segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

DOMINGO, 13 DE FEVEREIRO DE 2011
Este relato envolve fatos reais e pessoas, algumas ainda vivas. Por mais estranho que possa parecer, certas passagens, mesmo que mirabolantes e quase infantis, acontecem em nossa adolescência e nos perseguem até o final dos nossos dias. Fiz uma aposta inusitada com um dos meus melhores amigos e jamais pensei, até pelo ineditismo da pendenga, que pudesse, passados 50 anos, escrever sobre a malfadada queda de braço, decorrente de uma estúpida e inconsequente brincadeira...
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Metade da década de 1950, tinha eu 14 anos, fui jogar no Vila São José, clube de futebol de São Caetano até hoje existente, cujo vice-presidente Francisco Batista de Oliveira, 15 anos mais velho que eu, era uma espécie de conselheiro e ídolo de todos no clube e no bairro. Chico para uns, Chicão para outros, era um negro alto, forte, nascido em Serra Azul, na região de Ribeirão Preto, entre Serrana e São Simão. Criado em Colina, próximo a São José do Rio Preto, Francisco veio morar em São Caetano em meados dos anos 40, onde se instalou com os pais e irmãos na Avenida Bela Vista, bairro Belvedere, casou e constituiu família. De postura altiva, tinha como marca o caráter, honestidade, dignidade, ética e moral inabaláveis. Um negrão pedra 90, como se dizia então, para identificar uma pessoa com comportamento e ações quase perfeitas.
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Como em todo lugar, especialmente naqueles tempos, os jovens formavam sua batota de amigos mais chegados. Por acaso, ou não, fiquei amigo do Chicão, no grupo formado por Antônio Cola, Pedro Depintor, Kiochi Niuchi, José Rossi (Zuza), Antonio Matias de Souza, Luiz Dala Justina e outros, cujos nomes a memória um tanto desgastada não identifica. O Chicão, o mais velho, era uma espécie de guru de todos, e eu o mais jovem. As noites de sábado (à época o happy hour era somente nesse dia), as baladas consistiam em pegar um cinema - Vitória, Max ou Lido - todos no centro de São Caetano, nossa cidade, e hoje extintos e depois uma pizza regada a guaraná ou tubaína na pizzaria Autonomista, onde hoje é a sede das Casas Bahia. Detalhe: nas sessões noturnas dos cinemas os homens só entravam vestidos com terno e gravata.
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Pois bem, em uma dessas rodinhas da turma, um sábado à tarde, no Bar do Zezé, principal ponto de encontro na Vila São José, sem assunto melhor, pegamos uma discussão sobre a morte. Bobagem de um grupo que decididamente não tinha algo mais importante a fazer no momento. Alguém levantou a pinimba tipo "acho que você não vai durar muito" e outras "previsões" macabras.
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Em determinado momento, no pega entre eu e o Chicão, falei: "você é mais velho, portanto deve morrer primeiro". Totalmente abstêmio e pouco fumante (uma carteira por semana), saúde em dia nos seus 30 anos, Chicão não deixou barato e desafiou: "vamos apostar então quem morre primeiro". Não ficou definido o objeto da aposta e nem poderia. Um absurdo, pois certamente nenhum dos dois queria ganhar e muito menos perder. E o derrotado, como pagaria? Todos nos divertimos com a brincadeira que deveria ser solenemente esquecida na sequência. O assunto jamais foi ventilado pela cretinice do tema, porém ficou, em silêncio, incrustado na memória de ambos.
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O tempo passou, cheguei à presidência do Vila São José, Chicão afastou-se do clube, mudei para São Bernardo, onde estou até hoje, e nosso contato desapareceu quase que por completo. Esporadicamente recebia alguma notícia por meio do professor Luís Carlos Maia, tipo amigo-irmão, com o qual mantenho contato mais frequente. Por meu precário estado de saúde, com correrias semanais aos hospitais aqui do Grande ABC, cheguei a imaginar que partiria antes, apesar da diferença de 15 anos entre nós.
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Na última quarta-feira, logo pela manhã, toca o telefone em casa. Era o professor que, com alguma cautela, informou: "Lavrado, o Chicão morreu segunda-feira (7 de fevereiro) e já foi sepultado (terça, 8). Nesta sexta-feira (11), leio na seção fúnebre do Diário do Grande ABC: "Francisco Batista de Oliveira, 85 anos, sepultado no Cemitério das Lágrimas, no Bairro Mauá, São Caetano".
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Acredito que no subconsciente a gente matutava sobre essa aposta infeliz envolvendo um adolescente (no caso eu), e um cara já experiente (Chicão). Uma bobeira juvenil, um pega que certamente nenhum dos dois queria ganhar e muito menos perder. Não haveria vencido nem vencedor. Ganhei (ironia) e perdi: Francisco, um dos maiores caráter que conheci e um dos melhores amigos que tive na vida, foi em minha adolescência espelho e indicador de conduta para o futuro. Agora, é uma lacuna impossível de ser preenchida.
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Certamente não cobrarei a aposta, mesmo porque não foi uma vitória; fica como pagamento a lição de vida que assimilei com Chicão e que moldou minha existência. O reconhecimento eterno de uma amizade inabalável. Este relato, de uma história real, apenas lembra ações descontraídas de uma juventude descompromissada que, escondidas no baú da memória, um dia retornam à realidade, irreversível, impessoal e verdadeira. Sei que está com Deus, Francisco.
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*Oswaldo Lavrado é jornalista/radialista radicado no Grande ABC.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

SEXTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2011

O índice de suicídios é alarmante. Dizem às estatísticas que é a décima causa de mortes no mundo. No Brasil, cerca de 30 pessoas acabam com a própria vida todos os dias. Fora as tentativas que são muito mais (Wikipédia). O que leva essas pessoas a ter medo de viver? Drogas, depressão, alcoolismo, dívidas... Enfim, as causas são as mais diversas possíveis e imaginárias. Albert Camus (1913/1960) filósofo e escritor argelino escreveu certa vez: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia”.
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Para ilustrar esta matéria, peço permissão para transcrever uma história de autoria desconhecida: "Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual se viam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então: ”Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados". Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, na medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!

O medo de enfrentar as consequências de alguns erros cometidos ou sequelas físicas que a vida nos apresenta são considerados pela sociedade ato de covardia. Seria? Desesperado, impacienta-se e não consegue ultrapassar a porta lacrada que se encontra a sua frente. O excessivo orgulho gera o medo e mostra um quadro futuro sem nenhuma solução. Não seria por acaso, o excesso de materialismo? De uma maneira geral, cada um a sua moda, a humanidade acredita em uma vida após a morte. Os cristãos, entre outras doutrinas religiosas condenam o suicídio.
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Indivíduos despreparados para a vida tropeçam nos obstáculos existências que a vida se lhes apresenta e pensam que acabar com a própria vida seria a melhor solução, pois assim dormiriam o sono eterno da morte. Tudo resolvido! Outros apenas desaparecem do meio onde vivem, pensando assim fugir dos problemas que o afligem. Um fenômeno mundial. Ninguém foge de si mesmo. Há ainda aqueles que se refugiam em monastérios, conventos (foto) e assemelhados para viver uma vida totalmente reclusa. Uma atitude totalmente egoística.
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Então, qual a utilidade dessa atitude para com o semelhante? Nenhuma se temos a convicção que devemos amar ao próximo e sermos úteis uns aos outros. Só que a coisa não é bem assim... Somos seres viventes, com matéria e espírito. E como espíritos, somos eternos. A se acreditar nisso, e religiosa como é a humanidade, chega-se a conclusão que o imediatismo que se encontra inserido na maior parte dos humanos é a causa desse terrível mal.
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O Evangelho Segundo o Espiritismo em seu Capítulo V, Bem Aventurados os Aflitos, item 15 diz o seguinte: “o mesmo se dá com o suicídio. Se excetuarmos os que se verificam por força da embriaguez e da loucura, e que podemos chamar de inconscientes, é certo que, sejam quais forem os motivos particulares, a causa geral é sempre o descontentamento. Ora, aquele que está certo de ser infeliz apenas um dia, e de se encontrar melhor nos dias seguintes, facilmente adquire paciência. Ele só se desespera se não ver um termo para os seus sofrimentos. E o que é a vida humana, em relação à eternidade, senão bem menos que um dia?
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Mas aquele que não crê na eternidade, que pensa em acabar com a vida, que se deixa abater pelo desgosto e o infortúnio, só vê na morte o fim dos seus pesares. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar as suas misérias pelo suicídio". Não importa qual a crença ou religião de cada indivíduo. Os muitos problemas existenciais como já disse, é uma realidade. Mesmo os ateus que acreditam no nada, temem o amanhã, e o índice de suicidas entre eles é muito alto. Qual a razão?
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*J. MORGADO é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, para o qual escreve crônicas, artigos, contos e matérias especiais. Contato com o jornalista? Só clicar aqui:
jgarcelan@uol.com.br
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TERÇA-FEIRA, 08 DE FEVEREIRO DE 2011


