iniciamos esse projeto. E, no entanto, o blog já é um grande sucesso! Nada mal para uma iniciativa que, a princípio, era quase totalmente experimental. Para nós é sempre uma surpresa perceber que mesmo em tão pouco tempo conseguimos resultados bem relevantes, com cerca de 400 visitas em média por dia e dezenas de comentários em cada crônica ou conto postado. Mais ainda. No final do ano que terminou na semana passada, comemoramos mais de 100 mil visitas ao blog, um recorde que não esperávamos acontecesse tão rápido assim.
A verdade é que a correria desses novos tempos digitais, cibernéticos e virtuais, tem nos feito muito exigente, a ponto de nunca encontramos tempo para realizar tudo o que queremos. Temos a sensação de que a cada dia as horas passam mais rápidas, que os dias são mais curtos e que os anos parecem ter menos do que os 365 dias que tinham antes. É essa sensação de que tudo está passando rapidamente que nos leva a querer "tudo ao mesmo tempo agora". Hoje estamos confiantes de que o blog se firmou como um espaço importante na web e tem potencial para continuar forte, com mais de 500 pessoas recebendo a atualização de nossas crônicas e contos todos os dias e cerca de 150 seguidores fiéis que nos acompanham e podem ser vistos na lateral esquerda deste blog, número esse que, acredito, deve dobrar até o final deste ano.
Aqui fica a nossa gratidão a todas as pessoas que direta ou indiretamente colaboraram para que chegássemos a esta situação. Aos amigos jornalistas que se juntaram a nós e dão vida a esse espaço escrevendo crônicas e contos inéditos e hoje enviaram suas mensagens de felicitações pelo primeiro aniversário do blog, que podem ser lidas na sequência desse texto. Agradecimentos aos queridos J. Morgado, Oswaldo Lavrado, Milton Saldanha, Nivia Andres, Édison Motta, Ademir Medici, Guido Fidelis, Virginia Pezzolo, Garcia Netto, João Paulo de Oliveira e nossa querida diretora de artes, a Cristina Fonseca (Cris), autora dessas assinaturas e ilustrações belíssimas do nosso blog, como as de hoje. A força desse grupo, na verdade uma família, impediu que eu desistisse no meio do caminho e tocasse com carinho e profissionalismo esse blog, mesmo com muitos compromissos assumidos.
Fico orgulhoso pela participação ativa e diária desses jovens estudantes de letras, jornalismo, medicina, advocacia e tantos outros que transformaram esse blog no mais inteligente da Internet, basta acompanhar o que escrevem quando comentam, algumas vezes até com polêmicas saudáveis. Esse blog não foi criado com o intuito de "furar" jornais nem criar sensacionalismo barato. Mas sim trazer a experiência de antigos profissionais da imprensa com seus relatos dos bons tempos em que se fazia um jornalismo sério e competitivo, ajudando futuros profissionais que nos acompanham com muita atenção. Foi assim que resgatamos velhas matérias que fizeram sucesso em décadas passadas e que agradaram em cheio os jovens e futuros jornalistas. Algumas dessas matérias, com nossa autorização, foram republicadas em jornais e uma delas, a série vitoriosa do "Bebê-Diabo", sucesso do extinto Jornal Notícias Populares, onde trabalhei nos anos 70, saiu em uma revista de circulação nacional, com nossa foto e chamada na primeira página. No ano passado fomos convidados a participar do concurso para a escolha do melhor blog da internet, o "Top Blog".
Entre milhares de participantes, ficamos com o quarto lugar. Nada mal para um blog que estava praticamente começando. Esse ano se vier novo convite, vamos buscar o primeiro lugar, com certeza. Temos outras metas, uma delas a oficialização do diploma de jornalista e estamos lutando para que isso aconteça. Outra, a liberdade de Imprensa, disso não abrimos mão e esse objetivo será sempre perseguido por todos nós. Rui Barbosa ensina que de todas as liberdades é a de imprensa a mais necessária e a mais conspícua: sobranceia e reina entre as demais. Cabe-lhe, por natureza, a dignidade inestimável de representar todas as outras.
