sábado, 4 de dezembro de 2010

SEXTA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2010
Sentado em um sofá na sala de estar de minha casa, abro o jornal e me deparo com notícias alarmantes. Iminência de uma possível guerra envolvendo as duas Coréias, outra mostrando que 11% da população brasileira, em 2009, passaram fome (dados do IBGE), os tristes episódios do Rio de Janeiro, guerras no Oriente Médio (várias), na África, conflitos no trânsito, vítimas das enchentes em São Paulo, a expansão do tráfico de entorpecentes, armas... E vai por ai afora. Além disso, muitos homicídios e violência contra crianças e mulheres. Escândalos envolvendo políticos, empresários, agentes do serviço publico e não públicos.

Duas ou três vezes por semana, na praça central de minha cidade, sento-me em uma mesa defronte ao meu café preferido e, enquanto saboreio o caldo da rubiácea acompanhado de um pão de queijo fico a observar as pessoas que transitam por ali; algumas apressadas outras nem tanto. Magros, gordos, velhos e jovens. Crianças de diversas idades brincam ou apenas passam. Aborrece-me vendo um garoto de quatro ou cinco anos brincando com um dos orelhões ali instalados. Os pais observam, sorrindo com as travessuras do filho. Foi necessário que um passante responsável chamasse a atenção do infante para que a brincadeira terminasse. Os genitores fizeram cara feia.

Outro menino, quatro anos, se tanto, gordo, uma barriquinha andante, berra exigindo algo. A mãe entra na lanchonete ao lado e pouco depois saem. Nas mãos da criança, um pastel e uma coca-cola. Pobre guri, pobre mãe. Ignoram as campanhas contra a obesidade que tantos prejuízos acarretam à saúde. Bicicletas transitam na contramão. Vez outra um acidente! Aliás, alguns ciclistas ignoram as excelentes ciclovias existentes na cidade. Desafiam a lei e olham para os motoristas com desafio. Na rodovia, onde a quilometragem máxima é de oitenta quilômetros, caminhões enormes, ônibus, automóveis e motocicletas trafegam a mais de 100.

A rodovia Padre Manoel da Nóbrega entre Praia Grande e Itanhaém é totalmente urbanizada; existem muita escolas e travessias de pedestres. Poderia aqui enumerar muito, muito mais do que a gente pode observar a nossa volta em pouco mais de dez minutos. Mas, existe um provérbio popular que diz “macaco senta no próprio rabo para falar do rabo dos outros”. Se bem, que também cometo meus pecadilhos. A intenção não é apontar os defeitos alheios, mas demonstrar o quanto somos ainda ignorantes, apesar de todas as oportunidades que nos foram mostradas para que tivéssemos um bom viver.
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Além de antigos filósofos de várias origens e para ilustrar esta crônica, sito alguns. – “A luz não vem ao mundo para zombar das trevas e sim para iluminá-las”; “A vida não é o corpo, da mesma forma que a água não é o copo que a contem”; “A imperfeição é o fator que impede o homem de possuir o que deseja” (Shi-fu Kleber Farache). Esse filósofo de origem chinesa é brasileiro, nascido em Taubaté.

Além disso, fomos agraciados com os ensinamentos do Divino Mestre Jesus há mais de dois mil anos. Parece que levarão ainda algumas dezenas de séculos para que possamos assimilar as sábias lições. As pessoas batem no peito é dizem sou cristão. Mas os acontecimentos que nos cercam desmentem essa afirmação. São cristãos no momento do casamento de véu e grinalda, uma cerimônia mística que nada têm religiosidade por parte dos noivos (há exceções que confirmam a regra).
Batizam seus filhos com toda pompa a que tem direito apenas para dar satisfação a uma sociedade hipócrita.

Esquecem da caridade e de como educar seus filhos dentro dos princípios ensinados por Jesus Cristo. Não respeitam ao próximo e as leis que regem os seres humanos. A hipocrisia e a arrogância dominam o indivíduo. Nossos filhos sempre são melhores do que os do vizinho. Não há necessidade de enumerar mais defeitos, afinal todos nós convivemos com eles. O que se apresenta, é que tudo de mal vai acontecer com os outros, nunca com nós mesmos até o momento que o inevitável aparece. O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec em 1857, diz na Parte Terceira – Leis Morais – Lei Divina ou Natural - nas questões abaixo transcritas

630 - Como se pode distinguir o bem e o mal?– O bem é tudo o que está conforme a lei de Deus; o mal, tudo o que é contrário. Assim, fazer o bem é proceder conforme a lei de Deus; fazer o mal é infringir essa lei.