Este blog, nestes mais de dois anos de atividades, nunca ficou quatro dias sem atualização, como aconteceu agora. Nada que justificasse esta paralisação a não ser a curiosidade. Estaria este espaço sendo frequentado por seres irreais? Como responsável pelo blog procurei ficar distante, pelo menos nestes últimos três dias, para esperar a resposta, curioso com a afirmação feita por um blogueiro que, nas horas vagas, ocupa um cargo de educador numa escola da Região do ABC Paulista. Este cidadão, com pouco mais de um metro de altura, cabeça enorme, olhos estatelados e a semelhança com um sapo boi, lembra, em muito, seres extraterrestres. Comprovado ficou que tem ele fértil imaginação. Continuamos a receber muitas visitas e seguidores, mesmo sem um assunto novo e, clicando nas fotos, percebemos que são seres reais, possuem blogs e se comunicam.

São cinco horas da manhã desta terça-feira. Abro minha janela e vejo, entre as inúmeras árvores seculares que cercam minha casa, o céu azul, pontilhado de estrelas. Fascinado pela beleza do espetáculo que já estou acostumado a ver, mas não me canso de admirar, um risco repentinamente cortou o céu e transportou-me para os anos 60, quando uma febre coletiva tomou conta da população. O assunto naquela época, em todas as rodinhas que se formavam era a aparição de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), popularmente chamados de discos voadores. Deixo claro, antes que alguém possa imaginar que estou vendo ufos de madrugada, que o brilho que se arrastou pelo céu e que eu avistei, com certeza foi causado por uma estrela cadente, comum aqui no interior, principalmente à noite. Nunca vi nada que pudesse ter a semelhança de um disco voador, bem que gostaria de ter esta experiência, mas sinto-me recompensado em não ter sido contemplado com a visão de um elefante voando, coisa que já aconteceu com muitos amigos que exageraram na dose.

Os adeptos do homem como única forma de vida inteligente neste cosmos afirmam que se houvesse outro tipo de vida já teriam entrado em contato conosco. É precipitado. Podem existir vidas em estágios de desenvolvimento inferior que não tenham ainda as condições de viajar pelo espaço ou podem existir vidas em etapas tão avançadas que absolutamente não se interessem por esses bípedes peludos que ainda usam a força da explosão para chegarem a seu único satélite.

Há adeptos da teoria de que já fomos visitados diversas vezes e que continuamos a ser observados. Vejo com certa desconfiança essa tese, pois acredito que qualquer espécie com inteligência suficiente para chegar ao planeta Terra teria igualmente a inteligência de procurar um contato, trocar informações ou quem sabe estabelecer pontes. Isso é um ato natural de quem desbrava ou de quem procura novos horizontes. Se eles vieram pacificamente não havia por que se esconderem e se vieram com intenções conquistadoras, já teriam nos aniquilados.

Voltando aos anos 60 e a onda dos discos voadores, relato um fato verídico e muito engraçado ocorrido em Franca, cujo personagem principal foi meu avô, Joaquim Follis, um italiano alegre, falante, olhos verdes e... Medroso. Extremamente medroso, tanto que em sua vida, levado pela imaginação fértil, tal qual a figura do ET de Diadema, via seres irreais por todos os cantos. Eu me encantava com suas histórias compridas e exageradas. Uma que sempre narrou foi seu encontro, numa pescaria, com o “Saci-Pererê”. O “negrinho” de uma perna só e cachimbo numa das mãos estava sobre um tronco de árvore que boiava no rio. Deu o que fazer para meu avô livrar-se dele. Mas, essa é uma das suas muitas histórias que conto em outro texto.