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.Obrigado a todos pela força!
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Dia quatro de janeiro de 2009. O meu amigo-irmão Edward de Souza iniciava o blog com a matéria “ABAIXAR O PREÇO DA GASOLINA”. Não sei quantas visitas houve no espaço informativo que se iniciava. Os comentários? Seis ao todo. Eu não estava lá... Ainda.
Entrei no dia 22 de fevereiro com a matéria “JOVENS ALIENADOS OU REVOLTADOS". Comentários, 15. Um sucesso para a época! Nos primeiros meses, conseguir até 20 comentários por matéria era uma glória! Os amigos foram aparecendo... Todos oriundos do Diário do Grande ABC. O Édison Motta, Oswaldo Lavrado, Milton Saldanha. Guido Fidelis e Ademir Medici e agora o jornalista e escritor francano Garcia Netto, aqui comparecem vez ou outra deixando recados brilhantes.
Temos a nossa linda e competente jornalista Nivia Andres, uma jóia neste blog, natural do Sul do País. Aprendemos a respeitá-la e esperar com ansiedade seus textos maravilhosos. A Cristina Fonseca chegou com suas ilustrações maravilhosas que enriquecem o blog. Uma grande conquista.
Enfim, somos os Mosqueteiros. Todos reunidos em torno de uma idéia inicial do Edward de Souza que é a de informar e distribuir o que aprendemos ao longo de nossa já longa vida.
Muitos comentaristas de carteirinha aqui estão todos os dias. A eles meus respeitos e meus agradecimentos. Eles complementam as informações com suas valiosas intervenções.
Com “PRAIAS: ANTES, DURANTE E DEPOIS DOS FAROFEIROS”, completei 46 matérias aqui publicadas e espero fazer outro tanto em 2010.
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UM POR TODOS, TODOS POR UM!
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PAZ. MUITA PAZ.
Mesmo com mais de 35 anos de estrada no jornalismo que proporcionaram inúmeros e gratificantes conhecimentos e lições de vida, este pequeno, acolhedor e descompromissado blog do Edward acrescenta substancial colheita de novos conhecimentos, calcados na amplitude democrática que caracteriza este espaço e seus participantes. Mais que isso, possibilitou o entrelaçamento de opiniões, pontos de vista e conceitos. Por fim, e o mais gratificante, o contato, mesmo que virtual, com pessoas de várias culturas, entendimentos e visão, acrescentando novos conhecimentos e acima de tudo amizades saudáveis e integralmente úteis. Abriu, ainda, importante janela para a publicação de nossos simples, modestos e descompromissados artigos que, creio, embalaram a imaginação, o lazer e o espírito dos bloguistas já "viciados" neste cantinho.
Portanto, parabéns a todos nós com abraço especial ao criador desde espaço, nosso amigo-irmão Edward de Souza, de tantas e glorificantes jornadas.
O sucesso do Blog do Edward de Souza, cotejado com sua pouca idade, praticamente um bebê, é tão impressionante quanto animador. Quando me tornei colaborador, sinceramente, não imaginava que aqui teria tantas alegrias e emoções. Neste espaço exercitamos intensamente a arte de pensar e buscamos no contraditório o estímulo ao aprofundamento. Acho que isso explica o sucesso. Parabéns Edward! Parabéns aos mosqueteiros! Parabéns leitores que nos honram com atenção e comentários inteligentes!