631- O homem tem, por si mesmo, meios de distinguir o bem do mal?– Sim, quando crê em Deus e de fato quer saber por que Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.

632- O homem, sujeito ao erro como está, não pode se enganar no julgamento do bem e do mal e acreditar que faz o bem quando, na realidade, faz o mal?
– Jesus disse: “o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles”. Tudo está aí resumido. Vós não vos enganareis.


633- A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, não pode se aplicar à conduta pessoal do homem para consigo mesmo. Ele encontra na lei natural a regra dessa conduta e um guia seguro?
– Quando comeis em excesso, isso vos faz mal. Pois bem! Deus dá a medida daquilo que precisais. Quando a ultrapassais, sois punidos. Ocorre o mesmo com tudo. A lei natural traça para o homem o limite de suas necessidades; quando a ultrapassa, é punido pelo sofrimento. Se o homem escutasse, em todas as coisas, a voz que diz basta, evitaria a maior parte dos males de que acusa a natureza. A lição continua...
Encerro com a frase: “Há os que louvam os anjos e santos, mas são surdos para seus conselhos”. (desconheço a autoria).
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*J. MORGADO é jornalista, pintor de quadros e pescador de verdade. Atualmente esconde-se nas belas praias de Mongaguá, onde curte o pôr-do-sol e a brisa marítima. J. Morgado participa ativamente deste blog, para o qual escreve crônicas, artigos, contos e matérias especiais. Contato com o jornalista? Só clicar aqui:
jgarcelan@uol.com.br
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29 comentários:

  1. Bom dia amigos (as)...
    Só mesmo uma crônica de J. Morgado para me tirar da cama, com febre de 38/39 graus para, com prazer, postá-la nesta sexta-feira, quando quinzenalmente meu amigo-irmão apresenta um texto especial e aguardado por dezenas de leitores. Assim que li o começo de sua crônica, logo lembrei-me de meu pai, que certo dia, aborrecido com tantas notícias ruins que lia em jornais e via pela TV, sentenciou: "vou parar de assinar jornais e ver noticiários de TV, só violência e corrupção". Meu pai sempre foi um homem de palavra, desta feita não estava falando a sério. Não deixou de assinar jornais, mas os noticiários de TV abandonou de vez. Surpreendê-lo em frente a TV é certeza que tem um bom jogo de futebol, do contrário não o encontram em frente a telinha.

    Bom... Esse o começo da crônica de J. Morgado, depois uma análise séria sobre educação, palavra em desuso nos dias atuais, causa de desavenças familiares, discórdias e toda esta violência estampada diariamente em jornais e vista pela TV. O Rio de Janeiro é um exemplo disto. A guerra contra o tráfico na "Cidade Maravilhosa", hoje está sendo comentada no mundo todo. E entre mortos, inocentes que por não ter onde morar, são obrigados a montar seus barracos em zonas dominados por bandidos. O que aprendem estas crianças vivendo num lugar como este? E as nossas autoridades, o que fazem para dar melhor condições de vida para este pobres coitados? A foto acima, que ilustra esta crônica de hoje foi tirada no "Morro do Alemão" e retrata o desespero de nossas crianças. Até quando?

    Parabéns pelo texto, meu prezado J.Morgado e desculpe-me pela postagem rápida e pelo curto comentário. Espero estar melhor e voltar para dar sequência ao assunto.

    Um forte abraço...

    Edward de Souza

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  2. Bom dia, J. Morgado!
    Hoje vivemos tristes, preocupados, ansiosos, deprimidos pela violência que campeia no mundo inteiro. Até nossas crianças estão inseridas no ciclo do pavor praticando crimes dos mais diversos, assassinatos, furtos e roubos, cheirando cola, fumando crack, inseridos na prostituição e fazendo suas peripécias malignas, tirando a vida de pessoas inocentes, pais e mães de família, e se matando uns aos outros. Não existe um cuidado especial com as crianças infratoras. Um dia será preciso punir os pais para que eles cuidem melhor dos seus filhos. O homem parece ignorar a existência de Deus e definitivamente arrancou do seu coração um sentimento puro, o amor. sem ele, o fim da humanidade será trágico, violento e cruel.

