domingo, 8 de fevereiro de 2009

GERAÇÃO COVARDE QUE ESPANCA OS PAIS

Edward de Souza

Espancar os pais está se tornando um problema generalizado, que ninguém quer comentar. Os pais estão realmente vivendo com medo de seus filhos. Muitos escondem a verdade, devido a temor ou constrangimento, outros confessam ser embaraçoso dizer que levou uma surra do filho, ou filha. Lamentavelmente, os pais não recebem ataques apenas de jovens delinqüentes ou drogados. Uma proporção cada vez maior de idosos está sendo espancada por filhos e filhas de meia-idade. E o que é pior, esses filhos não demonstram o mínimo remorso. Não se arrependem nem um pouco. Pesquisadores e estudiosos tentaram e ainda buscam encontrar uma explicação plausível. O máximo que estes profissionais reuniram foram hipóteses, algumas bem fundamentadas, do porque filhos estão espancando os pais. Entre elas estão a falta de autoridade: principalmente quando um ou ambos os pais renunciam a posição de comando. A maioria se esquiva de declarar com firmeza que são eles, e não os filhos, que devem estabelecer as regras. As drogas são as mais comentadas causas de agressões conta os pais. Nesse caso, a violência não acontece por acaso. Comportamentos indesejados devem vir se processando há muito tempo, geralmente negligenciados, até que o filho chegue a levantar a mão contra os pais. A fármaco-dependência entre os adolescentes pode a tal ponto perturbar a percepção do que é certo e errado que eles nem precisam estar usando drogas na hora do ataque. As drogas também podem produzir uma erosão em longo prazo nos mais básicos valores humanos do jovem. Estudos demonstram que, pais que exercem autoridade sem violência têm apenas uma possibilidade em 400 de vir ocupar o lugar de vítima. No entanto se apenas um dos pais usa violência em casa, a probabilidade de vir a ser agredido se eleva para 200 em 400.
Quantas famílias no Brasil estarão neste momento sendo afetadas? Dificilmente saberemos. O importante é reconhecer que o problema existe. Assim como também existe solução. Profissionais sérios, verdadeiramente especializados, ou associações de orientação e assistência às famílias devem ser procurados. O pior a fazer, nestes casos, é nada fazer!...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

FALTAM LEIS PARA MENORES INFRATORES

Edward de Souza

Já houve no mundo em geral violência como a de hoje, que estamos vivendo? Nos últimos anos vimos crimes monstruosos, bárbaros e inexplicáveis serem cometidos por menores de idade. Essas pessoas, que recebem um tratamento diferenciado graças ao Estatuto da Criança e do Adolescente, por este considerá-las ainda em formação, contrariam esse diploma legal e a lógica, e não raras vezes dão mostras de que, em vivência e “malandragem”, estão anos-luz à frente de muito adulto que se julga conhecedor do mundo, vivido. Como justificar uma criança que pratique crimes horrendos friamente, arquitetando meios de fugir do devido castigo? Castigo sim, porque há diferença entre castigo e penalidade. O castigo sempre foi o meio usado pelos pais e mestres para corrigir filhos e alunos, a penalidade sempre se destinou aos criminosos adultos e aos bandidos. Pela lógica o que cabe ao menor infrator é o castigo, se analisarmos bem como foi o seu desenvolvimento como todo o ser humano, o infrator nasce e passa por todas as fases normais. Na fase da sucção saboreia como toda criança o leite materno, com suas carícias e sentimentos. Aprende a segurar objetos, a balbuciar antes de falar, a engatinhar antes de andar e a pensar para conhecer as necessidades da vida.
Muitos chegam a pré-adolescência sem formação para viver em sociedade, sem limites, sem bons exemplos, sem estrutura familiar, sem assistência do estado, sem religião, sem esperança, sofrendo miséria física e moral. Torna-se joguete dos acontecimentos que os cercam, reagindo a tudo com as armas que tem, que regra geral nada mais é que a sua carga instintiva.
O amadurecimento, o discernimento, características do ser humano, precisa ser assistido em cada fase da vida desde o nascimento. Desde bem cedo é preciso treinar, ensinar a criança a distinguir o bem do mal, a escolher, sabendo o porquê da escolha. O adolescente que não foi assistido em todos esses estágios, que só aprendeu a reagir agredindo por força da vida, o que pode oferecer à sociedade?
Infelizmente, ele só pode oferecer coisas ruins, crimes bárbaros que provocam medo, insegurança, angústia e revolta. Precisamos lutar para que sejam implantadas leis mais rígidas e criadas políticas governamentais que cuidem dos jovens carentes, para que no futuro sejam cidadãos brasileiros, orgulhosos de seu país, e não menores infratores.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