O Blog do Edward de Souza completa um ano no 2010 que começa e mostra o milagre da tecnologia que consegue juntar personagens que um dia trabalharam num jornal - o Diário do Grande ABC - e que ganha o reforço de intelectuais como Nivia Andres. Provavelmente não se conseguiria esse milagre num jornal à antiga, mesmo com a existência dos Correios e Telégrafos. Imagino o Blog do Edward feito com recursos mais recentes, como o telex, a radiofoto e o fax, o rádio-amador. Não sobreviveria. Todos já ouvimos falar que as pessoas se falam menos, se escrevem menos, se relacionam burocraticamente. Um blog como este do Edward de Souza mostra que, acima do egoísmo humano, sobrevive a paixão e a emoção deste mesmo ser humano. E tudo isso um dia será saudade. Mas enquanto não for, brindemos o primeiro ano do blog. Ele é tão forte quanto o ar que se respira. Saudemos a velocidade da palavra escrita. Isso é bom e nos faz mais próximos. A Franca do Edward está tão próxima como o Jardim Bom Pastor do Édison Motta. Viva o lado bom do desenvolvimento que o homem criou alicerçado pelas mãos divinas. Vida longa ao blog do aglutinador Edward. Saudações a todos.
Viva!
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Viva! Um ano de existência do blog Crônicas de Edward de Souza e amigos jornalistas! A data exige comemoração!
Para juntar-me à comemoração, conto-lhes uma pequena história. Certo dia de fevereiro de 2009 abri o meu blog e notei um novo seguidor. Curiosa, cliquei na foto do garboso cavalheiro e descobri que era jornalista. Uau! Um colega, que honra! Mais do que depressa, comecei a ler os artigos postados, descobrindo, ma-ra-vi-lha-da, que o cara era um daqueles poucos que domina a arte da escrita e, além de escrever muito bem, não é pedante, nem prepotente e muito menos se vangloria de sua vasta experiência jornalística. Ao contrário, utiliza-a para agregar, gerar interesse, compartilhar informação e conhecimento e pasmem, dividir a titularidade do blog oferecendo espaço para que outros colegas participem! J. Morgado, Milton Saldanha, Oswaldo Lavrado, Édson Motta, Ademir Medici, Guido Fidelis, Virginia Pezzolo e Garcia Netto, tão talentosos, dividem-se no oferecimento de belos e empolgantes textos, a cada semana.
Nem preciso dizer que me tornei fã incondicional do blog do Edward e comecei, aos poucos, a postar comentários, estimulada pelos assuntos palpitantes que, a cada dia, eram propostos. E não imaginam a minha surpresa e alegria quando recebi um convite do Edward para publicar uma crônica minha no seu blog! Lembram daquela historinha de como minha família inteira se tornou gremista? Pois é, foi minha primeira incursão no Blog do Edward de Souza! Confesso-lhes que foi uma emoção enorme ler todos aqueles comentários gentis. A partir daí, não parei mais... Além de artigos e crônicas, também passei a publicar resenhas de livros, para estimular a leitura e compartilhar informações acerca das obras literárias propostas.
Por certo, vocês conhecem aquela frase de Antoine Saint Éxupery que nos lembra de que somos eternamente responsáveis por aqueles a quem cativamos...
Então Edward, és irremediável e inarredavelmente responsável por esta enorme rede de amigos que conquistaste ao longo de um ano. E que aumenta a cada dia. Faço-me partícipe dos cativados e, ao mesmo tempo, também responsável por manter este espaço ímpar de comunicação, afeto e saudável integração humana!
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Viva! Vida longa ao Blog do Edward de Souza!

sábado, 2 de janeiro de 2010

PRAIAS: ANTES, DURANTE
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E DEPOIS DOS FAROFEIROS
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Enganam-se os que pensam que deram fim nos conhecidos "farofeiros" que bagunçam nossas praias. Eles continuam firmes e fortes e costumam se concentrar nas cidades de Santos, Praia Grande, São Vicente (mais conhecida como "São Viselva"), Balneário Camboriu e várias cidades do Nordeste. Os farofeiros com R$ 100,00 a menos no bolso preferem outras praias, como Mongaguá ou Itanhaém, além de gostarem muito de pacotes de turismo a cidades do Nordeste ou ainda viajarem em caravanas de carros velhos rumo ao litoral catarinense. O farofeiro pode chegar e infernizar qualquer cidade. Porém, seu destino preferido sempre será o litoral sul de São Paulo. Outros costumam vir da Argentina, em seus velhíssimos Peugeot 504 movidos a diesel remendados com arame, massa plástica e fita adesiva.