    Parabéns pelo texto, J. Morgado!

    Michelle - Florianópolis - SC

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  3. Oiê, amigos (as)...
    Tendo apenas como base o ínício do excelente artigo do mestre Morgado de hoje: presenciei, no começo desta semana, um menino tipo 6/7 anos, bulindo com dois telefones dos caixas eletrônicos do Itaú, em supermercado aqui ao lado de casa. Um senhor que passava perto, calma e educadamente, pediu ao gurizinho que colocasse os fones no lugar para não danificá-los. Os pais do menino, em um dos caixas ao lado, viram a cena e partiram pra cima do homem que ralhava com o menino. Foi um furdunço danado até que o pessoal do deixa disso entrou em cena e a pinimba terminou. O pai, exasperado, relinchava: "é nosso filho e somente eu e minha mulher podemos chamar sua atenção, ninguém mais". A mulher teve um ataque de histeria, mas a pendenga terminou aí.
    Pra finalizar, perguntem ao nosso Edward a história que ele presenciou e foi vítima da menina Carla, em uma bica d'água aqui em Santo André.
    Beleza mestre, pelo excelente (de novo) artigo.

    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  4. Olá J. Morgado, essa cena que você presenciou e o Oswaldo Lavrado também, mostra bem o que os pais pensam hoje sobre a educação de seus filhos. Ao invés de dar razão ao senhor que corrigia o menino, e ainda por cima lhe agradecer, o que fizeram os pais? Partiram contra esse senhor de uma forma agressiva, enchendo de razão uma criança que tem muito ainda a aprender nesta vida. São muitos os casos assim, basta prestar a atenção quando se está num supermercado, por exemplo. Crianças fazendo birras e exigindo isso ou aquilo e a mãe, para não ouvir os berros do filhote, vai só satisfazendo seus desejos. O resultado pode ser visto estampado nas páginas de jornais. Estudantes de 10 anos ou menos agredindo professores e professores, usando craks, assaltando e até matando. E agora a lei do nosso Presidente Lula que proíbe corrigir as crianças com um simples tapinha. Deve ser para deixá-los apanhar mais tarde da polícia, só pode!

    Bom final de semana a todos!

    Gabriela - Cásper Líbero - SP.

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  5. Olá Edward, não sei ao certo o que você tem, li apenas que está com febre alta, se cuide, precisamos de você conosco. Assim que puder e melhorar, vou querer saber esta história sobre a menina Carla, que o Oswaldo Lavrado nos adiantou, tá? Fiquei curiosa....

    Bjos,

    Gabriela - SP

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  6. Olá Amigos

    Gosto quando os leitores deste blog pegam logo o sentido da coisa.
    Assim, Michelle, Gabriela e Lavrado, com seus comentários, ajudam a difundir o que se passa a nosso redor; estupidez, ignorância e todos os seus prepostos.
    O mundo melhora à medida que buscarmos nossa evolução pessoal. Não importa o que os outros façam de ruim, o que importa é o que podemos fazer de bom.

    Um abraço

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Prezado J. Morgado, você e o Edward também falaram sobre a guerra contra o tráfico que acontece hoje no Rio de Janeiro e chama a atenção do mundo. É isso o que pretendem nossas autoridades de plantão no Rio, para mostrar que a cidade vai estar preparada para receber os turistas para a Copa do Mundo em 2014. Pergunto aqui, quanto tempo faz que a violência toma do conta do Rio, comandada pelo narcotráfico? Porque somente agora resolveram invadir os morros e espantar os traficantes? Rola dinheiro grosso nessa coisa toda, prezados jornalistas. Passou a Copa, tudo volta com antes, que tal um aposta? Enquanto isso, essas pobres crianças, como estas da foto, sofrem na pele o terror, ouvindo bombas e granadas explodindo aos seu pés a todo o instante.

    Não ouvi falar de nenhum programa social para acolher famílias desabrigadas e crianças desamparadas destes morros cariocas. Só violência. O Jornal Nacional a noite parece a guerra do Vietnam, quando começou. É preciso lutar contra o tráfico, punir estes bandidos que hoje mobilizam milhões de dólares, mas é necessário, acima de tudo, amparar nossas crianças para que possam ter um futuro, longe deste terror e das drogas que correm soltas nestas favelas cariocas e em muitas do nosso Brasil. Tenho evitado ver essas cenas dantescas do Rio. Elas me dão uma sensação de impotência absoluta diante da injustiça que reina nesse mundo.