BRASILEIRO EMPURRA COM A BARRIGA

Edward de Souza

O brasileiro tem fama de ser um povo pacato. Que não reage fácil nem quando assiste o patrimônio público ser roubado ao vivo e em cores. Grande parte dos estereótipos é injusta. Mas esta imagem que carregamos é difícil de ser contestada. É um traço que, às vezes, demonstra qualidade, outras vezes, defeito: adaptamos-nos muito facilmente a quase tudo. Damos de ombro, nos conformamos: "é a vida”, "Político é assim mesmo”, "a violência está feia”. Problemas sérios viram papos de elevador e voltamos à vida privada, às preocupações mais ‘urgentes’ do dia-a-dia. "Os problemas do país não somos nós quem tem de resolver, são eles”, dizem alguns. Empurramos tudo com a barriga e procuramos bodes expiatórios lá longe. Brasília está distante demais para ser problema nosso. Enquanto isso assistimos na televisão a uma guerra terrível no Oriente Médio. Descendentes de libaneses e judeus sofrem à distância, sem saber até quando seus parentes do outro lado do mundo agüentarão aquela carnificina. E o Brasil vai ficando cada vez mais parecido com o Oriente Médio. A violência atingiu níveis antes impensados aqui na nossa esquina, aqui ao nosso lado. A grande diferença entre o que está acontecendo no Estado de São Paulo e a guerra entre libaneses e judeus é que lá o que motiva os ‘soldados’ é uma crença cega, o pensamento religioso ortodoxo.
Aqui, acontece exatamente o contrário. De tanta descrença nos costumes e vícios do país, ocorreu uma inversão completa de valores e o que se vê hoje é o cidadão comum se escondendo de um inimigo que ele não sabe quem é, mas tem certeza de que está próximo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Envelhecimento é um processo e não um castigo

Edward de Souza

Faz-se necessário uma mobilização de todos os segmentos sociais brasileiros em prol do cumprimento integral das leis que beneficiam os idosos! Seria bom que as pessoas com cargos na administração federal, estadual e municipal sejam alertadas para a gravidade do momento por que estão passando os idosos, prejudicados até pelos motoristas de ônibus que ao perceberem um passageiro de cabeça branca, passam direto, como vi outro dia. Acontece que muitos deles estão seguindo para consulta médica e alguns motoristas de ônibus não estão nem aí. Certamente acreditam que jamais ficarão envelhecidos! Deveriam ser punidos pela discriminação. Estou destacando a questão dos transportes, mas os idosos brasileiros são discriminados por vários segmentos da sociedade. O envelhecimento é um processo pelo qual todo ser vivo passa porque ninguém acorda velho de um dia para o outro. Só existem dois caminhos para o ser humano: Ou morre quando ainda jovem ou envelhece, não tem outra hipótese!
Parece óbvio, mas muitas pessoas não conseguem enxergar desta maneira devido à imagem equivocada que têm do idoso e do envelhecimento. A falta de crédito em relação ao idoso faz parte de nossa cultura onde tudo de bom é para o jovem e o de ruim fica para o velho. Quando algum idoso consegue sair do "padrão" estipulado pela sociedade voltando a estudar, praticando esportes radicais, ou até se casando na terceira idade, as pessoas levam o caso com uma mistura de repulsa e fascinação. E está aí a grande diferença entre envelhecer e ser velho.
Hoje os idosos somam 20 milhões em todo o Brasil, mas talvez ainda não tenham se conscientizado do poder que está em suas mãos. O voto é uma grande arma para mudar o rumo do nosso país e os idosos precisam utilizá-lo com responsabilidade e muita clareza, pois não perderam sua cidadania, possuem direitos e deveres como todo o cidadão, pois a idade não lhes tira qualquer responsabilidade. A cidadania começa dentro de casa e poucas pessoas se dão conta disso. É dentro de casa que decidimos que tipo de idoso ou velho seremos um dia. Se formos coitadinhos, provavelmente seremos idosos coitadinhos. Se formos normais, provavelmente seremos idosos normais. Tudo depende de nosso posicionamento durante a vida.
Costumo definir de "coitadinho" aquele que acaba dentro do quartinho no fundo da casa. Estes são idosos que se acomodaram na preguiça e deixaram que os outros tomassem conta de tudo o que é seu. O idoso que vive nesta condição, quando se dá conta, realmente tornou-se "coitadinho" e se vê junto á máquina de costura, bugigangas e coisas sem valor. Um lugar onde não é possível atrapalhar, pois tudo que não queremos ou que atrapalha, é lá que colocamos. Já o "normal", é aquele que se posicional perante a família e toma as próprias decisões, tendo controle, autonomia, coragem, mas responsabilidade. Claro que me refiro a idosos sem patologias, pois estes realmente acabam se tornando dependentes.
Só conseguiremos mudar a imagem com relação à velhice e ao envelhecimento, quando pensarmos de forma diferente. Quando acreditarmos que envelhecimento é um processo e não um castigo. Quando tivermos um novo olhar com relação ao tempo e a história que ele nos ajuda a escrever.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