Estamos aqui em Mongaguá, uma cidade do litoral sul paulista. Setenta quilômetros nos separam da capital. Em dias normais, menos de uma hora de viagem. Se a viagem for inversa (São Paulo/Mongaguá) a coisa complica. Acredito que não há necessidade de entrar em pormenores...
A vocação do paulistano e do paulista, além dos habitantes do Sul de Minas, para lazer, é sem dúvida as praias. Fins de semana e os chamados “feriadões” como esse do final de ano, centenas de milhares de pessoas descem a serra em busca de praia e sol. Não importa os congestionamentos, o preço do pedágio e os abusivos preços cobrados pelos comerciantes da baixada. O único objetivo e relaxar e deixar nas águas do mar o stress acumulado nas lides da metrópole.
Aqui em “Monga”, como é chamada pelos seus habitantes, todas as praias recebem milhares de turistas, entre eles os conhecidos "farofeiros", cuja bagagem é composta de utensílios e produtos necessários para emporcalhar a cidade dos outros, incluindo barracas, sacos de dormir, rádios, vitrolas, colchonetes, fogareiros, lamparinas, bolas de futebol, varas de pescar, cadeiras de alumínio, esteiras, bronzeadores, chapéus de palha, pranchas de isopor, gatos, cães e periquitos. Duas coisas não podem faltar na bagagem do farofeiro: a farofa e cachaça (muitas vezes substituída pela cerveja). Os farofeiros mais privilegiados, com R$ 50,00 a mais no bolso, chegam às praias a bordo de carroças como Passat, Chevette, Fusca, Fiat 147, Belina, Brasília, Corcel, Opalas amarelos e outros lixos ambulantes, que deixariam corado o ex-presidente Collor.
Um colorido bizarro enfeita a areia quente. Guarda-sóis, cadeiras, toalhas, crianças e adultos se divertem com jogos apropriados para o local. Vendedores ambulantes... Sorvetes... Olha o geladinho... Água de coco... Pipoca... Amendoiiiiiiiimmmmmm! Os quiosques não vencem os pedidos. O cheiro de fritura é insuportável. Enfim... Tudo em nome do lazer!
Há até o tal de som! Garotos (alguns não tão) e os quiosqueiros se esmeram em proporcionar o que há de melhor em decibéis. Quanto mais alto melhor. Que se dane o próximo. A polícia e a guarda municipal que deveriam fiscalizar os abusos fecham os olhos, provavelmente um acordo com a prefeitura, afinal é o turista que proporciona renda para a cidade.
Nos dias de semana, a cidade é tranquila. As praias permanecem limpas. Todos os dias a máquina varredora faz a limpeza. As gaivotas e outros pássaros andam tranquilos na praia. Os poucos frequentadores usam os recipientes de lixo instalados no calçadão. Tudo é rotina... Depois dos feriados prolongados ou fins-de-semana e do final do ano.
Chega o feriadão de Natal e Ano Novo, as estradas viram um caos. Acidentes acontecem. Todos têm pressa para chegar. As campanhas patrocinadas pelo governo e pela mídia são olvidadas. O negócio é chegar! Acabou o sossego para os moradores locais. Altas horas, portas de carro batendo, buzinas, cachorros-turistas latindo...
No dia seguinte, a primeira coisa desagradável é a assinatura do cão na porta de nossa residência. Mais tarde, detritos vários, papéis, fraldas e pasmem... Até camisinhas usadas na madrugada da farra. Dois, três ou mais dias... Tudo em nome do sagrado lazer. Vão-se os bons modos (não tão bons) e fica o lixo nas ruas e nas praias. Já não bastassem os sujismundos da vida, há os vândalos. Quebram as lixeiras e o que encontram pela frente. Um prejuízo danado.