    Gostei de sua crônica, J. Morgado, parabéns!

    Birola - Votuporanga - SP.

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  9. Boa tarde, J. Morgado, ótima sua crônica!
    Pouco antes de falecer, meu avô, com toda a autoridade que lhe conferia seus mais de 80 anos, saiu-se com esta frase: "Passamos a primeira metade de nossa vida obedecendo aos pais. E a outra metade obedecendo os filhos".

    Bj

    Samantha - SBC

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  10. Boa tarde, J. Morgado!
    Dias atrás, a agressão cometida por um grupo de adolescentes na Av. Paulista, em São Paulo, a outro jovem, que estava acompanhado por dois amigos, também agredidos, é emblemática. As declarações da mãe do agressor, o qual só tem 16 anos, revelam o papel dos pais, hoje na vida dos filhos. Revoltada com a repercussão do caso e punição do filho, disse que ele é uma criança e que não houve agressão, foi só brincadeira infantil. É o caso de se perguntar a ela, o que um menor de 16 anos fazia na rua, de madrugada, acompanhado somente de outros jovens?

    Onde estavam os pais desse menor? A mãe ainda apareceu para fazer declarações que só serviram para mostrar de onde vem a violência demonstrada hoje por esses garotos, ainda imberbes. O pai, nem isso! De família rica, o menino faz parte de uma geração cujos pais só sabem trabalhar para ficarem mais ricos. Não sabem impor limites, nem educar os filhos para se tornarem pessoas que aprendam a respeitar os outros.

    Bjos a todos!

    Tatiana - Metodista - SBC

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  11. Olá J. Morgado!
    Enquanto no Brasil houver uma criança abandonada, haverá sementes de ira. Somos um país grande. Um povo que ainda guarda reservas de cordialidade, de amor ao próximo, de alegria que podem servir à reconquista da paz possível. Precisamos trabalhar e ter mais fé em Deus a fim de que possamos, nós e nossos filhos, abrir as janelas ao jardim, e franquear a porta a quem quiser cruzar a nossa soleira, em toda a paz que merecemos; a paz dos homens e a paz cristã, aquela que não está somente nas coisas, mas dentro de cada um de nós. O Brasil é um hino permanente à liberdade. Para possuí-la é preciso viver. Acabemos com a violência. Está na hora de exigirmos que as autoridades façam, em cada cidade, o que fizeram no complexo do Alemão, para que possamos viver em paz e livres das drogas, este mal que é, hoje, o tormento da humanidade.

    Bjos,

    Daniela - Rio de Janeiro

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  12. Olá Amigos

    Boa tarde

    Acabo de ler no principal jornal de Marília, uma notícia terrífica.
    Um pobre indivíduo trabalhador e segundo informações, honesto, foi linchado por vizinhos.
    Os adeptos da “lei de Lynch” barbarizaram o pobre rapaz acusando-o de ter sido o assassino de uma jovem encontrada morta em um riacho local.
    A polícia diz que o rapaz é inocente e já têm pista da turba de linchadores.
    A moça, segundo informações era epilética e no dia de sua morte não tomou o remédio. Resultado; morreu afogada!
    Esse é o mundo que nos cerca. Barbárie e ignorância por toldos os lados.

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  13. “Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens” (Pitágoras).

    J. Morgado

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  14. Oiê, amigos (as)...
    Caro Birola, seu comentário acima está bem próximo a realidade. Em 1992 houve no Rio a EXPO/92 com a presença de presidentes e representantes do mundo todo. O governo Brizola, da época, fez uns "acertos" e "arranjos" com traficantes e bandidos e não ocorreu seguer roubo de picolés. Na ocasião, eu e o Edward estivemos na Cidade Maravilhosa para transmissão de futebol e constamos que nem os trombadinhas (ratos) de praia estavam agindo. Nos Jogos Pan-Americanos foi a mesma coisa. Eles (governo e marginais) atuam em prefeita sintônia; Por essas e por outras que não dedico um fio de cabelo à confiabilidade que, agora, esse montão de fardados e de coletes vai rsolver o problema; apenas expulsam os ratos que trocam de lixeira. A cracolândia, aqui no Centro velho de São Paulo, muda de lugar todos os dias... e daí ?