Certo dia pela manhã, como eu sempre fazia quando criança, fui ao empório do meu “tio Carlinhos” – Carlos Maranha – já falecido. Era irmão de minha avó Anita e cunhado do meu avô Joaquim Follis. Os dois conversavam sobre discos voadores. Sentei-me sobre um saco com milhos, saboreando um gostoso “pé de moleque”, aqueles com amendoins inteiros que não se encontra mais hoje em dia, e fiquei ouvindo o papo entre os dois. “A hipótese de haver vida em outros planetas provoca um verdadeiro fascínio em algumas pessoas, que acabam espalhando mitos e informações inventadas.

”Tio Carlinhos”, também italiano e brincalhão era um destes, sabia da fama de medroso do meu avô e aproveitou-se disso para assustá-lo, narrando algumas aparições de discos-voadores e ETs que havia visto (sic) em sua vida. Meu avô, era fácil de perceber, estava apavorado com os casos do “tio Carlinhos”, que no final da conversa sentenciou: “soube que esta noite está previsto a vinda de discos-voadores em Franca, bom não sair de casa a noite de jeito nenhum, nunca se sabe o que eles podem fazer com a gente”. Vovô saiu assustado do empório, sem imaginar que o cunhado estava lhe preparando uma peça. O “tio Carlinhos” riu muito depois que o vovô saiu, mas não me disse nada.

A residência onde eu morava com meus pais ficava ao lado da casa dos meus avós, na Rua General Osório, hoje centro de Franca. Meu pai, Arlindo (foto a direita), ainda mora lá, aos 92 anos de idade. Pela madrugada ouvimos um barulho estranho, forte, um zunido que chegava a assustar. Os minutos se passavam e nada do ruído cessar. Meu pai, ao contrário do meu avô, sempre foi corajoso, saltou da cama e foi ao alpendre de casa ver do que se tratava. Eu o segui, mesmo temeroso, confesso. Também estava impressionado com as histórias sobre discos-voadores contadas pelo “tio Carlinhos”. Papai debruçou-se sobre a sacada do alpendre, colocou seus óculos e exclamou: “bom dia, Carlinhos, o que faz uma hora dessas na rua”?

Ainda consegui ver o “tio Carlinhos” acenar sem graça para o meu pai e rapidamente desaparecer pela rua abaixo, segurando um berrante nas mãos, instrumento usado por ele para fazer toda aquela algazarra de madrugada na janela do meu avô. Soube depois que o “tio Carlinhos” havia amarrado o berrante (foto) numa corda e o agitava em frente a janela do vovô, para que ele pensasse que eram discos-voadores que estavam descendo na Terra. Vovó Anita contou que meu avô, assim que ouviu os primeiros ruídos foi para baixo da cama, apavorado. Mal feito descoberto, no dia seguinte o empório estava fechado e o “tio Carlinhos” escondido em algum canto da cidade, sabe-se lá onde. Vovô, com uma espingarda de caça, estava em seu encalço. Felizmente não o encontrou e tudo acabou em pizza, depois que a poeira assentou.
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*Edward de Souza é radialista e jornalista
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUINTA-FEIRA, 3 DE FEVEREIRO DE 2011
Nos últimos dias, algumas notícias me surpreenderam (não muito, confesso). Fiquei pasmo ao saber através de vários órgãos de imprensa, que o ex-presidente vai cobrar 200 mil reais para proferir palestras. Não entendi como ele pretende direcionar sua sapiência. Enfim, vamos aguardar. É bem provável que seja o início de sua campanha eleitoral para 2014.
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Vez ou outra o cidadão ex-presidente falava na palavra “doutor honoris causa”. Achava chique esse título. Finalmente conseguiu o tal título chique. Foi agraciado pela Universidade Federal de Graciosa, Minas Gerais. Também recebeu uma comenda não sei onde. Agora o homem é comendador. No dia 30 de janeiro, o ex-metalúrgico finalmente conseguiu diplomar-se em alguma coisa. Durante o jogo de futebol entre Corinthians e São Bernardo do Campo. O diploma mais alto de um político lhe foi autoconcedido. O de demagogia. Usou uma camisa inédita. A camisa mostrava os dois times disputantes (foto). Vá ser demagogo assim lá na...