A polícia e os pobres salva-vidas trabalham incessantemente. Pais completamente alheios deixam seus filhos ao “Deus dará”. Vez em quando uma criança perdida, um salvamento, quando não, um acidente pior!
Apesar de intensamente informados alguns pais insistem em levar seus filhos na praia nas horas de intenso calor (entre 10 e 14 horas). Seria conveniente para as crianças ou para os genitores? Acredito que para os genitores, pois como se diz popularmente, “a noite é uma criança”...
E a volta? As duas avenidas principais desta pequena cidade que dão acesso a rodovia Padre Manoel da Nóbrega ficam congestionadas. Palavrões
... Buzinas... Pequenos acidentes. Para se ter uma idéia, dei uma checada e descobri que mais de 250 mil veículos devem retornar a São Paulo nesse fim de semana depois das festividades do Ano-Novo. E a volta começou já no primeiro dia do ano, sexta-feira. Devido ao tempo chuvoso, o movimento de retorno do litoral aumentou, causando pontos de lentidão por volta das 19h de ontem nas regiões de São Vicente e planalto. Para se pensar... Enfim, deixaram ou estão levando stress?
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PS: J. Morgado é o autor destas fotos que ilustram o blog. Basta clicar para ampliá-las.
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*J. Morgado é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, escrevendo crônicas, contos, artigos e matérias especiais. Contato com o jornalista pelo e-mail:
jgarcelan@uol.com.br
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

VAMOS EMBALAR O ANO NOVO

Nasce, no calendário dos homens, um novo tempo. O ano de 2009 chegou ao fim, saltou para o vazio do passado em meio a festejos e fogos. Deixou um rastro de alegrias, conquistas, mas também de dissabores. Como disse o poeta Mário Quintana: “O Ano-Novo ainda não tem pecado: É tão criança... Vamos embalá-lo... Vamos todos cantar juntos a seu berço, de mãos dadas, a canção da eterna esperança”. Vamos perdoar 2009 no que ele não foi bom e agradecer tudo o que nos foi dado a viver, porque a gratidão nos reconcilia com a vida.
Neste ano que começa hoje, sinceramente, quero menos. Como jornalista, puxo a sardinha para minha brasa e desejo que o número de notícias boas seja maior do que as ruins. Que as manchetes tragam menos miséria e mais fartura; menos violência e mais humanidade; menos poluição e mais consciência; menos problemas econômicos e mais saídas para as crises antes mesmo que elas venham. Menos guerras e mais paz; menos crianças matando e mais delas nas escolas; que a sociedade continue a se mobilizar pelas causas que consideram justas e por fim, que os meus artigos possam contribuir para, cada vez mais, ajudar a fazer crescer algo de bom e de justo nesse País.
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FELIZ 2010!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NASCE UM NOVO TEMPO

O ano de 2009 chega ao poente à espera do alvorecer de 2010. Entre o ocaso e o romper da aurora, noites estreladas de um verão vivo. Vamos deixar aflorar nossas virtudes. Vamos aplaudir a chegada dos novos tempos, muitos dias para saborear a vida em 2010.
Nossa nova jornada será, certamente, de sucesso, de colheita de sorrisos e conquistas. Dias para rever a beleza que nos rodeia, para abraçar os amigos, cantar, sentir o aroma das plantas e agradecer ao criador. Resta-nos renovar nossos espíritos, deixar que a água do mar, mesmo a da torneira, toque nosso corpo para nos lembrar que vamos recomeçar com ânimo a caminhada rumo a um futuro pleno de luz. O sol do amanhã nos embala e nos convida para uma grande e agradável aventura.
Eu sempre me impressiono com o poder da palavra escrita. Escrever, para mim, é o que mais se aproxima de um ato de fé. Nesse final de ano, coloque seus sonhos, os mais loucos, os mais atrevidos, os mais coloridos, em uma folha branca de papel. Deixe a lista acessível. Pegue nela pelo menos uma vez por semana. Mantenha contato com a sua fantasia. Ela pode virar realidade.