    abraços
    Oswaldo Lavrado - SBCampo

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  15. Ôi J. Morgado, o fenômeno da violência nas ruas pode ser um reflexo do que vem ocorrendo no próprio seio familiar, não tenho dúvida sobre isso. Certamente, a educação é tudo na vida da criança. Aqueles jovens que ouviram alguma vez a palavra "não" acompanhada de orientação sincera e amiga de seus pais ou responsáveis, hoje, convivem em harmonia com todos e aprenderam a respeitar o semelhante e a conviver com ele, principalmente com os seus educadores. O lar, que seria o local para a construção da matriz da família, deixou de ser, para muitos, o ninho que deveria promover acolhimento, aconchego, conforto, confiança e afeto. Algo está faltando e pessoas estão deixando de fazer o que deveria ser feito.

    Parabéns pela crônica,

    Bom fim de semana!

    Giovanna - Unifran - Franca - SP

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  16. Olá Lavrado


    Com o apagar das luzes em 1953, da Zona do Meretrício, situada nas ruas Itaboca e Aimorés, no Bom Retiro, o vício se espalhou por toda a região dos Campos Elíseos, outrora um bairro da “nobreza paulista” e Santa Ifigênia.
    Uma situação criada pelo governo da época e nunca solucionada por governo nenhum.

    Um abraço

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  17. Boa tarde, J. Morgado!
    Acredito que o mal que assola nossa sociedade é de fato a falta de estrutura familiar. Perdemos toda noção de família, de respeito, de dignidade. Tudo aquilo que deveríamos aprender em "casa", foi transferido aos mestres, por falta de tempo dos pais. Gostei muito desse seu artigo, pois retrata o que vivenciamos e nos mostra que uma providência deve ser tomada com a máxima urgência. Nos mostra também que o remédio para todo esse mal, é sem dúvida, a educação familiar, baseada no respeito, na busca por ideais, no amor e na estrutura básica para uma realização plena.

    Bjos, um bom final de semana!

    Carol - Metodista - SBC

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  18. LUIZ ANTÔNIO DE QUEIROZsexta-feira, 03 dezembro, 2010

    Amigo J.Morgado,

    Parabéns pelo texto.
    De fato estamos vivenciando um momento conturbado. À primeira vista percebe-se uma inversão nos valores que temos ou tínhamos como fundamentais. De fato dá para perceber que o egoísmo ainda é o nosso maior mal. Precisamos lutar para estirpá-lo de nosso íntimo. Só assim poderemos avançar para um mundo melhor. Por outro lado está ocorrendo melhorias em todos os campos do saber e da moral humanos, que, por estarmos ainda de olhos no negativo, passam desapercebidos.
    Procuremos melhorar o nosso íntimo, trabalhando para o bem, perseguindo os exemplos de Jesus.

    Abraço Fraterno e paz

    Luiz Antônio de Queiroz
    SSParaíso-MG

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  19. Boa noite, Jornalista J. Morgado, aqui em casa as coisas são bem diferentes. Disciplina sem violência é regra geral. Tenho um filho de quatro anos e outro com quase três. Moro num País onde ter ajudantes é uma coisa que não funciona bem. Desde um ano de idade já imponho limites porque percebo que o mal dos pais é achar que só mais tarde o filho precisa de disciplina. Claro que nunca devemos impôr regras como num quartel general, mas educar com amor, carinho, disciplina e sabedoria. Na escola as professoras me perguntam o que eu faco para que eles arrumem os brinquedos sempre. Eu respondo: ensinei. Quando ainda menores inventei formas engracadas para guardarem os brinquedos e aprenderam. Quando falo ao telefone não deixo que me interrompam, da mesma forma quando estou comendo. Dormir somente cada um em sua cama e no quarto deles. Se não jantarem só comerão no café da manhã. Quando tem pesadelos costumo ficar um pouco com eles para que se acalmem e falem sobre o pesadelo. A vida fica mais fácil e mais agradável, não precisamos ficar estressados e nem levantar a voz. Bater? JAMAIS! Aprendi que isto não ajuda a educar, mas a amendrontar. Medo trasforma as criancas em adultos inseguros, não queremos isto aos nossos filhos, mas que se tornem pessoas educadas, amigas, cumprindo com suas responsabilidades e vivendo com liberdade mental. Acho maravilhoso falarmos sobre este assunto porque a nós depende o futuro do mundo.