GATO FALECIDO RECEBIA BOLSA-FAMÍLIA

Edward de Souza

O nome de um gato foi incluído na lista de beneficiários do programa Bolsa Família no município de Antônio João, em Mato Grosso do Sul. Com certeza, uma notícia hilária e absurda essa do gato que "recebia" o auxílio do governo. Billy da Rosa Flores (isso é um gato ou um jardim?) foi registrado por seu dono como se gente fosse. Nem gatos famosos como o Gato de Botas, o Gato Félix e até o Tom chegaram a tal patamar. A propósito do Tom, vai ver, o seu eterno antagonista, o Jerry pode entrar com medida para também ter direito a essa gatunagem...
O coordenador do programa, Eurico Siqueira da Rosa, de 32 anos, que fez a inscrição com o nome do animal, foi exonerado do cargo e está sendo investigado em um inquérito no Ministério Público Estadual. Segundo ele, o gato, chamado “Billy” pertencia à sua esposa. O ex-coordenador diz que está arrependido e que pretende devolver o valor que recebeu, no período de março a setembro de 2008.
“Estava passando por necessidades financeiras. Então, se colocasse o nome lá, R$ 20 (valor pago por mês) a mais me ajudaria. Meu salário era baixo... Foi um momento de fraqueza. Jamais deveria ter feito isso”, disse. Eurico afirmou que ganhava R$ 500 por mês como coordenador do Bolsa Família na cidade e que o gato morreu. Para fazer o cadastramento no programa, Eurico Rosa diz ter colocado no cadastro seu sobrenome e o da mulher, que, segundo ele, não sabia da fraude. Segundo o ex-coordenador, sua esposa foi procurada por agentes de saúde que fazem o acompanhamento das crianças inscritas no programa por meio de pesagens e da verificação dos cartões de vacinação.
“Por coincidência, antigamente ela tinha um gato que tinha esse nome. Ela foi abordada pelo agente de saúde e ele falou que tinha que levar para acompanhamento a pessoa de nome Billy. Aí ela falou: “eu não tenho ninguém na família com esse nome. Billy, que eu saiba, era um gato que eu tinha”, conta o coordenador. O agente de saúde encaminhou a denúncia à prefeitura, que abriu um processo administrativo para apurar o caso e cancelou o pagamento do benefício a Billy.
Exonerado do cargo, Eurico diz que já arranjou outro emprego: “Já tenho propostas. Vou ser assessor parlamentar de um vereador”, conta. Segundo ele, o salário será “um pouquinho” maior do que o anterior, mas a jornada de trabalho, bem menor. “Trabalhava oito horas e lá vou trabalhar quatro.”
O procurador-geral de Justiça do estado em exercício, Antonio Siufi Neto, diz que, após a conclusão do inquérito, o MP poderá entrar com uma ação civil pública para pedir o ressarcimento do dano causado aos cofres do município e a responsabilização penal do ex-coordenador.
“Nunca tivemos um caso parecido. O que a gente vê na mídia é relativa a parentes, pessoas que não precisam, agora, bicho é uma coisa inusitada. A gente lamenta o acontecido e aguarda a responsabilização dessas pessoas acusadas. Se tiver mais alguém envolvido, terá que prestar contas”, disse o procurador.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SOCORRAM NOSSO SOFRIDO POVO DA ROÇA