Eu gosto da Véspera do Ano Novo. Sempre gostei. Gosto de imaginar as pessoas espalhadas pelo mundo inteiro, em seus fusos horários diferentes, cheias de esperança e de otimismo. Nem que seja somente durante as 12 badaladas. A chegada do Ano Novo é marcada pela esperança. E é disso que mais se precisa no mundo de hoje.
Apesar das previsões não muito otimistas e sérios problemas, principalmente a questão do aquecimento global, dos conflitos e da fome que assola algumas nações, vamos abrir o portal do novo ano com vontade de ser feliz, porque isso é do que precisamos para recomeçar. Tenhamos a alma leve e seja cada coração como uma pluma, sem rancores, sem raiva, sem más recordações de pessoas que nos machucaram.
Que possamos suavizar a caminhada, nossa e dos outros, com atitudes de delicadeza, com gentileza, palavras boas, gestos ternos. Tenhamos os braços abertos para o amor e uma coexistência pacífica com tudo que nos cerca, com todos os seres da natureza e com todas as pessoas das nossas relações. Que queiramos nos harmonizar com todos e seguir em frente sem mágoas do passado. Que a compreensão seja uma prática, não apenas uma intenção e a vida branda, suave como um bebê adormecido e nós, sábios como um ancião de muitas certezas. E seja o nosso caminho feito de carinho, que é o delicado apelido do amor.
Prepare as simpatias para apagar o passado e saudar o futuro que desponta no horizonte. Romãs, uvas, louros, fogos. Para quem não acredita em viagens e não se deixa enredar nas teias da superstição, nada é preciso para abrir as portas do amanhã. Nem mesmo um pé-de-cabra. Basta caminhar, cabeça erguida, com a certeza de que somos capazes de construir a realidade de nossos sonhos, de que temos determinação para superar obstáculos sem se intimidar com a sombra de eventuais problemas.
A idade do tempo ultrapassa a contagem, os compromissos... E logo mais vem o carnaval e a alegria se derramará sobre os foliões. No aguardo da diversão vindoura é preciso pensar nas crianças, educá-las para que sejam úteis e possam contribuir para o nascimento de um novo mundo, mais justo, sem a ganância dos especuladores, mais voltado para a convivência harmoniosa entre os povos. Mas fica vedada a preguiça. Quem espera sentado não vê o cavalo passar, não avista o barco se afastar mar adentro, deixa a vida escorrer como um rio. Vamos à luta que venceremos.
Tenham um ótimo viajar em 2010, com dias maravilhosos e muitas vitórias. Que o Ano Novo venha recheado com muita saúde, amor e paz. O resto virá por acréscimo. Que Deus abençoe a todos. Que assim seja e assim se faça!

FELIZ NOVO ANO!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

REFLEXOS E REFLEXÕES

Chega o fim do ano. Natal. E logo, o começo de um novo ano na vida de todos nós. Entre o fim de um e o início de outro, uma pausa saudável para reflexão.
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Uma parada estratégica, simbólica, enfim, um exercício de logística existencial, para um acerto com os ponteiros da vida.
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.Valeu a pena todo o esforço?
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Você não trabalhou muito mais do que deveria?
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Não dedicou demasiado tempo (precioso tempo!) a causas externas, que em nada têm a ver com o seu bem-estar interior?
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Como anda a sua auto-estima?
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Como? Você não consegue parar, nem para refletir, mesmo que por um instante?
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Ei! Sente! Encontre uma posição confortável para meditar.
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Relaxe por alguns minutos. Tente visualizar o seu reflexo, com os olhos fechados. Tente observar o seu equilíbrio em movimento. Controle a sua respiração. Busque sintonizar-se harmonicamente com o espaço circundante, mesmo que haja barulho e ruído. Instale o silêncio, aquele que vem de dentro. Cubra de luz o seu reflexo e viaje.
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Viaje. Uma jornada para o interior da alma. Para aquele lugar tão profundo e submerso que você teima em manter com a porta fechada.