Não bastassem os espertos ex-governadores pedirem aposentadoria, descobriu-se agora que parentes de personalidades históricas brasileiras (tetranetos) recebem pensão e estão mamando nas tetas do Poder. É o caso dos descendentes de Tiradentes, Duque de Caxias... Uma farra com o erário público. Será que as pessoas que conseguiram esse privilégio não sentem um pouquinho de vergonha. Acho que não. Estão exigindo aumento! Mas isso não está acontecendo só no âmbito federal. Em alguns Estados a coisa também pegou. No Amazonas tem gente recebendo de dois a quatro mil e quinhentos reais. Até um ventríloquo recebe o benefício. (Estado de São Paulo/30/1/011).

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Mas, fofocas a parte, parece que o anjo da liberdade está pairando sobre o Oriente Médio, uma região onde as ditaduras imperam. Começou pela Tunísia, onde o ditador foi derrubado pela vontade popular, seguindo o Yemen e agora o Egito. E está começando na Jordânia. O tal de Hosni Mubarak (foto a esquerda), ditador há mais de trinta anos no Egito está fazendo de tudo para permanecer no poder. Se ficar o bicho vai pegar, se correr, certamente permanecerá no exílio vivendo com toda a pompa a exemplo de outros ditadores exilados no passado. Por falar em ditaduras, vários cientistas políticos fizeram uma análise do que está acontecendo no mundo e chegaram à conclusão que até o ano de 2020 não haverá mais ditaduras no Globo. Notícia divulgada por Joelmir Betting no jornal da Bandeirante. Que as bênçãos de Alá caiam sobre os países conflitantes e que se espalhe pelos países africanos e americanos do sul.

Aqui no Brasil, a “presidenta” ainda não começou a governar. É o que dizem as más línguas dos jornalistas em vários órgãos da imprensa. Respondendo a carta enviada pelo presidente da Itália sobre a extradição do bandido Battisti, disse ela que a decisão do ex, foi baseada em parecer jurídico. Desde quando um parecer da AGU tem prevalência sobre o STF? Desculpa de “João sem braço”. Aliás, o malfeitor deu entrevista “cara de pau” à imprensa dizendo que se ele for extraditado será derrota do Lula. E uma safadeza ou não? Uma novela idiota!


Outra novela é a questão do salário mínimo. As Centrais Sindicais e o governo não chegam a um acordo. Alguns reais a mais ou a menos nesta altura dos acontecimentos não fará muita diferença no bolso da sofrida população brasileira. Mas, renderá frutos para os políticos que no futuro dirão muitas mentiras como se fossem verdades e o povo acreditará. Lamentável.