Edward de Souza

Tenho grande estima pelo habitante da roça, base de nossa brasilidade. Nisso empato com a maioria dos cidadãos de nossa pátria, cuja alma é marcada por reminiscências interioranas. Ninguém de nós esquece as maravilhosas fontes de águas, os milharais, os pássaros alegres, a comida abundante e variada, o mugido das vacas, as chuvas fecundas, os bailes da roça, a missa mensal. O ambiente do sertão perpassa a literatura, a vida religiosa, a música e toda a nossa cultura. Mas nas terras de Santa Cruz, por uma série de erros históricos, a nossa reserva cultural foi sendo extinta, ano após ano, sem chance de retorno. Hoje, sobram magros 20% da população que ainda moram no mundo rural. As causas residem na extrema lentidão do governo em proporcionar escolas, estradas, postos de saúde, energia elétrica e outras condições básicas. Em segundo lugar, não tenho medo de dizer que a CLT, aplicada impiedosamente aos proprietários rurais, sem uma adaptação ao ambiente específico, levou o desânimo geral para qualquer iniciativa produtiva.O atual governo provocou a derrota das “elites rurais”. Comida barata ganha eleições. Isso é simpático para todos, menos para os produtores. Os produtos agrícolas não têm preço. Isso é um suicídio nacional. Não custa você dar uma volta pelos campos e ver as casas sem vidraças, com telhados prestes a cair, o mato tomando conta de pátios e jardins, tratores quebrados... As vacas magras são o retrato da bancarrota. Os que estão na agricultura familiar, ainda têm algum recurso, através de financiamentos. Mas a classe média rural, os sitiantes, os pequenos fazendeiros estão pela hora da morte. Nada de admirar quando as monoculturas assumem iniciativas de grande produção, recebem terras para arrendar, aos montes. Isso salva as dívidas impagáveis dos rurícolas, e lhes dá vida mais tranqüila. Esses produtores do campo precisam ser salvos. Devem ser estimulados a produzir os bens comestíveis, ultrapassando a monocultura da cana, soja ou outras, e receber subsídios agrícolas do governo, para manter os preços baixos e manter a viabilidade da economia rural. Os países mais ricos já não fazem isso há muito tempo? Já passou da hora. É preciso socorrer nosso povo da roça, para o bem dessa Nação!

sábado, 24 de janeiro de 2009

SONHO QUE SE TRANSFORMA EM PESADELO

Edward de Souza

O combate ao trabalho infantil no Brasil não é tarefa fácil, pois o fenômeno faz parte da nossa cultura, que nos ensina desde pequenos que é melhor trabalhar que vagabundear. Cultura que desconsidera o círculo vicioso e perverso gerado pelo trabalho infantil: a criança que trabalha certamente tem seu desempenho escolar comprometido, torna-se um adulto com pouca qualificação profissional, não consegue ascender socialmente e insere seus filhos precocemente no trabalho.
Há um bom tempo, nos deparamos com a exploração de crianças e adolescentes no mundo do esporte e, principalmente, no futebol. Nos muitos centros de treinamento, em nosso País, encontramos crianças que, a partir dos 9 anos, foram retiradas de suas famílias em nome de um sonho, que acaba se transformando em pesadelo. São milhares de meninos que partem de casa, com a autorização dos pais, o que é compreensível, já que o futebol é tido como uma das poucas formas de ascensão social para pessoas pobres. Nesse percurso, vários direitos são violados: convivência familiar, frequência à escola, assistência médica, segurança e profissionalização, para citar o mínimo. Além de todas estas violações, muitos desses garotos são condenados a morar em verdadeiras pocilgas - alojamentos destinados aos atletas - onde dormem em beliches apertados, quartos com pouca ou nenhuma ventilação, banheiros mal lavados e as roupas mal cuidadas. Na maioria dos casos, a ociosidade também é uma constante, a falta de contato com a família é premente e há o risco de serem vítimas de pedofilia. Também é comum que os adolescentes se tornem reféns de empresários, que pagam as parcas despesas de transporte, cartão telefônico, itens de higiene pessoal e, às vezes, um picolé, mas vislumbram ganhos polpudos, caso a estrela da sorte brilhe para esse jovem apadrinhado.
Queremos denunciar essa prática perversa, pois uma legião de jovens é traficada entre municípios, estados e até países. Após vários meses de dedicação e esforços intensos, muitos meninos voltam para casa frustrados, derrotados, sem escolaridade, sem uma profissionalização!
O sonho acabou. O que fazer com o tempo perdido? Qual acompanhamento é dado a esse jovem? E a sua família? Como lidar com tamanha frustração? Temos o dever e a responsabilidade de exigir a implantação de políticas públicas de esporte, às quais todos os jovens brasileiros tenham acesso e possam usufruir dos benefícios que a prática esportiva oferece ao desenvolvimento físico, psicológico e social do ser humano.
ESSA É A MATÉRIA PRINCIPAL DO BLOG DO MASINI DESTE SÁBADO. ACESSE: http://www.nossanoite.com.br/divadomasini/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