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E daí, medite... Refaça a sua trajetória até agora. Enxergue o que foi bom. Armazene. Descubra o que foi ruim. Descarte ou recupere, se houver como. Tente compreender o que ainda não faz sentido. Se não puder, esqueça, ou procure ajuda para entender o que parece insólito e sem finalidade. Sempre há um propósito... Seja generoso, até com aqueles que te fizeram sofrer, porque eles foram o exercício drástico e definitivo para que pudesses transformar a tua dor em pérolas. O sofrimento nos recompõe como seres humanos e nos faz crescer.
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Continue, num lento e leve caminhar, sem que se possa sentir os teus passos para dentro de ti mesmo. E aí, aí mesmo, embaixo dessa árvore verde, silenciosa fresca, e luzidia, como num suave amanhecer, deite na relva e descanse.
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Crie, no repouso, o que você quer que aconteça no ano que vem chegando. Planeje, cuidadosamente, os passos e ouça a voz do coração, aquela que nunca está errada.
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Inicie a transformação, despindo a casca que você criou, ao longo de todos esses anos acumulando ressentimento, mágoa, solidão, desamor, insegurança, isolamento, preconceito, descrença. Deixe-se envolver por uma nova pele, resplandecente, diáfana, cristalina, palpitante...
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Levante, num lento e leve caminhar e retorne para a vida. Vista o seu reflexo, ainda pleno de reflexões e acredite. Desate os nós, estenda as mãos, abra os braços. Conquiste. Compartilhe. Divida. Ampare. Ouse. Ame. Lute. Viva!
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Espero que você tenha passado um bom Natal e desejo um Ano Novo cheio de oportunidades. Entre um e outro, dê um tempo para a sua alma respirar...
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Lembre que, todos os dias, a flor da VIDA renasce, mesmo no meio de tanta adversidade. Cuide-a, com amor, para que o seu perfume inebrie a todos e, quando as pétalas se desprenderem e voarem com o vento, tenha a certeza de que a doce fragrância espalhada não terá fim...
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Nivia Andres, jornalista, graduada em Comunicação Social e Letras pela UFSM, especialista em Educação Política. Atuou, por muitos anos, na gestão de empresa familiar, na área de comércio. De 1993 a 1996 foi chefe de gabinete do Prefeito de Santiago, RS. Especificamente, na área de comunicação, como Assessora de Comunicação na Prefeitura Municipal, na Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACIS), no Centro Empresarial de Santiago (CES) e na Felice Automóveis. Na área de jornalismo impresso atuou no jornal Folha Regional (2001-06) e, mais recentemente, na Folha de Santiago, até março de 2008. Blog:
http://niviaandres.blogspot.com/
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domingo, 27 de dezembro de 2009

O MENINO DE BIRIGUÍ
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As aparências realmente enganam e nos surpreendem, mostrando o quanto somos preconceituosos. Todos fomos, alguma vez, preconceituosos. Uns mais, outros menos. Mas fomos, infelizmente. Isso é próprio do ser humano. O preconceito está sempre presente e não precisa esforço para encontrá-lo. Na própria origem da palavra “preconceito” é possível encontrar seu significado: “pré” é o prefixo de “antes de alguma coisa”, e “conceito” é a idéia que se faz, também, de alguma coisa, pessoa ou fato. Em outras palavras, o juízo que fazemos antes de conhecer mais profundamente as características de uma situação ou pessoa.
Um domingo do início da década de 90, a equipe de esportes da Rádio Diário do Grande ABC se deslocou até a pequena e acolhedora cidade de Birigui, na região de Araçatuba, para a transmissão de um jogo entre o Bandeirante EC e o Santo André. O Bandeirante debutava na Primeira Divisão do Paulistão e, assim, qualquer jogo ali disputado era motivo de festa na cidade que até então havia recebido somente equipes de menor expressão da chamada segundona. Chegamos eu (comentarista e responsável pela equipe), Antônio Alcides (narrador), o repórter Maurício Muniz e o operador de som Aristides Murara. Nessa viagem não havia o inseparável motorista da viatura da rádio, já que percorremos em ônibus longos e cansativos 500 quilômetros até Birigui, por lá chamada de quintal de Araçatuba. Faz algum sentido. A praça em frente ao Estádio Pedro Marin Berbel, também conhecido como "Pedrão", campo do Bandeirante, com capacidade para pouco mais de 10 mil pessoas, fervilhava de torcedores festivos e hospitaleiros.