    Foi uma alegria participar deste blog, grata.

    Mary

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  20. Olá J. Morgado, está na Bíblia, em provérbios, ""Ensina a teu filho o caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se deviará dele!"
    A maioria dos problemas que enfrentamos estão ligados á falta de educação doméstica. É uma situação complexa, mais não irreversível. È preciso que haja um movimento no sentido de reverter o quadro caótico em que se encontra o conceito família.
    Nesse sentido todos podemos ser mestres, podemos, de forma paciente dizer a qualquer pessoa que tenha filho, netos, sobrinhos e até vizinhos, que é preciso resgatar este tipo de educação no lar. Não jogarem essa responsabilidade específica para os professores, cuja obrigação é tão somente trasnmitir seus programas de ensino. todos os que têm essa visão e preocupação devem fazer a sua parte, como uma formiguinha que leva sua folhinha para a colonia, em vai e vem incansável. Quem sabe assim um dia nosso Mundo se torna suportável...

    Bjos,

    Talita - Unisantos - Santos - SP.

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  21. Olha J. Morgado, se levarmos em consideração que segundo a ciência a Terra tem apenas três bilhões e quinhentos milhões de anos, e que a vida física apareceu na Terra a um bilhão e quinhentos milhões de anos, seria bem compreensível que a vagareza com que os humanos evoluem, está dentro do programável.
    Segundo a maldita religião, pela qual eu tenho o maior desprezo, existem apenas o céu e o inferno.
    Nisso eu tenho que dar o braço a torcer, realmente há quatrocentos anos, não existia um degrau intermediário entre o chamado céu e o inferno.
    Por conta disso às religiões que deveriam dar retaguarda aos humanos deficientes nas razões espirituais, não evoluíram o suficiente para fazer o papel de consolador.
    Fato esse que coube a religião dos espíritos as devidas elucidações.
    Vivemos por quase um bilhão e quinhentos milhões de anos na escuridão espiritual.
    Nos últimos quatrocentos anos, é que conseguimos edificar verdadeiras fortalezas de estágios intermediários dentro do inferno, para servir de trampolim as esferas de luz.
    (Assista o filme Nosso Lar para entender o que eu estou querendo dizer).
    A cidade espiritual Nosso lar, foi edificada no mundo astral dentro do inferno da psique humana,
    justamente para resgatar aqueles que são passíveis de regeneração.
    Muitos recém chegados no nosso lar acham que estão no paraíso, justamente pela incapacidade espiritual enraizada em anos e anos de cegueira.
    As realidades que tirariam todas as escamas dos seus olhos que lhes conduz ao caos da irresponsabilidade, estão bem grudadas nas inferioridades do seu próprio seu.
    A realidade é que somos apenas estagiários para novas provas e expiações no mundo dos desejos.
    Segundo as palavras proferidas pelo nosso irmão maior Jesus Cristo, muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos.
    Espero ser chamado, mas ser um dos escolhidos vai depender da minha capacidade de amar o próximo assim como ele nos amou.

    Padre Euvideo.

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  23. Bom dia meu amigo-irmão J. Morgado!
    Ontem, outro amigo-irmão querido, Oswaldo Lavrado, que assina a crônica de amanhã, domingo, bem ao seu estilo, sobre as velhas "Histórias do Rádio", pediu para que eu contasse o caso da menina Carla, ocorrido nos anos 70, em Santo André. Naqueles tempos, 40 anos atrás a falta de educação já imperava. Ao lado do pequeno prédio de dois andares onde eu morava, havia uma casa de uma senhora, já de idade, de cuja cisterna, com uma pequena bomba manual, jorrava uma água pura, analisada que fora até pelo Adolfo Lutz. Como na época não havia a facilidadee que temos hoje de comprar água e recebê-la em casa com galões de plásticos, era lá que eu me abastecia sempre. Poucos amigos, amigas e vizinhos desta senhora tinham esta autorização, até porque a cisterna ficava bem próxima de sua porta de entrada, constantemente aberta.