DROGAS: UMA CATÁSTROFE SOCIAL

EDWARD DE SOUZA

Muito se tem feito nos últimos tempos para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O uso abusivo de drogas deixou de ser um problema particular e está no centro de uma catástrofe social. Milhares de crianças, adolescentes, jovens e adultos se drogam compulsivamente em suas casas, pelas ruas, guetos, favelas ou sob viadutos de todo o Brasil. E pior: é cada vez maior o número de pessoas com alto nível de instrução e bom poder aquisitivo fazendo uso social de drogas lícitas e ilícitas, plenamente conscientes da armadilha em que estão entrando. De cada quatro estudantes brasileiros entre 10 e 18 anos, um já experimentou alguma droga ilícita. Pesquisas indicam que no Brasil, 2 milhões de pessoas, consomem alguma substância psicotrópica, todos os dias.
Ao circular pela cidade e se deparar com a drogadição explicita seja durante o dia ou à noite acaba parecendo que aquele velho jargão de que a "Justiça é cega", hoje tem que ser usado para outros. Além dos responsáveis pela segurança e pelo combate desse tipo de prática, os pais estão "cegos". Os usuários de droga sempre deixam pistas do que está acontecendo. Então esta cegueira proposital ou inconsciente pode trazer prejuízos familiares irreversíveis quando resolverem abrir os olhos.
O crack é uma droga produzida por traficantes com o resto da cocaína. São pedras fumadas em cachimbos improvisados ou misturadas ao cigarro de maconha, criando uma droga chamada mesclado. Vicia rapidamente. Seu efeito dura de 5 a 10 minutos, levando ao uso freqüente. Destrói neurônios. Seus efeitos são: euforia seguida de depressão profunda; insônia; paranóia; perda de apetite; desinteresse sexual; irritação; tremores; lábios e língua queimados; aumento da pressão arterial, com risco para enfarte; e convulsões, além de tornar o usuário violento. Os melhores tratamentos para dependência química conseguem recuperar apenas 30% dos internos, os demais acabam presos, morrendo por overdose ou suicidando-se, além dos homicídios quando envolvidos com traficantes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ATÉ QUANDO VAMOS SER ROUBADOS?