A Imprensa divulga com ênfase mais um erro médico cometido por uma enfermeira. A falange do dedo mínimo de um bebê (foto) foi cortada com uma tesoura por uma enfermeira. Provavelmente a culpa foi do tal blá, blá, blá. Conversar durante procedimentos de muita responsabilidade. Não bastava os acontecimentos recentes com outras crianças, como o caso da vaselina, do alimento injetado, etc, mais esse agora. Parece que somente leis que punam severamente esses tipos de erro, poderão fazer efeito.
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E para finalizar, os jornais desta quinta-feira divulgam a queda histórica do Corinthians na Pré-Libertadores, após a derrota por 2 x 0 para o Tolima, na Colômbia. É a primeira vez na história que uma equipe brasileira é eliminada na fase preliminar deste torneio. A derrota e a consequente eliminação na Copa Libertadores não foi bem aceita pela torcida do Corinthians. Instantes depois da partida realizada na noite de ontem, membros de organizadas compareceram ao Parque São Jorge para vandalizar patrimônio do clube. Além disso, elegeram como "vilões" da queda o presidente Andrés Sanchez e os astros Ronaldo (foto) e Roberto Carlos. Desde 2000, o Alvinegro não vence um mata-mata de Libertadores. De lá para cá, caiu nas oitavas de final diante do River Plate por duas vezes (em 2003 e 2006) e do Flamengo, no ano passado.
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*J. MORGADO é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, para o qual escreve crônicas, artigos, contos e matérias especiais. Contato com o jornalista? Só clicar aqui: jgarcelan@uol.com.br
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EXCLUSIVO: Acompanhe em breve, neste blog, "Confidências de um aloprado". Trata-de do desabafo de um homem que viu seu lar desmoronar por absoluta falta de capacidade de administrá-lo e hoje, desesperado, com um filho esquizofrênico, uma filha perdida com drogas e amante de um marginal que está preso, recorreu a este blog pedindo ajuda, enviando durante certo tempo uma série de e-mails com o título "Confidência". Traindo a esposa com uma portuguesa sexagenária e desquitada, sente-se agora ameaçado dentro do seu lar, uma vez que a filha, inconsequente, deu o endereço de sua casa para este marginal com quem pratica sexo na prisão. Este homem relata ainda em seus e-mails, o golpe da fotografia de que foi vítima, prejudicando dezenas de crianças do colégio onde é educador. Um desabafo chocante do personagem deste drama, que sente-se confuso e confessa que ultimamente resolveu atacar até os amigos que o ajudaram, atitude que acabou prejudicando ainda mais sua incômoda situação. Ateu convicto, só de ouvir o nome de Deus fica arrepiado, este cidadão é hoje um solitário, abandonado por todos e sem forças para reverter este quadro. Prepotente e vaidoso, usa a imaginação para criar tipos e viver num mundo de sonhos, no entanto, tem o mérito de reconhecer que não soube educar corretamente seus filhos e, acima de tudo, dar exemplo de moral e dignidade a eles.
(Edward de Souza).
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TERÇA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2010

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.Como prometido no artigo anterior, revelamos outro episódio envolvendo nosso glorioso Aristides Murara, competente técnico de externa da Rádio Diário do Grande ABC que, ao contrário da simpática Salomé, encontrou pela frente num estádio um servidor fiel, dedicado, zeloso e disposto a cumprir a risca as determinações que lhe foram passadas por seus superiores. Neste caso, um fiscal da Federação Paulista de Futebol (FPF).
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Era domingo de fevereiro de final dos anos 1980 e havia um sol para cada habitante da cidade de Campinas, onde ocorreu esta história, num grande jogo entre Guarani e Santos pelo Paulistão. O time campineiro estava bem no campeonato e o Santos, como sempre, atração em qualquer lugar. Assim, o Estádio Brinco de Ouro da Princesa, campo do Bugre, como também é conhecido o Guarani, estava apinhado de torcedores.

As cabines de Imprensa são acanhadas, uma espécie de cubículo, comportando apenas narrador e comentarista, desde que um dos dois não seja obeso. Lá nos aboletamos e instalamos os apetrechos da Rádio Diário do Grande ABC. A equipe, nesse domingo, era formada por Edward de Souza (narrador), eu (comentarista), Sidney Lima (repórter) e Aristides Murara, responsável para colocar a transmissão no ar, com a conexão da linha entre Campinas e São Bernardo, sede da rádio. Com tudo certo na cabine, Murara desceu ao gramado para instalar o equipamento do repórter de campo. O calor superava os 30 graus e, certamente poderia cozinhar ou fritar ovos, se expostos ao sol. No campo, vários outros operadores de rádio e televisão exercendo sua função natural em transmissões externas.
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Meio incomodado com o calor e para amenizar a fornalha, Aristides Murara tirou sua camisa e a deixou na cabine com os companheiros. Lá embaixo, iniciou o trabalho de instalação da aparelhagem do repórter da Diário. Na cabine, semelhante a um micro-ondas, eu e o Edward apenas aguardávamos o momento de entrar no ar, com a equipe toda, e cumprir mais uma rotina de trabalho, como tantas outras realizadas em transmissões externas. No entanto, do cubículo notamos algo anormal entre o nosso Murara e um cidadão de jaleco laranja (que identificava os fiscais da FPF). Os dois gesticulavam e estavam aos berros, mas não conseguimos captar do que se tratava em virtude da distância considerável.