    Com o tempo estranhos começaram a aparecer para buscar a água desta fonte maravilhosa e os problemas começaram a ser criados, principalmente quando algumas mães levavam seus filhos para acompanhá-las... (Entendam encher a paciência dos outros). Um belo dia, uma senhora parou seu carro e desceu com ela uma pestinha com tranças. Enquanto eu aguardava minha vez para abastecer meus galões com água, assombrado vi esta menina aprontar tantas que nem dez moleques bem inspirados dos meus tempos conseguiriam a façanha. A mãe, tranquila, só dizia: "não faça assim, Carla, largue esta mangueira, Carla"... Ou "cuidado, Carla, você molhou este senhor, coitadinho"... O senhor era este pobre coitado aqui, a beira de uma crise de nervos e com uma vontade enorme de estrangular aquela peste... E a mãe também.

    Para se ter uma ideia, a tal Carla, no máximo uns 9 anos de idade, invadiu a casa desta senhora, de cuja cisterna nós tirávamos gratuitamente a água, derrubou panelas e por pouco não botou fogo na casa. E a mãe continuava: "Carla, deixa as panelas da mulher no armário" ... "Filhinha, não faça isso, é feio"... E não se mexia, a infeliz. Mãos na cintura, deixava a menina aprontar o que bem entendia. Resultado. No dia seguinte uma placa enorme estava na porta da casa daquela senhora: "Cisterna lacrada, proibido tirar água". E trancou os portões. Obra da Carla, uma menina sem educação, com apenas 9 anos de idade.

    Gostaria de saber onde anda a tal Carla, hoje em dia. Certamente casada, se é que encontrou um maluco para aguentá-la. Qual a educação que ela deu ou está dando aos filhos? Com certeza a mesma que recebeu de sua mãe, ou pior. A mãe, pelo menos chamava sua atenção, apesar de nada fazer. Carla, se hoje for mãe, nem a atenção deve chamar seus filhos (as). E assim caminha a humanidade, para um abismo, cuja profundidade está difícil de ser calculada. Por isso, nos meus tempos de infância, uma criança gentil e educada era admirada por todos e invariavelmente esta frase era ouvida: "esta tem berço".

    Um bom final de semana a todos...

    Edward de Souza

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  24. Olá Edward

    Pois é, a história seria cômica se não fosse trágica. Estou rindo por dentro e lamentando que casos como esse contado por você existam todos os dias e as pencas.
    Aconteceu comigo.
    Década de 80, em São José do Rio Pardo; um amigo me visitou juntamente com a família. Espôsa e dois “diabinhos”. No início se portaram bem, como se estudando o campo de batalha.
    De repente começaram a correr pela casa, pelo pomar, galinheiro (eu morava em uma chácara) e adentravam a residência chutando tudo o que viam. Os pais, impassíveis, nada falavam. Aí começaram a pular em cima dos sofás (brancos) e... Nada!
    Foi aí que perdi as estribeiras e dei um berro com as figurinhas.
    Os pais me olharam horrorizados e quiseram argumentar comigo. Expulsei-os de casa, Nunca mais os vi, Graças a Deus.

    Um abraço

    Paz. Muita Paz.

    J. Morgado

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  25. Oiê, amigos (as)...

    Ainda vale a máxima: "Em vez de nos preocuparmos qual mundo restará aos nossos filhos", deveriamos atentar para; "que filhos deixaremos para o mundo"

    abraços
    Oswaldo Lavrado -SBcampo

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  26. Olá Edward, seu eu não tivesse lido neste instante o comentário acima de J. Morgado, iria repetir a mesma frase, seria cômico, não fosse trágica esta situação provocada pela Carla, um relato que serve para que possamos refletir profundamente sobre o problema da educação dos nossos filhos. Todos foram unânimes em seus comentários, afirmando que a causa de tanta violência hoje no Mundo tem suas raízes criadas no berço, na educação familiar que peca em demasia, não ensinando no berço como devem se comportar seus filhos no futuro. Qual a razão? Os pais dos novos tempos tiveram a mesma educação da Carla, ou seja, nenhuma. Como então poderiam educar seus filhos? Não seria o caso de se reciclar os pais, obrigando-os a um curso intensivo de preparação para aprenderem como educar seus filhos? Essa iniciativa poderia até partir do Ministério da Educação, às voltas com todas estas desavenças com alunos agredindo professores e professoras nas escolas. A educação do século passado, rígida, foi aos poucos afrouxando e hoje, infelizmente, não existe. Desde o berço, com manhas e birras, as crianças começam a dominar os pais e seguem adiante a vida toda, gerando toda esta violência no mundo. É preciso reeducar os pais, para termos filhos obedientes e responsáveis no futuro.