Descarregamos do táxi a parafernália, que faz parte do cotidiano de uma equipe esportiva de rádio e cada um apanhou uma carga para levar até as cabines reservadas à imprensa.
Nisso chega um garoto (disse ter 12 anos) e, pegando na alça da bolsa, um tanto pesada, que eu carregava, perguntou meio encabulado: "Moço posso ajudar a levar sua bolsa?". Escolado com a vida de cidade grande, tipo São Paulo e o ABC, pensei duas coisas: "esse moleque está querendo surrupiar a bolsa ou pretende entrar de graça no estádio, acompanhando a gente". Desconfiado e sem tirar o olho do garoto, entreguei a carga pra ele levar.
O menino disse chamar-se Vagner. Ao chegar ao portão do estádio, reservado para entrada de policiais, cartolas dos times e jornalistas, fiquei preocupado novamente. O rapaz certamente não era um ladrãozinho, mas, eu acreditava, queria entrar no campo no peito, missão complicada já que os fiscais da Federação Paulista de Futebol e dos clubes exigiam a apresentação de credencial específica de jornalista para liberar a passagem. Pra nossa surpresa, ao chegar ao portão o garoto devolveu a bolsa, agradeceu, esboçou um sorriso, que somente um pré-adolescente feliz pode ter e despediu-se.
Num misto de indignação e surpresa tirei da carteira uma nota correspondente a dez reais e ofereci ao rapazinho. Sem alterar o sorriso, ele agradeceu, não pegou o dinheiro e foi se afastando. Ainda indignado, perguntei: "garoto, você não quer entrar no estádio e recusa a grana; então, por que ajudou a carregar minha bolsa um tanto pesada"? . Olhando diretamente em meus olhos, respondeu: "moço, gosto de colaborar com as pessoas. Toda vez que tem jogo do Bandeirante aqui, eu ajudo alguém. Outro dia empurrei o carrinho da mulher que vende cachorro quente, dei uma mão para aquele senhor (apontou o homem) que vende pipoca e assim por diante; hoje foi o senhor. Não faço isso por dinheiro, gosto de ajudar, sem nenhum interesse; minha mãe (não fez referência ao pai, nem perguntei) me ensinou assim e fico feliz quando posso ser útil".
Papo fluente, trajando bermuda, camiseta regata e chinelo de dedos, surrados, porém limpos, o menino enfiou-se no meio dos torcedores levando de vez o sorriso de quem se sentiu, mesmo que por alguns minutos, recompensado por ter sido prestativo. Certamente não se deu conta da alegria e recompensa que proporcionou a este jornalista e aos integrantes da equipe de esporte da rádio. A atitude de Vagner foi o assunto logo depois de encerrado o trabalho e preencheu nosso tempo durante a exaustiva viagem de volta a São Paulo e ao ABC. O menino de dentes alvos e olhos brilhantes fez com que este calejado jornalista e sua equipe refletissem e chegassem a conclusão que, apesar de tudo, este mundo ainda tem conserto.
Quero deixar a todos os amigos e amigas deste blog, meus votos de um 2010 repleto de saúde, paz, amor, prosperidade e sucesso. 2009 está terminando, e com ele, tudo o que fizemos ou passamos. Coisas boas ou coisas ruins, que não nos desmotivaram a continuar aqui, lutando e vivendo, na esperança da construção de uma sociedade mais justa e de um futuro melhor para a humanidade. ___________________________________________
*Oswaldo Lavrado é jornalista/radialista radicado no Grande ABC
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