Outras pessoas que estavam no gramado se aglomeraram para assistir a pendenga entre o funcionário da Rádio Diário e o servidor da Federação Paulista. Ameaçando acionar a polícia o rapaz da FPF não deu alternativas ao nosso Aristides Murara, que deixou o local e retornou à cabine. Lá chegando foi indagado por nós sobre o ocorrido. Nervoso, rosto vermelho de raiva e do sol, foi dizendo: "o fiscal da Federação não quis me deixar trabalhar sem camisa; respondi que ela estava nas cabines de rádio, mas o cara não quis saber". "Bem, e precisava discutir tanto?, indaguei. "eu disse ao fiscal que se os atletas jogam de calção, por que eu não poderia trabalhar sem camisa? resmungou o Murara, "aí o sujeito me chamou de ignorante e estúpido”. Disse-lhe que não tinha autoridade pra impedir que eu trabalhasse no campo, com ou sem camisa. “Então o fiscal ameaçou acionar o polícia e, antes que eu fosse retirado a força, resolvi sair", completou nosso agitado operador.
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Como o trabalho teria que ser feito, sugeri a ele que colocasse a camisa e retornasse ao campo, já que não seria conveniente trabalhar sem o repórter neste importante jogo. A contragosto, Murara colocou a camisa e desceu para o gramado. No entanto, foi barrado pelo chefe dos fiscais, acionado pelo subordinado que pintou a história com as cores que lhe interessavam. A transmissão aconteceu sem repórter, somente com narrador e comentarista. Vale lembrar que havia no gramado outras pessoas, inclusive repórteres e operadores de som de outras emissoras, sem camisa. Consta que, percebendo isso, o chefe dos fiscais da FPF ordenou aos seus subordinados que exigissem de todos no campo que colocassem a camisa. Sem intenção, o fiscal escolheu, aleatório, o Murara como o primeiro a receber a determinação. Vendo que os demais trabalhavam normalmente sem camisa, nosso companheiro, que nunca havia recebido tal determinação, além de surpreso, ficou irritado e foi ríspido na resposta ao rapaz da FPF. Daí para o atrito foi apenas questão de segundos.

No retorno ao Grande ABC, Murara indagava inconformado: "pô, não entendo, o campo fica cheio de gente (jogadores) só de calção e o cara veio logo implicar comigo porque estava sem camisa?". Em parte nosso "Rapunzel" (charge ao lado), tinha alguma razão. Do Rio de Janeiro para cima, com o calor e alta temperatura, o pessoal da Imprensa já sai de casa só bermuda, vai à praia e com a mesma vestimenta trabalha nos estádios, nas cabines e no gramado. Hoje, por determinação da Fifa, esse procedimento é proibido nos estádios do mundo inteiro, com ou sem calor.
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*Oswaldo Lavrado é jornalista/radialista radicado no ABC.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

DOMINGO, 30 DE JANEIRO DE 2011
2011 (MMXI) é o atual ano do calendário gregoriano que se iniciou num sábado. Não sendo um ano bissexto, tem 365 dias. As Nações Unidas designam 2011 como o Ano Internacional das Florestas e o Ano Internacional da Química. Deveria ser também da matemática, acompanhe estas curiosidades que recebi ontem do amigo Francisco Heitor. Desconheço se algum blog já publicou, como também não sei quem é o autor desta intrigante dança de números que, certamente, vai deixá-los (as) intrigados, como eu fiquei.
A primeira curiosidade. Este ano tivemos duas datas fora do comum... 1/1/11 e 11/1/11 e teremos outras duas: 1/11/11 e 11/11/11...
Muito bem, agora tente entender isto... Separe os dois últimos números do ano em que você nasceu e some com o número da idade que você fará este ano... O total será 111... Para todos!
Vou citar um exemplo: meu pai nasceu em 1919 (os dois últimos dígitos: 19).
Vou somar o número 19 com a idade do próximo aniversário de papai. Dia 7 de junho ele irá completar 92 anos.
92 + 19 = 111.
Agora tente você, eu confesso que ainda não encontrei uma explicação lógica, quem sabe um matemático possa nos ajudar.


Uma ótima semana!
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Nesta terça-feira tem "histórias do rádio", de Oswaldo Lavrado e em breve, você não deve perder: "Confidências de um aloprado". Um relato verídico, feito através de e-mails enviados a este blog... Simplesmente chocante!
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Edward de Souza
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