    Beijos a todos...

    Larissa - Santo André - SP

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  27. Ôi Larissa, vc é psicóloga, não? Vi em seu blog. Deve ter encontrado muitas destas "Carlas" em sua vida, creio. E lhe dou toda a razão. Como ensinar números a alguém se vc não conhece a tabuada? A Igreja Católica, não sei se ainda tem hoje, mantinha um curso para casais, preparando-os para o casamento, e parece-me que incluia nos ensinamentos aulas para educação dos filhos, não tenho certeza. Isso deveria sim, ser competência do Ministério da Educação, difícil vai ser conscientizar os pais a frequentarem o curso. Só perguntar aos casais que hoje tem filhos. Todos são unânimes em dizer que sabem educar suas crianças. Se soubessem, o mundo não estaria como está hoje.

    Bom fim de semana!

    Vanessa - Campinas - SP

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  28. Boa tarde!
    Hoje pela manhã recebi um telefonema do meu Mestre e amigo, Dr. Miguel Arcanjo (professor de medicina e psiquiatria da USP.), para que eu fizesse uma análise sobre este assunto tratado com profissionalismo neste blog do consagrado jornalista Edward de Souza, escrito pelo eficiente e dinâmico jornalista J. Morgado. Pois muito bem... Determinar qual o nível de atividade normal de uma criança é um assunto polêmico. Também o é o seu comportamento. A maioria dos pais tem uma certa expectativa em relação ao comportamento de seus filhos e, normalmente, esta expectativa inclui um certo grau de agitação, bagunça e desobediência, características que são aceitas como indicativos de saúde e vivacidade infantil. Porém, algumas vezes podemos estar diante de um quadro de Hiperatividade Infantil, que foge da simples questão de comportamento. É um transtorno que vive a desafiar a teimosia dos avós, os quais continuam achando que "crianças são assim mesmo" (eles não vivem 24h por dia com essas crianças), ou que os pais delas também eram assim quando crianças, ou que esses pais de hoje em dia não têm paciência e não sabem educar.

    Embora a violência não seja privilégio das camadas pobres, nessas ela é mais violenta. Basta ver o noticiário policial para se constatar que a maioria absoluta dos infratores tem menos de 30 anos. É a garotada que veio de famílias desorganizadas - aqui se enquadram também os delinquentes da classe média - que desconhecem os valores sociais. Como não tiveram uma educação realística, eles compreendem que precisam possuir um bem que desejam. É o ponto de partida. Se é roubado ou comprado, é detalhe. No assalto, usam de extrema violência porque desconhecem valores sociais como trabalho, família, respeito às pessoas. A violência é referência de poder.

    Aqui começa a nossa conversa. Esses valores se aprendem em casa e se consolidam na escola. Em casa eles normalmente não existem. Na escola, muito menos. Ensinar dois mais dois não significa nada, se não vier acompanhado de leituras construtivas e de educação construtiva.
    Substituir secretários de segurança não resolve a violência, porque ela está fora dos gabinetes oficiais. Está nas ruas, começa nas famílias, passa pela escola e ganha às ruas. Jovens sem estrutura moral e sem preparo para o trabalho descarregam na violência o que lhes falta em valores sociais e econômicos.

    A realidade dura é que se a educação não for percebida e tratada como a matriz de construção e de recuperação da infância e da juventude, não adiantarão bolsas-família, bolsas-escolas e bolsas-gás. Um jovem que assalta, atira e mata sem remorsos, age como homem, mas é mais animal do que gente, porque é puro instinto. Falta-lhe aquela humanidade da família e da escola, que ele, certamente, não teve. A polícia é a última peça nesse contexto. Espero, com estas simples explicações, ter auxiliado os frequentadores deste blog sobre este tema tão conflitante e agradado meu amado e querido Mestre, Dr. Miguel Arcanjo.

    Atenciosamente
    Dr. Sebastião Honório (professor de medicina da Universidade de São Paulo - Médico psiquiatra).

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  29. Bom dia Juliano!!!!

    Nada se faz que não seja obdecendo a natureza, pois a propria natureza é o reflexo da lei divina
    Dormir impuro e acordar puro é pretensão dos que desconhecem os mecanismos da evolução
    Paciência, muita paciência, conosco em primeiro lugar, já que somos todos muito afobados

    um abraço fraternal

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