Edward de Souza

O presidente Lula esta articulando inúmeras licitações para esse ano, na intenção de privatizar várias rodovias, com isso, vai gerar aumentos dos produtos dependentes do transporte rodoviário. A Constituição Federal prevê no seu artigo XV – "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens." A cobrança do IPVA não é aplicada aonde deveria, os cofres públicos estão abarrotados de dinheiro e o povo cada vez mais sendo lesado com vários tributos. As ruas da cidade, rodovias estaduais e federais já causaram milhares de acidentes tirando a vida de trabalhadores e de famílias inteiras devido à sua péssima conservação. O proprietário além de pagar pelo automóvel continua pagando uma "prestação" por fora com esse imposto, e o governo nada bobo, arrecada duas vezes. É só fazer as contas: só no Rio de Janeiro 63% da frota está como imposto atrasado, por causa da ganância, cobrando 4% de alíquota, enquanto que em outros Estados a alíquota é de apenas 1%.
Ou o governo extingue as praças de pedágio ou extingue o IPVA, o que é mais fácil, porque já demonstrou ser incompetente para administrar as rodovias, além de ser desonesto e cobrar duas vezes pela mesma coisa. Pagamos imposto na hora da compra do veículo, em torno de 42%; pagamos imposto do combustível e lubrificantes; pagamos imposto na hora de fazer a manutenção; pagamos Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). E ainda quere privatizar mais estradas? Chega de cobrança... Tudo é cobrado pelo governo e continuamos a mercê desses dirigentes que faz muito pouco, ou nada, com o que é arrecadado. Lembram-se da CPMF? Vamos unir forças para acabar com essa ditadura disfarçada de democracia, onde o cidadão brasileiro só tem o direito de pagar. É muito mais justo pagar pelo pedágio quando for usar a rodovia, do que pagar este imposto onde não se vê melhoria nenhuma. Precisamos fazer uma corrente para chegar ao Congresso nacional solicitando a extinção da cobrança do IPVA. Vamos nos unir como fazem outros países que, com o poder do povo, conquistou sua soberania e seu direito de cidadão.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Velhos tempos dos ladrões de galinhas


Edward de Souza

Nos bons tempos de minha infância, a maior vergonha do mundo era ser ladrão de galinha, o último dos estigmas, a pena de morte social, o fim da picada. Não havia internet, mas todo mundo sabia quem era o ladrão de galinha, pela rede global do boca-a-boca, do disse-me-disse. Era tão eficaz e eficiente essa comunicação pré-eletrônica que até o ladrão de galinha tinha vergonha de ser ladrão de galinha
É bom destacar que nessa época existia também a figura do colarinho branco, que sempre esteve em nossa história política. Sua fama também corria oralmente, mas havia o quê de benevolência por parte de quem murmurava, ao votar no mesmo crápula, que ele tinha uma grande vantagem em relação aos seus adversários políticos: roubava, mas fazia.
Talvez a diferença básica entre o colarinho branco de antigamente e o sanguessuga de hoje esteja exatamente na intensidade do "rouba, mas faz".
Hoje, além de roubarem, os políticos nada fazem para o povo sofrido e a divulgação constante os transforma em verdadeiros assaltantes, tão próximos da figura de um traficante de morro - que por sua vez, faz mais á uma comunidade favelada do que os tais políticos. Triste inversão de valores!
Um amigo radialista, anos atrás, lançou um desafio através de uma pergunta: Qual a diferença entre Político e Ladrão? Um ouvinte respondeu todo orgulhoso: após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que, um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo?
Por falar em políticos e ladrões de galinhas, lembrei-me de uma história deliciosa. Pra mim, as melhores são aquelas inverossímeis que, se fossem verdadeiras, tornariam a realidade bem mais interessante. Existe uma, clássica, que relata o suposto flagrante de Rui Barbosa num ladrão de galinhas da vida (no caso, de patos). Repassando uns arquivos, retirei-a do baú e, só de farra, repasso para vocês. Vejam que delícia.
Certa madrugada o Dr. Ruy Barbosa, tendo flagrado um meliante furtando galinhas em seu quintal, espinafrou o infeliz:
- Ó insignificante bucéfalo! Não é pelo valor intrínseco dos bípedes e palmípedes que te apostrofo – mas pelo ato covarde e sorrateiro com que galgastes, sem permissão, os sagrados umbrais do meu lar! Se o fazes por necessidade ditada pela fome, transijo. Mas se vieste para zombar da prosopopéia de um cidadão digno, ao arrepio do Código Penal, em guarda! Poderás receber formidável pancada de minha bengala no alto do cocoruto, que rachado ao meio ficará reduzido a subnitrato do pó de esterco de pulga, vale dizer, a nada!
- Dotô Rui, o sinhô me perdoe. Posso levar as aves? Balbuciou o estupidificado marginal.
- Permissão concedida, meu sofrido irmão. Antes, porém, degustemos os dois uma chávena de chá inglês em minha biblioteca.”